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Entre o Silêncio e Posicionamento: Psicologia e Política

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“Desde que eu estou em vida, eu nunca vi um dia em que esse negócio não estivesse em crise, que é crítica estética, moral, todas, tudo aí, né?”
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É, boa noite a todos, seja todos muito

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bem-vindo.

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É, eu sou o Gabriel, eu sou um dos

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fundadores do TEM e eu gostaria de

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agradecer a cada um de vocês que tá

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acompanhando aí tanto pela transmissão

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do YouTube quanto pelo Instagram que tá

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no Temes da Liga de Análise

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Comportamento da W. E para quem não

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conhece o Temes, ele carrega o nome de

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uma deusa grega da justiça e da

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equidade. A gente prestou esse nome

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porque acredita firmemente que o acesso

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à saúde mental e qualidade não deveria

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depender do tamanho do bolso quem sol. A

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nossa história começou aqui em Londrina,

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no Paraná. A gente organizava lista em

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PDF com profissionais dispostos a

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oferecer parte das suas vagas, eh, das

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suas agendas com vagas sociais.

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Aí a gente percebeu que a demanda foi

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crescendo. Percebemos alguma dificuldade

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da população encontrar profissionais com

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recurso de acessibilidade, como domínio

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de Libras ou adaptação sensorial no

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consultório. Ao mesmo tempo, observamos

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com preocupação a floriferação de

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plataformas comerciais que mercantilizam

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e o sofrimento e ferem código de ética e

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de respeito à autonomia dos

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profissionais. O tem cresceu para ser

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uma resposta ética e concreta essa

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injustiça. Hoje nós somos o diretor

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digital orgânico alinhado ao Conselho

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Federal de Psicologia que protege tanto

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quem busca o alinhamento, o acolhimento,

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quanto a nossa categoria profissional,

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atuando como uma ponte segura entre quem

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precisa e quem deseja ajudar. Hoje o

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tema já conta com mais de 150 psicólogos

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cadastrados das mais diversas

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abordagens.

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Estamos expandindo o nosso contexto,

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indo além de ser um diretório digital,

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buscamos também a prestação de serviços

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acessíveis e de qualidade da psicólogos

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e da comunidade em geral, como é o caso

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desse evento, que é o segundo que a

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gente organiza.

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E o contexto que traz a gente aqui hoje

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é urgente. A psicologia não está imune a

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mudanças políticas no país. No último 4

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de outubro vemos um congresso com forte

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maioria conservadora ser eleito e

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confesso que fiquei bem assustado e

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desanimado com tudo isso, mas senti que

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como indivíduo e profissional precisava

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me mobilizar de alguma forma e por isso

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eu acompanho o Dr. Deninana há muito

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tempo e tive o prazer de ser aluno dele.

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Sempre admirei o quão bem posicionado

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politicamente ele é e eu resolvi

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convidar para essa empresária. Ele ele

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topou prontamente mesmo. saber

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exatamente o tamanho que isso tomaria. E

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nós também não imaginávamos que esse

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evento cresceria tanto a ponto de hoje

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estarmos com essa família titular imensa

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e de peso. Além do Denis que trabalha

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bastante com estes de minorias e

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população LGBTQAS,

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na nossa mesa temos o professor Dr.

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Manuel Tourim que é referência histórica

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para todos nós analistas do

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comportamento e recentemente publicou um

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artigo sobre as práticas culturais do

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fascismo no século XX. A professora Dra.

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Carolina Laurente, que atua bastante com

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estudo de gênero e feminismo, o

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professor Dr. Hernando Neves Filhos, que

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atualmente é pesquisador, colaborador do

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programa de combate e desinformação do

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Supremo Tribunal Federal, a professora

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Dra. Alejandra Cedeno, que atua com

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ênfase em psicologia social e na

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psicologia comunitária de cotidiano.

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E a professora Mayara, que tem

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trabalhado eh uma prática clínica com

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contingentes sociais, políticas de

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gênero que atravessam a maternidade

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e o professor Crio conforte atuação em

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políticas públicas de pesquisas focadões

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entre psicologia, ética, política e

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processo de subjetivação.

