GAROTINHO REVELA OS BASTIDORES DA POLÍCIA CARIOCA - Fala Glauber Podcast
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He He he he
เฮ
Fala
rapaziada.
Estamos ao vivo, hein? Mais um Fala
Global Podcast. Mais um dia aqui com
sorriso no rosto. E hoje é um grande
dia, hein, meu irmão. Hoje é final de
Libertadores,
dia de jogo grande. Tô aqui, [ __ ] de
frente de um grande comunicador, muito
mais experiente que eu, muito mais
preparado que eu, com muito mais bagagem
que eu, que é ex-governador do estado e
sabe muito mais coisa que eu. Mano,
Valter, tem música de suspense aí? T
não tem, mano. Val
>> não, ainda não, ainda não. Tô arrumando,
tô arrumando, tô arrumando essa, essa
música aí tava fazendo aqui nos
bastidores.
>> Tem que ter, mano. Val, se não tem
música, então vai ter o quê? Quem é o
convidado hoje? Little Boy.
>> Little Boy.
>> Little Boy tá com a gente hoje, irmão.
Tá com a gente hoje, Little Boy. Eh,
Garotinho.
>> Garotinho.
>> Anthony. Garotinho.
Então, chegou o dia, né? E eu vou
reproduzir aqui, cara. E eu vou te dar
todas as honras porque você usa o fala
bem primeiro que eu. Não fala garotinho,
não fala Globo. Então fala, seja
bem-vindo. Prazer falar com você, com a
audiência que tá acompanhando e como eu
digo sempre em todos os programas que eu
participo, pode perguntar o que você
quiser sobre qualquer assunto, de
qualquer natureza, porque eu sou uma
pessoa totalmente contra qualquer tipo
de censura ou qualquer tipo de
combinação. Aqui não tem combinação.
Você pergunta o que você quiser e eu vou
responder de acordo com meus princípios
de falar a verdade.
>> A verdade,
sobretudo a verdade, somente a verdade.
Sim.
>> Ó que eu pergunto, hein?
>> Pergunte.
>> Vou começar, então. Vou começar, mano.
Walter, eu, ó, rapaziada, antes, deixa
eu dar meu boa noite para quem tá em
casa. Essa alegria, esse esse clima
amistoso aqui, eu não poderia fazer
diferente, né? Eu quando eu tô no react,
eu falo: "Pô, Little Boy, Little Boy,
Little Boy, me conta, Lil Boy, porque
chegou aqui agora, [ __ ] na frente do
garotinho. Não se sinto ofendido por
isso, tá? Eh, eu vou te tratar, [ __ ]
com o respeito que eu trato do
convidado, vou vou tratar desse tema que
é um tema muito importante pra gente.
Você é um cara que vem chamando atenção
eh pelas denúncias, pela coragem e eu tô
aqui na internet, não tenho a mesma
bagagem que você, nem a mesma estrutura,
nem um conhecimento, mas eu tento fazer
minha parte para contribuir. Você falou
para perguntar tudo, né? Então, eu tenho
várias perguntas para você e já que você
falou, hã, por favor,
>> obravação, por favor,
>> eu não venho fazendo denúncias,
>> eu sou um repórter investigativo,
você deve ter conhecimento que toda a
investigação
feita pela força tarefa da Lava-Jato que
colocou Sérgio Cabral na cadeia junto
com a sua quadrilha, foi a partir de uma
representação minha com mais de 2.000
páginas. junto ao procurador geral da
República. Antes disso, a minha eleição
como deputado estadual no ano de 1986,
não sei quantos anos você tinha, mas
devia ser garotinho,
>> [ __ ] 86 eu era só um girino, porque
tava nascendo.
>> Eh, eu me elegi em cima de uma
reportagem que eu fiz contra
>> contra não, né? contando um fato que eh
havia acontecido
durante o dia. Um
cara chamado Napoleão, bandido,
famoso por assaltar e matar
caminhoneiros, né? Ele foi preso e
durante a noite eu fui tentar
entrevistá-lo e nós fizemos o seguinte
acordo: "Olha, você vai me dar
entrevista?" "Não, não, porque você na
rádio, você me acusa de matar mais gente
do que eu já matei". Falei: "Olha, uma
oportunidade para você esclarecer, né?
A informação que eu tenho é da
delegacia. Vem aqui na delegacia, você
fala o que você quiser agora".
Ele disse assim: "Então vamos combinar o
seguinte,
eu dou a entrevista, mas você só vai
botar no ar se eu morrer".
Falei: "Tá bom".
E
>> o cara morreu?
>> Não. E se e se você não morrer? Não. Se
você se eu não morrer e você morar no
ar, quem vai morrer é você.
Aí aconteceu que ele se enforcou.
>> [ __ ] merda, que coisa, hein? enforcaram
ele. E aí aquela reportagem onde ele
denunciou toda aquela cúpula, né, e a
sociedade campista, porque a pergunta
que deixou ele muito à vontade foi
quando eu perguntei para ele, ô
Napoleão, me conta aqui uma coisa.
Você roubava carga,
carga de remédio. Você vendia para quem?
Ele drogaria do Vantuil. falei: "Ah,
cara querido na cidade e a carga de
eletrodomésticos".
Aí ele, distribuidora mercantil, ele foi
dando o nome
da sociedade de campos toda. Aquilo
gerou uma audiência enorme. E as pessoas
viram pela primeira vez a hipocrisia
de uma elite que condenava o crime, mas
comprava carga roubada. Aquilo me deu
muita popularidade. Eu acabei tendo
36.000 votos naquela época, né, para
deputado estadual. E hoje você tá
popular também, porque você tem trazido
muita informação e você é um cara muito
habilidoso, porque você nem deixou fazer
a pergunta ainda, hein? Tu já começou a
falar para esclarecer que eu não tô
fazendo denúncia agora.
>> 86
>> não, 86 foi que fez sucesso, mas eu
sempre fiz.
>> Sim,
>> né? Essa é uma característica minha. Não
tô fazendo isso agora, é só para
explicar que isso é da minha origem de
repórter. Eu comecei como locutor de
corrida de cavalo, depois passei para
locutor de futebol, depois fui cobrir
delegacia, depois fui apresentar
programa Fala Garotinho,
>> fala Garotinho.
>> Então isso aí vem da minha tradição.
>> Muito bom, cara. Muito bom. E eh por
isso você foi muito querido, né, na tua
cidade, né? Nós estamos 40 anos depois,
algumas coisas aconteceram, né? Eu eu
quero realmente que você fique bem à
vontade para você falar, porque eu não
tenho dúvida que você conhece os
problema do Rio de Janeiro. Você tem 8
anos à frente do governo. Quatro. É, mas
sua esposa teve quatro, né?
>> Se Então você, sua família ali no
governo do Rio, fora o tempo que tem na
cidade de Campos. E eu ten não tenho
dúvida que você tem bastante
conhecimento. Agora você me diz o
seguinte, Globo, vou seguir meus
princípios que é falar a verdade. Minha
pergunta para começar o negócio, você tá
preparado com esse tipo de provocação?
Nesses 8 anos de governo, como é que era
o Rio de Janeiro, né? Eh,
essa sacanagem do dinheiro aqui,
ocultação de patrimônio, comando
vermelho, combinado com Comando
Vermelho, isso começou só depois do
Sérgio de Cabral? Ou isso já vem desde
lá de trás? Porque nós sociedade olhamos
isso como uma herança maldita no Rio de
Janeiro, né? Então nada melhor do que um
ex-governador para responder pra gente,
por favor. Olha, Glauber, sempre existiu
corrupção
e é difícil acabar com ela. Agora, a
corrupção, ela sempre existiu nos níveis
mais baixos das corporações. O problema
hoje é que essa aliança com o tráfico
hoje, ela chegou nos escalões mais
altos. Você
eh que acompanha a vida do Rio de
Janeiro, você nunca tinha ouvido falar
assim de um governador aliado do
tráfico?
>> Pois, já há muito tempo.
>> Aliado não, você pode dizer que o cara,
né, tinha simpatia ali, mas hoje, por
exemplo,
>> Marcinho VP disse que foi cabo eleitoral
do Sérgio Cabral, né? Isso tem
entrevista dele,
>> eu vi, eu assisti.
>> E ele inclusive falou que o Sérgio
Cabral enganou ele, né? é mais ladrão
que ele. Alguma coisa nesse sentido.
>> É, mas assim, o o Cabral fez muita
besteira, roubou muito, se perdeu e foi
uma grande decepção, não só para mim,
mas para todo mundo que acreditou nele.
