Conheça os Mórmons (português europeu) - Filme Oficial em Full HD
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Esta é Nova Iorque com mais de 8 milhões de pessoas.
E esta é a Times Square. Visitantes de todas as partes
vêm desfrutar da energia deste lugar. E a sua diversidade é igual
à dos que nela vivem. Se pretender recolher opiniões
de um largo espectro de pessoas, este é o lugar ideal.
Vou abordar pessoas sobre algumas questões simples.
E aposto que as opiniões serão muito diversas.
O que pensa quando ouve:
"A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias?"
É a igreja Adventista, não é? -Ah…
Eles são conhecidos por outro nome que talvez já tenha ouvido.
Testemunhas de Jeová?
Se me der opções para escolher talvez acerte.
-Começa por um "m". -Ah, acho que já sei… É …
A resposta é "Mórmons". Sim, essa é a resposta correta.
O que lhe vem à mente quando ouve a palavra Mórmon?
-O meu primo. -Ex-namorada.
Pessoas que não gostam da cidade e vivem num mundo só delas.
Não fazem comemorações, não é?
O Gabe tirou a semana de férias. Ele é Mórmon.
Sabe o que eles pensam do dia bissexto.
Os Mórmons comemoram o Natal.
Mas é um Natal diferente, não é? Não? Ok.
Devem gostar dos mesmos programas e músicas e de cachorros quentes.
Têm o seu próprio Jesus Cristo, que vive em Utah.
-Utah? É Utah? -Utah.
-Utah! -Salt Lake City?
Utah.
-Ele visita Utah aos fins-de-semana. -Porquê? Ele é Mórmon?
Eles têm muitas esposas. E muitos filhos.
Então, tu partilhas o teu homem?! Tu és como uma esposa Mórmon!
Sei que parece estranho.
Como podem ver, as opiniões divergem bastante.
Chamo-me Jenna e sou Mórmon. Mas isso é apenas uma alcunha.
Sou membro de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.
E moro aqui mesmo, na cidade de Nova York.
A coisa mais estranha que já ouvi é que os Mórmons são racistas.
-A sério? -Sim.
Então, e eles têm algum africano em Utah?
-Talvez dois. -Eu vi-os uma vez, dois africanos.
Se fosses um Mórmon, não podias…
-Consumir drogas. -Doar sangue?
-Ir a festas? -Dançar?
-Dizer palavrões. -Votar?
Beber?
Achas que eu bebo muito? Peck, tu és Mórmon.
Ao pé de ti todos bebem em demasia.
A comunicação social influencia a ideia que se tem dos Mórmons.
Mas, essa não é a melhor forma de obter informações exatas.
Olá? Oh! Boa! Mórmons!
Então, quem são os Mórmons? O que nos destaca?
O que leva 15 milhões de membros de A Igreja de Jesus Cristo dos
Santos dos Últimos Dias a fazer o que fazem?
A melhor forma de esclarecer a verdade é ir diretamente à fonte.
E recentemente, uma equipa de filmagens fez exatamente isso.
Eles filmaram a vida de seis famílias Mórmons.
Essas histórias revelam algumas das nossas crenças básicas,
o que o ajudará a saber quem realmente somos.
Como são, então, os Mórmons? A decisão é sua.
A primeira paragem é em Atlanta, Geórgia. Aqui vamos explorar o que é
ser um bispo Mórmon: gerir o trabalho,
o tempo em família e o serviço voluntário na Igreja.
O meu Pai Celestial deu-me talentos e habilidades para desenvolver.
Se não os desenvolver da maneira que Ele deseja, então terei fracassado.
Eu não tenho o objetivo de ser famoso ou importante,
mas quero cumprir com a minha missão aqui na Terra.
Chamo-me Jermaine Sullivan e esta é a minha esposa, Kembe Sullivan.
Estamos casados há oito anos. Temos três filhos lindos:
Jeremiah, Abram e Portland. Sou orientador educacional.
Trabalho com cerca de 200 alunos regularmente.
Ajudo-os a determinar o que lhes falta para concluir o curso
e certifico-me que estão no programa certo.
Eu sou professora online e trabalho a partir de casa.
Também mantenho contacto com os pais.
Certa vez, estava na capela e uma mulher entrou.
Ela queria saber sobre o nosso centro de história da família.
Eu disse: "Posso ajudá-la. Eu sou o bispo".
Ela ficou embasbacada e disse: "O senhor é o bispo?
Não sabia que a Igreja Mórmon tinha bispos africanos".
Eu disse: "Sim, lidero uma congregação aqui em Atlanta".
-O bispo Sullivan é amoroso. -Ele é gentil, carinhoso e sensível.
Mário, como vai?
Tenho que ser sincero convosco. Quando fui chamado, ou me pediram
que eu servisse neste chamado, fiquei apavorado.
Não é uma questão de idade, mas de buscar o Espírito de Deus.
Penso em Pedro, Tiago, João e muitos deles eram pescadores.
O Senhor chamou homens comuns para servir ao Seu lado
e abençoar a vida de outros durante a Sua missão.
Da mesma maneira que o fazia continua a fazê-lo.
Os bispos podem ser mais velhos, sábios e experientes.
Ou podem ser mais jovens como o bispo Sullivan.
O bispo Sullivan serve com entusiasmo.
Isso ajuda-o a relacionar-se melhor com os jovens da congregação.
Identifico-me com ele porque ele é jovem e já teve a minha idade.
Esta noite vou ensinar aos jovens uma dança geralmente
associada às fraternidades e repúblicas afro-americanas.
Aprendi esta dança no secundário. Ei malta! Malta, malta.
Este é o passo. Passo, passo.
Na nossa Igreja, o chamado de bispo não é para o resto da vida.
Não há nenhuma hierarquia ascendente na Igreja.
Servimos onde o Senhor achar que precisamos servir.
-Feliz aniversário! -Já tenho 41!
Olha só para ti! Muitos Parabéns!
Os bispos, professores da escola dominical - ninguém é pago.
Não temos um ministério pago. Não temos um clero pago.
Vamos lá, Surin. Ainda bem que vieste.
A Kembe é professora dos jovens na Igreja.
Ela não é paga; ninguém é. Mas, somos abençoados ao servir.
Jesus Cristo veio para servir. Ele é o nosso exemplo de serviço.
Devemos servir.
Acho que é assim que o Senhor nos guia e nos orienta.
Ele fortalece-nos quando servimos outros.
Na casa dos Sullivan, os domingos parecem um circo.
