Inovação Institucional e Gestão por Dados na Segurança Pública
FULL TRANSCRIPT
Ah.
Senhoras e senhores, bom dia. Dentro de
5 minutos, daremos início ao seminário
inovação institucional e gestão por
dados na segurança pública. Pedimos por
gentileza que ocupem seus lugares.
>> Bom dia a todos e todas. Damos início ao
seminário Inovação Institucional e
Gestão por Dados na Segurança Pública,
promovido pela Fundação Getúlio Vargas
em parceria com a Prefeitura da cidade
do Rio de Janeiro.
Para abertura institucional, convidamos
o diretor da EBAP, Flávio Vasconcelos.
Pronto, eu gostaria de fazer só um um
uma eh
uma fala muito breve
em nome da Fundação Getúlio Vargas.
Então, tô muito orgulhoso de fazer essa
eh de fazer a abertura desse desse
evento. A segurança pública, como todos
nós sabemos, é a base do desenvolvimento
social.
Na verdade, eu considero que seja como a
base da pirâmide do qual sobre a qual
repousa todo o desenvolvimento social.
Nós precisamos, obviamente, de outras
coisas, além de segurança pública,
saúde, educação e tudo, mas e sem a
segurança pública, nada disso se
sustenta. Na verdade, a ordem e a
segurança pública é a base que permite
que todos esses outros elementos se
mantenham eh se mantenham em um local.
E na nossa na nossa sociedade hoje, eu
acho que é fundamental que a segurança
pública se modernize, se modernize, se
tenha eh
tenha uma uma
eh uma eh
como dizer, uma
conexão com tecnologia, com novos com
com novos dados com
com o espírito dos dias de hoje. Então é
esse o espírito do nosso seminário
e que é trilhar novos caminhos e
procurar o procurar o caminho da
inovação, que é também o caminho que a
Fundação Getúlio Vargas tem procurado
fazer durante todos esses anos,
praticamente os quase 80 anos de
história da fundação. Então era
essencialmente isso. Gostaria então de
passar passar agora a palavra ao
recebemos nesta manhã o excelentíssimo
senhor Eduardo Pais, prefeito da cidade
do Rio de Janeiro. Sob a liderança da
atual gestão municipal, a prefeitura do
Rio de Janeiro vem fortalecendo a
segurança pública com a criação da
divisão de elite da Guarda Municipal,
força municipal e a implantação da
Constat Rio, modelo de gestão orientado
por dados e resultados inspirado na
experiência de Nova York. Como exemplo
dessa gestão, a prefeitura instituiu
também o cargo de gestor de segurança
municipal, que será responsável por
articular ações, acompanhar metas e
garantir a execução qualificada das
políticas de segurança no âmbito sistema
de segurança municipal. Convidamos o
prefeito Eduardo Pais para realizar o
pronunciamento de abertura. Bem-vindo,
>> meu bom dia a todos e todas. Queria
começar aqui saudando o nosso visitante
mais ilustre,
o Michael Lepetri, chefe do Departamento
de Polícia de Nova York. Muito obrigado
pela sua presença nesse encontro, pela
sua visita à nossa cidade. Saudar Flávio
Vasconcelos, cumprimentar
a coordenadora do mestrado profissional
aqui, Quetaps, a Joana Monteiro, que vai
ser ah, enfim, é quem nos ajudou a
conceber esse modelo que estamos
implantando na prefeitura do Rio de
Janeiro. Muito obrigado, Joana. Saudar
aqui o Thiago Dias, secretário geral de
segurança municipal do Rio de Janeiro,
do Campstat. Vários secretários aqui
presentes. Destacar aqui a presença da
secretária municipal de assistência
social, delegada Marta Rocha, secretário
de ordem pública Belquior, a chefe de
inteligência do Citas Maria Eduarda, o
secretário Edson Santos, Breno
Carnavalho, secretário municipal de
segurança urbana.
saudar aqui a presença de pessoas que
foram muito importantes nesse processo
de construção desse modelo, que são os
nossos vereadores. Tá aqui o Felipe
Boró, tá aqui o Pedro Duarte, tá aqui o
Lenial Borel, tá aqui o Flávio Vale, ah,
todos
vereadores que apoiaram para que nós
pudéssemos caminhar bem na casa
legislativa e ter todo o arcaboço legal
que nos permitisse avançar como estamos
avançando. e saudar dois visitantes
também, o Antônio Padilha, que é o
secretário executivo do programa Rio
Grande do Sul Seguro, que é um modelo
pro Brasil, muito obrigado por sua
presença. E o Zé Macedo, professor da
Universidade Federal do Ceará e
cientista chefe do governo do Ceará.
Queria
antes de mais nada, eh, hoje eu acho que
é um para para nós aqui, nós vamos ter o
seminário, mas é um dia de ah primeiro
de boas-vindas a esses eh futuros
gestores de segurança municipal. Então,
antes de mais nada, eu queria dizer algo
sobre vocês. Eu não tenho dúvida de que
vocês estão aqui porque acreditam que é
possível fazer a diferença, porque
acreditam no projeto da prefeitura do
Rio, entendem? que a segurança de uma
cidade não se constrói apenas através da
força, mas com inteligência,
planejamento, dados e coordenação,
porque decidiram dedicar a trajetória
profissional de vocês a um dos desafios
mais duros e mais importantes da gestão
pública brasileira. Não custa lembrar
sempre que esse tema passou a ser, ao
contrário do que sempre foi a realidade
brasileira, onde a saúde sempre foi o
principal tema de preocupação do
cidadão, o tema da segurança pública de
norte a sul do país, passou a ser o
principal tema na pauta de preocupações
do cidadão brasileiro. Nós temos nessa
primeira turma de 20 homens e mulheres
engenheiros, físicos, matemáticos,
administradores
e muitos outros, futuros gestores que
superaram um rigoroso processo seletivo
e que sobretudo demonstraram o espírito
público e as habilidades necessárias
para trabalhar em prol de um rio de mais
paz e harmonia.
Sabemos que o nosso problema de
segurança pública não vai ser resolvido
só com mais polícias nas ruas. Aliás,
ontem eh, eu fiz questão no encontro com
o nosso chefe de polícia de Novaque de,
ah, a partir dos números apresentados
por ele e mostrar que é mais ou menos,
aliás, saudar aqui também o secretário
Marcelo Queiroz, deputado federal,
mostrar que não é que é basicamente o
mesmo número de policiais que nós temos
no Rio de Janeiro e do que temos em Nova
York. Os resultados lá são um tanto
quanto melhores do que do que os nossos.
Nós também precisamos naqueles que sabem
analisar dados, modelar sistemas
complexos, identificar padrões, otimizar
recursos e planejar soluções. Vocês,
gestores de segurança pública municipal
formam esse time de pessoas. É por isso
que eu quero começar agradecendo a cada
um de vocês. Obrigado por estarem se
juntando a nós na administração
municipal.
Infelizmente, como todos sabemos, o
estado do Rio vive uma das maiores
crises de segurança da sua história. A
nossa Constituição, é clara, o comando
das polícias é uma atribuição dos
governos estaduais. É o governo do
estado, então, quem possui os principais
instrumentos para enfrentar o crime
organizado, recuperar territórios
dominados e garantir o monopólio
legítimo da força. Sem o comando efetivo
e competente das polícias, uma parte
fundamental desse problema jamais terá
solução.
Mas dentro do que nos cabe, o que que a
prefeitura do Rio pode fazer? Como é que
o município pode complementar o papel do
Estado e dar uma resposta efetiva à
população? Com o reconhecimento formal
do papel dos municípios no tema e o novo
entendimento do Supremo Tribunal
Federal, as guardas municipais. Saúdo
aos membros da força aqui, também
membros da Guarda Municipal que nos
acompanha aqui hoje. Eh, as guardas
municipais passaram a poder exercer o
policiamento preventivo e comunitário. A
partir daí, nós criamos então a força
municipal, um grupamento de elite da
Guarda Municipal com atuação armada,
preventiva e orientada por dados que vai
passar a operar combatendo roubos e
furtos nas ruas. Estamos trazendo paraa
segurança pública a mesma lógica que
usamos para universalizar a cobertura
das clínicas da família, para renovar o
BRT e transformar a educação que mais
cresce entre as capitais brasileiras
ah no IDEB, prioridade política,
estratégia bem definida e, acima de
tudo, foco em resultados. É assim que
nós governamos a cidade do Rio de
Janeiro. É assim que nós implementamos
políticas públicas. Instituímos o
sistema de segurança municipal, o SSM,
uma política articulada em rede, baseada
em prevenção, vigilância e atuação em
diferentes níveis. No coração dessa
governança está, querido Michael Petri,
está o Compostate, o modelo de gestão
por resultados inspirado no que Nova
York fez nos anos nos anos 90, aliás,
começou a fazer nos anos 90 e faz até os
dias de hoje. Aliás, destacando também,
tive a honra de participar de uma das
reuniões ah com do Compostáus, ainda
aquela época comandado pelo
Michael Pet.
Aqui nós, o compost não só vai
direcionar a força municipal, mas a
prefeitura inteira. Iluminação pública,
conservação de espaço, espaços,
assistência social, transporte. Todos os
fatores de incidência criminal são
aprimorados em conjunto. Tudo sob uma
mesma lógica de diagnóstico, intervenção
e avaliação transversal dos resultados.
Nós também estruturamos a Cívitas, o
Cvitas, aliás, Davi, nosso chefe do
Civitas aqui, nossa central de
inteligência, vigilância e tecnologia em
apoio à segurança pública, que
transforma dados de câmeras inteligentes
e dados do disc denúncia, inteligência e
planejamento, além de insumo para
investigações da Polícia Civil estadual
e de outras forças.
São os dados que mostram que na cidade
do Rio 5.3%
do território concentra 50% dos roubos e
furtos de rua.
Ou seja, o crime não está em todo lugar
indiscriminadamente.
Ele tem padrões e tem endereço. Uma
força de segurança inteligente deve
atuar exatamente onde ele está e são
vocês, futuros gestores de segurança
municipal que vão orientar essa atuação.
O gestor municipal de segurança não é um
policial e não é um mero operador. Ele é
um gestor público especializado, capaz
de planejar políticas, monitorar
resultados e garantir a coordenação
inteligente entre forças de segurança.
Ele é a ponte estratégica, perdão, ele é
a ponte entre estratégia e execução,
entre dados e decisões. A diferença
entre resposta e prevenção.
Num campo historicamente marcado por
soluções imediatistas.
por diagnósticos equivocados e pelo
monopólio policial. A criação desse
cargo representa uma mudança na forma de
pensar a segurança pública no Rio e no
Brasil. é o investimento na
institucionalização de profissionais de
segurança pública qualificados,
competentes e eficientes, que vão
elaborar e aprimorar políticas públicas
capazes de salvar vidas, de nos garantir
o direito de rivir. Com dados,
tecnologia e uma e uma estrutura
institucional inovadora, vocês terão o
nosso apoio restrito.
O crime pode ser evitado. Ele tem
causas, dinâmicas, padrões e, portanto,
soluções. Precisamos de firmeza e
competência técnica para combatê-lo. É
isso que nós estamos construindo juntos.
Bem-vindos ao curso. Bem-vindos a esse
seminário. Bem-vindos à construção de
uma cidade mais segura e com mais paz
para todos os cariocas. Essa é a nossa
missão. Muito obrigado a todos.
É uma honra receber o Chief Michael Le
Patry, chief of department do
departamento de polícia de Nova York.
Michael Petr ingressou no departamento
de polícia da cidade de Nova York em
fevereiro de 1994.
Iniciou sua carreira no patrulhamento na
73ª delegacia. Ele também serviu na 73ª,
79ª e 83ª Delegacias, na Divisão de
Gangues, no Comando de Patrulha do
Brooklyn Norte, no Departamento de
Narcóticos do Brooklyn Sul, no
Departamento de Narcóticos do Brooklyn
Norte e no departamento de Narcóticos de
Manhattan Norte.
Foi promovido a Detetive emaneiro de
2000, a sargento em maio de 2000, a
tenente em novembro de 2003, a capitão
em dezembro de 2006, a inspetor adjunto
em maio de 2011 e a inspetor em junho de
2014. Posteriormente foi promovido a
chefe adjunto em setembro de 2016 e a
chefe assistente em maio de 2018. serviu
como oficial comandante do gabinete do
chefe do departamento, onde liderou os
esforços do departamento nos programas
Seasfire e Crew Stad e desempenhou o
papel central no processo Compstad. Em
dezembro de 2019, assumiu como chefe do
Bô de estratégias de controle do crime.
Nessa função, foi responsável pelo
desenho e implementação do plano de
policiamento de precisão do NPD,
que resultou em quedas recordes no nos
incidentes de tiros e no número de
vítimas em toda a cidade. Ele presidiu
reuniões da COMPSTA com o chefe do
departamento e supervisionou todas as
estratégias de controle do crime do
Departamento de Polícia da cidade de
Nova York.
O COMSAT transformou a forma de de
monitorar ocorrências, responsabilizar
lideranças e direcionar atuação policial
com base em evidências, alcançando
resultados reconhecidos
internacionalmente na redução de delitos
urbanos. Em outubro de 2025, foi
promovido ao cargo de Chief of
Department. Sua presença neste seminário
fortalece o intercâmbio de experiências
entre Nova York e o Rio de Janeiro e
simboliza o compromisso com uma gestão
pública orientada por dados, método e
resultados. Seja muito bem-vindo e You
welcome, Michael TIF.
Good morning.
Great to be here. Long flight but uh the
hospitality Mr. Mayor from you and and
you know your team has been very very
gracious and and thank you very much. So
Comstat you know it is it is the
management tool of the New York City
Police Department right and it's about
accountability.
It's a management tool of accountability
that we on our commanders.
I was lucky couple years ago to sit on a
panel just like this.
And that was the 30ye anniversary of
Comstat. We've been doing for 32 but a
couple years ago, again I sat on a
panel. It was myself it was Commission
of Bratton who started Comstat 1994.
It was Chief Anamone who was the chief
of department at the time of the start
of Comstad 1994
and um there was another chief that that
was one of the architects of Comstad and
I was honored to sit on that panel and I
got I remember a question that they
asked me I have been going to Comstat as
a commander since 2001 so lot of years
on the other side of theum and a lot of
years on the day side of it running
comstat as the chief of crime control
strategies. I'm also honored to say that
I was the longest tenyured chief of
crime control strategies for uh six
years and then lucky enough to uh to be
tapped by commission att to run the
police department as chief of
department. So I'll go back to my
question that I was asked. Somebody from
the audience says, "So tell me what has
changed in 30 years of Comstad. You've
been going for so many years and and
what's the big change?" You know what I
said? I said not much except for data
analytics and how gran the New York City
Police Department has gotten with their
analytics and it could not be done
without our amazing civilian
intelligence. We have intelligence
analysts and we have criminal criminal
analysts. Without them, the police
department could never be able to use
the precision policing model.
And the precision policing model
the next slide up the prison the
precision policing model goes back to
about 10 years ago where we knew if you
if you throw out this large net and just
kind of like
police not being organed it does not
work it does not work so we shifted we
shifted in 2016
and the next years
lowest number of shooting victims
shooting and the history of New York
City
2020
there was a terrible incident in the
Midwest part of the United States and
things changed across
the whole country and the New York City
Police Department and other police
departments
saw a doubling of what we just saw the
year before of shooting victims,
shooting incidents.
And I remember the
then chief of department coming to me
and saying, "Can you get us out of
this?"
And I said, "Yeah, I said I can get you
out of this. Not me, but I think my
strategies on how to get out of this."
And I remember him saying, "All right,
well,
do it."
And that's when I tapped my number one
data scientist in crime control
strategies. And I said to her, I want to
know
the areas of New York City that has the
most violent street crime. And when I
say violent street crime, I talk about
robberies and I talk about shooting
incidents and grand Lon snatches, right?
Snatch a bag just like I understand that
that that's an issue plaging real.
And I said, "But I need to know the
exact times and I need to know other
things that are
helping fuel that pl of violence in
small areas."
And she comes back to me and she shows
me this program. But what I'm talking
about right now is extremely important
because it's an experienced commander
who knows policing
talking to a very experienced smart data
scientist and I basically said build me
this and she built it and then I said
field deployment in the New York City
police department is the number one
strategy to combat violent street crime
field deployment I mean how else would
you do
I don't know. I know my way of doing it
was offic on in those in those
areas.
But it has to be the right time. It has
to be continuous. When I sayous
I would two police offices on on one
block. If you don't two polic police
offices on the next block and two police
offices on the next block, that's not
really doing much because what you what
you're doing is you're making a force
multiplier
again using data analytics to combat
street crime but it has to be a lay
approach it has to be a lay approach
it's just not police offices standing on
a footp between the hours of 4 pm and 4
a.m. That's a big part of it. But what
we also asked was are other units, are
narcotics officers, our gang
investigation offices,
intelligence offices to concentrate
their policing in that area. And what we
saw last year was by far the lowest
number of shooting victims in New York
City, the lowest number of shooting
incidents in New York City in the
history of Comstat. 32 years.
We then talk about intelligence.
We have intelligence officesed in every
area of New York City.
And again who do we have embedded with
the intelligence offices?
Civilian analysts.
Intelligence two sides of it the
analytical side of intelligence and the
operational side of intelligence
that intelligence lives within one
system in the New York City police
department. The detective who caught
that robbery types into that system as
does the intelligence officer types into
that system and it all comes together.
And if we w not able to do that, I do
not know how we would police in New York
City. I've traveled a lot. I have mostly
doing this talking about Comstat. I've
traveled to many states in New York
City. I've traveled Dominican Republic,
other areas. And when I sit down with
with those commanders,
that is the number one problem that I
see within their commands. And they ask
me, they ask me, well, how are you able
to do this in New York City? And we're
not able to do this in Chicago, Detroit,
things of that nature. And I said
because you're sitting in this room and
you're all talking a different language.
You're not all working together as one.
You're not all sharing the intelligence.
You're not all sharing, you know, who
these perpetrators are, the areas of of
issues. It is just so important and and
Mr. Mayor's hitting it. He really is.
You know, we have 15,000 civilians that
work in the New York City Police
Department, right? It's just not
analysts. We have social workers that
work in, you know, that have a social
work background. We have scientists not
just on the data scientist but our lab
we have very very smart civilian without
the civilian force and integating all of
the
expertise
of of the civilians again we couldn't do
it without couldn't do without him
50,000 strong in the New York City
police department 35,000 uniform members
and 15,000 um 15,000 civilians. We talk
about Comstat and it's it's here. I just
spoke about it. It's number one. It's a
communication tool. The best of the best
ideas are how to comstat.
And when a commander presents to me and
he or she are coming up with this
strategy that they used to combat street
robberies,
we're going to do that same thing across
the city of New York. That's a great
idea.
And when there's when we have comstat
the commanders all of them if they're
not in the room they listening. We we
tell them you have to listen to Comstad
because you're going to learn you're
going to learn from your fellow
commanders but you're going to also
learn from experienced chiefs.
Safety and tactics. We talk tactics.
We talk tactics at comstat and then
ultimately
a joint strategy.
Okay, these are the principles of
Comstat and and when I when I say
principles of Comstat like we really
mean this like all of these principles
are discussed rightly accurate and
timely intelligence we spoke about that
knowing what is happening
through data and obviously field
investigations, effective tactics, rapid
deployment. When I say rapid deployment,
we don't wait.
If we have two robberies on the same
block perpetrated at the same time by
the same individuals, it's not that we
discuss it the next day. It's real time
and we move resources real time and
we're seeing it. We see it pop up
technology that we just saw two
robberies on the same block and then
right so then it starts as far as what's
the field deployment? How how you know
how long did it take the offices to get
to the scene? What is the quality of the
complaint report that the officers took?
Because guess what? Good data in, bad
good data in, good data out. Bad data in
bad data out. And what I don't know why
you say what do you mean? Well,
we'll go back. We look at the body
camera and we see that there was a lot
of information that the person who was
robbed gave the offices but a lot of
that information did not make it onto
the complaint report. So, you're missing
all this data and there has to be a
quality control to everything. If there
is not a quality control to everything
again that's not precision police
quality control. How the officers take
thatort ific makes ar did they the
tattoos on the report so later on when I
have a cri a tattoo that the victim says
a cross tattoo I could cross tattoo
into the system and see everybody who's
got arrested in New York City that has a
cross tattoo but if the officer who made
the arrest did not the cross tattoo
on the report I lose that I lose
artment numbers very very important
arrest where do you sir i at
335 abcet
apartment 13g
but the 13g didn't make it on that
arrest report now that perpetrator
makeses another crim
we we know who he is we now have our
divion looking to apprehend that guess
what the offic 13g on that arrest
report now I have a building with 15
floors my warrants detectives can't find
this person they don't know what it we
didn't it on the report
extremely important and again these are
all principles of comst
matrix
being proactive
it's about preventing crime. We do very
very well with our investigators that
investigate crime. We solve about 70% of
our murders.