Ele teve mais de 4 milhões de votos.
Então, não foi só o Marcinho VP que foi
enganado. 4 milhões 400. mil pessoas
foram enganadas também por esse cidadão
sem escrúpulo, né, chamado Sérgio
Cabral. Mas é diferente,
>> tá? O que há hoje, eh, e nós podemos ver
isso nitidamente,
é que o, o governo deixou o comando
vermelho retomar grande parte do
território que ele havia perdido e
avançar em territórios que ele não tinha
ocupado. Houve um avanço comando
vermelho durante o governo de Sérgio
Cabral. Eh, ele deu muito espaço pra
milícia. Me lembro que um dos vídeos que
eu fiz e contra o Sérgio Cabral era ele
cantando no palanque com Jerominho e
Natalino.
>> Uhum.
>> Né? Cantando mesmo, né? Brincando, tal.
E as milícias cresceram muito no governo
dele. Eu me lembro que quando eu fui
governador, nós tínhamos no Rio uma
milícia, Rio das Pedras. nadinho, né? E
de 2007
paraa frente, a coisa foi num crescente
e as milícias tomaram grande espaço que
foi retomado com muita força nesse
governo pelo comando vermelho. Antes
dessa operação do complexo do alemão,
você só viu operação contra milícia,
contra o terceiro comando e contra
outras organizações criminosas. O
comendo vermelho foi quase que assim,
deu o passe livre, né? Isso porque todo
mundo sabe, eu já falei isso várias
vezes, um dos maiores patrocinadores da
campanha do governador e do
ex-governador
eh Rodrigo Barcelá, porque os dois
governavam mais ou menos dividindo o
poder. Em certos momentos, o Barcelá
governava mais até do que o próprio
Sérgio Cabral. era um cara que nos seus
postos de combustível lavava parte do
dinheiro do comando vermelho. Fernando
Trabac, conhecidíssimo, né? Eu coloquei
Fernando Trabaque na cadeia quando eu
fiz uma operação chamado Caça Fantasma,
né? Ele foi preso. O advogado dele foi
Rodrigo Barcelá, que a época não era
ainda envolvido com política, era
advogado. E depois que assumiu a
assembleia, com o poder que ele adquiriu
no estado junto a Cláudio Castro, ele
botou essa bandidagem, né,
no topo mais alto que ela já teve no
estado. Agora o estremecimento
entre os dois que eu quero ver até onde
vai, né? Houve uma briga,
provavelmente por causa de dinheiro, né?
E eu quero ver até onde essa briga vai,
né?
>> Só para não deixar passar essa briga
Barcel.
Não foi por isso que o Barcelas que
disse, tem um áudio dele que ele fala:
"Eu vou beber o sangue dele". Ele tava
se referindo ao Castro. É esse áudio?
Ele está se referindo quando ele
conversa com o desembargador Macário.
>> Hum.
>> E o desembargador pergunta: "Poxa, mas
vai ficar difícil sem o apoio da
assembleia, né, para ele ser governador
ou senador e você governador?" Ele diz:
"Eu sou da roça
se ele não cumprir comigo, eu bebo o
sangue dele." Tava se referindo ao
Cláudio Castro nesse momento de briga,
>> né? Uma briga que eh sabidamente por
dinheiro.
>> Tá. Agora vamos vamos avançar, vamos
meter o dedo na ferida.
>> Vamos. Vamos.
>> E [ __ ] e é bom que quem vai falar é
você, né? E nessa eu fico protegido
porque você tem mais casca que eu, né,
cara?
Qual é o poder verdadeiro aqui no Rio de
Janeiro? Vamos falar assim, eu sei que
tem falado bastante de Castro e Barcelá.
Eu não vou me furtar de falar deles, até
porque eu já falo deles sozinho aqui.
Mas assim, o Rio de Janeiro tem uma
forma peculiar de do poder real, certo?
Então, desde a década de 80, quando você
surge na política e também no seu tempo
de governo, a sacanagem que acontece
hoje, o fluxo é o mesmo do passado. Você
tá dizendo que chegou no nível acima. De
fato, hoje nós temos um áudio de um
capitão conversando com o traficante.
Isso por conta do mundo conectado,
internet, smartphone. Eu acho que isso é
uma tendência. No passado não tinha
isso. O que me leva a crer que sempre
foi assim. Por exemplo, inclusive eu já
falei isso, já falo isso na internet
pelo menos uns 2, 3 anos.
Na minha análise, eu não consigo
conceber que o mesmo fluxo financeiro
que mantém o jogo do bicho fazendo um
negócio, comprando delegacia, comprando
batalhão, tendo a polícia do lado deles,
tendo o governo, financiando campanha,
financiando carnaval,
esse fluxo financeiro vai alimentar
também da mesma forma a mesma máquina
na vez da milícia, na vez do tráfico. Só
que hoje nós temos
jogo do bicho, tráfico, milícia,
contratos públicos, [ __ ] Só que
garotinho, nada disso é evento dos
últimos 4, 5 anos
da César que é de César. Beleza? Então
>> eu entendo o seguinte, né, cara? É pra
gente falar o problema do Rio de
Janeiro, como que a gente resolve isso?
Eu sei, cara, que quando eu não sei que
que eu tô fazendo, porque que eu tô
fazendo isso, eu sei que eu eu me sinto
bem fazendo isso, né? A conta pode
chegar, tô preparado para essa conta,
mas assim, [ __ ] essa sacanagem sempre
houve, pôra. Batalhão vendido para jogo
do bicho, batalhão delegacia vendido
para jogo do bicho, a poliçada tem
polícia de tudo qualquer jeito, tem
desembargador de tudo de qualquer jeito,
tem político de tudo qualquer jeito.
E aí? E aí que
>> como é que começa isso e como é que isso
funciona? E e durante 30, 40 anos a
gente só vai falar.
>> Bom, vamos recordar um pouquinho porque
em 1998 você era muito jovem. É, mas eu
eu sei ler o o a matéria antiga.
>> Isso. Mas qual foi a minha primeira
atitude como governador
dentro da lógica de que o Rio é
comandado por muitas máfias? Tá
enfrentar a primeira máfia. Eu reduzi
o preço das passagens de ônibus.
A máfia do transporte coletivo no Rio de
Janeiro, comandada pela FE Transport, é
poderosa.
Eu enfrentei.
Bom,
que que ocorreu? Eles recorreram pra
justiça. Uma outra máfia.
É claro que não é a justiça toda, né?
Como você falou, tem gente honesta e
desonesta em todo lugar. Depois de 2
meses degladiando ali, mostrando
tecnicamente que pelo índice de
passageiro transportado, o preço das
passagens estava muito acima do que
deveria, mesmo assim ganhar uma liminar
para voltar o preço das passagens. Mas
eu enfrentei tentando cortar um fluxo
financeiro que movimentava a máquina.
Um, dois,
>> um, dois. Mas qual é a outra máfia? que
tem no Rio de Janeiro. Máfia do jogo,
>> jogo do bicho.
>> Jogo não é só jogo de bicho, né?
>> Eu acho engraçado que eh você tem ali a
sociedade do Rio jogando no Jquey Clube
Brasileiro,
>> tá?
>> A elite não é crime, mas é jogo,
>> sim,
>> né? Então, a máfia do jogo,
>> mas só eu vou sempre tentar porque o meu
tempo, eu sei que o tempo vai passar, eu
não vou ter oportunidade de voltar nos
temas. O jogo e eu concordo contigo,
hoje nós temos bet, hoje nós temos
futebol, Rede Globo, todas as emissoras.
Num num domingo de futebol você vê seis
anúncios de bet, canal no YouTube,
famoso, Instagram, influencer, tudo isso
é jogo também e tá legalizado, o governo
legalizou. Só que nós estamos falando do
funcionamento da podridão do Rio de
Janeiro, que é o nosso estado.
>> A podridão,
>> hã,
>> por exemplo, 40% das bets estão
controladas pelo PCC.
Então não vamos dizer: "Ah, Bet não tem
crime porque tá legalizado, não quer
dizer nada".
>> Sim.
>> 40% das bets legalizadas
estão sob o controle do PCC.
>> E mais uma boa parte dessa é do bicho.
>> Sim.
Mas o que eu tô dizendo é que as
legalizadas, você falou: "Não, mas tá
legalizada pelo governo." Está
legalizada pelo governo. Mas eu não tô
defendendo, tá?
>> Não quer dizer nada.
>> Eu tô atacando junto contigo.