Pela manhã, levantamo-nos e preparamo-nos para ir à Igreja.
É difícil fazer tudo, pois o Jermaine já está nas reuniões
e são três contra um.
Todos sabem que os filhos do bispo não param.
E não comem muitos doces!
Os meninos adoram comer, então, trago imensa comida saudável -
coisas que, com sorte, os manterão quietos e felizes.
Ele fica no púlpito e ela fica com os meninos. E ela lá consegue.
Admiro o modo como ela lida com isso e a paciência que tem
comigo e com as crianças mesmo quando não se portam bem.
Sejam bem-vindos ao nosso churrasco especial da ala.
A Ala de Atlanta é um lugar muito especial.
A união, a bondade. Podemos sentir esse amor.
Deus é o autor da diversidade. Basta olhar para a natureza
Não temos só um tipo de flor, temos uma grande variedade.
E elas variam na cor, no formato e no aspeto.
Eu concentro-me nas coisas que nos unem.
Creio que isso cria uma sensação profunda de harmonia e união.
O bispo Sullivan, definitivamente, não é perfeito.
Basta avaliarmos este churrasco que ele nos fez hoje.
O irmão Parker e eu sempre discordámos sobre
quem fazia os melhores churrascos. -Está bom. Mas, não está perfeito.
Eu já lhe disse: "Vamos agendar uma competição.
Vamos ver quem faz o frango mais saboroso".
Claro que eu é que vou ganhar. -Mas, ele é um bom homem.
O Jermaine visita regularmente Tuscaloosa, Alabama,
para ver a irmã mais velha e recordar o passado.
A nossa casa foi eleita no bairro como aquela
onde todas as crianças gostariam de poder visitar e brincar.
O Jermaine é caseiro e sempre gostou de ficar em casa.
Éramos tão próximos, que as pessoas pensavam que ele era meu filho.
Foi bom os nossos pais terem podido vê-lo tornar-se num bispo,
antes de morrerem. Eles ficaram tão orgulhosos.
Ela frequenta uma igreja Batista perto da sua casa.
Nunca tivemos nenhuma discussão religiosa.
Mesmo tendo religiões diferentes a nossa crença é a mesma.
Sempre procurei realçar as nossas crenças comuns.
Existirão sempre diferenças, por isso não vale a pena discutir.
É aquilo que somos por dentro.
Versículo 25, começa o Abram. "E o Senhor Deus disse-me…"
"E o Senhor Deus disse-me…"
Os Mórmons estudam dois livros de escrituras em particular,
a Bíblia e O Livro de Mórmon.
Ambos testificam de Jesus Cristo e nenhum substitui o outro.
Antes de ser de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias,
eu dizia que era vagamente cristão. Mas, agora, depois de me filiar
à Igreja, a minha crença em Cristo inspira todos os meus atos.
A minha crença influencia a minha visão do mundo.
O meu testemunho de Jesus Cristo ajuda-me a ser uma mãe melhor.
Tento seguir o exemplo do Salvador e viver como Ele viveria.
Não considero Cristo como algo abstrato, mas como alguém
com poder e amor infinitos, que me conhece
e cuida de mim e da minha família.
A próxima paragem é em Annapolis, Maryland.
Lar da Academia Naval dos Estados Unidos, onde Ken Niumatalolo
trabalha como treinador da equipa Navy de futebol americano.
Acho que no futebol aprendemos a jogar o jogo da vida.
Há altos e baixos. A resistência mental que ele ensina
pode ajudar os jovens noutros desafios da vida.
Todos os jogos em equipa têm várias posições.
Cada jogador é diferente. Cada um tem a sua função.
E mesmo que todos sejam únicos, têm de se unir para obter sucesso.
Não há uns mais importantes do que outros.
Tal como numa família. Não sou mais importante do que
ele ou do que as crianças. Cada um tem o seu papel.
A Academia Naval é a equipa do meu pai, e os meus pais são outra equipa.
Temos três filhos. A mais velha é a Alexcia.
Depois Va'a, e o mais novo é Ali'i.
O treinador da Academia Naval, o Ken, é fantástico.
A Academia Naval tem muita sorte em tê-lo.
O Ken é muito humilde. Ele concentra-se sempre
nas coisas mais importantes. -Quando ele foi contratado,
na conferência de imprensa, ele disse: "Em primeiro lugar, sou pai
e marido e, depois sim treinador de futebol".
Ele é das melhores pessoas que eu conheço e dos melhores treinadores.
Ele é das pessoas mais brincalhonas que eu conheço.
Consegues fazer-me sem barriga?
Gosta de brincar, fazer imitações…
Ele é super sério no campo de futebol.
Mas, quando está em casa, ele pode relaxar e ser ele próprio.
Nós rimos, brincamos e divertimo-nos muito.
Ele ensinou-nos a colocar o Senhor em primeiro lugar.
"Mas, buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça,
e todas estas coisas vos serão acrescentadas."
Se dermos prioridade ao Senhor, tudo acaba por se resolver.
Para muitos treinadores, o sucesso é definido pelos projetos que
alcançam ou por chegarem à NFL. Mas, a motivação do Ken é simples.
Independentemente do jogo. O meu pai não gosta de perder.
Perder é o que ele menos gosta no mundo.
Adoro jogar basquete. E eu e os miúdos já jogamos há anos.
Sabemos que nos estamos a divertir se houver conversa fiada.
Durante anos, eu era o mais rápido, depois fui sendo ultrapassado.
A Alexcia ultrapassou-me, depois o Va'a e, por fim o Ali'i.
-Eu ainda não o ultrapassei. -Não estou em último lugar.
Eu amo-te, mas nunca te vou deixar passar à minha frente!
A rivalidade no ping-pong é entre o Ken e a Alexcia.
É mesmo renhida.
Noutro dia, ela derrotou-o. -É a tua vez.
A observância do Dia do Senhor e a frequência à Igreja são
muito importantes para os Mórmons, e, às vezes, é um desafio.
No mundo do futebol, os domingos são muitos importantes.
É uma corrida contra o tempo prepararmo-nos para o próximo jogo.
E só temos seis dias entre cada jogo.
Quando me tornei o treinador, decidi que a nossa equipa
não teria mais reuniões aos domingos.
Acho que isso foi um choque para alguns.
Eles arregalaram os olhos como se dissessem: "O quê? Vamos perder."
Ele disse: "Treinadores, isto tem que ver com a minha crença.
No entanto, se acharem que precisam de fazer algo ao domingo,
não vou proibi-los de trabalhar.