We solve approxim 46% of all our
shooting incidents. And let me tell you
46% of shooting incid New York City are
solved.
The complain of those shootings are
usually not very cooperative but we are
relentless in doing what we can to bring
that case to to uh to a success. That's
another thing that that a lot of
agencies across New York City sorry
across the United States if they have a
shooting victim and that person
basically says I don't care.
A lot of agencies will not investigate
that in New York City Police Department
we go a different way. We do something
different.
We might not charge the actual shooting
victim but we're charged the shots fired
that buuse you don't need to complain it
right we say
you don't you don't have to uh be the
best complain but we are relentless in
our investigations. And again this is
all measured at constat we look at
investigations as I said about the field
deployment investigations.
is measuredly
strategic
what's your analysis what the plan what
the result of your plan I tell command
that all the time I want give me analys
of your robberies I want to hear about
it okay you gave me a good analysis
I said what you what's your plan tells
me tells me a plan and I said well the
results speak for itself you need a
different plan that's why you're
change your plan
got to be reactive and obviously you
have to be um predictive
talking to uh the mayor event y last
yesterday should say
I did the one thing that I said when I
took over as chief of crime control
strategies
to myself said well actually a few
things. I said, "Yeah, I'm going to be
tough. You better believe I'm going to
be tough because poling is really
serious business." I said, but I'm going
to be fair been on the other side of
that many, many times.
But what I also said to myself,
I'm going to demand
demand for speak about my thoughts.
I said, I will never ever ask a
question.
form un I know the answer to
why would I ask a question if I don't
know the answer they could be telling me
something that's really not truthful
every question I ask I know the answer
to and I demanded the other chiefs do
the same thing
do not ask a question in this for unless
you know the answer to it it's not
effective and it doesn't
So that was that yeah one more. So that
was the decline. I talked about our
precision policing going back to 2025
you see where we came from the lowest
number of shooting incidents in New York
City in the history.
You know everything here means something
you know and I hit this before but I
want to talk about discretion
discretion is is important in poli and
you know why is chief pet talking about
discretion
because discretion starts with
engagement
tell my offices that all the time my
command is all that I I say you can't I
could say this you can't drive by or
walk by for individual
drinking beorderly
because of something going to happen
larger we know that through datalytics
but I don't have to tell I can't tell
that off that he or she has to write
summons or he or she has to make an
arrest but we can tell them in New York
City you have to engage that that
problem
you're not doing your job but we don't
tell
discret
music
discret policially unit statescially new
york city but it engaging the and fixing
the doesn't always have to be by
enforcement but you got to fix the
problem and we demand our commanders to
do that every day
this is this is the foundation again of
a lot of things that discussed outces
that and it all comes together there is
there isn't a slide that doesn't have
analytics
there isn't a slide that that you know
when I talk about the building blocks of
Comstat and policing in New York City
that does not talk about our amazing
data scientist they are embedded
everywhere across New York City with
they're embedded within our robbery
squads they're embedded within our Grand
Larsony squads they're embedded within
auto crime squads they're embedded
within
intelligers
precision
bestat
we're going to play a little bit of it
all right so this is an actual comstat I
am sitting there I'm asking the question
right that's that's the local commanders
that's the investigator they're all
standing there together as one team.
They're all standing there together as
one team. Now, in particular, this
commander was having an issue with
robberies. He had multiple robies in a
very small area. That's why he's up at
the podium because of that. And if you
listen again, not I know the answer to
each one of these questions. I'm asking
him and it's it's pretty intense. We
play some of it.
It's not loud enough.
out
basicallyory walkemale victims home
floor
home
in another room florz
hear a lot of noise by her front
apartment door goes look and two ma
hispanic one wearing a bandana
push into the apartment they push back
to bedroom and they specifically ask the
money is where your son's room so
they're targeting the son's rooming the
son's room that's what we think all
right so you know we interview the 911
caller he's he's pretty articulate right
yes tells us some vital information he
lives on the first floor mrelgad they
interviewed him what he tell us just
real quick we try to Real quick. He says
early in the day sees a black Nissan
Maxima. He gives us New Jersey plates uh
in front with two males that look
suspicious trying to pry open a door. So
we get a plate that day. Doesn't he talk
about possibly that he saw these same
purps try to get into his gate the day
before? That I don't recall. No, I I I
think so. Just let's just What do we do
with the car? I mean, we got a car. We
have a great lead. We have an
articulable uh witness. What do we do
with that car? My detective does work
upon the car.
Tri
new jersey. What do we do with Tanya?
Tanya right now trying to tr her down.
Do we do a workup of T and try to
connect her to possible perpetrators? We
pretty much know it's not Ty
work was done. She's got no history. I
don't see any of this. No, this was just
after the case was. All right, look
again for a matter of time, you guys you
guys know how to how to that
together. Um, you have a car. I got no
alerts on this car for 14 days and I got
77 LPR hits from from the time after
this robbery. Talk about safety. Again,
I spoke to my detective. He he talked to
the witness the witness is saying two
other guys can't yell car. So we didn't
have enough to a
that is not what I said that is not the
proced
on the proper way so the cop whatever
knows at least that this car is involved
somewhat in a robbery. All right, this
is these are ground ball misses and I'm
going to really really really look hard
when it comes to safety. And this is one
that it comes to safety. All right. So,
did you did you connect her to a
possible suspect? Uh the girl owns the
cough. Yeah. No, I have not. All right.
So, I'm going to have to give you this.
All right. She's a purp on a DV aggrav
harassment. All right. That victim is a
bad guy who just did three years for a
firearm sale that you need to look at.
All right. So, my office will be giving
you all this information. Have you shown
anybody the stells of the the two
suspects? I don't see showing the 911
caller who sees him the day before, who
sees that day. I don't have you the sun.
Why do you think they're targeting the
sun's?
All right, I can let it play for a
little longer, but I I kind of want to
recap, right?
That's not easy, right? That's not easy.
And I know it's not easy,
but again,
public safety, right? Comstat management
tool. If you're listening to what I'm
saying, it's everything that I talked
about
up until I play that video.
We, the agency,
we look at everything when it comes to
investigating a crime. Again, I'll recap
it. The patrol offices, we look to see
how long did it take them to get to the
scene of that crime? Why did they go the
long way? We watch we look at their
automated vehicle alerts that we can
on a map and we see how they got to that
location.
We obviously look at the customer
service. How did those offices treat
that complain?
How long did it take them to give a
description out? Did they do a canvas
with the complain? This is all getting
measured.
How many officers responded to the
scene? that they all respond to the seam
where they should not. Some respond to
the seam, some should be still in the
field canvasing for possible
perpetrators.
Did they take the elevator to the sth
floor when the crime happened on the sth
floor? That's terrible tactics.
You take it to the sixth floor and you
walk up one flight. We look at this and
we measure this all. Again
was key information given to the offices
on the report. The complaint
reporting system in New York City has to
be and we demand the highest integrity
that we have. It is measured by many
different units throughout New York
City.
If we find commanders, I say this all
the time. I tell young commanders,
you're not going to lose your cri you're
not going to lose your command for being
up in crime or up in violence unless
you're unprepared
and we feel that you're not actually
doing the job. But there's very few
commanders that that happens to
more commanders that lose their command
for hiding crime and not taking the
proper crime reports.
I dat integrity
also
androrting
that exem how are you know if you have a
of shoplifting in a certain store if
you're not taking the complaint report
how would you measure that you might
look at 911 calls ok but you got to look
at you have to get the complaint reports
to investigate the crim
very important. So then I I started with
this I started with this commander on
the patrol response and now I move into
the investigation and now this is where
there was some things done on this
investigation that were not done well
and I took him through it but I didn't
just say you didn't do this you didn't
do this. I told him basically how to do
it and I said did you run the vehicle
for license plate they didn't.
And I came up with 70 my team myself
came up with 77 hits in a very tight
area where obviously we think that that
perpetr car frequence.
They didn't interview the 911 caller.
The 911 caller was extremely articulate.
We listened to it on on tape. I remember
myself and my team sitting there
listening to it on tape and getting all
this great information. And we look at
the we call it our iCad system. So we
can we see it typed out also that didn't
make it into the case and the interview
of the 911 operator didn't make it into
the case. Unacceptable and I told the
commander that and there's
accountability for this. Trust me. But
what what's important is
I said it before everybody sitting in
that room hears what I'm saying. And
everybody across the city the commanders
are hearing what I'm saying. So they're
saying to themselves, I know I would.
I'm not going to make that mistake. I'm
not going to make that mistake. I don't
want to be that person.
And you know, it it really is a
communication tool,
but most importantly it's a management
system. I'm going to wrap up going to be
sitting on the panel so I'll have more
to say. Um but you know I I really have
to say um been the chief of department
for New York City for now um I don't
know f months
honor to to lead the department as the
highest uniform um
officer but it's the men and women out
there every single day that does that do
the toughest job in New York City that
gets the job done.
And I tell whenever I see them whenever
whenever I talk to commanders it's
always about
I call the three C right
cops community crime
cops being number one community being
number two and crime being number three.
And I know a lot of you saying crime is
number three. Yeah. Buuse if you take
care of the cops it takes care of the
community which takes care of the crime.
Remember that cops
community crime. We've done very well
with those uh you know with those three
all working together. Thank you very
much.
Agradecemos as palavras das autoridades
que compuseram a abertura deste
seminário. Encerramos neste momento a
sessão de abertura. Em breve iniciaremos
a mesa um, governança e gestão.
Dando continuidade à programação,
iniciaremos agora o painel um,
governança e gestão. Já está no palco o
Senr. Michael Lipetri, chefe do
Departamento de Polícia de Nova York.
Convidamos ao palco o delegado Antônio
Padilha, secretário executivo do
programa Rio Grande do Sul Seguro.
Convidamos o Senr. Thago Dias,
secretário geral do sistema de segurança
municipal do Rio de Janeiro.
Convidamos a professora Joana Monteiro,
coordenadora do Centro Ciência Aplicada
Segurança Pública da FGV BAP, que será
responsável pela moderação da mesa.
Bem-vindos.
Alô, bom dia. Bom dia a todos e todas.
Um prazer tá aqui. É uma honra receber
na Fundação Getúlio Vargas o Chief
Lepatrey.
Eh, eu estive, eu trabalho com segurança
desde 2015, mas tive a honra de visitar
uma, uma reunião de Comsteto em 2016. E
é aquela expressão que a gente usa em
inglês, né? It blew my mind.
Eh, eu já tinha ouvido falar. É
importante dizer que no Brasil o Comstat
em Nova York ele é ele é um modelo de
gestão por dados na área de segurança
que ele é inspiração para uma série de
departamentos de polícia de todo mundo.
Hoje estimado imagino, acredito que
praticamente todo o departamento de
polícia médio e grande nos Estados
Unidos usa algum modelo similar e
inspirou muitos outros modelos de
polícia em todo mundo, inclusive no
Brasil, que é uma coisa pouco sabida. A
gente tem 12 experiências estaduais no
Brasil que de alguma forma são
inspiradas no modelo do CST. Aqui no
Brasil a primeira a ser feita foi o GESP
em Minas Gerais, seguidas pelo Pacto
pela vida em Pernambuco, que foi a que
ganhou mais eh notoriedade. E aqui no
Rio de Janeiro, como exemplo, a gente
tem um sistema integrado de metas. Eh,
todos esses modelos eles têm e a gente
tem hoje andando o RS seguro que a gente
tem aqui a o Padilha para falar um pouco
sobre ele. E todos esses modelos eles se
inspiram de alguma forma no COMPSAT,
principalmente ligados pra parte gerenci
da das reuniões periódicas de gestão,
onde é uma oportunidade pro chefe, que
varia entre os modelos, podendo ser o
governador, o prefeito ou o chefe de
polícia, onde ele vai, ali é a
oportunidade dele est conversando,
entendendo o que que se passa na ponta.
é uma reunião bastante estruturada, eh,
no sentido que ela é uma reunião guiada
por dados e com uma pauta muito
específica. Ela não chega ali, fala: "Me
conte o que aconteceu". Ele é uma
reunião de questionamentos onde o chefe
já tem informação que se passou na área
e ele tá ali para discutir e conversar
sobre estratégias. Então, é uma forma
muito eficaz de conseguir eh entender,
fazer a gestão da ponta e aprimorando eh
a gestão nesse modelo. Mas como tudo que
a gente copia e replica, a gente não
precisa fazer exatamente igual, né?
Existem vários ajustes. E aqui no Brasil
ele tem um ponto central que é no
Brasil, no COMCET foi criado nos Estados
Unidos como uma forma de coordenação
intragência, né? era um departamento de
polícia para ele conseguir coordenar
todas as suas ações e gerir todas as
suas as suas unidades. Só que no Brasil
a gente tem um modelo de polícia de
segurança pública absolutamente
disfuncional no seguinte sentido, que a
gente tem duas polícias no estado, mas,
né, eh o mas eh toda, toda parte do
sistema de justiça é mais, e aqui a
gente tá nesse contexto falando da
gestão no nível municipal. Então, na
verdade, o comstet ele vira uma
instrumento que eu falo que ele não é
uma possibilidade, ele é a única
possibilidade ter essas tipos de
reuniões de gerenciamento onde você tem
o chefe másico organizando as agências.
E após essa eh é uma é incrível a gente
ter aqui a pessoa que ficou à frente
desse modelo durante muitos anos e que
eu acho que tem um detalhe, né? a gente
sempre diz que o diabo morre nos
detalhes, mas é entender exatamente como
se dá esse processo da reunião, como se
conduz, ele é absolutamente eh
fundamental. E queria dizer que tem duas
coisas que a gente confunde no Brasil.
Parte desses sistemas do Brasil foram
feitos juntos com bonificações por
desempenho, com gratificações que não
precisa acontecer. O sistema de Nova
York é puramente gestão, puramente
acompanhamento de dado, não tem meta de
redução e premiação se você reduzir. Mas
é como ele falou, ninguém vai perder o
emprego se você tiver um aumento de
crime muito alto na sua área. Você vai
perder o emprego se você não tiver a
menor ideia do que que tá acontecendo
ali. Eh, e esse aqui é um é um ponto
absolutamente fundamental. E a gente
quis fazer essa eh a ideia de fazer essa
mesa aqui é a gente e contar, mostrar
para vocês duas experiências no Brasil.
Uma aqui é do Rio Grande do Sul, que já
ocorre desde 2019. O Antônio Padilha é o
responsável. O Antônio Padilha é
delegado do Rio Grande do Sul, é
secretário executivo do programa RS
Seguro, né, vinculado diretamente ao
gabinete do governador e que é um
programa, na minha opinião, desses
dessas 12 experiências do Brasil, a mais
bem desenhada, a mais madura. E ela é
madura porque ela ao longo desses anos
todos ela foi cada vez mais aprimorando.
Ela começa com uma um modelo que é só
com as polícias e foi ao longo do tempo
trazendo as outras agências estaduais e
hoje ela tem, talvez seja a única que eu
saiba, que sentam também na reunião do
RS Seguro, sistema prisional,
Promotoria e Tribunal de Justiça, que é
algo raríssimo.
Em seguida, a gente vai ouvir o Thago
para falar do plano Pro Copstet Rio, que
tem uma outra diferença. Não é um plano
só de polícia, mas aí a ideia é um
modelo para a prefeitura gerir o
território, né, e pensar na redução de
crime, pensando não apenas na aplicação
dessa força municipal, mas também de qu
o que as outras agências do estado eh do
do da prefeitura pode fazer para reduzir
esse problema. Então vou passar aqui
pro, sem mais delongas, para passar pro
Padilha. Obrigada Padilha pela presença.
>> Muito obrigado. Bom dia a todas e todos.
Eh, muito obrigado, Dra. Joana, eh, pelo
gentil convite e pelas palavras.
Dr. Thiago também. Uma saudação
especial, muito obrigado. Saudação,
saudação especial ao comandante Maon por
estar aqui presente e principalmente
vocês que estão aqui acompanhando.
Eh, eu tenho uma dificuldade de falar
sentado, então vou pedir licença pra
Dra. Joana. Eh, não vou falar assim
mesmo que eu talvez Freud explique, né,
o o porquê. Aí peço desculpas,
eventualmente vou ficar de costas pros
colegas.
Eh, a minha fala aqui, né, e tava
ouvindo atentamente a a manifestação do
comandante Michael. Realmente é
impressionante o que Nova York fez e
como impulsionou essas iniciativas e é
um modelo de inspiração. Eu tenho uma
apresentação que é extremamente longa,
mas evidentemente que eu não vou fazer
isso, eu vou parar em algum ponto ali, a
Dra. Jan vai me sinalizando, tá? Eh, mas
eu vou deixar ela completa depois para
que vocês possam, eh, se tiver alguma
dúvida, qualquer um no final tem meu
telefone, entrar em contato. Então, como
a Dra. Joana já mencionou, vem falar de
um programa muito específico, que é o
programa R Seguro. E eu gosto de, eu não
sou político, tá? A Dra. J me
apresentou, sou delegado de polícia de
carreira, tem 26 anos como delegado de
polícia e não tenho nenhuma vinculação
político-partidária. Então o que eu
venho falar aqui eh sobre o ponto de
vista técnico, com algumas inspirações
nos modelos que a Dra. Joana já
mencionou existentes no Brasil, mas
também muito fortemente no modelo do
Compostet, que já foi brilhantemente
demonstrado aqui na Polícia de Nova
York. Mas eu gosto de trazer essa
primeira imagem
porque não tem caminho fácil.
Quando o programa Reasseguro eh foi
iniciado e amanhã, sábado, né, 28 de
fevereiro, vai tá completando 7 anos o
programa. Foi a primeira política
pública lançada pelo governador Eduardo
lá em 2019. Esse aqui era o cenário,
cenário do Rio Grande do Sul. Servidores
estaduais
recebendo seus vencimentos de maneira
parcelada. Eu me lembro que quando
começou em 2016
uma conversa na Secretaria da Fazenda,
eu não tinha sinceramente nenhuma
informação privilegiada
que o estado estava enfrentando
dificuldades. Eu falei pra minha esposa,
eu vou trocar a data de vencimento do
meu cartão de crédito porque eu acho que
isso não vai dar uma coisa boa. Foi a
melhor coisa que eu fiz, porque
realmente foi muito ruim. Nós ficamos 57
meses recebendo os vencimentos, todos os
servidores do executivo de maneira
parcelada.
Investimentos. Todo mundo acha que Rio
Grande do Sul é um estado extremamente
rico
e é, mas com muitas dificuldades. A
realidade, eu vejo os colegas aqui da
Força, coronel da Polícia Militar aqui
do Rio de Janeiro, a realidade do Rio
Grande do Sul em investimentos na
segurança pública antes do programa R
Seguro era quando nós apresentávamos um
projeto ao Ministério da Justiça e lá
conseguíamos o financiamento para
comprar itens básicos. Não era raro,
coronel, antes do programa R Seguro, nós
chegarmos e abordar uma viatura da
Polícia Militar e encontrarmos três
policiais militares com um colete
balístico que protege a sua vida
diariamente, que teria que ser passado
por um outro policial ao final do turno
e todos eles com armamento diferente,
que se eventualmente tivesse que
enfrentar um tiroteio, não conseguiram
sequer cambiar a munição. Então nós não
tínhamos recurso para investimentos. Tô
falando isso porque não é fácil, os
desafios são são enormes e mesmo com
dificuldades é possível, como disse
comandante Maichael aqui, com muita
inteligência e inventividade, poder
superar esses desafios. Eu vou passar
rápido aqui, mas só para contextualizar
também.
Rio Grande do Sul é um estado que está
diminuindo sua população. Lá em 2022,
quando saiu o censo, a projeção que Rio
Grande do Sul ia ter uma população de 10
eh 12 milhões de habitantes. Na verdade,
quando o censo saiu, nós verificamos que
nossa população é de 10.hõ800. E a
população economicamente ativa dos 15 ou
24 anos, eu sei que há pessoas com menos
do que 15 anos que trabalha e depois 64
também. Isso é muito bom. Mas a
população economicamente ativa do Rio
Grande do Sul está diminuindo
consideravelmente, tendo sido
ultrapassado pela média do Paraná,
inclusive pela média nacional.
Este é um outro cenário que eu gosto de
trazer também para mostrar a
complexidade. Nós tínhamos no Rio Grande
do Sul
um dos piores estabelecimentos
prisionais do Brasil,
presídio central, que eu visitei quando
estava fazendo meu curso de formação na
Polícia Civil. Impossível ingressar
naquele estabelecimento e sair
indiferente.
