Como ser um professor inesquecível de Química - Como introduzir o 1º pilar do saber químico - vídeo4
FULL TRANSCRIPT
A partir desse módulo, eu discuto com
você conceitos fundamentais que embas
aprendizado de química no ensino médio.
Como eu disse na introdução, existem
muitos aspectos que estão envolvidos na
formação do professor, mas os aspectos
que dizem respeito ao conhecimento
químico, eles são um ponto fundamental
de partida paraa tomada de decisões,
para decidir o que é fundamental, o que
é acessório, para decidir aquilo que
precisa ser discutido com certa
profundidade e aquilo que não requer o
mesmo tratamento. No meu entendimento,
existem cinco conceitos fundamentais que
embas
química do ensino médio. A partir deles,
o estudante tem uma abertura de
horizontes para estudar diversos outros
assuntos, mas esses cinco são vitais,
são pontos fulcrais do ensino de
química. O primeiro deles é o conceito
de substância química.
Note que eu não estou começando pelo
conceito de elemento e ao longo do nosso
percurso, você vai entender, dentro
dessa minha visão porque que o conceito
de substância é o conceito gerador de
todo o processo. O segundo conceito é o
de reação química e o terceiro será o de
elemento químico. Esses três conceitos
normalmente são ensinados de forma muito
rápida
e já misturando na mesma aula, no mesmo
momento pedagógico, o conceito com a sua
representação. Por exemplo, muitos
professores quando ensinam o que é
substância
já falam em fórmula ou quando ensinam
reação, já tentam equacioná-la, ou
quando falam em elemento, já se reportam
aos seus símbolos. Qual é o
inconveniente disso? Muitos estudantes
desta fase final do fundamental do
início do ensino médio, estão passando
pelo processo de amadurecimento e
entrando na fase do que nós chamamos em
pedagogia de operações formais.
Alguns estão mais avançados, outros
menos nesse processo. Isso significa que
o grau de abstração e a capacidade de
aprender um conceito com base em outro
conceito que seja abstrato,
eh isso gera muita dificuldade.
Apresentar o conceito de substância
junto com as fórmulas vai gerar
necessariamente um problema ou mais
problemas, né? O problema básico é que
se confunde o conceito com a sua
representação, se se confunde o nível
empírico com o nível representacional
ou se preferir o nível macroscópico com
o nível representacional. A mesma coisa
para esses dois conceitos. Então, neste
módulo, eu vou trabalhar um pouquinho
mais detalhadamente o primeiro deles,
mas só prosseguindo na lista, o próximo
conceito é mol, que na verdade, embora
eu coloque mol aqui por simplicidade, eu
deveria ter colocado quantidade de
matéria. E o outro e final é equilíbrio
químico. Aí você vai falar assim: "Mas o
canto e rapidez de reação cinética
química e química orgânica e isomeria e
processos nucleares são obviamente
conceitos importantes, mas a o ponto
fulcral é a discussão desses cinco. Ao
longo desse curso eu vou discutir mais
alguns, mas esses cinco são fundamentais
porque sem eles você não consegue criar
um alicerce para avançar. E nesse módulo
vamos tratar então a ideia de substância
química, sem em momento algum falar em
fórmulas, tá? Então esse é o conceito
principal, inicial, gerador. Note que a
química ela trabalha com algumas ideias
fundamentais. Uma dessas ideias é
estudar a composição das substâncias
químicas. Outra dessas ideias é estudar
as propriedades das substâncias
químicas. E a terceira dessas ideias é
estudar as transformações.