Todos decidem por si mesmos." O treinador Niumatalolo prepara-se
ao ir à Igreja.
Não estou a impor a minha religião, mas eu preparo-me assim.
Atualmente, na igreja, o Ken ensina crianças de 10 anos,
na Escola Dominical muito diferente do seu trabalho.
É uma experiência fantástica ver a sua inocência.
Como podemos demonstrar recato ao Pai Celestial e a nós mesmo?
Não usar tatuagens das que não saem.
É sempre divertido vir aos domingos e estar com eles.
Gosto muito de cantar as músicas da Primária e dos jovens.
-E petiscar os lanches. -E petiscar os lanches deles.
E porque Cristo ressuscitou, o que nos acontecerá a nós?
Também ressuscitaremos.
É engraçado, num dia está no meio de jogadores matulões
e no outro rodeado de crianças.
O que acaba por nos mostrar mais da sua personalidade.
Está a correr muito bem, rapazes. Mas vamos terminar em grande.
Não trabalhar ao domingo não significa que não pense
bastante nos nossos adversários. Chego às 4h da manhã na segunda.
O Senhor espera que trabalhemos sem esperar que Ele faça tudo.
Os dias dos jogos são muito tensos, principalmente quando
jogam contra um rival como a Força Aérea dos Estados Unidos.
Ver o meu pai com a equipa a entrar no estádio,
com a banda a tocar, é muito emocionante.
Os dias dos jogos são stressantes. Toda a preparação da semana
nos conduz a esse dia. Onde esperamos estar preparados.
Assistimos à marcha militar.
E, geralmente, temos uma exibição do esquadrão aéreo da marinha.
Todas as esposas ficam emocionadas, principalmente a minha mãe.
O Chris apanhou-a. Trinta e um …
É uma montanha russa de emoções que nos deixam exaustos no final.
Parece que ela se preocupa mais com o jogo do que o meu pai.
Se alguém é placado ou falha um lance,
ela leva isso muito a peito. É muito engraçado.
Tenho de me lembrar que o jogo é importante, mas, se perdermos,
ainda tenho os meus três filhos, todos saudáveis.
Tenho o meu marido e somos os melhores amigos.
Ele é uma pessoa muito emotiva. Adora os seus jogadores e a equipa.
O meu pai pode irritar-se, mas tenho notado que com os anos,
ele está mais controlado.
Às vezes, ele fica nervoso em campo, mas talvez seja necessário.
Muitas vezes, quando está chateado, ele tira os auscultadores
e vai falar com o árbitro ou com algum jogador.
Quando eu era mais novo, o bispo disse-me que,
se controlasse o meu temperamento, o Senhor me abençoaria.
Caso contrário, não receberia as Suas bênçãos.
O dia a dia de Ken Niumatalolo é uma extensão da sua fé:
onde se esforça continuamente por ultrapassar fraquezas
e se aperfeiçoar.
Tenho uma citação sobre controlar a raiva.
A raiva é uma fraqueza e não uma demonstração de força.
Preciso de ter o Espírito comigo para me ajudar a tomar decisões.
Sei que, quando tenho o Espírito comigo, sinto essa ajuda.
De um modo claro e tangível para mim.
Alguém me disse na Igreja: "O Senhor não Se importa com
o futebol da Marinha". É verdade, até certo ponto.
Mas, sei que Ele Se importa comigo e com a minha família.
E este é o meu trabalho. Estou a tentar prover para a minha família.
Se perder, não serei capaz de cuidar da minha família.
Por isso, busco o Senhor para me ajudar a tomar decisões,
não para vencer ou perder, mas para decidir.
Senhoras e senhores, o vencedor do Troféu Comandante Supremo:
a Academia Naval dos Estados Unidos.
Gostaria de reconhecer o Treinador Ken Niumatalolo
por estar aqui mais uma vez. Aqui está ele.
É fácil de ver. Treinador?
Sr. Presidente, em nome da Academia Naval dos Estados Unidos
e do futebol da marinha, agradecemos pela honra de
sermos seus convidados novamente. É com alegria que estamos de volta.
Temos tido muito sucesso. Participámos de uma Superbowl
todos os anos que aqui estive. E creio que muito se deve à
maneira como ele conduz a sua vida.
A Costa Rica é o lugar que o Milton e a Carolina Marin chamam de lar.
Esta história pode mudar a sua opinião
sobre o papel do homem e da mulher nos lares Mórmons.
Adoramos viver neste país. Adoramos a Costa Rica.
Adoramos a natureza e a liberdade. Adoramos poder ir à Igreja
sem dificuldades. Somos gratos por os nossos filhos
viverem em liberdade e tão próximos da natureza.
Temos tudo à mão. A casa fica a 90 minutos da praia,
a 45 minutos de um vulcão e a 30 minutos de uma montanha.
Adoramos desportos radicais e o espírito de aventura.
Fazemos rapel e a corda suspensa.
O meu nome é Milton Marin e a minha esposa é a Carolina Muñoz.
Estamos casados há oito anos e temos dois filhos.
Ser mãe foi a realização de um sonho. Quando vi os meus bebés
e pude abraçar o meu filho Luis Diego pela primeira vez,
foi o momento mais especial que ainda guardo no coração.
Ela é muito independente, amorosa, inteligente e, claro,
muito mais bonita do que eu. O que sempre me agradou muito.
Há cerca de 10 anos, uma dupla de jovens missionárias de
A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias
bateu à porta de Carolina e partilhou com ela a sua mensagem.
Senti um Espírito muito forte. Eu era membro da igreja
católica. Todos da minha família ainda são católicos.
Disse-lhes que havia aprendido algo novo, de muito bom e
que elas tinham muitas verdades e conhecimento para transmitir.
A nossa filha decidiu tornar-se Mórmon.
Foi um pouco difícil para nós, não por se tratar da Igreja Mórmon
ou de qualquer outra, mas porque deixaria a nossa religião
para pertencer a outra.
Ao princípio os meus pais ficaram nervosos com a mudança.
Mas, eles sempre confiaram em mim e permitiram que eu me batizasse.
Eles até assistiram ao meu batismo.
Nós apoiamo-la na sua fé. Enquanto ela estiver a
desenvolver a sua fé, ela terá o nosso apoio.
Os meus pais são ótimos exemplos e são muito importantes para mim.
Independentemente da religião, vou sempre amá-los e
eles vão sempre amar-me.
Ao crescer, descobri que gostava de artes marciais.