Brasil e Rio Grande do Sul denunciados
na Corte Interamericana de Direitos
Humanos. O estado simplesmente mantinha
os presos lá dentro e lá dentro os
presos tomavam conta do estabelecimento
prisional. O cenário de ideiação do
programa R Seguro,
uma realidade diferente e dos Estados
Unidos, de Nova York, mas nós tínhamos
uma taxa de 31.2 mortos por 100.000
habitantes,
31.2 mortes por 100 M habitantes em
2017. Para vocês terem uma ideia, eu sei
que a gente tá numa instituição de
ensino, é 30 vezes a taxa da Europa. Em
Portugal e Espanha, no mesmo ano de 2017
a taxa era de 07 mortos por 100.000
habitantes. A grande maioria jovens do
sexo masculino e de origem negra. Esse
era o cenário deção. Esse era o desafio
do programa Seguro lá no início quando
ele foi lançado. O tema é extremamente
complexo.
Vocês perceberam na fala do comandante
Michael. Não depende quem imagina que as
forças de segurança, e que bom que o Rio
de Janeiro está tomando essa iniciativa,
sozinhas, conseguirão vencer o desafio
do tema da violência e da criminalidade,
sobretudo a criminalidade violenta,
já começa com uma percepção errada. O
tema é extremamente complexo. Há
diversos fatores na contribuição de um
aumento ou diminuição de crimes, mas
evidentemente que as forças de segurança
têm um papel extremamente importante.
Por isso que o programa foi lançado com
quatro eixos. O eixo um, combate ao
crime.
Dois, políticas sociais, preventivas e
transversais.
Três, a qualificação do atendimento ao
cidadão e o quarto, o sistema prisional.
2 de janeiro de 2019. Mas isso já estava
pensado antes. Em 2 de janeiro de 2019,
primeiro projeto de lei que o governador
encaminhou antes mesmo do lançamento do
programa no dia 28 de fevereiro foi a
criação de uma secretaria específica
para o sistema prisional.
Tamanha importância desse tema,
inclusive com dados, na integridade dos
dados, tamanha importância desse tema
pro tema da segurança pública.
Rio Grande do Sul consegue ser pioneiro
em muita coisa. Nem todas elas, o
pioneirismo Rio Grande do Sul,
eh, acaba trazendo
bons resultados.
Como eu disse para vocês, nós temos
10.800.000 habitantes, mas a gente
consegue ser o terceiro estado da
federação com maior número de
habitantes.
Minas Gerais, em primeiro lugar, com
853,
mas com 20 milhões de habitantes. São
Paulo, em segundo lugar, com 645, mas
mais de 44 milhões de habitantes. E nós,
com 10.hõ800 no Rio Grande do Sul.
Conseguimos, principalmente após a
reforma constitucional de 88, termos 497
municípios.
Tô trazendo isso porque é importante, eu
sei que é um cenário diferente do Rio de
Janeiro, é um cenário bem diferente
de Nova York, porque mesmo assim nós
propusemos o desenvolvimento dessa
estratégia de governança do programa
Seguro olhando para todo o estado,
mas evidentemente que a gente teria que
ter, e aqui vai uma das primeiras
mensagens importantes, uma
territorialização.
criminalidade, ela não acontece de
maneira uniforme. Dra. Joana é
especialista nisso em todo o território.
Lá possui áreas de concentração. Então
nós tomamos a decisão no primeiro
momento de focalizar nos 23. No primeiro
ano foram 18. Segundo, a gente fez uma
correção em 23 municípios que eles
juntos concentravam
72%
de todos os crimes violentos letais,
intencionais do nosso estado.
Considerem aqui homicídios dolosos,
latrocínios, feminicídios, todo aquele
crime que leva o autor do fato a um
Tribunal do Júri.
72% nesses 23 municípios. 90% de todos
os roubos a pedestres que eu vi que é
uma das iniciativas que o programa aqui
do Rio de Janeiro quer enfrentar,
que quer prevenir, que quer combater,
90% nos 23 municípios e 91% de todos os
roubos de veículos no Rio Grande do Sul.
E não era no ano anterior ao RS Seguro,
tá? a gente fez diversas análises,
5, 10 anos, número absoluto, taxa,
variação. Trabalhamos também com
cientistas de dados, 91%
em 23 municípios, ou seja, todos os
outros em 10 anos, 9% em 474 municípios.
Isso foi muito importante porque aqui tá
um resumo, poderia ficar só nessa lâmina
aqui umas duas horas falando, mas tá um
resumo da estratégia que a gente adotou.
Primeira estratégia foi não querer
resolver
todos os crimes. Nossa legislação no
Brasil é pródiga em em
estabelecer crimes tanto na parte
especial do Código Penal como na
legislação especial. Nós tomamos uma
decisão, chamamos todos os comandos
da Polícia Civil,
da Polícia Militar, que no Rio Grande do
Sul nós chamamos de brigada militar, e
nós tomamos uma decisão. Evidentemente
que todo mundo tem que cuidar de todo e
qualquer crime,
mas a partir de agora haverá um
acompanhamento que é uma expressão que
se utiliza muito em Nova York,
implacável
por todos dos crimes violentos letais
intencionais. Se a vida humana é o
principal bem jurídico tutelado
por qualquer ordenamento democrático no
mundo,
este tem que ser
um tema que deve ser perseguido por
todos de maneira implacável,
não importando
qual tenha sido perdida. E aqui já se
deu um recado muito claro também,
inclusive as mortes decorrentes por
intervenção policial.
Mesmo que eu saiba, posso afirmar para
vocês, no Rio Grande do Sul, a
esmagadora maioria das mortes
decorrentes de intervenção policial
estão abrigo de uma excludente
ilicitude. Evidentemente que no começo
foi um frisson, né?
As forças de segurança num primeiro
momento não não gostaram disso.
Só que é importante a gente ter bem
presente
que não se está dizendo antecipadamente
que o policial civil, militar, penal,
não importa,
não está o abrigo de uma excludente
altitude.
e está havendo uma morte decorrente de
uma intervenção policial, nós não
podemos achar que isso é normal,
naturalizar aquele fenômeno.
que se o agente policial fardado, e tô
vendo vários aqui que estão assumindo
esse compromisso com a prefeitura do Rio
de Janeiro,
chegaram em uma determinada cena e
tiveram que dar um comando e uma voz
para que aqueles indivíduos largassem
uma arma, parassem de cometer o crime. O
que se espera num estado
saudável,
com uma evolução democrática
considerável, que é o que nós devemos
perseguir, que esses indivíduos obedeçam
essa ordem. Então, se isso não está
acontecendo e faz com que o policial
tenha que para se proteger a si e a
terceiros, efetuar disparos para tirar a
vida daquela pessoa, alguma coisa não
está bem. E a gente tem que olhar o que
que tem por trás disso.
Então, desde o início, esse foi um
compromisso, olhar todo e qualquer crime
violento, letal intencional,
roubos a pedestres, que eu acho que
vocês chamam aqui no Rio de Janeiro de
roubos a traseiuntes, né? Porque é
aquele crime que afeta a população de
maneira indiscriminada, mas sobretudo
aquela população mais vulnerável.
trabalhador e a trabalhadora que tá em
uma parada de ônibus e tem o seu
dinheiro, seu telefone subtraído e traz
uma sensação de insegurança extremamente
elevada.
Da mesma forma, era inegociável o
acompanhamento dos roubos de veículos.
Rio Grande do Sul vivia uma epidemia de
roubos de veículos
sem tecnologia, comandante, de
cercamento eletrônico no estado, só em
alguns municípios.
Nós tínhamos uma média diária de 50
roubos de veículos. Média diária no
estado do Rio Grande do Sul. 50 roubos
de veículos.
Metade desses roubos em Porto Alegre. Eu
não preciso dizer para vocês que um
roubo de veículos é um crime, que para
transbordar para um latrocínio
não é muito difícil.
É raro o autor do roubo de veículos
cometer esse delito com uma arma branca,
com uma faca. O normal é com uma arma de
fogo. E não é raro a vítima que está ali
no volante achar: "Não, eu vou dar uma
pisada no acelerador que eu consigo me
salvar". Então também não era raro nós
termos latrocínios em roubos de veículos
no nosso estado, gerando pânico na
população em geral, a tal ponto de
era muito difícil tu não conhecer alguém
que tinha sido vítima de roubo de
veículos.
Então nós criamos esses três indicadores
obrigatórios
e fala que um delegado de polícia antes
do programa Reasseguro, se eu estivesse
em uma delegacia de polícia, ninguém
dizia que eu tenho que acompanhar este
ou aquele delito.
Eu conduzia a delegacia de polícia. os
policiais militares, os oficiais, mesmo
tendo alguma diretriz do comando, ele
conduzia o trabalho e não tinha uma
priorização deste ou daquele delito.
E a gente adotou uma estratégia, como
disse a Dra. Joano,
os seis primeiros ciclos de reuniões de
programa R seguro nós fizemos entre
somente a Polícia Civil e a Brigada
Militar,
que não é diferente de outros estados da
federação, eram instituições que não
trabalhavam em conjunto.
Acho que o comandante Michael sabe que
nós temos polícias segmentadas aqui no
Brasil. Tem uma polícia ostensiva,
fardada, que faz o trabalho preventivo e
que atua com bastante inteligência. E a
investigação é feita por uma polícia
civil investigativa, discreta, mas ainda
nós temos a área pericial, que é
separada da Polícia Civil, e ainda temos
a área penitenciária, que também é
separada.
E essas instituições não trabalhavam em
conjunto. Então, nós instituímos uma
sistemática de governança com vários
níveis de reuniões, reuniões a quatro,
pegando cada um dos municípios e a
diferença de Nova York. Em Nova York se
trabalha em uma cidade, o que é muito
difícil. Nós trabalhamos hoje com os 497
municípios, com uma focalização nos 23
prioritários, onde tem a concentração da
criminalidade e pegamos os municípios e
não havia antes do programa resseguro
áreas integradas de atuação. A Polícia
Militar tinha só áreas de atribuição
de acordo com as métricas e definições
quando se criou um batalhão, uma
companhia, um pelotão. e a polícia civil
tinha suas delegacias de polícia com
outras áreas de atuação que não eram
coincidentes com a Polícia Militar.
E aqui a gente vai ver porque que era
difícil solucionar esse problema.
E não continua sendo fácil, não é que
esteja mais fácil, mas se o problema é
comum,
se o crime deve ter uma atuação de
todos, nós temos que atuar sobre o mesmo
problema. E se nós não tínhamos áreas
coincidentes, isso ficava cada vez mais
difícil. Então, nós criamos áreas
integradas
de segurança pública, onde tem equipes
específicas da Polícia Civil e Polícia
Militar que atuam naquele território, no
mesmo território.
E nós instituímos,
tem ali um calendário,
em dezembro de cada ano, nós lançamos um
calendário onde todos sabem quais são os
períodos e as oportunidades para
realização dessas reuniões. Então, as
reuniões A4 estão em verde ali no
calendário, como vocês estão podendo
ver, embora esteja um pouquinho pequeno,
todos os meses
as áreas integradas em cada um dos
municípios em Porto Alegre são cinco
áreas integradas. Então, hoje inclusive
nós estão sendo realizadas três reuniões
das áreas integradas de segurança
pública de Porto Alegre, porque duas já
foram realizadas ontem. Isso acontece
nos 23 municípios.
Todos os meses, lá no início era somente
a Polícia Civil e Polícia Militar.
Depois nós fomos agregando perícia,
Polícia Penal, Ministério Público. Hoje
participam Polícia Civil, Polícia
Militar, Perícia, Bombeiro, Polícia
Penal, Ministério Público Estadual e
Ministério Público Federal, Ministério
eh Polícia Federal e Polícia Rodoviária
Federal. E as representações dos
municípios participam dessas reuniões em
todos os níveis.
As reuniões A3 são as reuniões nesses 23
municípios.
as reuniões integrad segurança pública.
Nós criamos 21 regiões integradas de
segurança pública em todo o estado,
compatibilizando as regiões da Polícia
Civil e da Polícia Militar, que antes
não eram coincidentes, acontecem todos
os meses. Todas as segundas-feiras às 10
horas da manhã há uma reunião presidida
pelo secretário de segurança, secretário
de administração penitenciária, a cúpula
da segurança pública, conduzida com os
dados a partir de uma ferramenta
específica que foi criada pelo RS Seguro
no modelo do compostet, mas muito
apropriada paraa nossa realidade.
Todas as segundas, quintas-feiras úteis
de cada mês tem uma reunião de
fechamento desse ciclo no modelo dessa
predida pelo comandante,
que é presidida e conduzida pelo
governador do estado, com a participação
da cúpula de todos os poderes
mencionados, em que a gente adota uma
dinâmica, e daí é um pouco diferente do
Compostet, a gente adota uma dinâmica de
chamar aqueles municípios que estão se
destacando positivamente.
Então, quem é que está conseguindo
reduzir de maneira adequada e pode
compartilhar uma boa prática dos crimes
violentos lettencionais?
Então, os colegas vêm de qualquer um dos
municípios que é selecionado
para fazer uma fala das boas práticas,
já induzindo um processo,
né, fomentador de ideias que podem ser
disseminadas para todos. e vem delegado
de polícia, perito, bombeiro, comandante
da Polícia Militar, local, promotor e
juiz. e eles falam e são perguntados
sobre o que que está acontecendo naquele
município. Da mesma maneira, todos os
meses nós chamamos
aqueles que estão com ponte atenção.
Então, esse determinado município
aumentou os roubos de veículos,
se percebeu que tem uma inflexão, está
havendo uma concentração em determinado
dia de semana, turno, horário,
se percebe que há determinados
indivíduos que estavam presos foram
colocados em liberdade.
Os colegas desse município são chamados
e eles são questionados depois de uma
apresentação dos dados sobre o que que
está sendo feito para resolver aquele
problema de maneira pontual. Isso todos
os meses. São 1020 reuniões
por ano ordinárias.
Nós estamos no ciclo de governança do
programa R Seguro que iniciou nesta
semana e vai finalizar com uma reunião
no dia 12 de março agora presidida pelo
governador. Isso criou uma dinâmica que
aproximou os delegados de polícia, os
investigadores, os policiais militares
que fazem o trabalho preventivo, mas
também aqueles que fazem o trabalho de
inteligência, promotores de justiça e
juízes na resolução do problema.
Todo mundo quer ser chamado,
diferentemente de Nova York, eu imagino,
comandante, todo mundo quer ser chamado
para falar nas reuniões de Compostet do
Rio Grande do Sul.
mas falar de boa prática e ninguém quer
ser chamado para falar com ponte
atenção. Isso fez com que os colegas, a
gente teve situações,
né, eh, de municípios serem chamados c 6
meses seguidos para explicar sobre a
resolução do problema que não estava
dando resultado. E o que que é muito
importante com a participação e a
presidência dessa reunião pelo
governador, mencionei pro senhor, Dr.
Thago da importância do prefeito nesse
projeto específico participar
ativamente.
É porque nem todos os problemas que
decorrem, que estão por trás, as
causalidades, as externalidades
que explicam
este ou aquele tipo de crime dependem
apenas de um bom trabalho das forças de
segurança.
E aqui os exemplos são diversos.
Se nós pegarmos,
eh, acho que não tá no escopo de vocês,
mas não é raro nós identificarmos uma
mancha de um crime extremamente grave,
embora não esteja, ele não tenha uma
grande quantidade, qualquer um deles,
todo mundo vai entender, é extremamente
grave, um crime de estupro.
E não foi raro identificar uma
concentração de crime de estupro. Aí tu
vai analisar a situação, analisa
investigações, tu vai verificar o local.
próximo a um terreno baldio sem
iluminação pública,
que precisa de uma atuação muito forte
dos órgãos municipais, inclusive
multando o proprietário daquele terreno
por não cercá-lo adequadamente, não
manter ele limpo e da própria prefeitura
de manter uma iluminação adequada.
Evidente que tem que ter um trabalho
preventivo,
né, e proativo das forças de segurança e
inclusive de investigação para elucidar
esse tipo de crime. Mas é importante
também outro tipo de eh
de iniciativas e evidentemente que nós
precisamos trabalhar, foi dito aqui, com
informações precisas, oportunas.
Então, as atualizações têm que ser
diárias dos dados.
E aqui eu vou contar uma uma historinha
bem breve já para encerrar essa minha
primeira participação. Depois tô aberto
a a perguntas.
Tive a oportunidade de falar isso pra
Dra. Joana mais de uma vez e também pro
Dr. Thiago, quando a gente conversou
remotamente,
principalmente quando a gente inicia
algo novo.
Eu já tomei decisões acertadas na minha
carreira, já errei também, como todo
mundo aqui nessa sala.
Se alguém aqui nunca errou na sala, me
levante a mão aqui. Eu quero depois
conversar com essa pessoa, porque
uma das melhores, uma das decisões mais
acertadas que eu tomei na minha carreira
nos 26 anos,
no começo do nosso compstet gaúcho,
nós, eu tenho uma equipe de cientistas
de dados, são estatísticos,
tem tem geógrafo, enfim, tem um pessoal
especializado em dados que não entendiam
nada de segurança pública. Então,
orientei o pessoal do que que seria
importante.
E nas primeiras, nos primeiros 18 meses
da nossa modelagem de governança,
as nossas reuniões eram assim com
cadeirinhas
e a equipe extraía as informações
em programação R diretamente da base da
segurança pública. E lá a gente gerava
os relatórios, gerava o PDF e mandava
para todo mundo antes das reuniões para
que cada um pudesse fazer as reuniões
anteriores.
E essa eh o estabelecimento de reuniões
previsíveis é muito importante. Então,
todo mundo sabe exatamente quando deve
realizar cada uma das reuniões.
e a participação do líder maior
governador, no caso específico aqui do
município, o prefeito,
de uma certa forma impulsiona,
incentiva, estimula que todas as outras
reuniões anteriores aconteçam.
E o acerto da minha decisão, porque
durante os primeiros 18 meses,
imaginem vocês nessas nossas reuniões de
governança, tem mais ou menos umas 100
pessoas presencialmente,
oficiais da Polícia Militar, delegados
de polícia, enfim, todas as instituições
que eu já mencionei.
E a gente trabalhava com esse relatório
em PDF
e fazia uma projeção na tela.
Pelo menos em duas oportunidades,
no meio dessas reuniões, o governador
pegava aquele material, olhava para mim,
delegado Padilha,
na frente de todo mundo, assim ao vivo a
cor sem combinar. Esse material aqui tá
muito legal, mas tá bem artesanal. A
gente podia ter uma coisa mais
tecnológica, né? A gente podia fazer
algo mais dinâmico, como a polícia de
Nova York faz, que é a inspiração de
vocês, que tem os tempos, as informações
em tempo real.
E eu sabia que aquilo era um estímulo,
embora nós não tivéssemos combinado
conhecendo ele, era um estímulo, porque
ele sabia que nós estávamos no caminho
certo. E a decisão que eu tomei, que foi
a mais acertada,
porque eu poderia, né, pessoal?
Governador me cobrou na frente de todo
mundo. Além das 100 pessoas presencial
tem mais 400 acompanhando rematamente.
Vamos sair fazendo logo no começo. Muita
gente desconfiava,
eu vou encerrar. Muita gente
desconfiava. Muita gente ficava assim:
"Será que isso tá certo?
como que eu vou trabalhar com a Polícia
Militar, como eu vou trabalhar com a
Polícia Civil. O pessoal vai ganhando a
confiança e começaram a trazer durante
esses 18 ciclos de reuniões, das várias
reuniões, sugestões.
Olha aquele mapa lá que é uma mancha de
calor para um policiamento preventivo
que trabalha com inteligência, que quer
prevenir que aconteça um crime, seria
legal se eu tivesse
um sistema de arroamento.
Conversei com a Dra. Joana, inclusive,
onde é que tem a maior concentração,
quais são os dias, os turnos e os
horários. E só depois a gente foi
desenvolver essa ferramenta que hoje
todos os 497 município acessam,
inclusive o governador, mas inclusive
aqueles que vão pra rua no dia a dia. As
orientações no dia a dia são dadas a
partir dessa ferramenta que gan um
prêmio internacional e nacional e que
tem orientado. Eu sei que a gente tem
muito a fazer ainda, mas eu tenho
certeza que a gente tá no caminho certo.
Nós saímos de uma taxa de 31.2 por
100.000 habitantes por uma taxa para 12
de crimes violentos letais intencionais.
Os roubos de veículos, nós tínhamos uma
média diária de 50, no ano passado
fechou em 4.8.