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Este evento entre o silêncio e

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posicionamento, psicologia e política é

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uma realização nossa do tema apresentado

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daqui por mim, Gabriel, Jade, Cosmo e

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Rebeca em forte parceria com a Liga de

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Análise de Comportamento da UEL sobre a

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presidência de Júnior Costa e a

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vice-presidente da Isadora Moura, que

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estão aqui conosco, também estão aqui

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presentes nessa chamada

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eh os psicólogos clínicos Naard Bareto e

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o Carl que vão interagir e enriquecer

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com o nosso debate. Sou imensamente

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grato pela presença de todos vocês.

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Tenho certeza que esse debate vai ser

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bastante risco, rico e produtivo.

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E agora, sem mais delongas, para

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começarmos o nosso evento, como o Júnior

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já comentou aqui nos bastidores, hoje o

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Denis postou um vídeo muito forte e bem

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necessário.

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No vídeo, Denis falou um pouquinho sobre

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o estresse de minoria, suas vivências e

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também pontuou como bolsonarismo

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legitima e amplifica o medo vivido por

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população marginalizadas.

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Eles destacam o aumento alarmante da

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agressão contra as pessoas trans e o

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alto número de projetos ante LGBT

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tramitando no Congresso. Diante desse

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cenário, ele reforça que para o

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psicólogo a neutralidade é clicidade.

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E é exatamente aproveitando o gancho

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dessa reflexão que trago aqui a pergunta

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enviada

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antecipadamente

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pela Emily Fantinelli, estudante de

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psicologia para o nosso pontapé inicial.

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Até que ponto, por uma neutralidade ou

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silêncio do psicólogo, não se torna uma

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omissão ética diante de figuras

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políticas que desqualificam a existência

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de minorias e os direitos humanos. Como

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um estudante ou psicólogo pode se

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posicionar criticamente sem perder o

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rigor ético, sabendo que a defesa da

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vida e da dignidade humana não é neutra?

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E com isso eu passo a palavra pro dar

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início ao nosso debate.

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>> Bom, boa noite, pessoal. Como eu tava

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comentando aqui, eu tô me sentindo muito

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honrado de estar cercado de colegas que

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eu admiro tanto, eh, e que eu tenho

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tanto afeto. Eh, queria agradecer o

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Gabriel e a equipe aqui do Temes pelo

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convite. Acho que é uma iniciativa

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muito, muito interessante, muito

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importante no momento que a gente tá

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vivendo.

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Eh, agora indo pra pergunta da Michele.

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Isso

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>> é Emily.

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>> Emily da Emily, desculpa pra pergunta da

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Emily. Eh, eu eu acho que primeiro a

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gente não pode confundir eh a gente ter

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uma um posicionamento

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de fazer proselitismo político dentro do

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consultório, né? Eu sou terapeuta.

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Eh, eu acho que eu preciso

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eh

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preciso cuidar

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de reconhecer que em especial falando

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dessa população LGBT, né, reconhecer que

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eh o sofrimento dessa população é

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atravessado por esses fatores que a

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gente tá discutindo esse agora, fatores

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esses que em grande parte são

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amplificados ados por esse fenômeno que

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a gente chama de bolsonarismo, né? Eh,

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reconhecer isso, eh, não é fazer

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proselitismo e não é convencer o meu

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cliente a votar em um ou outro

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candidato, mas é entender eh de onde vem

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esse sofrimento e como que eu posso

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construir um questionamento reflexivo,

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construir um uma intervenção que seja

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culturalmente sensível. e que permita ao

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meu cliente questionar esse lugar que

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ele ocupa e esse e esses atravessamentos

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que levam a toda essa

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problemática, né? Eu acho eh

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ignorar isso para mim é uma eh é um

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descuido ético, né? É uma falta ética.

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eh olhar simplesmente como eh como se

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não houvesse uma eh toda uma estrutura

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que tá que tá por trás de toda essa

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queixa que o meu cliente traz, né? Acho

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que para começar a conversa eu trago

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esses pontos, tá?

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Eh,

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não sei se alguém gostaria de

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complementar alguma coisa nesse sentido.

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>> Posso complementar, Denis? Claro,

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>> eu

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não assisti ao vídeo, né, que foi

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comentado aqui. Quero fazer isso

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