Um dia, quando o Milton e eu já estávamos casados, ele disse:
"Vai haver um campeonato. Queres participar?"
E eu disse: “Podemos tentar". E gostei muito.
É um choque. Quando veem a Carolina, tão bonita,
e, depois, a veem entrar no ringue para competir,
as pessoas acham que não é ela.
Apesar de ser elegante e feminina, ela leva as lutas muito a sério.
Trinta segundos!
Depois das competições, eu arranjo o cabelo, uso maquilhagem, saltos,
e as pessoas perguntam-me: "Eras mesmo tu a competir?"
E eu digo: "Sim, era eu".
"Por decisão unânime, a vencedora é Carolina Muñoz!"
Quando toca o gongo, temos de lutar.
Mas isso não significa que deixemos de respeitar o adversário
ou que o odiemos.
Lutei no Campeonato Mundial e fiquei em segundo lugar,
graças ao Milton, que é o meu treinador.
O fantástico desempenho da Carolina chamou a atenção do campeão
mundial de IKF, Eric Parker.
O Milton é um lutador talentoso e um treinador fantástico.
Nas competições, as suas orientações são cruciais.
E eu sou o mais nervoso. Fico mais nervoso do que ela.
Não há dúvidas da sua capacidade para competir.
E ela seria uma ótima lutadora profissional.
Apesar do enorme progresso da Carolina no seu passatempo,
ela e o Milton decidiram manter uma perspetiva familiar.
Não pretendemos levar a Carolina a lutar fora só pelo dinheiro,
nem a trabalhar a tempo inteiro. -Só queremos é ficar
neste nível, competir e desfrutar do desporto que adoramos
sem sacrificar os nossos filhos, a família e aqueles que amamos.
Depois de terminar o secundário, estudei direito.
Quando voltei da missão, licenciei-me em direito.
Mas, a minha paixão sempre foram as artes marciais.
Entre ser um advogado e ficar o dia todo num escritório,
ou ficar no ginásio, decidimos que o ginásio
era a melhor forma de permanecer ativo e saudável.
Em eventos ou no nosso ginásio recebemos doações.
Os Marins iniciaram um campanha de doações
com os seus amigos católicos. Em eventos especiais, as pessoas
doam artigos escolares e comida em vez de pagarem bilhete.
Eles angariaram comida para diferentes áreas do país que
sofreram terremotos, cheias ou onde há pessoas necessitadas.
E parte da mensalidade paga pelos alunos é usada para comprar comida.
É importante partilharmos as nossas bênçãos com os outros.
E para os Marins, as bênçãos têm sido enormes.
Eles estão mais ocupados do que nunca, a viajar pelo país,
a dar aulas e a expandir o negócio.
Com mais de 1000 alunos, eles têm a maior escola
da Costa Rica. Não é fácil, mas o Milton
e a Carolina encontram uma forma de equilibrar o lar e a família
com o trabalho e outros interesses. Eles são bem-sucedidos porque
trabalham juntos, como uma equipa. -Acordo cedo e vou correr.
O Milton cuida da família.
Subo esta colina a correr. Faça chuva ou faça sol.
Se precisar de uma pausa, eu paro. Vou correr colina acima.
Quero poder segurar o mundo bem aqui nas minhas mãos…
Depois, volto para casa e faço todas as tarefas de mãe.
Muitos acham que as mulheres se devem sujeitar aos homens.
Mas, na verdade, na Igreja, não é assim.
Acreditamos que é importante dar ao marido o respeito que ele merece,
mas acima de tudo o marido deve saber que tem uma rainha
em casa e que todas as decisões devem ser tomadas em conjunto.
A Igreja deu-nos um manual de uma página, que nos ensina
a ter uma família bem-sucedida. É chamado:
"A Família: Proclamação ao Mundo".
Acreditamos que o marido deve respeitar a esposa e não deve
abusar dela nem dos filhos e a felicidade na família é mais
provável de ser alcançada quando seguimos o evangelho de Cristo.
É nos dito que o sucesso familiar tem como base o amor,
a caridade e o respeito.
Estamos dispostos a aprender uns com os outros e a perdoar.
Não somos perfeitos, mas tentamos ser felizes.
Acho que uma família bem-sucedida não é apenas aquela que
permanece unida toda a vida, mas sim aquela que é feliz.
Para os Marins trata-se do amor, respeito e trabalho de equipa.
Não existem muitos pilotos com 92 anos no mundo, mas
a equipa encontrou um em Elizabeth City, Carolina do Norte.
E que história tem ele para contar.
-Cowl flaps? -1 e 2 abertos.
-Válvula de combustível. -4 e 2 desligadas.
-Carburador de ar? -Em baixo e frio.
Quando voo, sinto algo especial, indescritível!
Os céus em cima e a terra em baixo, sinto que estou mais perto
do meu Pai Celestial. Sempre que descolo,
é como uma renovação dos milhares de voos que já realizei.
É artístico, como uma pintura. Vê-se as cores do campo,
os terrenos lavrados e as árvores e os pomares.
Então, de repente, surge o mar e as ondas brancas
que tocam na praia. Eu recomendo-o vivamente.
Bem-vindos à chuva anual de doces de Elizabeth City.
Vejam o "Espírito de Liberdade", com o Coronel Gail Halvorsen,
chamado de "Tio Asas Ondulantes" na ponte aérea de Berlim.
Ele costumava balançar as asas para sinalizar às crianças
que uma chuva de doces estava prestes a dar-se.
Aqui está o "Espírito de Liberdade" e a sua chuva de doces.
Espera. Lança, lança, lança.
Eu ainda faço a chuva de doces porque me faz sentir algo
inigualável.
Pensem nos milhares de crianças que nunca tinham comido chocolate.
Esta é a história de um piloto de 27 anos, que num gesto de bondade
desencadeou uma série de eventos que mudaram o mundo.
Logo após o ataque a Pearl Harbor, este jovem Mórmon de Utah
inscreveu-se no programa de pilotos da Army Air Corps.
Pouco depois, sobrevoava a zona de guerra para a Royal Air Force.
Junho de 1948. Berlim.
Desde o fim da guerra, tem aumentado a tensão entre o
governo militar dos aliados e os soviéticos de Berlim Oriental.
No fim da Segunda Guerra Mundial, Berlim estava dividida em quatro.
No lado ocidental os EUA, a França e a Inglaterra;
e na metade oriental os soviéticos.