Essa palavra é fundamental,
transformações
que podem essa substância sofrer e as
condições que são necessárias para
favorecer ou impedir tais
transformações. Então, note que essa
terceira parte aqui já dá alguns ganchos
com a cinética e até mesmo com a
termodinâmica química estudada na
universidade. Mas o que eu queria chamar
atenção é pras
para os termos que estão em azul aqui na
tela. Substância química é um ponto
fulcral central, é um tema gerador na
química. E o conceito de substância
química, sem precisarmos falar em
momento algum em molécula nesse estágio,
nesse momento, porque inclusive se a
gente fala de molécula nesse momento, a
gente deixa de lado as substâncias que
não são moleculares e isso lá na frente,
em ligações químicas, vai gerar um
problema. Então, para definir o que é
substância química, você pode trabalhar
essa ideia. é uma porção de matéria
caracterizada por propriedades bem
definidas. E eu gostaria de espremer
essa frase para eh discutir os detalhes
que estão aí embutidos. Por exemplo, a
palavra matéria. A matéria é tudo aquilo
que tem massa ou em outras palavras tem
inércia e ocupa lugar no espaço, ou
seja, tem volume. Então, precisamos
caracterizar a matéria nesse momento ou
antes dele como um pré-requisito ou
fazer uma retomada da ideia de matéria.
Também precisamos insistir na palavra
caracterizada, que remete à ideia de
características.
são as características de um objeto que
tá em estudo que o tornam diferente de
um outro objeto de estudo. E, portanto,
quando falamos em substância como algo
que pode ser caracterizado, significa
que existem atributos da substância
química que fazem com que ela seja
diferente de uma outra substância
química, a substância água e a
substância etanol. Embora compartilhem
uma característica que é de serem
líquidos incolores nas condições
ambientes, não compartilham várias
outras características, o que faz com
que nós as consideremos substâncias
distintas. E um terceiro ponto que vale
a pena enfatizar aqui é que essas
propriedades têm que ser bem definidas,
ou seja, elas têm que ter uma
reprodutibilidade.
Essa reprodutibilidade significa que ao
trabalhar com a substância água, alguém
no Brasil, alguém na Itália, alguém no
Japão vai estar diante de um uma mesma
substância com o mesmo conjunto de
características. Então esse é um
conceito fundamental e note que ele não
precisa ser transmitido mediante eh o
pré-requisito de que existem átomos, de
que existem moléculas, que existem
fórmulas, símbolos, etc.
É importante não confundir com o
conceito de elemento que não está em
jogo nesse momento, mas você pode
eventualmente dizer que elemento
químico, que é uma expressão que
certamente os estudantes já ouviram em
algum momento pregresso da sua vida, eh
elemento químico, existem vários e eles
estão relacionados em um instrumento de
consulta, um instrumento importante de
consulta que nós chamamos de tabela
periódica. No entanto, os elementos
químicos não são, nesse momento, o
objeto do nosso estudo.
O conceito de substância química vem
primeiro, vem antes do estudo de
elemento, por eh, macroscopicamente,
isso é no nível empírico, sem
precisarmos mergulhar no mundo atômico
molecular, no mundo da das teorias da
química, nós temos essa definição como
bastante satisfatória. E aí a palavra
propriedades também precisa ser bem
discutida. Eu discuti anteriormente três
termos, agora um quarto termo. Entre
eles, a temperatura de fusão há uma
determinada pressão. Então, fixada a
pressão, varia-se a temperatura e
verifica-se em que temperatura essa
substância funde, passa da fase sólida
para a fase líquida. Atente que
modernamente preferimos usar a expressão
fase sólida em vez de estado sólido e
fase líquida em vez de estado líquido.