A taxa de jovens de 15 a 24, que era de
74,
fechou em 20 ou 21 no ano passado. Então
acho que a gente tá num bom caminho,
muito ainda aprender. E só para
finalizar mesmo a minha participação
inicial,
quando a gente acha que tá tudo certo,
a gente não pode parar.
Acho que talvez o sucesso do RS seguro,
o que nos dá muito orgulho,
principalmente que tem a participação de
todas as instituições e poderes do
estado, que a gente tá em constante
evolução, sempre procurando aprimorar.
Muito obrigado.
>> Obrigada, Padilha. Thago.
>> Obrigado, eh, Dra. Joana, Dr. Padilha,
eh, Tifle Pit, eh, bom dia a todos e a
todos. estão aqui presentes. Eh, eu acho
que só para esperar um pouquinho, eu vou
vão carregar aqui uma uma apresentação,
mas enquanto isso eu vou dando as as
algumas premissas importantes sobre o
modelo do Rio de Janeiro, que a gente tá
implementando agora, que inspirado no
modelo de Nova York se difere um pouco
do modelo do Rio Grande do Sul, eh, uma
vez que, eh, se encontra no nível
municipal, tá bom? Eh,
dito isso, a gente parte eh de um
contexto muito específico quando a gente
cria o sistema de segurança municipal e,
particularmente, a sua espinha dorsal de
gestão, que é o Confat Rio, se dá no
contexto da aprovação ou da modificação
de entendimento do Supremo Tribunal
Federal, no tema 656, sobre o papel das
guardas municipais e, principalmente,
sobre a capacidade que elas teriam à luz
da Constituiução. Federal de conduzir
ações de policiamento ostensivo e
comunitário.
Eh, isso chama os municípios a um novo
papel na segurança pública. E o prefeito
Eduardo, eh, como é seu costume, como é
marca de sua gestão, passa a entender
que o município precisa ter uma resposta
mais eficiente sobre esse tema e
coordenada a partir de pilares da gestão
pública que marcaram ações eh dessa
administração, particularmente no
transporte, na saúde e na educação.
Temas que o próprio prefeito já abordou
na sua fala antes de mim. Bom, a gente
quando estabelece esse essa governança,
a gente parte de premissas muito
semelhantes a Nova York, em especial
daquela que eh aonde a gente acredita
que o crime acontece num lugar
específico, num horário específico, com
pouquíssimo deslocamento no tempo e no
espaço. Isso chama a gente a uma ação
eficiente, chama a gente a uma colocação
de efetivo nas ruas, no local e na hora
correta.
Eh, para isso, a gente começa, primeiro
passo para que isso fosse coordenado de
maneira mais eficiente possível, é criar
o sistema de segurança. Tô vendo aqui
boa parte dos integrantes desse sistema.
Eh, ele é composto hoje pela Secretaria
de Ordem Pública, secretário Belquior
presente aqui no evento, eh, pela CVIT
Central de Inteligência, vigilância e
apoio à segurança pública. Tá aqui a
chefe de dados, vai dar um pouco da
palavra e do conhecimento dela na no
próximo tema, na próxima mesa, onde ela
tá presente.
Eh, a Guarda Municipal, a força
municipal e a recém-augurada segurança,
eh, Secretaria Extraordinária de
Segurança Urbana.
Eh, dito isso, feito esse arranjo e o
prefeito me chamando para coordenar esse
sistema, ajudar com que esses esses
atores se falassem e esses atores
propriamente ditos com ações mais eh de
segurança pública, estrito senso, vamos
colocar dessa forma, eh eles passa, a
gente passa a uma segunda camadaonde o
município teria uma vantagem competitiva
muito grande, né, que é cuidado local
aonde ocorre
esse tipo de crime, recortada a
finalidade que já também mencionada pelo
prefeito, que era o combate aos roubos e
furtos, nós passamos a atuar nos fatores
que a gente passou a chamar nessa
construção de fatores de incidência
criminal. O que são isso? e eu vou
entrar na minha fala eh um pouco mais eh
detalhadamente, mas é alguma coisa que o
carioca especificamente conhece bem, que
são fatores que acontecem no espaço
público que favorecem a ocorrência de
crimes e fatores que são tipicamente eh
inseridos na órbita de competência da
municipalidade. Bom, feito essa
introdução mais mais
eh esse sobrevoo, eu vou entrar aqui no
nosso primeiro ciclo de reuniões desse
desse mecanismo chamado Comstat,
Compostate Rio, inspiração em homenagem
ao modelo de Nova York. eh paraa gente
poder, inclusive, eu tenho uma
oportunidade de falar com os gestores
que estão sentados aqui na terceira
fila, eh, que vão passar e alimentar e
ajudar a construir esse sistema que
esperamos seja dinâmico e aperfeiçoado a
cada reunião.
Bom, aqui eu não não tenho a pretensão
de ensinar o que que é o compostilfly
pitry, pelo contrário, a gente tá aqui
para aprender, mas leiam. Quando eu digo
introdução ao Comstate, ao Compostate
Rio, que é o que a gente tá fazendo
agora,
a gente se inspira no modelo de Nova
York com reuniões nesse primeiro ciclo
semanais voltadas à resolução de
problemas criminais bem específicos,
quais sejam roubos e furtos no ambiente
urbano. Isso eh eh sempre tem sido uma
marca da gestão do governo eh Eduardo
Pais, considerando eh o recorte desse
problema como uma marca de eficiência,
tentar conduzir soluções a todos os
problemas torna a ação administrativa
essencialmente ineficiente. Então, um
dos passos fundamentais paraa construção
desse sistema foi recortar o problema no
qual a gente gostaria de agir, né? Elas
são reuniões semanais, a princípio,
abertas. a gente entende que isso eh
aumenta o accountability
dos eh dos dos gestores envolvidos
naquela reunião, aonde eles vão prestar
prestar contas pelo que eles têm feito e
avaliar o resultado de suas ações, tá?
Esse modelo eh integra órgãos municipais
distintos. E aí a gente vai começar a a
falar sobre o que eu iniciei a minha
fala, que é sobre eh se eu tenho um
sistema que lida essencialmente com
segurança, eu posso agregar valor a essa
atuação através do trabalho no
município, atuando nesses fatores de
incidência criminal. Tô vendo Dra. Marta
Rocha aqui é responsável por uma pasta
fundamental para esse para essa questão
que é a assistência social e que também
vai fazer parte desse primeiro ciclo do
Compistet.
Quem compõe, secretário geral do
Comstet, organizo as reuniões, defino a
pauta, difundo as informações e crio o
que mais na frente a gente vai chamar um
território de linguagem comum. Eh, o
chefe Pit nos ensinou lá em Nova York de
que duas respostas são válidas, não
necessariamente positivas sobre o ponto
sobre o gestor responsável pelo
problema, quais sejam eu não consigo
resolver esse problema porque preciso
disso ou daquilo, ou eu já resolvi ou eu
tenho uma estratégia para resolver. O
que ele não pode dizer jamais nessa
reunião é: "Eu não conheço o problema".
Eh, isso é extremamente importante. A
gente vai chegar eh no todo o esforço
que é feito para que isso aconteça.
Elas, essas reuniões são presididas pelo
prefeito e conforme o Dr. Padilha bem
mencionou, elas são essenciais. A
presença do prefeito é essencial para
priorização no nível estratégico. É ele
que vai dizer, a partir do mapeamento da
incidência dos índices criminais no
terreno, quais os problemas deverão ser
resolvidos, como serão resolvidos e em
que ordem e com qual eh grau de esforço
administrativo.
Em primeiro lugar, esse ciclo de
reuniões, a gente tem o diagnóstico do
problema, onde a gente convida todos os
órgãos, conforme sua expertise ou e
abrangência territorial para irem a
campo, verificarem dentro dos pontos
quentes de incidência criminal esses
fatores de incidência
nos devolvem e sumontam um relatório
onde são definidas intervenções
complementares e uma vez que elas são eh
praticadas a gente passa ao ciclo de
avaliação e resultados. Se a gente tem
um impacto positivo, difundimos essa boa
prática entre os demais órgãos, senão,
eh, nós tomamos eh eh nós
responsabilizamos o gestor e iniciamos
um novo ciclo de intervenções.
Então, eh, isso, uma vez que a gente
tenha esses fatores solucionados dentro
do que a gente tá chamando de protocolo
de entrada, que é esse primeiro ciclo, a
gente passa ao protocolo de revisão
dentro de uma subárea de ocorrência de
atuação da força municipal, agora com o
nosso braço armado, encarregado de fazer
o policiamento ostensivo e comunitário.
Mas vamos entrar mais em especial nesses
no que que são esses fatores que eu acho
que cada um de vocês aqui,
principalmente quem mora no Rio de
Janeiro, entendeu sabe mais ou menos
como eles funcionam. E a gente tá nesse
esforço inicial de metodologização, de
sistematização para identificar e
treinar o olhar, principalmente das
agências que não são eh essencialmente
lincadas ao tema da da segurança pública
para que eles possam ir ao terreno e
verificar pra gente na montagem dessa
primeira camada de informações o que nos
importa para resolver o nosso programa
inicial, que é o combate ao roubo e
furto em ambiente urbano.
Nós num primeiro momento, a gente nós
identificamos 20 fatores tipicamente
urbanos que isolados ou combinadamente
eles podem criar um um uma área ou um
território aonde o crime de
oportunidade, principalmente esses dois
que eu tenho repisado, roubos e fos,
eles acontecem com maior facilidade, tá?
Então, exemplos aqui, nós temos um ponto
de escuridão no passeio, aonde
basicamente o senso comum a nossos
nossas mães e avós iriam não caminhem
pelo lugar escuro sozinho, porque você
possivelmente vai ser assaltado e a
gente tem às vezes exemplo de fatores de
incidência combinada. Vamos colocar, por
exemplo, um ponto de parada de trânsito
aonde eu tenha contiguamente um ponto de
aonde o criminoso possa se esconder eh
uma vegetação mal conservada, um tapume,
um terreno baldio ou algo dessa
natureza.
Esses fatores eles têm sido estudados
por nós, eh, segundo esses eixos que a
gente agrupou, iluminação no ambiente
público, fluidez do tráfego, do
trânsito, caminhabilidade e visibilidade
do passeio, pontos de embarque e
desembarque de passageiros com
históricos problemas, uso de passeio por
moto e bicicleta. Eu sei que isso tem
sido um tema eh até mesmo que a imprensa
tem falado muito eh o uso dessa desse
tipo de veículo como um vetor de
incidência de de prática de crimes eh a
população em situação de rua e cena do
uso de cena de uso de drogas.
Aqui a gente dá exemplos especificamente
como é que esses fatores podem incidir
no território. Eles graficamente são
muito eh eh autoexemplificativos.
Então, por exemplo, vegetação obstruindo
visibilidade do passeio. Esse
particularmente foi um eh
ele é fácil de entender e difícil de
explicar. Porque como é que eu Mas por
que que isso é difícil? Porque isso
obstrui o olhar de um policial numa
viatura que tá passando e pode poderia
ter prevenido um assalto ou um roubo que
tava acontecendo atrás daquela
vegetação. Isso impede que o policial
que fazendo patrulha no outro lado do
passeio veja também aquelas pessoas que
estão eh
sendo assaltadas ou sofrendo algum tipo
de violência. estruturas urbanas
servindo de esconderijo, particularmente
um problema hoje eh nas áreas mais
marginalizadas da cidade.
Então isso não é esses problemas não
existem em si, não é toda a falta de
iluminação que nos interessa, assim como
não é qualquer fator em qualquer lugar
que nos interessa. Portanto, se pra
gente aonde eh há eh um caminho no
passeio, aonde transpaço esteja
maluminado, sim, eu tenho uma
possibilidade de crime porque eu tenho a
vítima, eu tenho o lugar. Se esse ponto
de escuridão não há trânsito de pessoas,
e por mais óbvio que isso possa parecer,
não nos é um problema. pode ser um
problema da municipalidade como
conservação em geral, mas não é dentro
do nosso foco inicial de atuação um
problema a ser resolvido no âmbito do
compostil.
Esses fatores também nos interessam se
eles estão fora do do dos trechos de
incidência mais quente, porque para nós
é como se não houvesse o crime. Então,
eh, probabilisticamente alguma coisa nos
indica que aquilo ali não está
contribuindo para incidência de crime
nenhum, não deixando de ser ainda um
problema de conservação.
E eh para fechar, o que eu o que eu o
que a gente espera é que dentro desse
ciclo de desse primeiro ciclo, a gente
tenha impactos e e cenários aonde a
gente possa produzir dado para a locação
de efetivo no terreno. Isso pra gente
nesse momento é prioritário pra
resolução ou pelo menos pro
endereçamento como município eh do
problema da segurança pública eh dentro
do seu papel. O prefeito mesmo eh eh
ressaltou isso na fala dele. Nós ainda
isso difere o nosso modelo dos demais. A
professora Joana disse das 12
experiências
anteriores que foram inspiradas no
Computat, mas em nenhuma delas nos eh
nos parece que tenha havido isso no
nível municipal com abordagem dos
fatores ambientais de maneira tão
estruturada dessa forma, mas nos
interessa como papel, como município, o
prefeito repisou isso, apoiar o governo
do estado, o estado com sua eh
característica constitucional bem
definida e centralizada. no problema da
segurança pública, eh, a partir do
entendimento do Supremo Tribunal
Federal, sendo o município dono, vamos
colocar dessa forma, do uso e
ordenamento do solo, contribuir de
maneira positiva e mais eficaz possível
no problema da segurança pública. Eu
encerro assim a minha fala, Joana, e a
vou deixar aí aberto a perguntas ou a
dinâmica que vocês eh acharem melhor.
Muito obrigado.
>> Muito obrigada. Eu queria fazer dois
comentários gerais sobre a fala de vocês
e a gente vai abrir para perguntas. Eh,
queria dizer que eu acho que o que a
gente tá discutindo aqui hoje foi muito
enfatizado pela fala do do eh do TIF Le
Petry, é que a gente tá falando aqui, na
verdade, de uma nova abordagem de
segurança pública, onde você tem um
elemento de gestão, um elemento de uso
de dados como partes centrais de todo o
processo, né? quando a gente fala eh o
policial, ele é o principal eh provedor
de principal profissional eh na gestão
da e no na provisão da segurança
pública. Mas para isso tá funcionando
bem, você precisa de outras equipes a
você precisa de uma estrutura para guiar
essa tomada de decisão que é calcada
muito em uso de formação. E o o Tile
Lepet falou muito aqui a importância
também do dos cientistas e dos analistas
de dados e da e do uso da inteligência
para ser formação. Mas eu queria marcar
três diferenças aqui dos três modelos
que a gente viu, que é Nova York se
diferencia principalmente no sistema que
vem a 30 anos fazendo isso, que hoje ele
tem um uso absolutamente intensivo de
informação e é de uma informação
detalhada do que acontece no território,
mas que e que ela, o modelo começa lá
muito com essa gestão do, né, nesse
olhar de onde o crime aconteceu, a que
horas e que eles evoluíram muito para um
processo de entender quem, né, quem tá
conectado com isso. quem são as pessoas,
quem são as redes e etc. O grande
desafio pra gente fazer, a gente não faz
nada parecido com isso no Brasil, só
para deixar muito claro aqui. E o
principal motivo pelo qual a gente não
faz isso no Brasil é acesso a dados, né?
pra gente fazer eh uma análise fina de
quem é o dado mais restrito no Brasil,
que é o dado de quem cometeu crime e
quem e e muitas vezes o dado nem existe,
ele não é nem estruturado.
Mas aqui eu acho que o ponto central da
história que Nova York conta pra gente e
o ponto central que os três casos estão
contando é que o processo não começa com
a gente produzindo dados, o processo
começa com uma liderança, querendo tomar
decisão a partir dos de dados. é a
decisão de guiar a tomada de decisão
baseada na informação que faz todo o
sistema gerar. Nova York começou com uma
planilha de Excel, o Rio Grande do Sul
começou com eh umas planilhas em PDF.
Como a prefeitura do Rio tá eh tá
começando em 2026, a gente aqui já pode
já pode começar com aplicativo, com
coleta sistemática de informação e que
vai já vai sair de um ponto muito acima,
que é já ter uma estrutura de dados
muito consolidada. Isso faz com que a
gente eh se permita pular alguns 30 anos
aí, alguns comer alguns 30 anos de
aprendizado. Mas eu acho que a gente tem
muita fala do Padilha foi torno, a gente
na segurança pública do Brasil a gente
perde um tempo gigantesco com eh
questões de quem pode fazer, se a
cooperação vai existir. Grande parte do
questionamento que tá tendo sobre a
força municipal de segurança é se ah ela
vai atuar de forma integrada ou não
estado. Gente, o ponto é o seguinte,
vamos começar a fazer aqui o compitat
acima de tudo é a organização, a lógica
semanal de vamos começar e é a
regularidade da reunião que vai fazer o
bonde andar, o trem entrar nos seus no
carrinho. E e a esperança é que todos os
outros atores venham, assim como
entraram no RS seguro, quando você
começa a ver que você tem método, tem
regra, as pessoas aderem e você e a
grande questão aqui é você ter uma
discussão mais focada em resolver
problema e os problemas criminais e não
em outras questões. Queria abrir pra
pergunta, não sei se alguém quer fazer
uma pergunta para um dos palestrantes.
Alguém pode me mandar levar aqui o
Michel Patri, conratulations for
New York in
one of the members of this new challenge
of R you out during your presentation
that the menills
analy
from you is what are the main barriers
in this communication of two sides and
what are your practical tips to
facilitate this communication thank you
so
we built a model where
within
specialized units,
robbery units, they all sit together. So
there's crime analyst actually in
sitting in the same room at a desk.
There is experienced robbery detectives
that are sitting in that room. We also
have offices that are not investigators
but go out there and patrol the area. So
they're all able to talk and say this is
the operand. So we're giving the mot of
the of operand to the patrol officers
that that know they now know because the
detective who's investigating case is
telling him heard that they're saying
hey me investigating this case we see
that there is a vehicle that goes up and
down the block here's the make the model
of this vehicle so now the officers know
what the detective is telling him for
and then the analy will analy that
vehicle And you know they they'll look
at okay I I've seen this picture of this
vehicle in a different crime and it all
comes together with one unit working
together. You have your intelligence
side of it. You have your operational
side of it, but you also have your
patrol and investigative side of it.
Just a curiosity on that. Do you have
the analy in each precised
unit? So
yes, sometimes with vacancies we do, but
yes, the model is having an analyst in
every in all 78 presents in New York
City and within other units like the
detective bureau the rob squad, the
Grand Lars squad, crime, things of that.
Mais perguntas lá atrás e ali lá ali ali
>> bom. Vou falar em português. É, meu nome
é Flávia Dona Délio, eu sou professora
aqui da FGV. Eh, a minha pergunta é pros
três, quem quiser comentar. Eh, vocês
falaram muito da coordenação envolvida,
da necessidade de análise de dados,
enfim. Eh, eu gostaria de perguntar se
existe algum mecanismo de reconhecimento
ou de incentivo em relação aos
resultados associado a esses programas.
Então, a bonificação,
eh, algum tipo de reconhecimento e se
isso faz eh diferença nos resultados.
So yes there is there's different levels
of the um civilian police force. So when
they come to the New York City police
first of all they they have to have a
bachelor degree in analytics or data
scientists, programmers coders. So it it
does come with high level of education
and a lot of the analyst during their
time uh in the New York City Police
Department go on for master degrees and
some actually the data scientist who was
in CR which she's actually getting her
doctorate right now. But yes, the
shorter answer is they come in as a
level one but then, you know, they do
good work. We give them a raise and a
new title, level
and then executive directors. Yes, we do
compensate and promote our
obrigado pela pergunta. falando sobre a
realidade do Rio e sobre o tipo de
incentivo, se eu entendi bem, eh ao atim
de resultado. Isso tem sido aplicado,
eh, na administração do prefeito Eduardo
desde o primeiro mandato, quando ele
cria eh o sistema de de acordo de
resultados, né? E é próbio os órgãos do
sistema de segurança serão medidos
também consoante os resultados que eles
produzam. E há uma bonificação para iso
aqui até a subsecretária encarregada de
fazer essa métrica. tá sentada ali,
porque hoje a gente tem uma carreira
específica na prefeitura. Salvo engano,
o concurso, Fernanda, ele é do primeiro
do primeiro mandato do prefeito de 2014.
são os AGPMs, os agentes eh de
planejamento que medem essas métricas e
e
segundo os resultados que é são
estabelecidos entre o gestor municipal e
o prefeito, isso gera uma bonificação ao
final do ano. Mas é importante destacar
que isso é uma ferramenta de gestão,
sim, no município do Rio de Janeiro, mas
o compostante não é sobre isso, né? A
professora Joana bem disse eh que eh a
gente dentro do Comstat não tá
necessariamente gerindo um sistema, como
o estado fez durante algum tempo, com
programa de metas e resultados, eh um
sistema de bonificação por resultado,
pelo menos não uma bonificação
pecuniária, né? Eh, comandante
Tararacique, comandante da Guarda
Municipal, inspetoral da Guarda
Municipal, tá incluído quanto tempo que
a guarda recebe e participa do do
programa de acordo de resultados,
comandante, aproximadamente você tem
2011. Então isso já é uma cultura da
administração municipal e claro vai
abranger, mas isso não é a inovação que
a gente tá trazendo.