ZONA RUSSA NEWSREEL FOOTAGE, 1948
Estaline decidiu cortar a esses 2 milhões e meio de pessoas,
do lado ocidental, todos os bens essenciais:
comida, roupas, medicamentos.
Só tínhamos duas horas de energia durante o dia e duas horas à noite.
Chocolates eram apenas um sonho. Comida em geral, era um sonho.
O mundo ocidental devia sair de Berlim ou iniciar a III Guerra.
Começaram, então, a abastecer Berlim pelo ar,
o que ficou conhecido como a ponte aérea de Berlim.
Em poucas horas, o General Clay e o General Robertson reservaram
todos os aviões para Frankfurt e Wunstorf.
Nunca esquecerei do meu primeiro voo para Berlim.
Tão poucos edifícios de pé, num contraste com tudo o resto.
Não víamos os edifícios, víamos através dos edifícios.
Eu transportava 9 toneladas de farinha e mal podia esperar
para que esta chegasse ao solo. Imaginava as pessoas que esperavam
sem saber quando chegaria a próxima remessa de pão.
Foi o maior trabalho humanitário já realizado.
Parecia uma colmeia, com abelhas a voar por todo o lado
e um avião que sobrevoava a vedação a cada cinco minutos.
Depois, com melhor controlo aéreo, até em intervalos menores.
Eram como aves prateadas unidas por uma longa corda.
Um dia, o Gail estava a filmar aviões de carga a aterrar,
quando algo lhe chamou a atenção na vedação.
Do outro lado, vi umas 30 crianças entre os 8 e os 14 anos.
Elas falaram comigo em inglês e contaram-me como era a sua vida e
como se sentiam gratas pela comida e pelo carvão que lhes trazíamos.
Elas disseram: "Não se preocupe. Um dia teremos comida suficiente.
Mas, se perdermos a liberdade, nunca mais a recuperaremos.
Não desistam de nós". Fiquei tão interessado nelas,
que perdi a noção do tempo. Tinha ficado lá quase uma hora.
Eu disse-lhes: "Não se preocupem. Não vamos desistir nunca.
Tenho que ir". Dei cinco passos e ouvi uma voz.
Tenho a certeza que era o Espírito Santo. "Volta para a vedação".
Voltei e examinei os bolsos para ver se tinha algo para dar.
E encontrei duas pastilhas.
Ele partiu-as ao meio e deu-as a quatro crianças.
As crianças que as receberam arrancaram o papel da embalagem
e entregaram-no às outras. E as crianças com o papel
da embalagem, seguraram-no para sentir o aroma da pastilha.
E arregalaram os olhos e eu fiquei ali sem reação.
E naquele momento algo mudou. Pensei: "Tenho que fazer mais".
Sem pensar muito, Gail arquitetou um plano maluco para
entregar as suas rações de doces às crianças da vedação,
perto do fim da pista. Mas como podiam elas distinguir
o seu avião das centenas de outros que aterravam a cada 90 segundos?
Eu disse: "Crianças, quando eu sair da Alemanha Ocidental e vier
para Berlim, eu vou balançar as asas do meu grande avião.
Quando virem umas asas a balançar, esse é o meu avião".
O meu copiloto e engenheiro, John Pickering e o Sargento Elkins
tinham bom coração e deram-me as suas rações de doces.
E agora tinha duas mãos cheias de barras de chocolate e pastilhas.
Pensei: "Isto é muito pesado. Não posso atingi-los com isto
a voar a 177 quilómetros por hora. Tenho que abrandar a sua queda".
Usei lenços como paraquedas. Mal podia esperar por chegar a Berlim.
Quando o Gail se aproximou da Base Aérea de Tempelhof, ele viu
as crianças perto da vedação, exatamente conforme planeado.
Ele balançou as asas e preparou-se para a chuva de doces.
Ao nos aproximarmos da vedação, eu disse: "Elkins, lança-os".
Fizemo-lo mais três vezes. E depois, fomos descobertos.
À terceira chuva, o tenente Halvorsen e a tripulação
retornaram à Base Aérea de Rhein-Main, na Alemanha Ocidental.
Então, um oficial irritado entrou no avião de Gail e ordenou-lhe
que se apresentasse ao Comandante Haun, que o interrogou.
"Halvorsen, o que é que tens feito em Berlim?"
"Voado sem parar, Senhor." "Eu não sou estúpido", disse.
"E que mais é que tens feito?" Então, percebi que ele já sabia.
Agarrou num jornal com uma foto do meu avião.
"Quase que acertaste na cabeça de um jornalista com um chocolate.
A história já se espalhou. Tu não tinhas autorização."
Ele arriscou a sua carreira e a de todos os envolvidos,
pois poderiam ser levados a um tribunal marcial.
O General Tunner, conhecido por ser um comandante severo,
não dispensou o Gail Halvorsen.
Ele disse-lhe para continuar a sua missão e recrutar outros.
A sua operação ficou conhecida como o Bombista de Doces.
Todos acabaram por ouvir falar deste tenente louco que
lançava doces pela janela. E todos começaram a fazer o mesmo.
Os membros do esquadrão de Gail começaram a lançar doces
noutras áreas de Berlim. Gail explicou aos outros pilotos
aquela que ficaria conhecida como a Operação Little Vittles.
A notícia espalhou-se e muitas empresas começaram a doar doces,
inclusive a companhia Hershey. Mas, ninguém poderia imaginar
o impacto deste esforço na moral dos alemães,
antes vistos como inimigos, na hora em que mais necessitavam.
Do apartamento dos meus pais, via os aviões a passar.
Ficávamos atentos para conseguir apanhar um dos paraquedas.
Ficávamos à espera e, de repente, os paraquedas caíam do céu.
Todos corriam como uns loucos e eu não conseguia acompanhá-los.
Depois via os meus irmãos voltarem com os seus lenços e os seus doces.
Fiquei a saber que a ideia tinha sido de um tal de Gail Halvorsen.
Sessenta e quatro anos depois e eles ainda se lembram.
Senhor, muito obrigado por tudo o que fez por Berlim.
-Gosto muito de si. -Também gosto muito de si.
Ele fez tudo por amor e não por ter sido mandado.
Ele simplesmente quis ajudar. Esse pequeno ato de bondade,
dois pedaços de pastilha, impediu a III Guerra Mundial.
Em 14 meses, a operação de Gail fez chover 21 toneladas
de chocolates, renovando a esperança do povo alemão.
Não acredito que a ponte aérea teria tido sucesso sem a
inspiração que Gail Halvorsen e os outros geraram no povo de Berlim.