>> Então tá bom. Só para explicar, eu
também
orientei a polícia dizer o seguinte:
"Olha, não vamos ser hipócrita".
O que que é ser hipócrita? ficar
prendendo apontador de jogo de bicho na
esquina, um monte de velhinha que não
tem nada com isso. Ou a gente parte para
perder quem tem que prender ou não vamos
ficar fazendo de conta como muita gente
faz aí. Fizemos algumas operações,
prendemos, a justiça soltou. Você deve
se lembrar que todos eles ganharam no
Supremo Tribunal Federal Abias Corpos
para ficar em liberdade.
Que que o governador pode fazer diante
disso?
Quer sugestão?
Quer
>> prende de novo. Eu prendi.
>> Quer sugestão?
>> Aham.
>> Começa fazendo a limpa de todos os
delegados que pegam o jogo do bicho.
Não, calma aí. Tô te dando uma sugestão.
>> Não, calma. Depois você pega os polícia
que são segurança do jogo do bispo. Com
todo respeito aos polícias, tem polícia
aqui na sala. Beleza. Pega os polícia.
Se tiver comandante de batalhão
especial, eu quero a sugestão. Deixa eu
falar meu dia. Eu só tenho hoje para
falar contigo.
>> Vamos lá. Vamos lá.
Qual foi a outra medida que eu tomei
logo em seguida?
>> Hum.
>> A expressão banda podre da polícia foi
criada por mim,
>> tá? Eu fiz um decreto com menos de 4
meses de governo e botei para fora 1200
policiais militares, civis, agentes eh
penitenciários, naquela época não se
chamava Polícia Penal.
>> Perfeito.
>> E funcionários do Detran, todos
envolvidos em corrupção.
A justiça voltou com eles. Porque vamos
lá, eu tava falando das máfias. Primeira
máfia,
>> tá?
>> A máfia do transporte. Segunda máfia, a
máfia do jogo. Terceira máfia, a máfia
da justiça.
>> Tá?
>> Quarta máfia, a máfia da polícia.
Eu denunciei recentemente o que tá
acontecendo no Rio de Janeiro. Nós
tivemos 285.000
carros roubados e furtados no ano
passado. Isso interessa a quem? Um monte
de gente.
>> Um monte de gente.
>> Cooperativa.
>> Não esquece. Olha só como é que funciona
o sistema hoje. O sistema,
você tem um carro roubado, você vai lá,
comunica na delegacia, né? Mas logo você
comunica ao seguro
e aí o seguro começa a se preparar para
pagar você. Aí a Fenazegue,
eu tô dando nome porque fazer denúncia
sem dar nome aí não dá. Apenas é que a
Federação Nacional de Seguradoras montou
a seguinte operação:
o carro que for recuperado,
o
cidadão
>> que aparecer com o carro
entregue na delegacia, recebe R$ 2.000
o policial e mais 1000 pro cara que
recuperou na comunidade. O policial que
recupera 10 carros numa semana ganhou
20.000.
2.000 por cada carro. No mês ele ganhou
80.000. Se você for olhar o índice de
recuperação de carro roubado e furtado
do rio é 50%. Então você pega 280 di por
2, dá 140.000
carros,
>> tá? multiplica por 2000, você vê a
quantidade de dinheiro injetado dentro
desse sistema que aí envolve delegado,
comandante de batalhão e envolve os
chamados recuperadores dentro da
comunidade. Por que que não acaba com
isso?
>> Não, então quem então quem faz parte é o
cara que tá roubando o carro, certo?
Pela tua pelo que você tá dizendo. Só
tem uma lógica o seguinte: eu sou
polícia
>> e eu sei quem são os roubadores de
carro. Meu irmão, pista tá livre, rouba
carro. É 1000 para mim e 1000 para tu.
Não, 2000 pra polícia e 1000 pro rapaz
lá
>> e pro ladrão
>> bandidinho lá.
>> [ __ ]
>> mas isso é o que acontece hoje.
>> Mas isso
>> eu fiz essa denúncia há uns 3 meses
atrás. Entraram lá dezenas de policiais
dizendo que eu me processar. Eu tô
esperando o processo.
>> É. E outra coisa, né, cara, eu fico eu
fico curioso, cara, com os policiais que
eles se ofendem, né? Não
>> é, é assim, eu não consigo entender, pô.
>> Não, o bom policial, ele tem até o
direito de se sentir ofendido.
>> Não, calma aí.
>> Mas ele tem que reconhecer a realidade
da corporação
que ele atua. Olha só,
>> ele não pode ser ingênuo.
>> Eu tenho sido mal interpretado dizendo,
pô, Globo, mas aí você tá direcionando
tudo pros polícias, rapaziada. Se nós
estamos discutindo os problemas,
cara, só tem só tem jogo do bicho com a
força que tem, porque tem exército para
defender e para executar as ordens,
certo? Só tem os caras trabalhando
livremente, formando uma cúpula, porque
eles estão dentro de um estado mafioso.
Beleza? Então vamos lá, vamos pra quinta
máfia, que eu te falei a quarta. A
quinta máfia, a mídia tradicional.
>> Olha,
eu vejo o noticiário, vamos vamos aqui
usar como exemplo da Globo, né? Cai de
pau
na contravenção,
cai de pau no escritório do crime, mas
na hora de assinar o contrato de
transmissão do carnaval, senta com
alieza.
Qual é a coerência que tem nisso?
Quer dizer, o crime que dá lucro para
ela é bom, né?
Esse passa
não passa. Então, nós precisamos acabar
com a hipocrisia.
Essa é a quinta máfia,
né? Agora você tem a chamada elite
carioca,
que é uma elite que não caiu a ficha. E
o que que não cair a ficha? O Rio não é
mais capital.
A capital foi transferida paraa
Brasília,
né? Então essa elite que estava
acostumada com um tipo de privilégio,
o ser a capital, ela hoje quer outra
teta para mamar e aí quer mamar na
prefeitura, aí quer mamar no governo do
estado. E aí se você não dá uma série de
vantagens para essa elite, você apanha.
Essa elite não se desorganiza dessa
maneira. Ela é organizada, claro, quando
a gente olha Brasília de cima, né,
quando tá chegando
e olha aquilo tudo, a gente imagina que
aquilo tudo saiu de dentro do Rio de
Janeiro. Aquelas embaixadas, né, aqueles
ministérios. Aqui bem pertinho, no
Palácio do Catete, ficava o presidente
da República.
>> Aqui funcionava a Câmara dos Deputados,
o Senado da República, o Palácio do
Itamarati, tudo era aqui. O Rio perdeu
isso tudo e, apesar disso, consegue
sobreviver. Mas tem uma elite que não
caiu a ficha e precisa cair a ficha
dessa elite e entender que o jogo mudou.
E se o jogo mudou, o jogador tem que
jogar conforme as regras do jogo.
Então, essas máfias, você não pode
brigar com elas todas de uma vez. Eu
cometi esse erro. O Brisola cometeu esse
erro.
Os políticos que tentaram enfrentar
toda a máfia de uma vez, eles foram
isolados até o surgimento das redes
sociais.
Quando as redes sociais surgem, aparece
o contraponto.
>> Uhum.
você começa a
poder responder aquilo que as pessoas só
liam no Globo, só liam no Extra, só liam
nos jornais que circulavam no Rio. E aí,
por exemplo, o cara botava lá na
primeira página do Globo, Garotinho
desviou 300 milhões de saúde. O cara
passava na banca, só lia a manchete.
tava passando ali, como a gente passa o
dedo hoje na telinha e às vezes muita
gente não lê a matéria. Antigamente o
cara passava ali na banca, pô, o
garotinho roubou 300 milhões, aí vai ler
a matéria lá dentro. Não, o garotinho
roubou mesmo.
>> Não, calma. Aí tá escrito lá dentro, o
garotinho
trocou 300 milhões da rubrica de
internação hospitalar para reabrir o
Instituto Vital Brasil para fabricação
de medicamentos populares para serem
vendidos nas farmácias populares a R$ 1.
Mas o cara não leu.
E aí,
como é que é isso?
Então, com o surgimento das redes
sociais, a gente passa a ter um outro
tipo de relação, né?
Elas vão crescendo ao ponto que a Globo
teve que se reinventar.
Faturamento da Globo hoje com a Globo
Ventores. Uhum. onde ela tem 39
empresas
que ela ganhou participação acionária em
troca de espaço da TV Globo. No bank, no
bank tem 20% da família Marinho.