>> Obrigado pela pergunta. Eh, vou falar,
evidentemente, da nossa realidade do Rio
Grande do Sul.
Primeira questão que nós não
estabelecemos
e pode causar um pouco de surpresa,
nenhuma meta.
Então, toda a estrutura da governança e
do acompanhamento dos indicadores
resultados lá no Rio Grande do Sul, que
a gente acompanha de maneira implacável,
eu abro a ferramenta aqui, eu sei o que
que está acontecendo em qualquer um dos
497 municípios, mas a gente tomou a
decisão
de não criar metas.
poderia falar bastante sobre isso, mas
vou falar bem curtinho.
Eu não tô nenhuma fábrica em que eu
coloco insumos de um lado e eu sei o que
que vai sair exatamente do outro.
Então essa foi a nossa compreensão no
início. Eu sei que as forças de
segurança do sistema de justiça t um
papel
importantíssimo paraa redução dos
indicadores de criminalidade.
Certamente
é fundamental, mas como eu disse lá no
início, o tema extremamente complexo,
não depende somente da segurança
pública, depende de diversos fatores,
inclusive da legislação, maior
permissividade na legislação de acesso à
arma de fogo, por exemplo, ou não,
questão das drogas,
leniência ou não do sistema de justiça
criminal, investigação, denúncia e
sentença e o cumprimento da pena. Então,
a gente não estabeleceu metas. E também
a gente não estabeleceu nenhum tipo de
bonificação,
né, para não criar um elemento
artificial que seria difícil, inclusive
de mensurar, no nosso caso específico,
quem deveria receber, né? Tem tem
diversos atores. Agora, sim, há os
reconhecimentos. Nós temos um plano de
carreira muito bem definido e,
evidentemente que aqueles que estão se
destacando acendem na carreira e todos
os anos, sem exceção, há promoções em
todas as forças de segurança pública e
aquele pessoal que tá tendo melhores
resultados, está atingindo o que se
deseja,
é contemplado com as promoções e que com
o novo plano de carreira tem uma
diferença entre tu seres eh um capitão
da Brigada Milit
ou tu seres um major tenente coronel ou
coronel, tu seres um delegado de polícia
de primeira, segunda, terceira ou quarta
classe.
>> Alô, mas tem uma pergunta ali aqui. Ah,
desculpa, ele já tá com microfone.
>> Bom, bom dia. Eu queria fazer uma
perguntinha especial ao TIF Petre, ã,
porque você falou muito a respeito de
uma tomada de decisão rápida baseada em
dados, porque a gente sabe que um
tratamento adequado de dados, ele para
elear eh
vieses ou reduzir a incidência de
vieses, ele exige tempo sempre muito
cuidado, né? Então, como que eh eh
vocês abordam essa questão para reduzir
os vieses,
dados que vocês recebem
para tomar as decisões que vocês
precisam tomar rápido para os outros
convidados aem?
sets do not include race.
So we have a system of patterizer where
we can it into a program and it will
basically um
tell the analyst that these crimes
belong together right so it looks at
certain keywords things of that nature
and then it automates with a confidence
with a confidence level of that these
these three robberies look like done by
the person in the area but not based on
race at all that is not part of the
program I hope I answered your question
yeah no again our systems really we we
do not have
Só aproveitando eh a intervenção do TIF,
eh importante eh trazer a partir do viés
de dados e da análise de dados, pegando
uma oportunidade nessa fala e trazendo
uma questão do Rio de Janeiro, é muito
difícil eh e é o nosso primeiro desafio,
fazer um compostat sem passado, né? eh
sem um sem um histórico de informação a
partir do qual a gente possa comparar
uma região com ela mesma. Então, a gente
tem sido muito cuidadoso na coleta aí na
sistematização desses dados. Eh, e eu
reforço no nosso no nosso eh o tif da
quando tivemos lá e falou aqui de novo,
eh, a grande frase, né? Informação ruim
entrando, informação ruim saindo,
informação boa entrando, ação boa,
informação boa saindo. Ah, bada, gooda.
So, eh, então a gente tem tido muito,
muito, eh, cuidado com isso e uma
oportunidade, como todo desafio também
escancar uma oportunidade também. É
muito bom fazer isso do zero, porque a
gente consegue, a partir das
experiências de quem foi na nossa
frente, eh, evitar determinados
problemas de ter que, eu, eu fui
encarregado durante um tempo na
prefeitura da parte de urbanismo. Eh,
não à toa, hoje eu tô falando desses
fatores ambientais. Eh, essas coisas não
acontecem por acaso. E
eu saí de um departamento histórico
muito antigo, com sistemas muito
antigos.
que eram muito bons no que faziam, mas
muito difíceis de se modificar, né? Você
trazer um corpo de servidores numa
linguagem que é produzida pelo menos 60
anos de uma forma que já se mostrou
ineficiente em alguns aspectos. Corrigir
esses pontos é muito difícil.
Confiar no dado que funciona é muito
fácil, porque já é produzido há muito
tempo, já foi rechecado, rechecado, etc.
O início de um órgão, como é o caso do
Compostate, ele nos oferece justamente o
oposto, a dificuldade em comparar com o
passado, mas a flexibilidade e a
possibilidade de fazer uma coisa com
menos eh tanto viés, vamos construindo
isso como um problema, mas eh com mais
dinamicidade.
My question is chief patas
what is the role of artificial
intelligence in comstat how has
artificial challenge artificial
intelligence significantly changed
workflows analysis and decision making
zero
the new york city police is not allowed
to use AI it's a city council bill that
if we even have anything close to AI, we
actually have to present it to the city
council before we use anything
artificial intelligence.
Sorry,
I do. I do, you know, I'm a little old
school, but um I I think we're doing a
pretty good job without artificial
intelligence.
the um
just watching these watching the data
scientists putting these programs you
know they build the programs right and
um not a lot but a lot of the
most of the data scientist and you know
at the highest level there's not many
across the New York City Police
Department they also all have backend
access to every one of our computer
databases. Uma
pergunta,
>> sim, pro Tifle Patrick. Eu também sou da
turma de formação dos gestores de
segurança municipal. Primeiro eu queria
dar parabéns pro senhor pelo excelente
trabalho. Eu entendi que ao longo dos 30
anos vocês foram evoluindo muito,
partiram de um ponto e desenvolveram,
não sei se chegaram ao grau máximo ou se
ainda querem evoluir mais. E diante
disso, eu queria saber, igual eh o
prefeito muito bem falou, hoje no Brasil
a segurança pública chegou a status de
ser a maior preocupação da população.
Eu sei que nos Estados Unidos também é
uma preocupação séria e no mundo inteiro
também. Minha pergunta pro senhor é a
seguinte: quantas cidades nos dentro dos
Estados Unidos e no mundo inteiro
procuraram vocês para tentar
copiar esse modelo ou para tentar ter
uma consultoria ou para tentar aprender
como nós estamos fazendo agora?
be honest. Um,
I basically get a request every single
week for visitors to come and watch
Comstad. I mean the model has been
presented um like throughout the country
not all you know from me visiting those
police departments but
every week basically we are getting a
request to visit Comstat and you be
surprised the requests are probably half
and half when it comes to police
department of other police departments
but hospital hospitals want to come and
visit the teachers our education
um workforce want to come and visit
comstat our prison uh corrections wants
to um you know come to comstat weve had
actually the united states military
on on two of the branches of the
military come to comstat you know a
senior commander sitting next to you
know behind me and he wanted and he you
know they wanted to to watch and how we
use this managerial system to really you
know have the accountability.
I'm sorry.
So I have I have PowerPoints. Um if you
would like to to come to New York and
visit a coms show, I give you my email.
me and we
neverit
qu vou finalizar esse painel com duas
dois comentários e depois instruções
para que segue.
Eh, primeiro eu queria só fazer dois
comentários, um sobre gestão, outro
sobre dados, sobre o ponto que a Flávia
perguntou sobre eh estrutura de
incentivos. Eu acho que uma coisa que a
gente perdeu já nas polícias do Brasil é
que eh o Compstet é, sem dúvida nenhuma,
uma uma métrica também, uma forma de
você identificar talento e promover
talento. Então, grande parte do
incentivo é o simples fato de que você
vai ser reconhecido, que você é um bom
gerente, um bom policial e aquilo ali
vai te ajudar a subir na carreira. a
gente tem no Brasil uma estrutura muito
eh estrita de meritocracia, né, que é
você sobe por tempo, por coisas que não
estão necessariamente ligadas ao seu
sucesso policial. E aí por isso que você
precisa entrar com o sistema de
financeiro tão tão forte que foi o caso
de algumas escolhas de estado, que
acabaram criando detubações gigantescas,
como foi o caso do Rio, e que gera e que
gera problemas, como Padilha falou,
porque você não é uma uma função de
produção que você vai botar os insumos e
você tem controle, né? grande parte do
crime você não tem controle. E aí, por
exemplo, no caso do Rio, a gente perdeu
a lógica das reuniões, focou tudo nos
nos nas bonificações e com isso a gente
perdeu muita parte do sistema. Por fim,
o último comentário que eu queria fazer
é sobre os dados. A gente usa tão pouco
dado na segurança pública que a gente
acha que usar dado é a mesma, é tudo a
mesma coisa. Então, sobre a sua pergunta
sobre viés, eh, tem uma diferença entre
fazer análise de dados pesada para
identificar padrão, redes, conexões e
etc, que precisa de tempo e todo
tratamento de dado? Mas aqui é muito um
dado de monitoramento forte para
identificar onde tá o fenômeno. Então, é
um dado muito básico. Então, é muito
mais sobre fluxo e sobre coleta e fluxo
e entrega rápida do que identificação de
padrão. E aí é muito mais sobre
diferenciar ruído e informação certa.
eh e tirar isso, mas a parte analítica é
menos pesada, o que não quer dizer que
eles não têm, eles vão ter nas unidades
específicas, né, que de de análise de
gang, na análise de narcóticos, etc, que
é onde tem a certificação mais alta.
Fazendo esse gancho, eu vou deixar, a
gente vai parar agora pra gente ter um
café. O segundo painel que a gente tem
programado para hoje é justamente um
painel sobre uso de dados pesado, né, de
como é que a gente pode. E a gente vai
ter três experiências, duas do Rio de
Janeiro e uma do Ceará, de quem hoje já
está usando uma diretamente da segurança
pública, que é o Civitas, é no Rio, e
outro da IPLAN, mas que é o órgão do
estado do da Prefeitura do Rio, que
criou toda a infraestrutura de dados e
analíticas para você poder tomar decisão
no governo com dados muito finos, não
apenas de onde aconteceu, mas de quem
precisa de atenção, tá? Então, a gente
vai ter eh vamos a gente vai parar por
15 minutos pro café e a gente volta.
Obrigada.
É, caiu muito.
Achei que
eu
peg
É, eu também.
Não.
mais ou
A
Eu
tô
Aham.
>> Aham.
Obrigada
ótimo. Perfeito. Muito obrigada. Tem
vagó.
>> Obrigada, viu?
Não, ela
Sorte.
Obrigado.
Agora
Eh, Eh,
de sapato é esse?
Hora
Ah.
Ah.
Não,
Neste momento, damos início ao painel
dois, dados e tecnologia. Convidamos
para o palco o professor José Macedo,
professor da Universidade Federal do
Ceará e cientista chefe do governo do
Ceará. Bem-vindo.
Convidamos o senor João Carabeta,
diretor presidente do Iplan Rio.
Convidamos a senora Maria Eduarda Couto,
chefe de inteligência de dados da
Cívitas.
E convidamos a senora Júlia Guerra,
doutoranda na Escola de Administração de
Empresas de São Paulo, da FGV e
cofundadora e diretora do Leme,
Laboratório para redução da violência,
que será responsável pela moderação da
mesa. Bem-vindos.
>> Oi, obrigada. Bom, gente, eh painel
antes do almoço, vamos ser breves. Eh,
eu queria
iniciar aqui já com uma provocação,
aproveitando que a gente tá com gestores
de segurança pública que acabaram de ser
selecionados
e eu queria que na fala de vocês vocês
contassem um pouco do chão da fábrica,
que é trabalhar com segurança pública e
qual que é o papel municipal disso
quando a gente fala de dados. Isso ficou
bem claro no último painel, que o dados
é o meio, tem muita coisa antes e muita
coisa depois. Para quem tá entrando
agora, fica a dica que uma boa solução
ou um bom programa não é garantia de
sucesso e não é garantia de que vai ser
implementado. Tem muito convencimento
antes, durante e depois e passar por
ciclos políticos, é bom falar isso em um
ano eleitoral, eh é especialmente
desafiador, mesmo que você tenha uma
solução tecnicamente incrível. Então
aqui a gente tem uma experiência no
Ceará e duas no Rio de Janeiro que são
muito legais. Eu acompanhei de perto os
três.
E é isso. Eu vou passar a fala aqui. Vou
começar pelo Macedo. Primeiro as
visitas, então vou começar pelo Ceará. E
eu queria Macedo que você começasse
contando um pouco o que você fez lá e
deixar uma mensagem aí para quem tá
entrando agora nesse mundo da segurança
municipal. Que que você acha mais
importante? É isso.
Ah, eh, vamos pensar ns 10, 15 minutos e
eu vou ser chata e vou interromper.
>> Eu tenho uma apresentaçãozinha assim,
né? Primeiro eu gostaria de agradecer a
audiência, a FGV, a Júlia Guerra. Eu tô
no Ceará, mas eu sou carioca, então
estudei aqui na PUC do Rio de Janeiro,
sou da área de ciência da computação e
trabalho com inteligência artificial.
Eh, pode passar. Ah, eu passo aqui, né?
Eu vou ficar em pé porque professor não
dá para ficar sentado, né? Então, meu
nome é José Macedo, como já me
apresentaram, sou do Departamento de
Computação. Pode tocar esse vídeo. Eu
vou começar com um exemplo de uso de
dados. Eu fui cientista chefe, apesar de
ter me apresentada como cientista chefe,
eu deixei de ser centfe 2023, porque
hoje eu trabalho no governo federal com
alguns projetos, mas eu desenvolvi
alguns projetos que vocês devem
conhecer. No Ceará eu desenvolvi o espia
e o cerebrum, que eram sistemas de
integração de dados paraa segurança
pública. Pro Ministério da Justiça, eu
desenvolvi o Crtex, que provavelmente
vocês usam, e o sistema agente de campo,
que provavelmente vocês usam ou usaram,
porque eu acho que agora não tá mais
ativo, né? Então eu desenvolvi alguns
desses projetos. você puder passar o
vídeo aí rapidinho.
Então, essa ferramenta que eu vou
mostrar é uma ferramenta que é
atualmente utilizada em algumas
secretarias de segurança, por exemplo,
do Acre, no Ceará, inclusive tá sendo
utilizada em cinco delegacinhas em
Londres. É só para mostrar um exemplo.
Não sei se
ele vai conseguir fazer.
Não sei se alguém ali atrás ouve o que
eu tô falando.
>> Ouvindo. Mas vídeo é sempre um desafio,
né? Pera aí.
>> Não, não é. Ele tá com a apresentação
errada. Ele tá passando a apresentação
que que não é do YouTube. Bem, então,
como cientista chefe do Ceará, eu fui
cientista chefe em duas áreas. Uma área
que era segurança pública. Então, eu
trabalhei na época com o delegado André
Costa.
Isso. Perfeito. Então esse vídeo, se se
conseguir passar o vídeo aí, vamos ver.
Ah, sim. Então, essa é uma ferramenta
que vou mostrar para vocês, né? E como a
Júlia comentou, a gente não deve se
apaixonar pela informação, né? Pela
tecnologia. Então, o que ela faz? Ela
parte aí são eventos de crimes em São
Paulo, na Vila Sônia, que estão abertos.
Então, eu posso mostrar, não tem
problema, são públicos. E aqui são os
pontos, cada pontinho desse é um ponto
de um crime, né? De um roubo, no caso,
né? Aqui a gente tá falando de roubos de
2013, se eu não me engano. E aí a
partir, né, desse processo que eu tenho
dados, né, de de cada tipo de evento,
espaço temporal, eu posso criar através
da ferramenta, como já foi mostrado aqui
anteriormente, eh as rotas quentes.
Então, nessa ferramenta, eu tô criando
as rotas quentes, né, com alguns
parâmetros que eu determino. E aí tem um
algoritmo por trás que vai rodar alguns
desses, né, algoritmos de inteligência
artificial, no caso é o KDE, que são
manchas de calor e vai calcular essas
rotas quentes. Então, cada rota dessa aí
é um elemento ativo, você pode ter
informações sobre ela. No caso aqui, ele
vai tentar abrir o o Google, acho que
não vai conseguir, vai botar na outra,
né? Então, vai abrir nessa. Aí você pode
ativar informações relacionadas a cada
uma dessas rotas, né? Você pode
adicionar dados que você queira, né?
distribuição de crimes e etc. A partir
desse processo, então você parte dos
eventos individuais, você cria jotas
quentes, mas o interessante é a ação,
como é que eu levo isso na ponta? Então,
como é que eu desenho a partir dessas
rotas clientes as rotas de policiamento
ostensivo? Então, a partir dessa
informação que eu tenho das rotas
quentes, eu posso ter dentro dessa
ferramenta uma possibilidade onde eu vou
aqui, no caso, eu vou criar seis rotas
específicas e elas têm alguns
parâmetros, né, que eu que eu vou
determinar. O tamanho da rota de
policiamento, se for a pé, ela vai até
1,m2, se for de carro, até 5 km e assim
por diante. Então você pode criar. Aí
vai ter um algoritmo também, que é um
algoritmo que foi desenhado em parceria
com um pesquisador chamado Spencer
Chine, que é University Colleg of
London, que ele trabalha especificamente
com policiamento hotspot. Então ele
desenhou, a gente desenhou esse
algoritmo que as rotas são circulares
para dar aquela possibilidade do
policial ficar fazendo a sua ronda e ter
uma visibilidade maior, uma cobertura
maior. E aí a partir das rotas eu vejo a
distribuição dos crimes no horário e dia
da semana e posso ver também como é que
esse policial tem que fazer essa rota.
Então esse algoritmo aí ele usa por trás
toda uma parte estatística, toda uma
parte da experiência profissional de
policiamento para fazer o desenho dessa
rota. Que que eu quis mostrar com esse
daqui, com essa ferramenta? Essa
ferramenta, o importante, não é a
tecnologia que a gente utilizou de fato,
mas é o processo que foi criado de você
sair do dado simples, trabalhar esse
dado, analisar esse dado e entregar um
dado que pode virar ação de fato, né?
Então, aí eu começo a falar um pouquinho
sobre porque que os dados são
importantes paraa política pública, né?
Aí eu vou dar alguns exemplos, né? E e
depois vou perguntar para vocês, eu
mesmo vou responder, porque o que que
tem de comum nesses dois casos? Então
vocês devem ter conhecido aqui esse
problema da epidemia da cólera, né, no
século XIX aqui na em Londres, que
causou mais de 1 milhão de mortes. E
esse médico aqui chamado John Snow, ele
conseguiu juntar dados, ele pegou dados
de, né, de eh evidências sobre casos de
cólera e relacionou esses dados
espacialmente através de fontes de água
em Londres. E ele detectou lá que na
Broad Street, né, existia uma fonte onde
tinha perto dessa fonte muitos casos de
cólera. Foi lá, fechou a fonte e acabou
com a epidemia de cólera, salvando
milhões de pessoas, porque até nesse
ponto já tinham algumas milhões já
mortas.
Eh, tem um segundo caso que é a febre de
parto, né, que o Ignacio Semiovazis era
um médico diretor da clínica de
maternidade do Hospital Geral de Viena e
que muitas mulheres de graves começavam
a ter problemas após o parto e morriam,
né, dessa febre do parto. Depois dele
analisar dados, juntar dados
relacionando quem eram os médicos, o que
que eles faziam e com a relação com
esses partes, ele descobriu que muitos
médicos que trabalhavam em autópsies,
após fazer uma autópsia, ele ia lá fazer
o parto da mulher sem lavar as mãos.