A ponte aérea de Berlim terminou em maio de 1949.
Gail foi transferido para os EUA. Com o apoio da sua noiva, Alta,
Gail continuou a carreira militar e juntos tiveram cinco filhos.
Depois de 50 anos de casados, Alta morreu de um ataque cardíaco.
Em vez de olhar para trás, Gail seguiu em frente,
dando de si mesmo ao serviço de outros.
Mais tarde, casou-se com Lorraine Pace, de Amado, Arizona.
Ela tinha uns dentes muito bonitos e um sorriso lindo.
E eram os seus próprios dentes!
Hoje, com 92 anos, Gail e Lorraine ainda participam de chuvas de doces
comemorativas. Eles desfrutam de um estilo de vida
ativo e fazem frequentemente caminhadas de 8 a 16 Km.
-Que linda noite! -É mesmo.
Eles servem a comunidade, partilhando o que
aprenderam nos seus 182 anos, se juntarmos as suas idades.
Sou Mórmon desde pequenino e isso tem influenciado
todas as minhas decisões. O que aprendi na Escola Dominical
está sempre comigo.
O serviço é o alicerce da felicidade e da realização.
O Mar Morto está morto porque envolve toda a água doce e não
dá nada, transformando-se em sal. Em todos os bairros, temos sal do
Mar Morto, porque as pessoas se isolam e não prestam serviço.
É o serviço que nos guia nos momentos mais difíceis.
Não somos felizes porque temos uma casa grande ou muito dinheiro.
Isso é um deus falso. O único sentimento de valor
surge quando nos preocupamos e ajudamos os outros.
Seguir o exemplo do Salvador é o único caminho para a felicidade.
Do deserto do Arizona até às montanhas mais altas do mundo,
um outro homem, impulsionado pelo desejo de servir,
mora com a sua família em Kathmandu, Nepal.
Adoro o meu país, o Nepal a beleza que Deus nos concedeu
com a Sua criação, as montanhas, as colinas verdes.
O Nepal é naturalmente bonito. Temos montanhas muito altas,
que vão dos 7.900 aos 9.100 metros de altitude.
É magnífico quando o clima nos permite ter uma boa vista.
Olhamos e olhamos e nunca nos fartamos!
A maioria dos empreendimentos governamentais estão em Kathmandu.
As universidades, as melhores escolas, estão todas aqui.
Pelo que é bom para a minha família morar aqui.
Chamo-me Bishnu Adhikari. Moro em Kathmandu com a minha família:
a minha esposa, Mangala; as nossa filhas, Smina e Rebeca;
e o nosso filho mais novo, Juworship.
Bishnu e os seus 10 irmãos cresceram na aldeia de Lamjung,
nas encostas da cordilheira dos Himalaias.
Tínhamos uma pequena horta que cultivávamos.
Fui criado numa família muito religiosa.
Os meus pais eram fiéis àquilo em que acreditavam há gerações.
Eu confiava em Deus, fosse qual fosse na época, pois
havia muitos. Mas, eu adorava movido pelo medo.
Decidi frequentar uma escola cristã e fui exposto à nova
religião e filosofia que nos chegou por meio de Jesus Cristo.
E senti-me muito bem com tudo.
Mais tarde, decidi fazer um mestrado nos Estados Unidos.
Com esse grau e com uma formação em engenharia,
consegui um emprego na Califórnia. Então, em menos de um ano,
senti que tinha muito a fazer no Nepal e que precisava voltar.
Sou muito feliz por o meu trabalho me levar às áreas remotas
onde eu cresci. As pessoas desses lugares
são muito carentes e eu encontro os meios para as ajudar.
E foi sempre o meu sonho, poder ajudar outros a ter
oportunidades semelhantes. E voltei para fazer parte desse processo.
Eu nunca poderia dar-lhes a esperança que o Bishnu lhes dá,
pois estudou nessas escolas e escapou da pobreza.
Bishnu trabalha para a Choice Humanitarian, dos EUA,
e constrói novas escolas, estradas e sistemas de canalização
em áreas, que até então, não tinham esses serviços básicos.
Se a escola fosse longe, não poderíamos mandar os nossos filhos.
Ninguém poderia estudar.
A educação é a chave para sairem da pobreza.
O desenvolvimento é muito lento e as pessoas sofrem.
Gostaria de poder multiplicar os meus esforços por 10.
A nossa aldeia só se desenvolveu depois do Bishnu chegar.
Não tínhamos água potável, nem estradas, nem boas escolas.
Temos uma nascente a cerca de 17 quilómetros no topo da montanha.
A gravidade transporta a água por uma conduta
e por um cano através do vale,
até este reservatório, de onde é distribuída por 9 comunidades
a 1.500 famílias.
Quando Bishnu visita estas aldeias, é como se uma
celebridade chegasse à cidade. Ele é um exemplo
do que é possível acontecer. E o povo precisa dessa esperança.
Quando me dão um destaque extra sinto-me desconfortável,
pois não me considero melhor do que eles.
Como filhos do nosso Pai Celestial, somos todos iguais aos Seus olhos.
No Nepal temos um costume chamado "colocar a tika".
É uma marca vermelha colocada na testa em sinal de
boas-vindas e de respeito. Obrigado, sinto-me muito feliz.
Ele é honesto e atencioso.
Apesar de muitos dependerem dos serviços de Bishnu e da sua
organização, ele reserva tempo para se divertir com a família.
A dança do meu pai é muito tola. Ele não sabe mesmo dançar.
Gosto de participar em celebrações. Adoro inventar coisas, dançar e
conviver e fazer parte da comemoração.
Ele levanta os pés assim e faz assim.
Ele tenta dançar sempre e quando os outros o veem fazer
esta dança tola, mesmo com receio de dançar, acabam
por se levantar e dançar também.
A dançar, sim, acho que sou um pateta.
Em 2002, subi até ao acampamento do Monte Evereste.
Aproveitei a oportunidade para orar.
Senti paz e consolo. Por outro lado, sinto que não
existem lugares melhores do que outros
para receber revelação. Desejamos clamar a Deus
e estar em sintonia com o Espírito em qualquer lugar.
Capela de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias
Quando estudava engenharia na Rússia, conheci os missionários
de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.
Ouvi as suas mensagens e pensei: "Bem! Tenho que aprender
e fazer parte disto". E estou tão feliz,
tão feliz por ter tomado essa decisão.
Adoramos Jesus Cristo como o Filho de Deus,
e temos fé em Jesus Cristo e no Pai Celestial.