Você vai lá assistir Jornal Nacional,
oferecimento no Bank. Você tem câmeras
Gabriel da Globo, quinto andar, Globo
Familhão é o novo baú da felicidade
pertencente a Globo. São 39 empresas
dirigidas pelo senor Roberto Marinho
Neto, que é um cara que tem uma outra
visão, que ele percebeu que meu negócio
tá ficando velho.
>> Sim.
E se a gente não mudar, não vamos
quebrar, porque o o público tá mudando
da TV aberta para os canais de
assinatura, né? E a última atacada deles
foi em cima do Casé, quando eles pegaram
e migraram o esporte da do Globo Esporte
e do Esporte TV
>> para tudo na GE TV. no YouTube,
>> no YouTube para poder enfrentar o Casé
que tava dando de goleada neles, né?
Então assim, tudo tem que ser
contextualizado.
>> Tu não falou o faturamento. Tu ia dizer
que o faturamento da Globo hoje
>> não, o faturamento da Globo Ventures
>> é maior do que o faturamento da TV
Globo.
>> Entendi. Mas ela hoje perdeu. Eu tô
tentando entender a construção do teu
raciocínio que você tava falando das das
máfas, né, da gang, né?
>> Máfas. Ela ela perdeu
>> aquele poder absoluto porque hoje você
tem a
>> das manchete, entendi, da reputação,
>> você tem a rede social para defender a
sua reputação. Você imagina,
>> ó, mas ela ainda é forte, tá? Inclusive,
deixa eu dar um recado pra audiência
aqui. O chat tá doido aqui perguntando.
>> Ontem, ontem a Globo resolveu atacar o
Fala Glob, [ __ ]
>> Junto, você tá incomodando
>> junto com a estrutura, né? O deep state
funciona, né? O estado funciona, né? os
vazamentos acontece e a Rede Globo deu
um destaque para um mero canal no
YouTube lá e botou minha carinha lá
estampada. Então, rapaziada, fiquem
calmo, relaxe, tá? O que eu tenho de
importante para te dizer é que o
Estratégia Concurso é o curso que mais
aprova no Brasil, inclusive me aprovou
nos concursos mais difíceis do Brasil,
entendeu? Eu que já disse aqui que fui
aprovado em mais de oito concursos e
2018 foi meu último concurso, um
concurso muito bom, com salário muito
bom e quem me aprovou estratégia
concurso. Beleza? O resto
deixa que a Globo fala, por favor.
>> Não. Então é isso. Tô aí para responder
as perguntas que tiver.
>> Beleza. Então vamos lá. Qual o que, qual
é o nosso raciocínio nessa nesse nessa
parte do bloco aqui? é que nós temos uma
estrutura montada que sustenta esse
esgoto chamado Rio de Janeiro, beleza?
>> Chamado Brasil,
>> chamado que bom, porque vai chegar
nisso, porque essa elite que se alimenta
do estado e você disse que não entendeu
ainda, ela ela se alimenta em todos os
estados brasileiros. Ela se alimenta em
São Paulo, Brasília nova capital.
Só que o que que o o brasileiro do o
brasileiro mais humilde do pro mais
favorecido, ele sofre com diversas
coisas. O que dá para todo mundo, na
minha visão, é a violência. Beleza?
Porque o senhor, eu, nós podemos, de
repente, ter um bom plano de saúde, nós
de repente podemos ter uma boa escola
paraos nossos filhos, só que
você tá andando com segurança e e alguns
vários, né? Podia até emprestar uns dois
desse aí para mim, porque eu acho que eu
tô precisando. Mas
se você for pra rua, como a poliçada
fala, disputar a pista, ou o brasileiro
que sai para trabalhar com telefone que
ele comprou lá num carnê em 20 e tantas
vezes, ele perde telefone na rua. A
elite perde, os políticos têm medo da
segurança,
da violência e o mais pobre também
perde. Então assim,
>> mas a pergunta que eu vou fazer a você,
uma pessoa esclarecida que você é
>> para você, segurança é causa ou é
consequência? E se é consequência, de
que ela é consequência?
>> Pode responder você aqui para isso.
>> Não é consequência.
>> O que tá
>> consequência de quê? Esse ano que
passou, o Brasil pagou de juros
>> 1 trilhão.
>> 1 trilhão,
>> sim.
>> Juros
para quem?
10, 12 famílias. Família Moreira Sales,
família Setúbal, família Safra. Os
detentores
que fazem parte da cabeça desse sistema.
>> Inclusive, fala mais porque você num
podcast repercutiu essa estrutura do
sistema. continue a partir daí, por
favor.
>> Então, essa cabeça do sistema, ela faz
com que não sobre dinheiro para aquilo
que é fundamental.
>> Quais são as outras famílias?
>> Não, vamos não,
eh, vamos dizer assim, são os bancos,
>> né? E mais umas famílias, a família
Marinho, a família do Lemon, né, que é
dave, ah, a família Brandão do Bradesco.
Esse é o a cabeça do sistema. Agora, a
cabeça do sistema não se sustenta sem os
seus guardacostas.
Quem são os guardacostas do sistema? As
cortes superiores.
Nós estamos vendo agora o caso do Banco
Master.
Agora, esses guardacostas
precisam também
de leis que
lhe deem poder. Se bem que hoje em dia
não estão respeitando mais lei nenhuma.
Mas então do outro lado da ponta você
tem os legisladores do sistema.
Normalmente esse esse aparato financeiro
controla 350 deputados, 41 senadores,
vários governadores.
E aí você tem a outra perna do sistema,
que é a chamada mídia tradicional. A
mídia tradicional, quando você vai
assistir um comentarista econômico, você
não precisa nem assistir os outros.
Todos eles vão falar a mesma coisa. Dona
Miram na Globo, o nacaga na CNN, o
outro. Eles leem o boletim Focus, que é
o boletim e a voz do sistema.
Eles falam para aquelas pessoas que têm
um dinheirinho para aplicar em alguma
coisa. O pobre não tem dinheiro para
aplicar nada. O pobre ainda é roubado
porque aplica na caderneta de poupança
que não rende mais porcaria nenhuma no
Brasil. O cara pede dinheiro, pega o seu
dinheiro da poupança e empresta a 400%,
300%, enfim, o o juro que a gente vê na
prática no Brasil. E aí você tem ainda
uma camada divisória. Essa camada
divisória divide a parte de cima da
parte de baixo do sistema. Quem são
esses? Os burocratas.
Eles não não querem saber se o governo é
de direita, se o governo é de esquerda,
o que que eles querem? Eles querem
ganhar acima do teto.
Eles querem ter os seus salários e os
seus privilégios. O auxílio palitó, o
auxílio funeral, o o auxílio
é só falta dar auxílio, nem falta mais,
porque já estão fazendo, né? O o auxílio
camisinha, né? Porque o resto é tudo
auxílio.
>> Tem auxílio Viagra, pô. Tem que ter
auxílio camisinha também, né? Não tem um
auxílio Viagra lá do exército,
>> não? Lembra disso? O exército comprou
uma quantidade absurda de de
>> só que o Viagra quando foi criado
>> foi para problema respiratório.
>> Ah, então é isso. [ __ ] mas aí a
respiração concentra tudo, né?
>> Depois descobriram um efeito colateral.
>> Tá cheio de gente com falta de ar, né?
Mano, volte, [ __ ] Mano, volta agora tu
pode chegar na farmácia, moça. Tô com
falta de ar, viagra. Mas, ó, na verdade,
quando você vai ler a história do
Viagra, ele foi criado para isso mesmo.
Eh, na verdade era um produto.
>> Tu tem falta de ar, né? Tu acabou de dar
uma torcida aí, né?
>> Aí ele foi criado para melhorar a
respiração, porque ele dilata.
>> E nisso que dilata, descobriram que ele
dilata também as artérias penianas.
>> Aham.
>> Ele dilata para respirar, mas dilata
também para, né? Entendi.
>> Então aí o pessoal não quer nem saber aí
no final no final da falta de ar, né?
Mas vamos lá. Sistema, né? Você tava
falando do sistema. Então esse sistema
ele suga o dinheiro do Brasil. Aí não
tem dinheiro paraa educação,
>> não sobra. Como é que você vai pegar? É
tantos milhões para banco, né? Pagar
dívida, né? É tantos milhões para
previdência, para roubar.
dos velhinhos.
>> Uhum.
>> É tantos milhões para
emendas parlamentares para roubar
nos municípios. Então fica difícil.