Eh, a palavra estado, ela costuma ser
reservada no ensino superior para
descrever a situação de uma substância
ou de um sistema termodinamicamente de
uma maneira mais ampla. Por exemplo, eu
quero dizer como
determinado gás está. Então eu vou
enunciar qual é a composição desse gás,
qual é a quantidade e vou enunciar pelo
menos duas variáveis de estado, como por
exemplo, pressão e temperatura ou
pressão e volume. Isso tudo já determina
univocamente o estado, ou seja, como
aquela amostra está, como ela se
encontra. Então, prefira sempre que
possível usar a expressão fase. Ah, da
mesma forma temos a temperatura de
ebulição. A uma pressão constante
determinada escolhida, que é a
temperatura em que aquela substância
passa pela transformação da fase líquida
para a fase vapor. E a densidade, que é
uma característica da substância em uma
determinada fase e uma determinada
temperatura. Então, escolhida aquela
substância numa determinada fase, numa
determinada temperatura, existe uma
densidade. E tantas outras, como
condutibilidade elétrica, como ah a cor,
eventualmente algumas propriedades
organolépticas,
eh que eh lembre-se, as propriedades
organolépticas não devem ser alvo de
estudo no ensino médio. Quer dizer,
cheirar, colocar na boca, é uma coisa
que jamais deve ser incentivada
em e em química, porque existe uma
periculosidade muito grande e ainda que
a substância não ofereça essa
periculosidade, outras oferecem. Nós não
podemos jamais incentivar esse tipo de
prática. Bom, então trabalhado o
conceito de substância química, né? Eh,
você pode discutir exemplos com seus
estudantes, como, por exemplo, de um de
um líquido chamado água, líquido nas
condições ambientes, chamado água.
Quando falamos substân eh condições
ambientes, subentendemos que é uma
atmosfera e 25ºC, né? Isso que é o que
nós denominamos condições ambientes.
Não confundi com um conceito antigo que
hoje tem pouquíssima importância, que é
condições normais de temperatura e
pressão, que é 0ºC atmosfera, né? E
muita gente se pergunta porque normal,
né? 0 grau de normal não tem nada pra
nossa vida. É que normal aí é de norma,
né? Condições normais, condições de uma
norma. Que norma? uma norma que dizia
que CNTP quer dizer 0ºC de uma atmosfera
e é de pouquíssima relevância para um
para um estudo real da química no mundo
moderno. Bom, então temos aqui um
exemplo, temos aqui um outro exemplo que
é um é um sólido branco, péssimo
condutor de de corrente elétrica nas
condições ambientes com suas
propriedades. Um outro exemplo é o
ferro, que é um sólido nas condições
ambientes, ótimo condutor de corrente
elétrica, de cor cinzenta, é com brilho
metálico característico. O enxofre, que
é um sólido amarelo. De fato, existem
duas variedades de enxofre, né? nessas
propriedades que estão aqui é para o
alótropo, paraa variedade de enxofre
mais estável, mas eh nesse momento não
há necessidade de obviamente entrar em
nesse detalhe com seus estudantes, mas o
que eu quero dizer é que mediante
exemplos onde você dá o nome, comenta as
propriedades e pode até, por não, eh
atribuir a cada estudante uma substância
e pedir que eles tragam na na próxima
aula algumas propried edades dessa
substância. Não há por transformar esse
trabalho em algo enfadonho, demorado,
uma coisa bem rápida, pontual, objetiva,
que eh faça com que os estudantes
adquiram a prática de procurar
rapidamente ali, mediante uma busca na
internet, o nome da substância e algumas
de suas características. Então, não há
por ter medo de citar nomes. E é claro
que os estudantes nessa altura podem se
perguntar ou perguntar você por que de
determinados nomes, né? Por que, por
exemplo, um nome como monóxido? Por que
um nome dióxido e e assim por diante. E
essa curiosidade, ela é salutar,
despertar a vontade do estudante querer
saber. salutar. Não há nenhum problema,
como eu disse, em tratarmos as
substâncias pelo nome. Aliás, você vai
ver que também quando eu introduzir
reação química, eu vou usar o nome das
coisas em vez da sua representação,
correndo o risco de parecer repetitivo e
sendo, quando você eh substitui isso
pela fórmula, você tá introduzindo um
complicador que associar substância
química à sua representação, coisa que é
importante, mas não nesse primeiro
momento. deixa isso pra aula seguinte ou
para uma terceira aula, quando isso aqui
já estiver bem sedimentado, bem
sacramentado.