Agora compreendo que Ele me ama. Ele ama todos os Seus filhos.
E essa é a razão pela qual nos deu o Seu filho, Jesus Cristo, para
nos permitir voltar até Ele. É uma perspetiva muito diferente,
uma compreensão diferente de Deus. E não sentimos medo,
mas sim, amor.
Após Bishnu ser convertido à sua nova fé,
o seu pai ficou preocupado e perguntou se ele seria forçado
a abandonar os seus costumes tradicionais.
Expliquei-lhe que a cultura e a fé são duas coisas diferentes.
Tornar-se cristão não implica ter de abandonar a própria cultura.
Eles têm amor um pelo outro e apesar da religião ser diferente
o seu amor ainda é o mesmo, e é muito profundo.
Quando visitamos o nosso pai, os meninos fazem-lhe uma vénia.
É um sinal de grande respeito.
Sinto-me muito feliz por ser respeitado assim.
Sinto-me muito abençoado por ser respeitado pelo meu filho.
O aperfeiçoamento contínuo é a base do nosso evangelho.
Por ser genuína a minha amizade por eles,
sou bem recebido aonde quer que eu vá.
Espero continuar a melhorar nos meus pontos fracos
de modo a que esses relacionamentos
não sejam um esforço de um dia ou dois por mês,
mas algo que dure toda uma vida.
Estou longe da perfeição. Mas, já sou perfeito numa coisa,
sou perfeito a tentar.
Missionários Mórmons. Talvez, já os tenha visto:
camisa branca, placa preta e também se veem missionárias.
Mas quem são eles? O que os leva a servir voluntariamente pelo mundo?
-Acho que ele vai para a Áustria. -Talvez Suíça.
Eu digo Canadá.
Acho que ele vai para Sidney, Austrália.
Penso que para a Nova Zelândia. Quem sabe?
-Consigo vê-lo na Alemanha. -Carolina do Norte.
ou Brasil. Ou … Não sei!
Hoje é um dia especial na casa dos Armstrong.
O filho mais velho, Anthony, vai abrir a tão esperada carta
de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias
a anunciar o local onde servirá voluntariamente como missionário.
Na noite em que recebi o chamado, convidei alguns amigos.
Foi um dia cheio de emoções e de muita ansiedade, e foi
Emoção. Muita ansiedade.
E agora, o momento da verdade. "Querido Elder Armstrong,
foste chamado para servir como missionário de
A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.
Servirás na Missão África do Sul Durban".
Foi um momento emocionante. Conheço o Anthony desde
bebé, e ele tornou-se num jovem fabuloso.
Vais ser fantástico.
"Deve preparar-se para pregar o evangelho em Inglês." Boa!
É incrível ver alguém como ela, que se sentia fraca e que
não tinha muita motivação para viver, quando a conheci,
estar agora tão cheia de vida.
Foi um grande contraste com o que vimos em Council Bluffs, Iowa.
"Hás-de aprender …" Sim! É fantástico!
Há 35 anos, a jovem vida de Dawn tinha tido um começo difícil.
Os seus pais tinham apenas 16 anos quando ela nasceu.
Casaram-se e rapidamente se separaram,
dividindo, assim, a única família que ela conhecia.
Depois da separação, a minha mãe envolveu-se com drogas e álcool.
Faltava-nos comida, roupa, amor e carinho.
A minha mãe não estava disponível emocionalmente para nos apoiar.
Vivo sozinha desde os 15 anos. Já não aguentava mais.
Pouco depois, encontrei-me na mesma situação que a minha mãe.
Fiquei grávida aos 16 anos. E não era casada.
O meu namorado não queria a responsabilidade da paternidade.
E foi assim que o Anthony nasceu. E eu acabei por criá-lo sozinha.
Depois de viverem num abrigo durante quase um ano,
a Dawn e o Anthony conseguiram uma casa.
Foi aí que conheceram duas missionárias de
A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.
Falámos sobre como o evangelho podia mudar a sua vida.
Ela precisava de amigos e, quando a ensinávamos ela
ia conversando connosco de uma forma diferente.
Hoje vamos comprar camisas, calças, sapatos, meias, impermeável.
Tudo o que ele possa precisar em dois anos.
E tem de caber tudo numa mala de 22,5 quilos.
A missão vai-lhe ensinar coisas profundas da alma que
não se aprendem em casa. -Vai ensiná-lo a sacrificar os
seus interesses em favor dos outros. -Qual é que combina melhor?
-Aquela, não é? -Sim?
É surreal vê-lo experimentar fatos e esse tipo de roupa.
Estamos em contagem decrescente e
eu não o vou ver a usá-los e…
Trabalhei muito. Tenho uma pequena
empresa de jardinagem. Foi assim que poupei para a missão.
Ele contribuiu muito para financiar a sua missão,
e julgo que isso tornará a experiência mais enriquecedora.
Desafio todos a prepararem-se para serem dignos de partir em missão.
Não posso ajudar outros a melhorar sem ter a minha vida em ordem.
Falei com o meu bispo para ter a certeza que a minha vida
estava em harmonia com os ensinamentos do evangelho.
O evangelho é uma grande fonte de alegria e quero partilhá-lo.
Foi um período difícil para a Dawn. Ela já se debatia para que as
coisas corressem bem e conseguisse dar uma boa vida ao filho.
O meu namorado e eu reatámos. Tentámos ter um final feliz,
pois todos querem que os filhos cresçam com um pai.
Fiquei grávida do nosso segundo filho.
O meu namorado não queria e terminou tudo comigo.
Um mês depois, nasceu o Trey. Ele era lindo e perfeito.
Acho que foi em dezembro. Ela ligou-nos a chorar e a dizer
que o Trey tinha morrido.
Mesmo ao perdê-lo, passei por tudo sozinha.
Foi muito difícil ter tido um filho que nunca ninguém conheceu.
Os meus pais nunca o abraçaram, nunca o viram.
Quando as missionárias chegavam eu dizia: "Não me falem de Deus.
Onde é que Ele estava? Nenhum Deus deixaria que
isto acontecesse com os seus filhos".
Na época, eu estava em Arkansas. Fui a uma loja de conveniência
numa cidade minúscula e a senhora que estava na caixa
percebeu que eu não estava bem. Ela interpelou-me e disse:
"Está tudo bem?" Eu estava tão só e abalada,
que lhe contei tudo o que me estava a acontecer.