O Brasil ele vive uma anomalia que é a
nossa carta constitucional. A carta
constitucional, a nossa constituição,
ela diz assim: "O Brasil é um sistema
político
onde os poderes são iguais,
independentes e harmônicos entre si.
Quais são os poderes? Executivo,
legislativo e judiciário. E o sistema
político será o sistema bicameral, ou
seja, Câmara e Senado. No Brasil virou
tricameral.
Por a Câmara pode aprovar, o Senado pode
modificar e o Supremo muda tudo depois.
O Supremo que não pode fazer lei,
se quiser fazer lei, se candidata.
É o direito. Mas quem tem que fazer lei
é deputado e senador,
não é ministro Supremo. O papel do
Supremo Tribunal Federal está escrito na
Constituição. Ele é o guardião da lei.
>> Hum. Estamos sabendo. Estamos sabendo.
>> Deveria ser.
>> É
>> bom. Deveria ser. E outra anomalia
constitucional gravíssima que eu acho
que só vai resolver com uma nova
Assembleia Nacional Constituinte. O
Brasil fez um plebiscito lá atrás para
votar se o regime era presidencialista
ou parlamentarista. Votaram do
presidencialismo. Mas um
presidencialismo onde o presidente não
manda.
O presidente eh
>> Bolsonaro que o diga, né?
>> Olha só, o presidente veta, aí o veto
dele é derrubado.
>> Sim.
>> E aí ele pode fazer o quê? Nada. Então a
última palavra
nesse sistema que nós vivemos não é
presidencialista,
é um regime parlamentarista. O
presidente aqui no Brasil, eles na
maioria eh das vezes tem sido como a
rainha da Inglaterra.
Reina, mas não governa.
>> Sim. Aí você falou uma coisa, beleza, tu
montou a estrutura do sistema e você
disse que falta dinheiro, né? Se eu me
recordo, acho que a arrecadação tá perto
de 3 trilhões. É isso?
Não, mais
>> tá um trilhão vai pra dívida e e
realmente esse monstro chamado máquina
pública consome o dinheiro de todo
mundo.
>> É porque aí você tem a folha de
pagamento dos funcionários,
>> tá?
>> Ativos, né? Os inativos recebem pela
previdência social. Aí você tem a o
orçamento
bilionário do Supremo Tribunal Federal,
do Tribunal Superior Eleitoral, da
Justiça do Trabalho. Aí você tem o
orçamento da Câmara dos Deputados, você
tem o orçamento do Senado Federal,
>> tá
>> aí o que que sobrou no final?
>> Tá tudo bem, mas aí o papo é que a o
problema da segurança
é consequência, né? É, é,
>> não é causa, é consequência desse,
>> de tudo isso,
>> da falta de recurso, assim como é o
problema da saúde.
>> Tá, mas calma aí, vamos lá. Porque
assim, cara,
fica muito técnico e o cara que tá em
casa para ele entender com facilidade.
Isso acho que deu para ficar muito
claro. Falta dinheiro para poder fazer
política pública e e os políticos
vagabundos que tem nesse país, eles
fazem política pública disfarçada, na
verdade é para pegar o dinheiro, né?
Ele, por exemplo, esses benefícios, né?
É de Bolsa Família, tudo isso, isso é
voto, pô. Só na Bahia tem 2.700
beneficiário, né?
>> Tem mais gente recebendo bolsa família
do que a trabalha de carteira assinada
em quase todos os estados do Nordeste.
Não, do Nordeste.
>> Tá bom. Perfeito.
>> E do Norte um pouquinho.
>> Perfeito. O Norte, o Nordeste na toa que
tem uma predominância ali do governo
atual.
>> O problema não é o programa social, é a
interpretação errada do programa social.
O programa social é um lugar de
passagem,
mas no Brasil o cara quer ficar no
programa social, tá? Eu compreendo, eu
compreendo e concordo que eh tem pessoas
que precisam no Brasil e tem que dar
esse apoio, né? Agora, tem que ser
realmente uma passagem, o cara tem que
depois performar, andar com as próprias
pernas e devolver isso pro país, né?
Isso seja na na universidade, na
educação básica, tudo isso, pô, tudo
aqui tem que ser devolvido, pô, né? Tudo
aqui tem que ser devolvido paraa
sociedade de alguma forma. Só que vamos
lá, eles consomem, parte vai pros juros
da dívida, parte vai para alimentar essa
máquina gorda, corrupta, ou melhor,
vamos nem botar os corruptos por
enquanto, vamos deixar ele para uma
segunda parte. O cara que fica ali tendo
vida de Marajá, pô. Jáar servidor
público com alto salário, eh altos
benefícios.
>> Olha, é aquela, eh, casta que para ele
tanto faz o governo ser de direita ou de
esquerda, porque ele tá ali para
garantir o privilégio dele.
>> Tudo bem, eu compreendo, compreendo. Mas
essa é a regra do jogo, né? Essa é a
regra do jogo. Não, vamos lá. Essa é a
regra do jogo.
>> O PT,
>> qual é o salário do juiz? O juiz vai lá
e e ganha. Qual o salário de delegado?
Qual o salário de de policial? Qual o
salário de médico? E por aí vai. A regra
do jogo tá ali.
>> O PT ganhou
>> o poder prometendo mudar isso. Eu sei
porque eu fundei o PT,
>> né, sabemos
>> e fundei lá atrás, né, quando as pessoas
achavam que era necessário romper com
esse sistema. Hoje não há partido que
esteja mais engajado dentro desse
sistema que o PT.
>> É, inclusive, como é que é o teu
espectro político? Você foi, você foi
migrando da esquerda, você foi
endireitando, você tá na direita, você
>> não, eu continuo a mesma coisa. Eu sou
trabalhista,
>> tá? Porque o trabalhismo para mim é a
única doutrina que consegue ao mesmo
tempo proteger o trabalhador e não
oprimir o investimento privado. Getúlio
Vargas, que absorveu os conhecimentos de
Alberto Pascoalini, que é o grande
doutrinador trabalhista, o que que ele
dizia? Olha, eu preciso proteger o
trabalhador. Então, ele criou a carteira
de trabalho, ele ele criou a CLT. Pois
bem, mas ao mesmo tempo ele criou o BNDS
para financiar os investimentos
privados, ele criou a Petrobras pro
Brasil ter independência, ele criou a
Companhia Siderúrgica Nacional. Então, o
trabalhador
só
dentro de um sistema vira aquilo que nós
já vimos em vários países. Ditadura do
proletariado.
Me aponte um lugar no mundo que deu
certo.
Capitalismo selvagem
que não tem nenhum controle sobre o
capital também não dá certo. Então é
preciso
os países que t o melhor IDH, índice de
desenvolvimento humano, são os países
que conseguem fazer isso. O Brasil
cresceu na era Vargas, mesmo com toda a
fama que diz que o Getúli era um
ditador, mas o Brasil cresceu a uma
média de 7% ao ano. Há quantos anos o
Brasil não cresce a 7% ao ano? E o
Getúlio investindo no trabalhador, dando
direito de voto paraa mulher,
incorporando massas de trabalhadores que
vinham do campo paraas cidades,
investindo em grandes programas e o país
crescendo. Hoje o país tá estagnado
porque é só a elite financeira
que ganha dinheiro. Tá tudo bem. Vamos
lá. E aí, cara? Ó, como
o tema é muito amplo, minha sugestão é a
gente funelar pra segurança pública, que
é um tema que a gente vai conseguir
contribuir, ao meu ver, mais, tá bom?
Então, assim, só para fechar, me permita
fazer um resumo aqui. Tem a estrutura de
poder, tudo isso é complexo, a
constituição ela é romântic é meio
romântica na prática, não, não existe
essa harmonia. Eh, hoje tem várias
formas,
>> não é? Pior,
>> tá? Hoje nós chegamos ao ponto que nós
vivemos uma ditadura da toga.
Rui Barbosa, que é o patrono do direito
brasileiro, ele disse: "A pior de todas
as ditaduras é do judiciário, porque
contra ela não há quem recorrer."
>> Perfeito. Perfeito,
>> né? Eu fui vítima disso. Quando eu
denunciei a quadrilha de Cabral, tinha
gente do Ministério Público, o Cláudio
Lopes foi preso, tinha os secretários,
tinham empresários, os políticos, mas
tinha um desembargador aqui do Rio. Ele
jogou o judiciário contra mim.
Então eu paguei um preço caro por isso.
Tem gente que às vezes fala: "Ah, o
garotinho foi preso quatro vezes, no
total, 29 dias. E eu:
>> "Porra, tu é bom para sair, hein, cara?