A ideia de que mistura não é substância
pode ser e deve ser trabalhada nesse
momento, por exemplo, considerando que
numa certa quantidade de água foi
colocar foi colocada uma certa
quantidade de de sal de cozinha, né? E
aí você pode comentar aqui, se na mesma
quantidade de água for dissolvida uma
quantidade maior de sal de cozinha, você
tem dois materiais. Veja, o termo
material é um termo bastante coringa na
aula, porque às vezes você não quer se
comprometer em dizer que é mistura, que
é substância. Você pode chamar de
material. Este é um material que se
colocado no freezer, ele vai iniciar o
seu o seu congelamento numa temperatura
que não é 0º, mas abaixo dela. Esse
também vai iniciar o seu congelamento
abaixo de 0º, mas numa temperatura ainda
mais baixa do que aquela. O que
evidencia que mudando a quantidade de
sal dissolvida em uma certa quantidade
de água, nós estamos diante de alguma
coisa que não tem a propriedade
intrínseca de uma substância. O que eu
quero dizer, isto não é uma substância,
isto não é uma substância, não é a mesma
substância, muito menos uma substância,
porque existem propriedades que não são
bem definidas. Eh, por exemplo, durante
o congelamento, a temperatura
de dessa desse sistema diminuiria
continuamente. E durante o congelamento,
a mesma coisa acontece com a temperatura
desse. Ela não permanece constante,
então não há uma temperatura de e
congelamento bem definida, né? Ao
contrário da água pura, que tem uma
temperatura de congelamento bem
definida, que corresponde à sua
temperatura de fusão.
Eh, o conceito de mistura pode ser
trabalhado muito assim intuitivamente,
como é a reunião de duas ou mais
substâncias. E quando a gente fala em
reunião, aqui precisa ficar muito claro
para o educador o seguinte. Quando nós
falamos reunião, nós queremos dizer é a
reunião, a a junção em um mesmo
recipiente ou em uma mesma região do
espaço que seja de nosso interesse.
Pode parecer um um certo preciosismo,
mas veja só, na vida diária
os estudantes estão acostumados a dizer
que água e óleo não se misturam. No
entanto, se nós fizermos a reunião de
água e óleo no mesmo recipiente, nós
chamamos isso de mistura. Então esse
cuidado de conceituar dessa forma ajuda
a evitar eh o problema da policemia,
quer dizer, de uma mesma palavra que tem
significados diferentes em diferentes
áreas do conhecimento. No caso, a
palavra mistura, que tem um significado
bem claro para nós, mas um outro
significado distinto no falar coloquial,
na linguagem diária.
Uma outra coisa que é importante aqui é
que muitas vezes se desenha, por
exemplo, um um bercker com um líquido
dentro ou com alguma coisa lá dentro, um
areia, por exemplo, e naquele becker
existe em cima, né, subintende-se que
existe em cima ar. E muitas vezes o
professor, a professora se dirigem ao
conteúdo do Becker desprezando a eh
aquele ar que está em cima. Então basta
eh introdutoriamente
dizer que a o nosso foco é o conteúdo
dele. Esse é essa é a região do espaço
de nosso interesse.
Bem, se colocamos no mesmo frasco
trioleína, que é uma substância
é um dos componentes dos óleos, eu tô
aqui especificando
um componente para não usar o termo
genérico óleo, eh, porque o óleo é, na
verdade, é uma mistura de
triaciloglicerides, né, e água. Então,
nós temos duas fases. Surge aqui uma
outra conceituação, a conceituação de
fase, que é uma porção de um sistema.
Sistema é aquilo que nos interessa,
aquilo que onde está o nosso foco e fase
é uma porção desse sistema que tem as
suas características.