E ela perguntou: "É religiosa?" Eu disse: "Tenho pesquisado
sobre a Igreja Mórmon".
E ela disse: "Eu sou Mórmon. Posso chamar os missionários para
virem aqui e lhe darem uma bênção".
Naquele momento, eu soube que Ele não me tinha abandonado.
Era como se Ele me dissesse: Não desistas. Espera mais um pouco.
Estás quase lá. Estás tão perto, e Eu estou aqui,
Eu amo-te e o Meu amor é real".
Sabia que, se ela se comprometesse e desse esse passo,
ela teria uma vida feliz.
Tinha que decidir o que fazer com a minha vida.
A Dawn foi batizada como membro de A Igreja de Jesus Cristo dos
Santos dos Últimos Dias. Pouco antes de completar 19 anos,
Dawn e Anthony mudaram-se para o oeste, para recomeçar a sua vida.
Ela conheceu o Craig Armstrong, um jovem Mórmon,
de Salt Lake City, Utah, e casou-se com ele.
A sua vida e a do Anthony mudaram para sempre.
Levei muito tempo a admitir que ela era a minha namorada.
Nunca disseste que eu era a tua namorada, a tua mãe é que disse.
-É verdade. -Ele disse-me: "Ela tem um filho".
E eu disse: "Isso não é problema, porque, se tu a amas,
também vamos amar o filho dela".
Eles veem-me como uma pessoa; e não como "Anthony, o negro".
Eles não me veem como: "o mestiço".
Eles veem-me como o Anthony. Eles veem-me como eu sou.
O Craig é muito especial, mas aquilo que mais fortaleceu o seu
caráter foi o facto de não ter a perna esquerda.
O que eu mais gosto ao esquiar, é o facto de ser um desporto
que posso praticar sem me sentir limitado. Adoro isso porque
toda a minha vida tive muitas limitações físicas.
Boa, pai! O velhote ainda consegue! Ele safou-se!
É muito bom ter o Anthony como o meu filho mais velho.
Como pai, tento encorajar os meus filhos a seguir em frente,
a saírem da sua zona de conforto e a crescer.
Nunca pensei no meu pai como um deficiente, nunca.
Isso é algo muito importante que o Craig
nos proporcionou o facto dele ser diferente.
Ele escolhe sempre o caminho mais fácil.
Sabia que o Craig conseguiria ajudar o Anthony quando
quando ele se debatesse por ser diferente.
Amo e admiro o meu pai. Ele está sempre ao meu lado.
Nunca deixou de assistir a uma luta e de me treinar.
Futebol, beisebol, atletismo ele ajuda-me sempre.
Eu respeito-o muito. Tenho uns pais incríveis.
Chegou o dia da partida do Anthony e, como para a maioria das famílias
que apoiam os missionários, é um turbilhão de emoções.
-Olha, também posso ir. -O que é que estás a fazer aí?
Nos próximos dois anos, o único contacto do Anthony
com a família será por e-mails semanais e dois telefonemas,
no Natal e no Dia da Mãe. -Está feito.
É como se uma parte de nós estivesse a ir embora.
Sabemos na nossa mente que ele tem de partir,
mas o coração não quer aceitar. O coração e a mente não concordam.
E o Anthony é uma parte enorme do meu coração.
Ele é o irmão mais velho. Teremos saudades da sua liderança.
Mais um abraço de grupo.
Tenho orgulho nele. Ele vai abençoar muitas pessoas,
e vale a pena o sacrifício. Sou um exemplo vivo dos milagres
que advêm do trabalho missionário.
Não posso ser egoísta. Não importa o quanto eu o amo, ele…
ele não é meu. Ele é só emprestado.
Agora está na hora de o devolver por uns tempos.
Vai ser difícil, mas vale a pena.
Ei, pessoal, é o Elder Armstrong. Está tudo bem por aqui
no CTM de Johanesburgo. Até quinta-feira.
Acho que a Igreja envia missionários porque
há pessoas como eu, à espera de mudar as suas vidas.
Acredito sinceramente que não existem coincidências
nada acontece simplesmente por acaso.
Acho que Deus agenda compromissos para que nos encontremos.
Quando virem o meu filho missionário nas ruas,
incentivo-os a cumprirem com os compromissos que assumiram.
Não afastem Deus, mas aceitem a possibilidade de que
existe algo para além do que já percebem.
Espero que possam parar e ouvir a sua mensagem.
Uma escolha pode mudar tudo. E essa escolha pode desencadear
muitas outras escolhas fantásticas. E uma escolha errada pode
nos levar ao desespero, tal como as escolhas boas podem gerar
milagres sem fim.
A minha vida agora é um universo totalmente diferente.
Eu adoro a minha família. A minha vida é um milagre.
E Deus influencia tudo nela.
Agora compreendo melhor onde encontrar a paz.
Nem sempre seremos totalmente felizes, mas teremos paz,
se soubermos que Deus nos ama e tivermos um relacionamento com Ele.
É diferente enfrentar os desafios agora, com o amor e o apoio que
somente o Pai Celestial nos pode dar.
E ter a graça que somente Cristo nos pode conceder…
é a combinação perfeita para uma vida feliz.
Como pode ver, os Mórmons são de todos os tamanhos, formas e cores.
Pertencemos a uma família mundial,
A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.
Não somos perfeitos e, embora tenhamos os mesmos desafios e
preocupações que as outras pessoas, temos algo que nos ajuda a
vencer esses desafios: o evangelho de Jesus Cristo.
Os Mórmons respeitam e defendem o direito de todos poderem
adorar quem desejam adorar. Convidamos todos a juntar-se a nós
e a viver como o Salvador vive,
a servir como Ele serve e a amar como Ele ama.
Se quiser saber mais sobre os Mórmons, a resposta é simples:
Nós esforçamo-nos por seguir o exemplo de Jesus Cristo.
Amamos a Deus e acreditamos que Ele tem um plano para cada um de nós.
Todos temos um potencial imenso e um papel importante a cumprir.
É como uma sinfonia; continua a ouvir
e em breve descobrirás qual é o teu papel.
Todos têm um, e há melodias
dentro de cada um de nós.
Oh, é glorioso!
Saberás como deixá-la soar
ao descobrires quem és.
Os outros ao teu redor vão começar a despertar
para os sons que estão no teu coração.
É fascinante o que estamos a criar!
É como uma sinfonia; continua a ouvir
e em breve descobrirás qual é o teu papel.
Todos têm um, e há melodias
dentro de cada um de nós.
Oh, é glorioso!
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