Porque não não tinha prova,
>> [ __ ]
>> Mas não tinha prova. E ainda nesse
período que eu fiquei preso, eu tomei
uma, desculpe, uma paulada no joelho. O
cara quebrou meu dedo do pé, ainda botou
a arma na minha cabeça, um policial, e
disse: "Olha, não é policial penal, não,
>> militar, eu
>> militar e disse: "Olha, tu não vai
morrer para não sujar pessoal aqui do
lado". Pessoal do lado era Lava-Jato,
que tava todo mundo preso lá. Eles
sabiam que tinha sido eu que denunciei o
Pisciane, o Paulo Melo, Adriana Anselmo,
a turma
>> sei,
>> né? A turma que do sistema que eu
consegui empurrar.
>> Sim,
>> né? Então assim, eh, não é fácil, mas é
possível.
>> Não podemos desistir do Brasil,
>> tá? Olha só, eu minha sugestão, vamos
desenvolver os problemas do Rio de
Janeiro, porque se eu for começar a
falar aqui das suas quatro prisões, do
teu governo, aí não, aí a gente vai
ficar muito aqui, [ __ ] no confronto da
tua história
>> e e de repente a gente não vai conseguir
desenvolver onde a gente vai contribuir.
Vamos chegar nessa parte. Beleza.
>> Beleza.
>> Tá bom. Porque são quatro prisões. São
são você acabou de citar aí Lava-Jato.
>> Não, não fui preso pro Lava- Jato. Não,
>> não, não. Eu sei. Calma.
>> A Lava Jato existiu aqui no R,
>> man. Volta, [ __ ] Não deu, né? É. Fala
Glób fala Garotinho. Fodeu, meu irmão. É
todo mundo querendo falar e vai sobrar
para mim porque eu sou entrevistador,
né? Mas [ __ ] rapaz, você não sabe,
cara. Pato novo não dá mergulho fundo.
Eu sou pato novo. Eu tô de cara, o cara
é comunicador. Quando eu tava no saco do
meu pai, irmão. Se eu demore, ele fala,
fala, fala, fala. Só para
>> e toca o programa sozinho, mano. Quando
ele sair daqui, ele vai falar o menino
novo aí, [ __ ]
>> Então, é só é só para entender, Glaub a
Lava-Jato do Rio, ela existiu aqui
porque eu protocolei em Brasília porque
aqui no Rio não andava nada,
>> tá?
>> Tava todo mundo dentro do sistema,
>> tá?
Eh, bom, começamos a falar sobre a porão
do Rio de Janeiro e você elencou as
máfias, né? Muito bom. Aí você disse que
prendeu os os contraventores, os
bichiros e a justiça soltou rápido, né?
Aí eu falei: "Pô, te dar uma sugestão".
Aí esse esse papo não desenvolveu. Eu
sei que é mexer num vespiro complicado,
mas porém eh se a gente se propõe a
falar dos problemas, eu não posso, né?
eh
me furtar de falado que isso é o Bras o
o o morador do Rio de Janeiro, carioca
Fluminense mais simples, ele sabe que
ele vê, pô, ele vê, por exemplo, ele ele
ele vê tudo que acontece no Rio de
Janeiro envolvendo milícia, tráfico,
jogo do bicho, polícia. Ele vê
noticiários das decisões judiciais
duvidosa, ele vê os deputados, né?
[ __ ] um é madrinha do miliciano, o
outro é chegado do comando vermelho e e
assim e quando rola uma prisão, ele vê
também que todo mundo é perseguido. Pô,
que [ __ ] é essa que todo mundo é
perseguido, né? Então, eh, aí começa a a
o cara ficar desacreditado da estrutura
e ele não tem mais esperança. Então,
vamos lá. Por que que polícia civil?
Porque eu entendo o seguinte, e alguns
me chamam de romântico demais, que eu tô
eu tô eh vendo um mundo que é impossível
de acontecer, mas vamos lá. Você vai
virar governador esse ano? Só não, eu
sei que não é hipoteticamente, né? E
também não sabemos se você ganharia, né,
>> do Eduardo Pai, seria uma briga boa, né?
Porque você tem um monte de coisa para
falar dele, né?
>> Olha só, eu vou dizer uma coisa para
você, eu só tenho uma certeza,
>> sim,
>> que Eduardo Pai não vai ganhar.
>> Não ganha. O resto a gente vê depois,
>> tá bom? Então vamos chegar nessa parte
aí. Aí, eh,
você é o governador, pô, você é o
governador, você tem seus secretários,
sua base dentro da alerge, certo? Lá no
judiciário, que é o terceiro poder, o
executivo, o governador, alerge
legislativo e o judiciário. Lá no
judiciário tem um um vários
desembargadores e vários
>> e vários eh e o presidente do do
Tribunal de Contas. Beleza? Então, os
três poderes do estado do Rio de
Janeiro, que você seria o poder
executivo e foi a sua esposa, foi
também.
[ __ ] será que você como governador de
98 a 2006, você não sabia quem era os
desembargadores vagabundos que tinham
lá?
>> Sabia?
>> Sabia?
>> Mas eu tinha poder para fazer o quê?
>> Tá bom, beleza. Então, primeira
resposta. Sabia que é a minha crença é
essa que todo mundo sabe. Será que você
não sabia qual os deputados também
vagabundo?
>> Sabia.
>> Tá bom. Claro.
>> Aí você tem a polícia civil, correto? Só
que a polícia civil vai trabalhar e não
vai ter ninguém
autorizando, né? Porque você vai fazer a
investigação, você precisa do Ministério
Público, você precisa do judiciário,
>> certo?
>> E aí não vai ter nenhum juiz autorizando
>> uma prisão contra o judiciário. Beleza,
continua. Fala mais.
>> Não, tô te ouvindo,
>> não. É, é, a estrutura é assim, não é
isso? Aí eu te pergunto, por que que
você na tua época não botou a tua
polícia civil e por que nenhum
governador bota a polícia civil para em
cima dos deputados e dos juízes? Por
quê? Porque o poder executivo não tem
poder e não consegue tirar a podridão
dos outros poderes. Isso trava de que
forma? E se trava num poder no Rio, não
dá para fazer.
Eu eu já sei o final da história, tá?
Mas eu preciso desenvolver o raciocínio
porque essa é a técnica, essa é a
teoria, né? Não dá para jogar pra
Brasília, não dá para vir de alguma
forma, não tem [ __ ] nenhum,
>> não tem ninguém, não tem ninguém homem
lá honesto para assinar uma decisão
dessa.
>> Acabei, eu acabei de falar com você
>> que eu fiz
centenas
de ações contra o Sérgio Cabral no Rio
de Janeiro, não andava nada. Só quando
eu fui com um carrinho de supermercado.
>> Mas minha pergunta quando você era
governador, quando você tinha máquina?
>> Então, quando eu fui com um carrinho de
supermercado na procuradoria geral da
República e dei entrada, aí a coisa veio
por cima.
Olha, o secretário de segurança do
Sérgio Cabral era o Beltram.
Eu vou te contar uma história aqui. Eu
já contei num outro podcast, mas não
tinha a sua audiência.
>> Conte, conte. Inclusive agradecer a
audiência aí, ó. Deixa o teu like. Temos
8.500 aparelhos conectados, então, e só
3.000 like, [ __ ] mano. Walter, tem um
chat aí que você pode escrever, mano.
Fala assim, rapaziada. [ __ ] mano
Walter, o queridinho do canal, deixa o
like. Tem 3.000, [ __ ] like só, mano.
Volta.
>> A gente tem que fazer uma pausa aqui e
pedir pra rapaziada deixar o like,
porque às vezes mesmo comentando a
galera não deixa.
>> Mas aí a pausa o convidado que é estrela
do negócio não fala, né? Então,
rapaziada, deixa o like aí. Vamos lá.
por favor, continue.
>> Então,
eu
>> pode contar tudo aqui de novo.
>> Quando eu preparei essa denúncia contra
o Cabral, o deputado Pisiani me ligou:
"Narotinho,
você topa uma última tentativa de
conversa com o Cabral?" Falei, seria até
bom para eu me despedir dele. Eu acho
que ele vai ser preso.
>> Que ano isso? Isso era 2000
16, talvez,
>> não, 2000,
>> tá?
>> 2009. Bom,
fui pra casa do Pisan, morava na Barra.
E a pouco desceu um helicóptero lá, era
o Cabral, ele veio, tinha um café na
mesa, ele e aí, tudo bem? Eu se tudo
bem, ó. Tô vendo aqui o negócio do
garotinho aqui. É um negócio complicado.