Eh, quando falamos em fase, é muito
interessante evidenciar que nós não
estamos necessariamente nos referindo à
cor. A cor não é a única característica
que nos permite eh definir uma fase,
porque senão a mistura de sal de cozinha
sólido com açúcar sólido eh seria uma
mistura de uma única fase, não é? Na
verdade, ali existem duas fases, porque
eh apesar de serem cristais eh
visualmente brancos, eh e tem
propriedades diferentes. Mas dito isso
aqui, nós podemos conceituar a mistura
heterogênea. E uma vez é definida a
mistura heterogênea como aquela que tem
duas ou mais fases, é sempre importante
e enfatizar essa ideia de que as
propriedades de cada fase são distintas
e essas propriedades incluem o aspecto
visual, mas não apenas ele. Isso prepara
para várias situações, né? Por exemplo,
se você dissolve e sacarose, açúcar
comum em água, temos aqui, note que eu
estou usando uma palavra dissolvido, um
um adjetivo aqui, no caso, referente ao
verbo dissolver, que eh
estamos usando de uma forma intuitiva
nesse momento, né? podemos conceituar
melhor num momento posterior o que é
dissolver, mas eh apelando paraa
intuição nesse momento, água mais açúcar
dissolvido, dizemos que tem uma única
fase porque tem as suas propriedades. E
note que essas propriedades elas não são
propriedades características de uma
substância única, né? Por exemplo, a
temperatura em que essa mistura congela,
é uma temperatura que varia à medida que
vai acontecendo o congelamento. E essa
fase
característica caracteriza uma mistura
homogênea, a reunião de substâncias que
tem apenas uma fase e eh uma um sinônimo
muito importante de mistura homogênea
surgirá nessa nossa discussão.
Um exemplo clássico de mistura
heterogênea é o de pó de enxofre com
limal de ferro. Aqui o o obstáculo
cognitivo é o seguinte. Sabemos que é
uma mistura homogênea, sabemos que é uma
mistura de duas fases,
mas eh o obstáculo é o seguinte. Cada
uma dessas fases, a fase que corresponde
ao enxofre, a fase que corresponde ao
ferro está fragmentada. Então, voltando
ao exemplo lá da água com a trioleína,
lá as fases eram contínuas, elas não
estavam dispersas uma na outra de forma
fragmentada. Aqui existe essa
fragmentação. Ainda assim classificamos
como mistura homogênea. Então o número
de fases não se deve a quantas
ocorrências daquela fase há, mas sim as
propriedades. Quer dizer, temos uma fase
com propriedades de enxofre, uma fase
com propriedades de ferro e assim
sucessivamente. Temos várias situações
que podem ser discutidas conduzindo a
ideia de substância pura e apelando para
uma ideia muito simples para conceituar
a substância pura. É aquela que não está
misturada. Se ela não tá misturada, ela
é pura. E como é que eu sei que ela não
tá misturada? Se ela não estiver
misturada, ela tem, ela goza daquela
definição, ela se encaixa naquela
definição que eu coloquei no começo. Se
ela ao contrário, estiver misturada, por
exemplo, com um pouquinho de sal
dissolvido ou açúcar dissolvido, há uma
eh variação das suas propriedades. E
essas novas propriedades não são
características de uma substância pura,
porque não tem uma temperatura de fusão
definida, uma temperatura de ebulição
definida numa certa pressão.
A água contendo substâncias dissolvidas
constitui uma mistura homogênea. E aqui
surge um sinônimo fundamental que é a
definição de solução. Então é muito
importante ressaltar que solução, por
definição, é uma mistura homogênea.
qualquer que seja essa mistura. Então,
veja a construção do conhecimento, né,
que muitas vezes, obviamente, isso aqui
não é assunto para uma única aula, mas
nessa construção do conhecimento,
falamos em substância, falamos em
reunião de substâncias no mesmo espaço,
no mesmo recipiente e depois analisamos
essa reunião para classificá-la
adequadamente heterogênea e homogênea e
classificar a homogênea com um sinônimo
que é solução.
Com isso, eh, nós, eh, tendo esse
conceito, podemos falar em solução
acosa, né? A solução onde um componente
importante seja a água em fase líquida.
É uma solução acosa. E a partir desse
ponto, é possível revisitar
a o verbo dissolver e a palavra
dissolvido que eu mencionei
anteriormente, e conceitual, que é
dissolver.