Então isso aí foi um caso, né, muito
importante que deflagou a necessidade de
você desinfectar as mãos antes de fazer
qualquer tipo de cirurgia. E é um
hábito, né? é uma informação até hoje. O
que que tem em comum nesses dois casos?
Se a gente perceber aqui, eh, nesses
dois casos, quem executou e quem
conduziu todo esse processo foram
pessoas que conheciam do domínio, né, e
eram tomadores de decisão,
né, não foi nenhum pessoa, né, que
trabalhava especificamente só com dados
ou só com informação, mas foram líderes
desse processo. Então isso é é uma é é
uma é um dado muito importante pra gente
entender que esse processo de uso de
dados ele exige uma liderança. Sem a
liderança não tem resultado, né? E é a
importância disso.
Aqui eu tenho várias perguntas, né? Que
eu vou colocando e você para pra gente
ir discutindo e entendendo um pouco, né?
Quando agora quando esse uso de dados
pode gerar risco, né? Então a gente, é
importante a gente saber, dado é
importante, é, mas ele tem um risco
associado ao uso de dado. Então tem um
exemplo clássico aqui de correlação nem
sempre significa causalidade. Vocês já
devem ter visto, né? Então tem esse site
aqui que chama Spares Correlation, né?
que ele mostra vários conjuntos de dados
reais onde existe correlação, mas não
tem nenhuma causalidade. Por exemplo,
esse gráfico aqui mostra o cons o o a
taxa de divórcio em main nos Estados
Unidos e a o consumo per capita de
margarina,
né? Tem uma correlação muito forte. Qual
a relação, né? O que que eu vou fazer?
Deixar de vender margarina para ter
menos divórcio. Não faz sentido, né?
Então esse é algo que é um risco quando
a gente usa dados. Se a gente não
interpretar direito, a gente vai
terminar cometendo erros, né, usando
esses dados. Outro exemplo é o é o
típico quarteto de ASCOMB. Ele mostra o
seguinte, ele mostra quatro conjuntos de
dados com características totalmente
diferentes que vocês estão vendo ali a
distribuição, né? São dados totalmente
distintos, mas se você pegar, calcular
média, desvio padrão, regressão linear
desses dados, eles são os mesmos. Qual é
a lição que a gente tem que aprender com
isso? Se você tiver usando estatística
básica, pegar uma média, você pode errar
muito, porque você não tá vendo o
detalhe do seu dado. Então, qual é a
segunda lição? A gente precisa entender
um pouco das técnicas e precisa entender
o que que a estatística entrega pra
gente e o quanto é confiável essa
estatística e o quanto eu preciso fazer
novas perguntas para entender melhor do
que que eu tô trabalhando. Então, esse é
o segundo risco, né? Tá? Então, quando a
gente tem uma proliferação de Biais e os
Biais normalmente são médias, de os
padrões, o que que acontece? Você pode
estar tomando decisões erradas porque
você não tá olhando a origem do dado
distribuição desse dado pode tá
interpretando errado.
O terceiro, esse é um exemplo que você
já deve ter visto em alguns livros, né?
Quando você tem dados, né? Mas o dado
que você tem é o dado, não é
necessariamente o dado que você precisa.
Então esse é o exemplo, né, de um de um
general americano que recebeu, né, essa
essa incumbência aqui de definir a
proteção dos aviões que voltavam da
guerra, onde ele deveria proteger mais
os aviões, né? Então, o avião que tá
aqui, provavelmente, se a gente olha, a
gente tem a tendência a dizer: "Eu vou
proteger o avião na parte que tem mais
tiro, mas na verdade os que têm esses
tiros aqui foram os que voltaram,
os que caíram exatamente ao contrário,
onde não tá mostrando o tiro ali, que
faz muito sentido, né, na parte ali do
piloto, dos motores, na parte de trás,
de trás do avião. Então esse é outro
ponto, né? Quando você coleta dado e
utiliza dado, você tem que entender se
aquele dado é um dado que você realmente
precisa. Então, esses são alguns
exemplos de risco. Tem outros, né, como
já comentaram aqui, de vieses e outros
problemas relacionados. Mas uma
pergunta, por que que devemos usar dados
paraa segurança pública? Acho que o
primeiro ponto é o seguinte, a a o custo
da violência no Brasil é enorme, né?
Então tem esse trabalho aqui, né, que
foi em parceria com Atlas da Violência,
do IPE, do Fórum Brasileiro de
Segurança, que calcula que, né, cada
morte violenta, ela custa R 1 milhãoais
aos cofres públicos. Então a gente, né,
nessa reportagem, nessa pesquisa,
demonstra que, por exemplo, o custo de
violência pro Brasil é o 11% do nosso
PIB, né? Então, dados servem pra gente
avaliar, né? avaliar o impacto de
violência, avaliar o resultado das
nossas das nossas ações.
Eh, outro ponto, por que que é
importante dar? Porque a maneira como
hoje no mundo, né, e nas pesquisas em
segurança lidam com dados, né, e as
ações, elas mudaram. Então, hoje tem uma
mudança da forma de policiamento. Ele
deixou de ser só foco no alvo para ser
também utilizar o foco no espaço
geográfico, né? até comentou aqui
anteriormente, né, que 5% dos crimes,
50% dos crimes do Rio de Janeiro ocorrem
em 5% do espaço geográfico. É altamente
concentrado, isso é sabido, né? Isso é
pesquisa, não só aqui no Brasil, em
vários lugares do mundo. Então a gente
precisa de dado, mas não só do dado pur
e simplesmente, mas das técnicas e dos
métodos mais atuais, né? Então, tem
policiamento de baseado em hotspot, que
é outra abordagem promissora,
policiamento orientado a problema,
eh policiamento baseado em evidência,
todos eles precisam de dados, por
exemplo, para fazer análise estatística,
fazer ensaios controlados, você precisa
validade, você precisa de dado para
isso. Então o dado é importante para
segurança pública pra gente poder
implementar essas técnicas mais
sofiscadas em segurança pública que
funcionam, que são validadas
cientificamente.
Como podemos usar dados em segurança
pública, né? Eu mostrei para vocês,
comecei a mostrar um exemplo de como
usar dados, né? Mas a gente precisa de
um processo inicial e de um que a gente
chama de pipeline, né? de pegar dado
bruto na ponta e fazer toda a
transformação.
E o nosso objetivo é que esse dado
chegue do outro lado e possa se tornar
uma tomada de decisão, uma ação na
prática. Então, eh essa figura aqui, ela
mostra um pouco essa ideia e todos os
projetos que eu desenvolvi de plataforma
para segurança pública, a gente usou
essa ideia. Por trás disso tem todo um
pipeliner, né, que a gente faz em
ingestão, limpeza, enriquecimento do
dado, processamento desse dado e
análise, a entrega dessa análise pronta
na ponta. Foi o exemplo que eu mostrei
para vocês, né? Começa com dados simples
lá da de cada evento e depois a gente
processa, faz os KDs, né, os mapas de
calor, faz as rotas quentes e entrega
essa esse resultado para quem vai
utilizar, né? E usando isso, né, paraa
gente usar esses dados, a gente precisa
de técnicas como análise de espaço
temporal, análise geoespacial,
visualização analítica e mais
recentemente, né, inteligência
artificial so ponto de vista dos LLMs,
né, dos modelos de linguagem.
Então é importante que a gente tenha,
né, se a gente conseguir juntar dados
com essas técnicas, né, e com a
metodologia científica na área de
segurança pública, a gente vai conseguir
identificar padrões comportamentais de
criminosos, detectar prontamente
incidentes, predizer ações criminosas,
recomendar ações policiais, integrar, ou
seja, uma série de oportunidades que a
gente vai poder explorar a partir do uso
de dados e desses métodos. Então essas
são oportunidades e o II e o big data
são a fonte básica desses métodos. Aí
aqui eu dou alguns exemplos. Esse aqui é
um é uma ferramenta que a gente fez que
chama-se cerebrum que foi desenvolvido
pro secretário de segurança pública do
Ceará. Ela junta mais de 68 fontes de
dados e tudo é feito sobre o mapa. Ele
funciona tipo um Google onde você
consulta, pode ser por texto ou por menu
e ele vai te dar informações. E cada
pontinho desses aqui, no caso aqui tá
mostrando CVP, né? a distribuição. Cada
pontinho desse você pode clicar e
explorar essa informação, abrir o
boletim de ocorrência, abrir o
inquérito, navegar pela base civil, base
criminal, SISPEN, você pode juntar
Detran, você pode juntar todas essas
bases, ver se a pessoa usa tornozeleira
eletrônica ou não, fazer o rastreamento
dessa tornozeleira eletrônica. Então
essa ferramenta é uma ferramenta que
integrou várias bases e que serve como
uma ferramenta de comunicação entre toda
a a parte da segurança pública. Esse é
outro exemplo. Esse aqui é o é o Córtex,
né, que a gente desenvolveu pro M, onde
você tem agora acompanhamento em tempo
real de veículos, né, que você pode
definir alvos e você faz o
acompanhamento através do sessoramento
da integração de eh câmaras de detecção
de placas de veículos. Outro que a gente
desenvolveu e planejamento, planejamento
de rotas. Esse aqui era um projeto
satélite, onde definiam rotas
específicas para combater crimes
territorializados, onde o algoritmo
desenha a rota e depois você tem um
acompanhamento em tempo real da execução
dessa rota e um sistema para identificar
se foi cumprida ou não. Não sei. Você
pode me avisar aí o tempo que eu
acelero, por favor.
Eh, outro sistema que a gente tá
>> pode acelerar então
>> quê
>> pode acelerar?
>> Pode acelerar. Então tá, eu já tô
acabando. Outro sistema, eu tô mostrando
o uso que são rede de vínculos, onde
você pode associar informações, né?
Então, analisar os vínculos entre essas
entidades, são pessoas, empresas, né? E
o que que acontece nessas relações.
Então, esse aí foi um sinésto e vínculo.
E o que é interessante é esse trabalho
que a gente fez e publicou, né?
Obviamente não detalhando dados
sensíveis, mas é a criação de redes, né,
de uma rede de relacionamento entre
pessoas que us usam tornozeleiro
eletrônica, identificando alvos
principais e associando, pegando
informações, por exemplo, do SISPEN,
onde duas pessoas que estiveram na mesma
área ou na mesma célula e cometeram
crimes parecidos, quando elas saem,
utiliza a torneleira, se encontram,
então o sistema ele detecta e cria um
índice Essa tabelinha aqui é um índice
de periculosidade e de aviso, informando
que, por exemplo, aqueles encontros eles
podem tá gerando algum tipo de crime.
Quais são as barreiras paraa segurança
pública, né, para dados? Tô terminando,
tá? Eh, a gente tem vários problemas,
não vou falar de todos, mas dados
incompletos, eh, inconsistentes,
enfim, eh sistemas fragmentados,
eh, integração histórica com tempo real,
risco de vieses, correlação,
causalidade, interpretações incorretas e
equivocadas, limitações,
explicabilidade. Porque não basta às
vezes você, por exemplo, eu dar para o
policial a rota, eu tenho que explicar
por que eu escolhi aquela rota. Ele tem
que entender porque que ele tá
executando aquela rota e como ele deve
executar aquela rota. Proteção de dados,
LGPD e, enfim, uma resistência às vezes
organizacional. Então, a gente tem
vários várias barreiras para uso de
dados em segurança pública que a gente
tem que prestar atenção. Esse é o último
slide. Mas o que que realmente eu
acredito na minha experiência, Júlia, eh
o que que determina um sucesso?
Primeiro, número um, é o compromisso do
líder da alta gestão. Se não tiver isso,
hoje inclusive quando a gente começa um
projeto, se não tiver o líder, eu digo:
"Eu não começo, eu não faço". porque não
vai dar certo. Então, a liderança e alta
gestão é muito importante. Segundo,
fazer um alinhamento estratégico.
Se quem tá recebendo a informação não
compreende a importância daquilo, eu dei
um exemplo no Ceará, quando a gente
pegou dados, né, dos boletins de
ocorrência, que era importante paraa
integração estatística, e muitos dos
boletins vinham com três potinhos na
descrição, um xizinho. Então assim, quem
tá lá na delegacia não entende a
importância de produzir idade dade de
qualidade, não adianta. Então tem que
ter um alinhamento estratégico de toda a
corporação para que se entenda a
importância daquele trabalho que tá
sendo executado. Então a definição
também clara de metas, indicadores,
accountability também são importantes
você ter isso, você ter isso explícito e
transparente. Lá no Ceará a gente tinha
na sala do governador um painel em tempo
real de todas as ações da polícia, os
indicadores de CVP e CVLI em tempo real
para ele poder acompanhar e poder
discutir isso também nas reuniões das eh
das unidades lá do Ceará. Também
outro algo importante aqui finalizando
são esses, né? O o o último ali,
investimento. Sem dinheiro também não
adianta. Se não tiver o gestor e não
tiver dinheiro, não dá para fazer
mágica, não existe. E o incentivo ao uso
de análise de dados na tomada de decisão
operacional, esse é um ponto muito
importante. A gente precisa criar no
Brasil, nos na não só na segurança
pública, mas no setor público, a cultura
analítica. As pessoas precisam ser
treinadas para isso, né? Desde aquele
ponto de vista de entender, por exemplo,
medidas estatísticas básicas, o que que
elas significam, né? mesmos algoritmos
quando ele entrega informação para você,
todo mundo tem que est dentro dessa
cultura. Quando eu falo cultura, parece
algo etéreo, mas na verdade são hábitos.
Então você tem que criar hábitos. E um
hábito, por exemplo, se você vai tomar
uma decisão, um hábito é você se basear
sua decisão em dados e você saber
explicar esses dados. Inclusive o TIF
aqui comentou isso, né, que os dados,
né, assim, o que é mais interessante é
você saber fazer a pergunta e entender
qual é a resposta que ele vai dar para
você poder validar. Então, isso é muito
importante a gente, né, criar essa
cultura, né, de fazer boas perguntas,
mas também fazer raciocinar o que que
deveria ser a resposta correta para você
poder validar. Bem, desculpe aí, eu acho
que eu passei um pouquinho do tempo.
>> Passou um pouquinho, mas tudo bem,
porque Maria Eduarda fala na velocidade
2.0.
>> Eh, obrigada, Marco. Então, é com você.
>> Obrigada.
Pois é, né? Eu já vi a cara do
secretário Belquió, porque a gente tem
uma competição de quem fala mais rápido
e eu defendo que é que ele fala mais,
inclusive. Mas boa t, bom dia, quase boa
tarde para todos vocês. Falaram que era
uma mesa que a gente era de casa, mas na
verdade eu acho que eu sou a única que
não sou de Sudeste, pelo menos, né?
Então eu queria dizer que eu sou um
pouco mais turista aqui, mas eu trabalho
na Cívitas, sou chefe de inteligência e
dados, eh, coordeno a a área de
inteligência e dados da Cívitas. E aí eu
vou contar uma história porque eu fiz
uma apresentação e deve estar por aí,
mas eu acho que todo mundo foi me
complementando que vai ficar repetitivo
fazer a mesma apresentação para vocês.
Eu acho que é interessante a gente
trocar uma ideia. João me ligou essa
semana e falou: "E aí, o que é que a
gente vai falar?" E aí eu falei: "Cara,
João, vamos pensar no contexto. O
pessoal tá entrando aqui agora, são 20
caras novas e a gente precisa chacoalhar
esse povo. Porque se tem uma coisa que
às vezes a gente senta na no gabinete
lá, é, cadê a curiosidade intelectual de
vocês? Cadê a criatividade? Cadê a ideia
de gestão?" E eu não tenho dúvida que
quando o Thiago tava pensando ali que
que seria essa esse esse cargo de gestor
público para segurança, o que ele tava
precisando é a gente que pensasse fora
da caixa. É sair de uma lógica. a gente
vem trabalhando uma ideia de segurança
pública, muitos anos muito parecida e a
gente tem pouco recurso humano que saia
de outras áreas e que pense segurança
pública de um jeito mais complexo. E
obviamente toda expertise policial é
muito importante, mas é preciso também a
gente ir além dela e conseguir entender.
Então esse cargo foi criado para isso.
Então a gente fez, vamos fazer uma fala
que a gente vai achacalhar esse povo
para sair de fora, para sair fora da
caixa, né? E aí, eh, não sei se dá uma
prestação, o prefeito ele deu um
contexto muito importante de que
segurança pública não é uma novidade no
Brasil, mas é uma dor que tá cada vez
mais manifestada na população. As
pessoas vem trazendo isso nas pesquisas
e vem mostrando que de fato é um
incômodo que passou a saúde e passa a
entrar em outro nível de discussão. E aí
falando com uma pessoa que trabalhou
muitos muitos anos no estado, muito
concreta e a cidade produz muita
informação sobre o que acontece. Se você
perguntar pra dona Maria o que é uma
política pública, eu sempre falo isso,
ela vai dizer três, quatro coisas
municipais. Ela vai dizer a creche que
ela coloca o filho, ela vai dizer a rua
dela que tá pavimentada ou não, e ela
vai falar sobre a iluminação pública.
Então a gente traz um arcaboço de
informação e de dados muito bom e muito
importante para essa área da segurança.
Aí vem essa incubência de pensar uma
central de inteligência para pensar
esses dados pensar esses dados. E quando
quando essa ideia surgiu ali na
prefeitura, só existia e aí o Jon tá de
prova, vice-prefeito, prefeito, façam em
um ano, um ano, um ano, 10 dias, em 10
dias, agora tem um ano. E aí, eh, é
importante esse movimento, né, que a
gente começou a fazer, que é primeiro
identificar qual é o problema. a gente
começou a viajar o Brasil inteiro, o
mundo foi para Buenos Aires, foi paraa
Colômbia, quer que existe centrais de
monitoramento de segurança pública. E aí
eu venho com a primeira coisa que a
gente conversou sobre essa palestra, que
é quando a gente vai falar tecnologia e
dado, muita gente pensa isso paraa
segurança pública como grandes megas
ordens. Aí eu acho que a fala do
professor Marcedo foi incrível porque
ele trouxe como a importância daquela
análise da realidade de onde o policial
vai colocar o deslocamento, aquele dado
do dia a dia. A gente não precisa de
megas orordens. a gente tem uma
discussão sobre ter um satélite que
analisa sua córnea e vê se um dia você
vai cometer um crime. OK, mas vamos dar
um passo atrás. A gente não faz coisas
muito básicas. A gente trata muitas
vezes o indivíduo completamente
departamento de departamentado. Então
esse esse indivíduo que aí eu tô vendo a
Guarda Municipal aqui é atendido por um
programa do Ronda Maria da Penha, uma
mulher que tá com medida protetiva sendo
atendida por esse programa. Eu v gente
da Secretaria da Mulher aqui também.
Muitas vezes ela também tá sendo
atendida no posto de saúde e ali já tem
sinal de que ela tá sofrendo violência,
ninguém tá vendo. Ou o filho dela passa
cinco dias sem faltar escola, falta na
escola e essa mulher já tem medida
protetiva. Então como assim a gente não
tá juntando essas informações? Como
assim a gente não tá colocando tod
vários níveis? Primeiro sobre seres
humanos. Eles circulam em várias
políticas públicas. Segundo sobre
endereços. E aí o secretário Belqu tá
aqui, ele faz muita demolição de áreas
ocupadas por milícia e por crime
organizado como um todo. Muitas vezes,
para ele conseguir informação sobre o
endereço, ele tem que consultar mais de
7, 10 secretarias, porque uma faz o
licenciamento, a outra disse a lei
legislação bairro é bairro, pode aquela
pavimentação daquela forma e a outra vai
dizer se pagou o IPTU. E assim tudo é um
endereço só, é uma lat, é uma um
gerferenciamento ali que você faz sobre
aquele local. Então a gente colocou
endereço e o outro foi veículos também.
Então, como a gente tinha 10 dias, a
gente fez, vamos mais fácil que é o
veículo, porque já tá tudo no data lake.
Então, vamos primeiro fazer um se
inspirando no no muito no Córtex, vamos
fazer um software que a gente consiga
entender por onde esse carro passou eh
nos últimos no período que aconteceu um
crime, por exemplo. E aí a gente fez uma
decisão, tá? Às vezes uma decisão quando
a gente foi construir as cívitas que a
gente queria focar em integração de
dados mais do que na pronta resposta,
porque a gente sabe que a pronta
resposta ela absorve sua energia
completamente. Se você ficar cuidando da
cidade o tempo inteiro, você não faz a
investigação para trás. E aí vem uma
primeira e aí eu tô eu tô fazendo uma
fala mais provocativa, tá? A primeira a
primeira virada de jogo. A gente fez um,
foi desenhar como seria essa informação.