Tu vai acabar sobrando para muita gente
aí.
Se rapaz tá enganado. Ele entrou pra
política errada e tinha que ser polícia.
Pode investigar todo mundo, né? Mas dá
nada não. Aqui, ó. Ministério público
fui eu que nomei.
Procurador é meu. Claudinho. Chamava
Cláudio Lopes. E Claudinho, né? O
secretário de segurança é o Beltr, homem
da federal, [ __ ] Não passa nada lá que
a gente não saiba.
Olha, olha o atrevimento e a arrogância
do Sérgio Cabral. Bom, aí você chega no
judiciário, pô, ali o garotinho tá mal
porque ataca muito o judiciário, tal.
Então ele não tem esse parti aqui, não
vai andar nada.
Ué, cabral, se você acha que é isso, eu
perdi meu tempo de vir aqui, né? Mas tá
tudo bem. Escuta, te falar um negócio
contigo. Você não tem medo de morrer
não?
Eu falei: "Rapaz, não tem não.
Tem não. Ah, já combinou também com
Deus, né? Você é um cara combinou com
Deus. Você não vai morrer não, né?"
Falei: "Não, Cab, você perguntou se eu
tenho medo. Medo eu não tenho. Acho que
quem devia ter você, né?" Eu eu falei:
"É, eu pelo menos eu acho que eu vou
para um lugar melhor que você, porque se
não for assim também a vida não vale a
pena, né? Se você for pro mesmo lugar
que eu for, eu espero não encontrar
você. Fá, vamos fazer muda esse papo
negócio de Deus aqui, que Deus não tem
nada a ver com essa curola sua não. Ele
disse: "Olha, faz o que você quiser,
entra com o processo que você quiser,
agora espera a resposta
porque eu vou dar o troco." Tá bom. Deu
o seu troco. Tudo bem. Eu fiquei entre
entra e sai, entra e sai.
>> Mas qual é a intenção da conversa? Não,
o Pisci,
>> porque qual era a intenção da conversa?
Porque vamos lá,
>> o Pisani queria,
>> se eu entendi, posso? Se eu entendi,
>> [ __ ] todo mundo sabe quem é o Psiane,
né?
>> Então, o Pisciani com aquele papão dele
lá, aquela bochechona dele, não
conseguiu nem falar, cheio de poder,
mandando no Rio de Janeiro, não é toa
que o final, né, a operação que prende
ele, cadeia velha, né?
>> Uhum.
>> E aí prende todo
>> furna da onça. Tá bom. Então ali tava
reunido o Pisani, talvez um dos caras
mais poderosos poderosos do Rio de
Janeiro, Sérgio Cabral com todo esse
poder que você acabou de narrar e você
um outro cara muito poderoso no Rio de
Janeiro.
>> Não, eu não tava, não fui preso com ele,
não.
>> Não, calma, cara. Eu sei.
>> Tava reunido, né?
>> Falou, não, não. Tá reunido na casa do
P. Não, você tá falando da operação das
pessoas que foram presas.
>> Não, eu só tô Não, não, não, me perdoe,
não quero, não tô te botando aonde você
não tá, beleza? Tô te dizendo que você
se reuniu com esses dois atores.
>> Uhum.
>> Que faz parte da história recente desse
estado aqui. E eu tô contextualizando
quem são eles. Beleza? E agora eu tô
trazendo você pra conversa que você
também é um cara poderoso no Rio de
Janeiro. Certo. Ó, você
>> não
>> já fui.
>> É, é. Cobra sem veneno hoje.
>> É. Ah, não é não. Não é não, né? Você
sabe, né? Você sabe da tua força. Então
você aí com uma conversa, né? Onde tá
você, Pisane e o governador. O
governador chega de helicóptero, né?
Então imagina, imagina esse nível, né?
Tipo o filme do Aquaponey, né? Então,
[ __ ] um bom um bom iscre, um bom
charuto numa bela mansão.
Não, beleza. Mas o senhor tava lá, né?
E aí o encontro tinha qual qual
finalidade? Não,
>> o Pisani perguntou se haveria a
possibilidade de uma conversa com o
Cabral para ver se ele moderava os modos
dele. Porque eu disse pro Pani, Piscian,
olha, o Cabral extrapolou todos os
limites que eu já vi até hoje, naquela
época que o de hoje passou, né?
Mas pelo jeito, né, o cidadão chegou lá,
deu de ombro, achou que ele tava certo,
que devia dar nada e disse: "Não, é isso
mesmo. Vamos tocar em frente, você segue
sua vida, eu sigo a Bia, um abraço, foi
embora. Acabou".
>> Basicamente ele disse o seguinte:
"Irmão, não tenho medo. Você tem telhado
de vidro. Se você vier, eu vou para
dentro de você".
>> Não falou que eu tinha telhado de vidro.
Ele achou assim: "Bom,
se eu tenho na mão o MP, se eu tenho na
mão
a informação da polícia, o secretário de
polícia de segurança pública, não
existia secretário de polícia civil
militar, era segurança.
>> Eu sei,
>> o cara da segurança é da federal.
No judiciário, ele achava que nomeando o
que ele queria e fazendo favores,
>> ele achava, não, ele tinha certeza, né?
tal.
>> E é fato,
>> e é fato,
>> sim,
>> né,
>> que ele não ia acontecer nada com ele,
>> mas a casa caiu, né?
>> É. E aquele momento 2009 nós, a gente
estava pós-panericano,
pré-copa do mundo, pré-olimpíadas, o
Sérgio Cabral era totalmente alinhado
com um governo federal, Lula e o
Beltrame era de era o queridinho da
imprensa, gozava de um prestígio absurdo
e tava em implementação das utez.
>> Aliás, a imprensa não dava nada do que
eu falava. Hum.
>> Nada.
Só passou a acreditar quando eu comecei
no meu blog, bloginho, a publicar
aquelas imagens da farra dos
guardanapos, aqueles vídeos do Cabral
passeando em Mônaco, em Paris, com
aquele aquela farra, né, que eles
estavam junto com o Cavendis. Até hoje
ninguém sabe, nem vai saber como é que
eu consegui aquilo, porque mesmo outro
dia ligou para mim uma promotora:
"Escuta, esse vídeo que o senhor tá
divulgando aí é uma conversa de vídeo,
uma chamada de vídeo entre um traficante
e um e um
>> capitão
>> e um capitão.
>> Nós não temos tecnologia para isso. Ou
foi o capitão que ele deu, ou foi o
traficante. Sim,
>> eu falei: "Olha, eu vou nem responder a
senhora porque isso tá protocolado no
Ministério Público Estadual dia 11 de
novembro, no federal, dia 13 de
novembro, no Ministério da Justiça, dia
18 de novembro, em outros lugares da
Polícia Federal também. Por que não pode
ter sido de uma dessas instituições que
esses documentos vazaram para mim?" Ela:
"Ah, não." Falei: "Porque vocês se
acham,
>> mas quem protocolou?"
Não sei. Pergunta P. A denúncia que está
lá, ela tem uma inicial.
>> Hum.
>> Dessa inicial há toda uma,
vamos dizer assim, formulação
de uma tese de uma organização criminosa
da qual o prefeito de BFO Roxo é o
líder.
A pessoa protocolou e juntou como prova
áudio de uma conversa do capitão com o
Soró e com Doca.
>> Sim,
>> né? juntou um vídeo de 19 minutos
onde ele fala que ele tinha acertado com
o prefeito, que o secretário não mandava
nada, que a conversa com Canela era com
ele. Eu já cobrei isso do coronel
Menezes, porque dentro do batalhão e
dentro da prefeitura, o capitão
Alexandre tocava a banda.
>> Ele falou: "A voz é minha, padrinho".
>> Isso.
Expressão correta. E no final ele pede
a prisão
preventiva ou afastamento do prefeito,
né? E o afastamento ou a prisão do
capitão. O capitão foi afastado, mas
para mim é suficiente.