Dissolver uma substância em outra é
misturar essa substância com a outra,
né? fazer essa reunião que nós chamamos
de mistura, de tal forma que o resultado
seja uma mistura homogênea. Então, se eu
adiciono um pouco de sal à água e após
uma agitação vigorosa,
essa reunião, essa mistura tem uma única
fase, eu fiz uma solução e que nesse
exemplo é uma solução acosa, porque um
componente importante aí, relevante
dessa mistura é a água em fase líquida.
Por fim, nós trabalhamos nesse módulo
alguns conceitos importantes que são de
substância química e a contraposição
entre substância pura e mistura, mistura
heterogênea, mistura homogênea e
classificamos solução como mistura
homogênea.
Note que por não ter falado em átomos,
por não ter falado em moléculas, por não
ter falado em fórmulas que representam
as moléculas e, portanto, não
restringimos o conceito de substância
química apenas as substâncias
moleculares. Estamos trabalhando aqui de
forma ampla o conceito de substância.
por não ter falado tudo isso, eh,
decorre que nós, né, nessa altura do do
do campeonato, eh, não introduzimos
alguns obstáculos cognitivos.
Eh, por exemplo, existem materiais
didáticos e professores que nessa altura
gostariam de trabalhar aqueles
desenhinhos eh que representam usando o
modelo de Dalton, moléculas para avaliar
se o sistema é uma mistura. se é uma
substância pura, se essa substância é
simples ou composta. Note que eu nem
cheguei ainda em simples e composta, mas
no meu entendimento,
eh, a gente tá tumultuando
um momento de grande importância, que é
trabalhar a substância química de uma
forma tal que o aluno entenda, que o
estudante entenda e não que nesse
momento, para nós parece simples, mas
para ele não é, porque estamos tentando
enfiar um monte de conteúdos. Por fim,
dentro daquele esquema que eu já
mostrei, eu gostaria que te de deixar
para você uma uma
eh provocação, né? Instigá-lo,
instigá-la a definir dentro das coisas
que discutimos o que está em cada um
desses segmentos, né? E outras coisas
que você perceba que tem relação, por
exemplo, mistura zeotrópica, mistura
eutética, né? que são são misturas que t
uma temperatura definida, por exemplo, a
de fusão ou a de ebulição, mas a outra
não. Então, quer dizer, em que em que
estágio isso se encontra? É na sua
formação? É para aprofundar, decida você
à luz da sua realidade local, ou melhor,
a luz das suas realidades locais, né,
das escolas onde você eh trabalha. E
deixo também algumas perguntas, né? Que
atividades de fixação você considera
importantes
para os conceitos que trabalhamos hoje e
que conteúdos de natureza procedimental
estão associados aos conteúdos
discutidos, os conceituais? Eh, note
dando aqui um um um também um um spoiler
e uma provocação, né? Eh, por exemplo,
eh, se nós estamos tratando as
substâncias pelo nome e por suas
características,
um conteúdo procedimental relevante,
amplo e relevante é acessar essas
informações em fontes confiáveis. Então,
eh, como esse conteúdo procedimental
poderia ser separado em em conteúdos
procedimentais mais específicos, que
outros conteúdos procedimentais estão
associados àquilo que discutimos? É isto
aí para esse módulo e até o próximo.
UNLOCK MORE
Sign up free to access premium features
INTERACTIVE VIEWER
Watch the video with synced subtitles, adjustable overlay, and full playback control.
AI SUMMARY
Get an instant AI-generated summary of the video content, key points, and takeaways.
TRANSLATE
Translate the transcript to 100+ languages with one click. Download in any format.
MIND MAP
Visualize the transcript as an interactive mind map. Understand structure at a glance.
CHAT WITH TRANSCRIPT
Ask questions about the video content. Get answers powered by AI directly from the transcript.
GET MORE FROM YOUR TRANSCRIPTS
Sign up for free and unlock interactive viewer, AI summaries, translations, mind maps, and more. No credit card required.