Você joga uma placa, ele diz por onde
esse carro passou nesse período de tempo
e aí vamos para lá. Vocês giram são essa
essa viagem. Se ele passar mais de duas
horas sem ser detectado, vamos
considerar outra viagem. Então, eh, isso
eh o dado ele precisa também dessa
curiosidade intelectual, de você estar
do lado. E eu diria que hoje a Cívitas
ela é muito importante porque quem opera
essa informação, a gente tem guardas
municipais operando a Cívita, mas quem
tá produzindo os sistemas está do lado
conversando com eles, entendendo como é
que tu usa, como é que facilita esse
processo aí para vocês. E aí e contando
mais histórias aqui para vocês, eu vou
contar mais ou menos como a gente criou.
A gente fez, cara, se a gente consegue
ver a detecção, a gente pode fazer uma
fórmula extremamente complexa para ver
se tem carro clonado. Não é complexo, é
fórmula da velocidade. Desloca, manda
uma viatura lá pro galeão e manda outra
pro viatura lá pro galeão e manda outra
pro pro Leblon. E a fez não, então vamos
pro pro Leblon. E eles fez não, então
vamos tentar. Matematicamente v no
deslocamento distância segundos, 1
minuto, 5 minutos. Tem um carro que
coincidentemente sempre passa perto
dele. 1 minuto, 5 minutos. Tem um carro
que coincidentemente sempre passa perto
dele. E aí com isso a gente em alguns
casos a gente conseguiu descobrir
batedores, carros completamente
regulares, que não tinha nenhum problema
correlatas, que é quando a gente chama
que uma tá seguindo a outra. Aí eu fiz,
tu não vai dar 55. Nenhum problema
correlatas, que é quando a gente chama
que uma tá seguindo a outra, aí eu fiz,
tu não vai dar 56. Correlatas, que é
quando a gente chama que uma tá seguindo
a outra. Aí eu fiz, tu não vai dar 56
relatórios para ele, porque eu me
recuso. Isso é uma afronta a minha
inteligência. Você dar 56 relatórios
para um delegado que mal tem equipe para
analisar um. Aí ele falou: "Mas o cara
pediu, ele quer ver se tem um Fábio." O
Caba pediu 56 relatórios. 56. E aí
pensando, pensando e aí uma das
conversas com o João, com a equipe dele,
falou: "Vamos fazer um grafo, a gente
vai, não, a gente tá pronto, já dá para
usar colocar um documento no inquérito".
é assim, a vida é assim. Então ele nesse
documento ele já gera automatizado todas
as informações, como se lê, quais os
limites, o que você pode inferir, o que
você não pode inferir. E essa é a
informação. E aí ele veio. E aí foi
muito bom porque depois a gente fez essa
palestra sobre o que é as cívitas e o
cara virou pra gente aí para juízes. Aí
o juiz fez ih, eu julguei esse caso e a
diligência tava tão boa que eu consegui
dar procedência muito rápido. Então o
que eu quero falar é que muitas vezes a
gente tem um gap, a gente tem quando
quando eu trabalhei no Ministério
Público com a Júlia, a gente fez uma
pesquisa sobre homicídio que o que o
isso tá errado. Vocês você esse cara não
poderia. E eu falei até pro Breno também
assim quando ele tava pensando na força,
cara, bota no sistema uma forma que se o
se o se o cara da força tiver empaquetar
e deveria estar ali, alertar para tu,
porque como secretário é muito possível
você ir lá e ficar vendo cada detalhe,
mas tem que ter essas pessoas que têm a
revolta. Então, o que eu quero convidar
todos vocês aqui a se revoltar
>> é Maria Eduarda, como vocês viram,
produtividade ótima de palavra por
segundo. Agora, João, pode.
>> Bom, eu vou, a gente combinou a fala,
né? Então, o que eu quero que vocês
lembrem disso é du são duas coisas. Um
que, como a Duda exemplificou aqui, que
vocês têm que ser cidadãos indignados,
muito indignados, porque o Thiago até
mencionou aqui na fala dele, trabalhou
com urbanismo. A prefeitura é uma é uma
máquina que existe há 250 anos e as
coisas acontecem
há centenas de anos daquele jeito,
muitas vezes. Então, você não tem
ninguém perguntando por que que é assim,
sempre vai ter alguém falando não, a
gente sempre fez assim desde 1935.
tem que continuar assistindo assim.
Então assim, alguém tem que ser
indignado. Em geral, secretários,
meuor,
eh, quem tá aqui, Breno e o prefeito,
principalmente, é o maior cidadão
indignado da prefeitura. Então, assim,
se revoltem com como as coisas são
feitas. Se elas são feitas de coisa de
maneira idiota,
não é porque era para ser assim. Então,
e é difícil mudar. Quem tá aqui dentro
sabe, há há de ter de se ter paciência,
mas é possível e essa gestão permite que
seja possível. E a segunda coisa que
quero que vocês lembrem, que vai
acompanhar minha fala, é que eu vou dar
também para vocês um presente que é o
acho que que eu trabalhei nos últimos 5
anos, eu, minha equipe e várias
secretarias, etc., que a gente conseguiu
organizar os dados da cidade de um jeito
que hoje eles são utilizados de maneira
ativa e são úteis pra gente olhar a
cidade de outra maneira. esses 70 TB de
dado, 70.000 TB de dado que estão
entrando hoje, tão disponíveis pra gente
usar. Então, acho que eu vou contar um
pouco da minha história de cidadão
indignado dentro da prefeitura, que acho
que o Thigo pode fazer a mesma, o Brano
pode fazer a mesma, o Beer a mesma. Você
chega num lugar e fala: "Não é possível
que isso aqui aconteça desse jeito". E
aí eu vou contar a minha, vocês vão
entendendo como que funciona. Eu cheguei
na prefeitura na Secretaria de
Transportes e eu cheguei lá eh e as
linhas de ônibus eram escritas num PDF
e era assim: ônibus da linha tal vai
virar na rua tal, na esquina da rua tal,
que vai fazer não sei que lá, que vai
fazer não sei que tem. Os ônibus tinham
GPS instalados desde 2011
e ninguém fez um O dashboard que tinha
era um mapa que tinha os ônibus e
ficavam uns caras contando o número de
ônibus que tinha. Quantos ônibus tem
agora na linha tal? E alguém lá contava,
tinha tem cinco ônibus e era isso, a
fiscalização.
Indignado, eu indignado, a Main
indignado, prefeito indignado, todo
mundo puto. Aí a gente, aí eu comecei a
fazer lá na época o dataake da
Secretaria de Transportes, que a gente
pegava os dados de GPS de ônibus em
tempo real e começou a mapear isso pra
gente conseguir sem precisar de alguém
ficar contando os ônibus. Isso foi se
desdobrando hoje com a equipe incrível
que tem a Secretaria de Transportes.
Hoje é o subsídio de ônibus. Ele só
funciona porque a gente sabe exatamente
onde tá cada ônibus. Se ele fez uma
curva errada, a gente pune ele, deixa de
pagar, enfim, tem todo um arcabolso aí.
Mas começou com essa indignação. Depois
o prefeito me chamou e falou: "Agora
você tem que ficar indignado com a
prefeitura inteira". E aí eu virei chefe
do escritório de dados na época. Eh, e
aí a primeira foi a educação, fui
batendo nas portas secretárias. A
educação ela não tinha acesso às
próprias bases de dados. Elas tinham
para fazer calcular o desempenho escolar
dos alunos.
Eles tinham uma extração que um
doutorando tinha feito há dois anos
atrás e eles tinham que ficar pedindo de
novo para IPLAN, que é hoje a empresa
que eu presido, eh, para eles saberem o
que que tava acontecendo na educação.
Então, a gente foi lá, eu usei a minha
mesma máquina, o dataleake da
prefeitura, e a gente começou a puxar os
dados de educação em tempo real, que são
dados grandes, complexos, etc. E hoje
eles têm centenas de dashboards e
acompanhamento.
Depois a gente foi pra saúde.
Saúde tá aqui Thiago e Ingrid que
começaram essa essa essa batalha
incansável lá dentro que hoje são
vice-presidente diretora lá da Iplã. Eh,
que a saúde, o dado mais importante da
saúde é o atendimento das pessoas, que é
o prontuário. Quando você tá sendo
atendido e o médico não olha para você,
ele fica ali, né, digitando um negócio,
ele digita um prontuário que tem
informações riquíssimas sobre a maior
parte da população carioca. Então, quem
tá doente, quem que tá tomando o quê?
Voltou, por que que voltou? Foi
agredida, não foi? Então é uma
informação preciosíssima
que a prefeitura não tinha nenhuma
integração, tinha tem hoje ainda existe
seis prontuários ou mais instalados em
diferentes áreas da prefeitura que se
você tava na clínica da família você
fazia um cadastro, depois você vai pro
hospital, você faz outro cadastro e aí
você como cidadão ficaria indignado. O
meu pai é o maior cidadão indignado que
eu conheço. É, fica puto. Desculpa meu
francês, mas é, ele fica mesmo vermelho.
Ah, pô, como que ele não sabe que eu já
tomei com medicamento que eu não sei o
que tem. Então, teve um processo gigante
da gente organizar todos esses dados de
saúde, eh, que hoje, em tempo real, a
gente tem mais de mais de milhões de
registros, mais de 100 milhões de
registros de todas as pessoas que
passaram pelo sistema de saúde do Rio de
Janeiro, que doença que eles têm, eh,
que remédio eles estão tomando, se eles
precisam fazer exame, que exame que é,
etc. Eh, quando o Cavalier ligou pra
gente, falou: "Vocês têm 10 dias para
fazer a Cívitas, fazer alguma coisa que
funcione também. Pô, como que que a
gente usa, né, na prefeitura? A gente já
tinha, eu na minha indignação já tinha
puxado os dados de radar de trânsito
para conseguir tentar fazer alguma coisa
de mobilidade.
Assim, eu tô falando só os sucessos.
>> Bom compartilhar o que não foi sucesso.
Muito mais insucessos. Eu vou que não
tenho tempo. Escolhe um,
>> senão seria muito insucesso. Não, eu
tinha at puxado os dados de trânsito, de
radar, de rua, para tentar fazer cálculo
de mobilidade, de quantos carros estão
passando, aonde, etc.
Insucesso, ninguém quis usar, enfim. Eh,
mas daí o o Cavaré ligou, falou: "Pô, a
gente tem aqueles dados de radar, a
gente pode usar esses dados de radar que
são 3 milhões de passagens por dia de
placa para tentar fazer um cerco
eletrônico." A gente não vai ter tempo
de comprar um cerco eletrônico de
milhões de reais. Isso aqui é barato, a
gente já tem, então vamos fazer o unir o
último com agradável. Então aí a gente
conseguiu organizar isso. Então eu tô
falando essas várias indignações que
você vai tendo, vocês vão ter muitas e
espero que vocês continuem indignados.
tem que ter muita resiliência para
continuar, porque é muito fácil falar, é
assim que é e tá tudo certo. E a gente
nesse tempo todo construiu esse data
leak que hoje tem mais de 80 bases da
prefeitura integradas e a gente também
começou a construir o que a gente chama
de registro municipal integrado, que vai
virar o nosso CRM da prefeitura, que é
toda empresa tem, que é o CRM, que é o
saber quem que é os seu cliente. E no
caso do seu cliente é todos os cidadãos
que passam aqui ou que habitam aqui.
Então a gente quer, hoje a gente tem por
CPF,
se a pessoa passou numa clínica da
família, se ela pegou um bilhete de
ônibus, quando que ela pegou, o que que
ela tá fazendo, para onde que ela vai e
assim a gente consegue ajudar ela a
viver na cidade. Eh, então eu quero que
vocês pensem nesse nessa nesse presente
que estamos dando a vocês como
ferramenta para vocês conseguirem
resolver os problemas. Eh, segurança
pública, eu não sou um especialista, mas
já bati muito papo com o povo pessoal, é
um problema complicado, eh, eh, e de
múltiplas facetas, né?
Tem a parte do policiamento, tem a parte
dos crimes que acontecem, precisa saber,
mas tem uma parte que é, eu acredito que
as pessoas não nascem criminosas, né?
Eh, então tem uma trajetória de vida da
pessoa até ela chegar nesse nível, nesse
ponto, né? E normalmente é porque o
estado falhou em algum momento. Então a
gente consegue com esse sistema incrível
que a gente tá criando, entender essa
criança que tá indo na indo na escola e
começou a deixar de ir na escola,
começou sofreu uma infra, a diretora
chamou pro por causa de uma infração, aí
ela foi punida por alguma coisa, aí
entrou num equipamento de de eu não
sócio educativo, não tenho as palavras,
pô. Será que se a gente não não deu um
alerta vermelho
pro Thiago, pô, essa criança aqui, esse
esse pré-adolescente aqui pode dar
merda. Desculpa meu francês novamente.
Eh, será que a gente não consegue, pô,
fazer alguma coisa antes? Eh, na Ronda
Maria da Penha a gente já tem o sistema
de saúde integrado, a gente já sabe
quais são as mulheres da Ronda Maria da
Penha, a gente já tem a frequência
escolar em tempo real. É só alguém
sentar a bunda e, pô, juntar uma coisa
com a outra, que normalmente é a parte
mais difícil, porque depende de juntar
os dados e também a institucionalidade
e e criar um alerta em tempo real. Pô,
aquela mulher passou agora ontem na
clínica da família, a gente precisa
mandar alguém agora lá para ver ela. E
vão surgir vários outros problemas nesse
sentido. E vocês estão convidados a me
procurar, procurar Maria Eduardo, eh,
para tentar resolver eles dessa maneira
abrangente. Hoje a prefeitura tem dado
de tudo sobre todo mundo, sobre todo o
território, relativamente organizados,
nem todos do jeito que a gente queria,
mas esperando que as pessoas usemas
para como resolver esses problemas que a
gente precisa resolver pra cidade.
Então, sejam, fiquem indignados,
continuem indignados. trabalho, dá
trabalho, cansa emocionalmente, mas vale
a pena. e usem a gente usem o que já tá
sendo construído há tempos e que só pode
melhorar daqui paraa frente. Obrigado.
>> Obrigada, João. Bom, eh vou passar um
pouquinho pela fala dos três. Eu acho
que os três deixaram bem claro que dado,
o termo uso de dados é uma panaceia e
que virou um tópico relevante, mas não
basta juntar um monte de coisa se você
não tem um problema público, claro,
alguém de cima interessado em fazer
diferença e alguém da ponta que tá
aplicando a se aproveitar aqui que tem
guarda, CEOP.
Muitas vezes as políticas públicas são
desenhadas e quem tá na ponta não
entende eh porque tá mudando o
protocolo. É muito importante essa troca
de informação do porquê e essa mudança
de estratégia de posicionamento de
viatura, por exemplo, tá baseada em
formações que vieram das Cívitas, que
vieram do IPLAN. Eu acho que os três
trouxeram eh exemplos ótimos de uso de
dados finos. Eu quero aqui puxar a bola
paraa questão da trajetória, eh, porque
tradicionalmente
no Brasil, eh, segurança pública é visto
de uma forma muito reativa, muito apagar
o fogo. Eh, pareceu no Fantástico
domingo, semana vira um caos. Aqui na
Secretaria de Segurança era assim, pelo
menos.
Eh, e a gente tá trazendo aqui todos,
não só os novos gestores, um convite
para pensar a prevenção, que é muito
mais barato, eh, pode ser bem eficiente,
mas é mais,
eh, chato, talvez, para quem tá
entrando, é feijão com arroz de
patrulhamento, eh, de passar várias
vezes no mesmo lugar, eh, pensar no seu
dia a dia da segurança com menos arma
dando tiro, você correndo A força agora
guarda tem essa esse grupo de elite
incrível que foi também que vai tá
armado, mas também foi muito treinado em
prevenção e focalização. Então
a ideia do dos Civitas e do Iplug,
isso é um parque de diversões para quem
desenha política pública, porque você
pode atuar antes e você pode acompanhar
quem passou pela política depois. Então,
trazendo aqui pra questão do
socioeducativo, a gente discute muito
crime organizado no Rio. Eh, o crime
organizado é composto por pessoas, eles
foram para ali como eles passaram pelo
sistema prisional, muitos estão presos.
Eh, passaram pelo socioeducativo antes,
não sei, a gente não sabe antes do
socioeducativo, eles estavam aonde? E
agora com essas informações a gente
consegue
tratar esses indivíduos cariocas eh como
pessoas que tiveram acesso a várias
políticas públicas antes chegar ali.
Isso é muito importante pra segurança
pública. Tradicionalmente só as áreas de
educação e saúde tinham essa visão mais
holística. Eu acho que o fato de ter uns
gestores agora, eh, convido vocês a
trocarem muito com as guardas, com as
polícias e e conversar e escutar, eh,
cada um usando sua vantagem comparativa.
Eu acho que a gente não vai ter tempo
para pergunta, mas quem quiser fazer
pergunta, fique à vontade para perguntar
depois. Eu acho que na hora do almoço eu
não quero me prolongar. E vou deixar só
a provocação. Além de indignar, eu acho
que tem uma provocação de ego, que
muitas vezes trabalhando com política
pública, você tem uma solução incrível
que deu um trabalho enorme.
Eh, e simplesmente não estão
interessados, você vai ter que botar
numa gavetinha e esperar a oportunidade
já de oportunidade política para quando
ela aparecer você falar: "Olha, tá
aqui". E vão falar: "Nossa, você fez em
um segundo não tá pronto há 7 anos".
Eh, e é muito difícil manter a equipe
motivada
para, eu acho que aqui temos exemplos de
pessoas que conseguem, mas nesse
processo de às vezes você faz uma coisa
boa, mas não é o momento certo e tem que
ter muita paciência e desapego com ah,
meu nome não tá lá ou meu nome não tá. O
importante é sempre nosso público é a
população e é por isso que a gente tá
aqui hoje. E é isso. Obrigada a todos
pela participação e é isso.
Ah, eles falaram tem mais 10 minutos
como a gente começou antes. Bom, então
temos 10 minutos. Alguém quer fazer
pergunta?
Três.
A Mariana
pode ir,
gente. Pergunta, pergunta, hein? Não
colocações. Eh, e sejam breves que Júlia
vai, vaiadora.
Eu fui o último a levantar a mão.
>> Po, pode começar.
>> É. Tá. Então, primeiro assim, embora tu
tenha dito que tenha ser só pergunta, eu
queria só fazer um e eu que eu acho que
é importante, tá? começou na seguir a
regra.
>> Já, já que tu me deixou falar primeiro,
eh,
a importância, né, do que eu mencionei
antes, de trazer quem vai usar a
informação
para esse processo, como a senhora
trouxe um exemplo ali da autoridade
policial lhe trazendo um problema, né,
isso funcionou muito bem para nós lá.
Então, só dividir isso com vocês, né? E
na medida em que a gente trouxe
a Polícia Militar, Ministério Público,
Polícia Civil, todo mundo participando
da construção da ferramenta,
isso teve uma aderência muito rápida e
funcionou bem. Eh, na verdade, eu queria
fazer uma provocação, porque a gente tá
pegar um tema específico, tá? Mas que
envolve eh, a prevenção de uma maneira
geral, que eu acredito muito, não
consegui falar aqui porque não tinha
tema, mas estava combinado com a Dra.
Joano, o eixo dois talvez seja o maior
eixo do programa R Seguro e é o que vai
realmente trazer resultados em médio,
longo prazo. Muitas vezes nossos agentes
políticos querem respostas imediatas,
né, e não tem resposta fácil para isso.
Eh, e nesse eixo dois,
eu queria depois inclusive ter a
oportunidade de conversar com vocês. A
gente tá exatamente nesse processo,
claro que um pouco diferente. Vocês
estão trabalhando com os dados do
município do Rio de Janeiro, me parece,
né? a gente tá trabalhando com os dados
do estado como um todo. E esse desafio
que parece que vocês estão inclusive
mais adiantados do que nós em conectar
todas as bases, porque a gente está lá
com data leak, com saúde, educação,
desenvolvimento social, justiça nem
direitos humanos, né? Mas a gente tá no
meio desse processo ainda de juntar
essas informações que são extremamente
importantes. Por exemplo, o tema de
violência doméstica e familiar, que é
parece que nós não vivemos ainda no
século XX, não é? né? Parece que a gente
está no século XV, 16, 17. Muitos homens
não desceram das árvores aí, outros
ainda estão nas cavernas. É um processo
cultural. 50% dos feminicídios
eh das vítimas de feminicídios, esse não
é um dado só do Rio Grande do Sul, se
quer registrar uma ocorrência de
ameaças. Então, vejam como é importante
um dado da saúde, como é importante um
dado da FICAI, da ficha de notificação
de infrequência. Então, queria saber
qual foi o maior desafio nessa
integração os dados da prevenção.
P João.
>> Eh, o maior desafio foram as pessoas
liberarem os dados em geral,
mas
e enfim, a gente construi uma
infraestrutura, toda uma engenharia que
a gente pode conversar depois, mas
desafio as a as pessoas que estão dentro
da prefeitura perceberem que os dados
não são delas, que os dados têm outras
utilidades, que elas podem ser usadas de
maneira ampla. A gente resolveu isso
primeiro resolvendo o problema que elas
tinham com aqueles dados. Então a gente
colocava os dados para elas usarem nesse
sistema. E depois a gente foi fal: "Ó,
vocês podem usar isso daqui para isso
daqui? Pode usar is para isso daqui". E
aí aos poucos foi se mudando a cultura
de dados dentro da prefeitura para
entender que os dados não são dela, são
de todo mundo e todo mundo pode usar. é
um processo longo e contínuo, eh, mas dá
certo. E outra coisa que a gente trouxe
também foi, de que o nosso chefe de
polícia novaquino também trouxe muito,
que é trazer capacidade de analytics
para todos os lugares, não ter um órgão
centralizado, mas todas as secretarias,
todos os grupos terem que ter gente
fazendo isso, porque os dados não só
sobe e morre, é tipo, alguém tem que
ficar lá cuidando deles, como se fosse
uma fazenda. você tem que ficar cuidando
e deixando eles bonitos e sem vieses e
etc. Então, eh,
a gente resolveu muito esses problemas,
é, dessa maneira.
>> Eh, eu vou juntar três perguntas pra
gente depois distribuir aqui. Pode ser?
Boa tarde, pessoal. Eh, a minha pergunta
é, eu gostaria de saber o grau assim de
especificidade, de detalhe que a gente
tá hoje em sede municipal do perfil
criminoso e a minha preocupação sobre
isso é para que a gente como gestor já
não comece fortalecendo discurso de
etiquetamento. Então, assim, qual o grau
de detalhe que a gente tá hoje para
fortalecer o nosso trabalho e não as
teorias que a gente quer evitar?
Obrigada.
Posso fazer minha?
>> Posso falar eh minha pergunta paraa
Maria Eduarda. Eh, nessa gestão por
dados, qual que é o papel do vídeo
monitoramento? As há evidências
empíricas, estudos científicos que
apontem efetivamente impacto em taxa de
ilucidação de crime, redução de
criminalidade e falta câmera na cidade
ou precisa de muito mais câmera?
Bom, a minha pergunta é simples pro
João, como que eu acesso o dado? Tá? E
assim, tem uma outra pergunta que é o
seguinte: como que as empresas, né, como
que a iniciativa privada pode se
associar a isso para gerar informações
pra segurança pública, né? Eu trabalho
na Light, todo mundo conhece, o problema
da Light é seríssimo com segurança
pública, né? Ela está em recuperação
judicial por causa disso, por causa de
furto de energia. a gente não consegue
combater o fluia em algumas áreas do Rio
de Janeiro. E aí eu queria saber como
que a gente pode também se associar a
isso, porque a gente também tem dado,
tá, para isso.
>> Eh, Mariana, você quer fazer aí? Fecha.
Então,
>> vamos lá. Eh, vou responder a lá, chefe
do polícia de Nova York, zero. Assim,
hoje a gente não tem nenhuma base
regressa, a gente não tem busca de
pessoas cometeram um crime para tentar
buscar características. Na verdade,
quando a gente fala de trajetórias, é
muito antes, é justamente pensar
rupturas. Então, quem é esse aluno que
está faltando aula e vamos tentar agir
nesse momento que lhe tá faltando? A
gente hoje não faz nenhuma busca no CPF
por ninguém, seja raça, seja gênero, no
sentido de descobrir quem é criminoso, a
não ser que esteja envolvido num
investigação criminal e seja um pedido
da Polícia Civil para que haja algum
tipo de busca. Então, eh, tanto nossas
câmeras quanto nossas bases de dados,
quando a gente fala muito de remontar a
estratégia, eh, a gente fala muito mais
de entender processos de ruptura que
aconteceram no caminho de uma política
pública. Então, quando um ser humano
larga a escola, quando essa mulher que
tá sendo atendida, ela foi lá antes dela
morrer, ela aparece num posto de saúde
com uma sinal de violência e essa
mulher, ela não foi informada pro Rond
da Maria da Penha que atende ela, e ela
parece morta depois e ah, não sabia que
ela tava passando por um processo de
violência. Então assim, a gente tem uma
dificuldade até para que que é
importante eh elucidar que seria até
melhor, que seria incremental, porque a
gente tem pouco acesso aos dados do
governo do estado. Então a gente tem
pouco acesso, inclusive sobre os
registros de ocorrência. a gente não
sabe, é, tá sendo uma luta desenhar
força municipal sem isso, a gente não
tem acesso a nenhum dado da Polícia
Civil que fale diz respeito sobre quem
tá cometendo crime e quais são as
características ali. E assim, eu acho
uma pena a gente não ter esse nível de
integração, mas sobre essa questão do
enviezamento, a gente tá falando muito
mais de tentar acompanhar na política
pública as rupturas que há no caminho.
Eh, é mais no sentido preventivo quando
a Júlia fala da trajetória. Mas eu
queria falar das câmeras porque essa é
uma pergunta muito interessante. É,
quando a gente viajou o mundo inteiro, a
gente via muito esse conceito da câmera
no real time, né? Então, vão pegar uma
câmera, botar um analítico, vão enviar
uma viatura e eh aí vem a pergunta, ela
é eficaz ou não? A gente pode ter uma
discussão sobre a eficiência do
monitoramento como um de sua de suas
horas de crime e outra como eh ação em
tempo real. Mas quando a gente fala da
CID, a gente fala de outra coisa. a
gente fala, eh, a gente a gente
preconizou o uso da da Câmara muito mais
como um ativo num processo forense.
Então, quais são os registros que
existem na cidade? O que essa câmera
consegue captar? Hoje, quando a gente
fala de inteligência artificial em
câmera, muita gente vai muito no
reconhecimento facial, bater o vídeo de
alguém que tá sendo procurado e viar um
alerta, mas a gente fala às vezes
reconhecimento social facial,
reconhecimento não, inteligência
artificial numa câmera, porque ela
consegue captar, por exemplo, eh, cor de
um veículo que tá circulando, se tem
alguém caminhando na no pavimento, na
calçada. Então, por exemplo, para você
fazer uma política como compstate, às
vezes uma câmara ela é crucial para você
entender ali e captar eh situações
urbanas que acontecem naquele local.
Então, se tem carro estacionado
irregularmente, se por acaso a rota de
fuga é por via de calçada. Então, todas
essas informações em câmara, elas geram
também um backup, uma base de dados que
permite que a gente faça o uso delas
para entender dinâmicas e entender
padrões de comportamento criminais, não
só para fazer real time o botão. Então,
hoje nas Civitas, eu diria, e aí tem
aqui a gente da Civitas, que 90% dos
nossos usos por imagem ele é para
investigar e auxiliar no processo
forense. Eles geram uma base de dados e
a gente captura lá para tentar entender
se aquele crime deixou algum vestígio,
se a gente consegue identificar o padrão
de circulação dessas imagens. Então,
junto com o nosso software que consegue
conectar, por exemplo, e se tem mais de
um carro envolvido naquela, naquela
abordagem, naquela situação criminal,
você consegue entender quais são os
locais que ele mais frequentou na
cidade, por onde esse carro passou.
Então, eh, a gente tem uma dificuldade,
inclusive, de mensuração dos nossos
resultados, porque, mais uma vez, a
gente não tem um acompanhamento de ciclo
completo de inquérito. A gente teve um
desafio gigante no Ministério Público de
tentar remontar esse o que acontece, por
exemplo, com o inquérito de homicídio,
se ele é denunciado, se ele é condenado,
se ele gera algum tipo de fluxo. Então,
essas bases, elas ainda estão muito no
departamento. Então, a partir do momento
que eu envio esse relatório de imagens
ou um relatório de com os dados do
radares paraa polícia civil ou militar,
a gente muitas vezes fica cego sobre o
que acontece depois. Eh, a gente ainda
não tem, por exemplo, dados abertos
sobre quanto quanto que o Ministério
Público denuncia ou não dos inquéritos
que chega. A gente tem um número da
justiça, mas a gente não consegue
conectar porque o identificador não é
comum. Então, não consigo dizer que se
esse caso chegou ali. Então, eh, é
difícil pra gente mensurar, mas eu eu é
um apelo também que eu faço para que a
gente consiga cada vez mais
interconectar essas instituições, porque
a gente precisa saber o que tá dando
certo e o que não tá dando. Eh, no
município, inclusive, a gente não faria,
não tem como fazer eh uma força
municipal se a gente, por exemplo, não
tiver detalhes sobre como o crime
acontece no espaço. Então, eh, a, se
respondendo a pergunta, nossas câmaras
hoje são mais usadas para essa
investigação forense. Sobre a mensuração
do resultado, a gente tem mais de 4.000
investigações que a gente ajudou em
menos de 1 ano e meio. Eh, a gente tem
mais de 200 demandantes diferentes,
então, delegacias de diversos diversas
áreas. Eh, a gente já teve bons
respostas do Ministério Público que
receberam nossos nossos documentos e
falaram que as diligências foram boas,
mas a gente ainda não tem um forte
processo de mensuração disso, porque a
gente tem uma descontinuidade na cadeia.
dessas informações no nacionalmente, não
é um problema específico do Rio. E aí eu
só queria fazer uma fala sobre ti. Eu
sei que foi para João a pergunta, mas
que isso vou dar um spoiler, não vou
falar muito. A gente tá
>> acelera
>> a gente tá no na CVIT construindo um
espaço para que a Cívitas não seja só
uma central de monitoramento, mas seja
uma central capaz de fazer parcerias,
estimular pesquisadores a usarem dados,
ter sala cofre, ter eh prototipagem de
soluções, porque a gente entende que e
aí esse concurso da segurança pública
não é à toa, as citas não é à toa. A
gente precisa formar capital humano e a
gente precisa fazer pesquisa na área de
segurança. A gente tá na hora da
segurança pública abrangir sua ideia e
ter mais formação de conhecimento. Então
a gente vai lançar ainda, mas as Cívitas
quer atrair pesquisadores e querem que a
gente que vira um laboratório também de
ideias pra segurança pública.
>> Bom, para acessar os dados, falar com a
Duda que tá tudo certo.
>> São seus.
>> Não, mas a assim eu eu falei: "Ah, tem
monte de dados", etc. Mas o como eu deu
para perceber, os dados são ultra
sensíveis.
Eh, então não é assim oba oba qualquer
um acesso. Tem todo um protocolo, a
gente tem que saber quem que tá
acessando, quando tem log de acesso,
etc. Quem tá aqui dentro da prefeitura,
a gente a gente provavelmente vai chegar
a vocês em algum momento dessa
informação. Eh, mas qualquer coisa é só
entrar no dados. Lá tem um
formulariozinho também que vocês podem
pedir eh o acesso e aí lá vocês acessam
os dados que precisam. tem dado de tudo.
É um lugar difícil de navegar,
infelizmente. Eh, porque tem muitas
coisas diferentes para entes externos. É
só falar comigo. A gente entende o que
que que cada um tá querendo. A gente já
fez várias parcerias diferentes. Algumas
coisas já são públicas, mas naturalmente
nem tudo dá para ser público, né? Então,
eh, fique à vontade.
>> Isso.
A light já tá na nossa mesa, já tá
conversando com a Light, porque a gente
sabe quem tem um entendimento muito
forte do território. Eh, e é só
reforçando uma fala só para que eu não
esquecer.
É só bem rápido que preciso, essa
informação importante. Eh, e aí assim,
eu tô na presença de um delegado que é o
Brendo Carnevalho aqui, que além de tudo
é delegado, que foi inclusive quando eu
a gente trabalhou junto também trouxe
muitas designações. Quando eu falo
também de cruzamento de placa, de carro,
de veclonagem, não é também para
qualquer pessoa. A gente tem que estar
dentro da investigação. A gente tem um
decreto publicado, o processo tem que
ter um procedimento investigativo
vinculado. Eh, não posso, senão não vai
dar gente querendo mudar o carro de
marido, de esposa, de pessoa. Então a
gente não eh eh não pode, não me olhem,
não pode, não podem mandar, não pode,
inclusive nem para civil. A gente é
muito restrito que o processo de busca
de cruzamento das informações e até para
evitar qualquer tipo de uso indevido
para acusações que não fazem sentido,
ela precisa ter uma autoridade policial
ou alguém do sistema de justiça
requerindo dentro de um procedimento
investigativo. Não é só requerer, tá
dentro de um procedimento investigativo.
Então, obviamente que a gente falou aqui
porque a gente quer estimular a
curiosidade e a indignação de vocês, mas
eh tem uma a gente tem a inclusive a
prefeitura do Rio, ela é celo diamante
em LGPD, em transparência e a gente tá
lutando e a gente tem uma galera pra
gente que é de dados é meio revoltante,
mas tem um pessoal da LGPD no nosso
ouvido o tempo inteiro dizendo o que que
a gente pode, o que que a gente não pode
fazer com esses dados.
>> Eh, já que vocês dois falaram, Macedo,
você quer falar uma frase para
finalizar? Sim,
só para finalizar, eu acho que tem um
ponto importante que talvez não foi
comentado aqui. O governo, né, o setor
público, ele precisa fortalecer a
política de governança de dados. Sem
isso, não é possível usar nenhum tipo de
dado se isso não tiver muito bem
definido, detalhado, especificado e tem
um comitê de governança de dados, nós
teremos vários problemas do uso desses
dados.
recentemente o Córtex teve um problema
por ausência de uma política de
governação de dados. Então acho assim, a
palavra final seria, né, trabalhar
nisso, né, até com relação, acho que um
ponto, né, um desafio é como construir
uma política de governança de dados que
seja robusta para lidar com essas
informações
>> e que a gente ficou com ciúme do
comandante Nova York que tem centenas de
analistas de centenas.
E é isso, gente. Indignação, paciência,
o mato tá alto. Vamos embora.
Obrigada. Bom, pro encerramento do
seminário, convidamos a professora Joana
Monteiro, por favor.
Gente, boa tarde. Eh, primeiro queria
agradecer a todos que ficaram aqui até
essa hora. Eu brinquei mais cedo que a
gente começou o seminário pontualmente
às 8:40 da manhã, que é madrugada para
uma sexta-feira de no Rio de Janeiro,
depois de um dia de chuva, muita chuva,
mas com muito orgulho vamos terminar
pontualmente no horário combinado. Eh,
queria só passar duas mensagens aqui
finais. Primeiro agradecer imensamente
também aos nossos palestrantes. Eh, e eu
queria chamar a atenção porque que a
gente botou esse título aqui, que é
inovação institucional, gestão por dados
da segurança pública. O que a gente
discutiu hoje é o que a gente não
discute na área de segurança pública,
né? A gente discute a segurança pública
hoje ela é pautada exclusivamente por um
debate sobre se a gente precisa mudar a
lei ou não mudar a lei, qual parte do
Código Penal a gente precisa alterar e
se o marco legal permite ou não fazer
aquilo. A discussão aqui hoje é que a
gente quer trazer eh um dos nossos
objetivos é trazer uma discussão de
gestão e de administração pública pra
área de segurança numa administração
pública que quando a gente pensa sobre
ela, a gente precisa fazer o que que a
gente tem que fazer diferente. Eu gosto
muito da experiência do COMST porque ela
acima de tudo é uma experiência, ele
falou muito de dados, mas ele falou
muito é como a gente bota todo mundo
para trabalhar na mesma direção, como é
que a gente cobra resultado das pessoas,
como é que a gente faz isso de forma
sistemática. que não precisa começar
perfeito, mas ele precisa começar numa
nova direção. E eu acho que o e e a
gente tá, eu queria chamar atenção sobre
dois pontos aqui sobre o Rio de Janeiro.
O Rio de Janeiro tá em termos
institucionais o que era Nova York nos
anos início dos anos 90, né? Tudo isso
foi feito sem inteligência artificial,
sem nenhum rocket science, foi
totalmente gestão. E a gente pode viver
no mundo da inteligência artificial de
um monte de coisa, mas a gente precisa
começar a fazer o elementar. é o feijão
com arroz eh da gestão. Eh, e o fato da
gente tá começando em 26 tem várias
vantagens, porque a gente tem várias
ferramentas informacionais, a toda a
estrutura de tecnologia foi mudada de
forma radical, então todo o consumo de
dados que antes a gente tinha que
treinar pessoas específicas, hoje é
muito mais fácil para fazer. Só que pra
gente conseguir andar rápido nesse
processo, a gente precisa de mais
atores, mais visões e parceiras e
pessoas diferentes. Eu acho que o que a
prefeitura tá fazendo agora, mais que
tudo, é dizer: "Eu sou um ator
relevante. Eu não sou ator relevante
apenas com a força municipal armada. Eu
sou uma que é muito importante. A gente
precisa de maior policiamento ostensivo
eh no no Rio de Janeiro e no Brasil. Eh,
mas a gente pode fazer muito mais que
isso, né? A gente tem, eu brinco que tem
problema para todo mundo, né? Tem, a
gente tem uma série de ações na área de
segurança que são não debates. A gente
não discute o socioeducativo, como a
Júlia tava falando, a gente não tem,
discute, a gente agora começou a
discutir com a Light, base de dados de
controle território simplesmente não
existe, gente. O maior problema do
estado do Rio de Janeiro não ter uma
métrica sobre ele, que é onde você não
tem eh controle eh de território.
Mas falando aqui sobre eh um e queria
terminar então para dizer que hoje a
maior barreira que a gente tem para
fazer isso não é tecnológica, não é
formacional, é uma barreira de visão, de
visão do que que a gente acha que é
segurança pública e como a gente resolve
segurança pública. Quando eu conheci o
Macedo em 2021, eh, ele me a a história
foi que eu eles desenvolveram uma série
de sistemas no Ceará. parte desses temas
foram levados pro governo federal e eu
fiquei chocada com o que eles tinham
feito, porque a gente estava no
Ministério Público do Rio tentando fazer
as mesmas coisas. Eles fizeram em um ano
mais foram feitos em 5 anos. E aí eu
perguntei para ele: "Como é que você
conseguiu fazer isso?" Primeira
pergunta. E a resposta dele foi: "O
governador quis fazer, decidiu o que ia
fazer e mandou todo mundo liberar todos
os dados. Eh, acesso a dado, né, como
eles falaram, é, como João falou, assim,
o desafio tá muito mais na visão das
pessoas e no cercadinho que as pessoas
fazem para conseguir fazer. Mas o
caminho para quebrar isso é o caminho
que tá sendo feito aqui, é fazer com o
que tem. E ao longo do processo as
pessoas vão vir. Essa é a esperança,
essa é a aposta. Todo mundo pergunta: "E
os outros atores, cadê? Onde vem?" Eles
vão vir. Se o negócio tiver funcionando,
eles vão vir. E terminando para dizer
que outro, essa semana tava falando eh
sobre para quem tá chegando nesse tema,
para quem tá começando a trabalhar sobre
isso no Rio, o termo que a gente mais
precisa para trabalhar com segurança
pública no Rio é resiliência. É
provavelmente a área mais difícil de
trabalhar com segurança pública no
Brasil. Eh, as pessoas, o sistema é
disfuncional,
mas tá to muita gente trabalhando para
que ele fique do jeito que ele tá e
pouca gente trabalha e e trabalhando
para que ele não abrir as portinhas para
que ele melhore. Espero que a gente
esteja começando uma mudança. Obrigada,
pedir,
pedimos a gentileza, por favor, que
devolvam os equipamentos de tradução
simultânea, por favor. Muito obrigada.
Boa tarde,
UNLOCK MORE
Sign up free to access premium features
INTERACTIVE VIEWER
Watch the video with synced subtitles, adjustable overlay, and full playback control.
AI SUMMARY
Get an instant AI-generated summary of the video content, key points, and takeaways.
TRANSLATE
Translate the transcript to 100+ languages with one click. Download in any format.
MIND MAP
Visualize the transcript as an interactive mind map. Understand structure at a glance.
CHAT WITH TRANSCRIPT
Ask questions about the video content. Get answers powered by AI directly from the transcript.
GET MORE FROM YOUR TRANSCRIPTS
Sign up for free and unlock interactive viewer, AI summaries, translations, mind maps, and more. No credit card required.