>> E para mim também. Inclusive ontem aqui
no React, toda segunda-feira tem um Fala
Glob React. Eu também quero cobrei o
Menezes aqui, né, ao vivo, porque é o
seguinte, eu quero saber
>> se quantos tem desse na PM, né? Então
assim,
>> não, e o pior que o Menezes não deu uma
resposta convincente a um a uma pergunta
que eu fiz a partir do que eu vi, porque
quando eu vi aquilo ali, eu recebi, né,
a pessoa me telefonou, pediu um encontro
pessoal comigo, ó, ó, está lá na minha
instituição, já faz algum tempo, eu tô
vendo que tão segurando porque tem
interferência política. Eu queria que
você divulgasse, porque se você divulgar
vai tornar público, vai ter uma pressão
para que a questão se resolva. Falei:
"Olha, eu vou fazer aqui uns testes de
inteligência artificial para também não
cair de ganha o filme, né? Hoje em dia o
cara pode criar fala, né? Pode criar
imagem, né? Depois que eu vi que era
tudo legal, eu botei no ar. Mas
>> por que que não foi pro ar tudo? Você
falou que tinha 19 minutos, só foi um
pedacinho.
>> Não foi um pedacinho porque era o que
interessava.
>> E o resto?
>> Porque o resto eles falando besteira ali
e tal, não tem não tem sentido criminal.
>> Tá bom,
>> né? Mas olha só
>> o que mostra uma intimidade, desculpa,
não perca o raciocínio, por favor.
>> 19 minutos é conversa que, pô, às vezes
eu não tenho com um grande amigo, pô. E
os caras finham porque eles fazem
negócio, eles são sociedade, né? Eu
quero chegar em dois pontos aqui. O
primeiro ponto,
o capitão Alessando,
afastado,
preso por envolvimento com o escritório
do crime,
voltou pra polícia, preso mais duas
vezes por espancamento da sua esposa,
uma em flagrante. Uma capitã passou e
viu ele batendo na esposa dele. Soco.
Publiquei a foto, ela até não gostou, me
xingou lá, mas eu di, olha, a foto é sua
e tá aí o BO, você registrou o boletim,
tá seu nome aí, né? E eu não vou me
sentir nem um pouco
eh feliz de não querer a
divulgação dessa foto, porque eu tô
denunciando um agressor de mulheres que
usa a farda da Polícia Militar.
Mas tudo bem, vamos aos dois pontos que
não me convenceram.
>> Com toda essa ficha, ele continuava na
polícia. Tá bem, vamos dizer que ele
tivesse lá um padrinho, mas através de
uma portaria, o coronel Menezes nomeou o
capitão Alessand fiscal
para testar as notas do programa de
implantação de câmeras de reconhecimento
facial.
esse programa no total R bilhões deais
esse capitão, né?
>> E isso foi em dezembro de 2025.
>> Muito bem. Então,
>> a pergunta que eu faço é: "E que eu fiz?
Ô, o senhor não meu um cara sabendo
disso tudo?
Qual foi a resposta do Benes?" "Ah, isso
veio lá de baixo. Eu nem vi essas coisas
assim. chega e eu vou assinando.
Como é que é isso? Um dia o coronel
Menezes, com todo respeito, né, pediu um
amigo meu para ter uma uma ligação
comigo para dizer: "Pô, o garotinho
botou minha foto com TH joias na capa lá
da da da página dele." Eu falei, "Dis
para ele que eu não sou fotógrafo não.
Eu não inventei aquela fotografia não.
Eu só botei porque ali tava. Afinal de
contas, é um fato jornalístico
o comandante da PM com um deputado
traficante entregando viatura. Aí não,
mas eu não sabia. Falei: "Coronel, olha
só, eu candidato não sou obrigado a
conhecer todos os traficantes, né? O
cara pode parar comigo na rua, me
abraçar e tirar uma foto comigo. Mas o
senhor é comandante da Polícia Militar,
tinha que ter alguém pelo menos da P2
para dizer: "Não, fica do lado desse
cara aí". Primeiro ponto, aí passa-se os
dias, ele vai agora em Rio das Ostras,
recebeu uma homenagem
Rio das Ostras, o vereador que entregou
a homenagem pro coronel Menez é o
candidato das facções criminosas da
cidade. Eu até liguei depois que eu vi
aquilo me mandaram a foto de lá, porque
eu tenho gente no estado inteiro que me
acompanha. Eu liguei pro prefeito da
cidade, Dr. Carlos Augusto. Ô Carlos
Augusto, como é que o senhor deixa o
coronel pagar um mico desse?
Porque o prefeito sabia.
Não é possível que o prefeito não
soubesse. O coronel podia até, vamos
dizer, lá em Rio das Ostras, ele era
obrigado a conhecer o vereador aqui, mas
tirou de novo. Aí ele vai fazer um
discurso
lá. Aí ele começa o discurso dele
agradecendo
a minha liderança,
deputado Thago Rangel.
Thiago Rangel é um deputado que é da
máfia dos combustíveis,
foi eh teve busca e apreensão na
operação
eh postos de Midas.
Teve posto lacrado por roubo na bomba.
é um deputado bandido
e o coronel chama de minha liderança.
Pera aí, não, não pode ser,
né? Pelo amor de Deus, né? E depois dia
o capitão Alessandr
aquele, ele diz: "Não, você sabe como é
que é, né? Isso foi coisa de gente lá
embaixo. Aquilo prepara a burocracia,
>> tá? Olha só, eu entendi todas as coisas
relacionado ao colonel Menezes.
Deixei você falar tranquilamente, tá? Aí
o Menezes te responda, responda aí sobre
os questionamentos.
>> Mas eu quero voltar pra estrutura.
>> Acho, não, eu eu acho até que em alguns
casos ele foi pressionado, né?
>> Então eu quero voltar para essa parte
porque olha só, o Menezes, alguém
colocou ele ali, beleza? Quem colocou
ele já não tá mais com ele. Ele foi
indicado pelo Barcel, mas na briga ele
ficou com o Cláudio.
>> Tá bom. Beleza. Então o a segurança
pública do Rio, o Barcelá tinha esse
poder. Isso é bem antigo. Inclusive
houve um movimento muito grande dentro
da Polícia Civil. Mudou o regulamento
interno da Polícia Civil para nomear o
Dr. Marcos Amim, né? E depois o Marcos
Amin foi para pro Detran e acha que por
último ele tava na na nafia de segurança
da Alerg, né? Então mostra que realmente
tem nexo tudo que você tá me dizendo
aqui. Isso são fatos públicos, nomeações
públicas. Beleza? Então
o Menezes foi e e o Felipe Curi e o
Vittor César, que é o secretário de
segurança pública, foram nomeado pelos
políticos. OK? Abaixo do Menezes tem o
comando da polícia, né? Tem todas a a
P1, P2, P3, P4, P5, tem a o CPA, os CPAs
e tem os comandantes do batalhão. Alguém
botou um um coronel lá para comandar o
39 e o o 39 alguém botou esse capitão lá
também. O meu ponto é o seguinte, irmão.
Porque se o que que eu acho que é muito
estratégico pro sistema, né, pra
estrutura, botar na conta do capitão ou
então botar na conta do Menezes, porque
é só um capitão e só um colonel. Não,
não acho não.
>> Tá bom. Aí
>> eu te falei que
é estrutura.
>> Tudo bem, mas assim, eh, é aquela fala
do Tropa de Elite, né? A estrutura, se
precisar cortar a mão e salvar o braço,
faz. O que que foi feito? Depois da
denúncia, 19 minutos, você trouxe, deu
publicidade numa parte crucial, ao seu
ver.
>> Não, tem publicidade, mas dentro do
inquérito tá tudo lá. Tudo bem,
perfeito. Então assim, lembra, ó, eu
preciso sempre é resumir aonde nós
estamos na conversa pra gente não se
perder, né? Lembrando que, como eu
disse, [ __ ] você é macaco velho e eu
sou pato novo. Tá bom? Então, lembra na
história de poder que eu falei que você
é um homem poderoso e a gente estava
naquela conversa com Pisiano e Sérgio
Cabral, tudo começou ali, aí você
desenvolveu, chegou no Menezes. Imagina
se eu não tô atento, eu já perdi tudo a
ideia e vou ficar falando do Menezes,
[ __ ] Beleza? E aí você com com a tu
com a tua influência dentro do Rio de
Janeiro, você teve acesso a coisas que
tava parada no Ministério Público e você
incomodou essa estrutura. Que que essa
estrutura fez? Cortou o capitão três
dias depois, demitindo ele num processo
que já tava engavetado lá um tempão. Por
que tava engavetado? Porque ele faz
parte da estrutura.
E aí coisas dele do escritório do crime
deu a demissão dele e aí deu para toda a
imprensa. A imprensa no Brasil não
entendo também o que que acontece. Na
verdade acho que dá para entender o que
acontece. Eles eles dão ali na bandeja a
foto do capitão. O capitão,
>> a imprensa faz parte do sistema.
>> Exato. Tá bom. Então
>> expliquei isso aqui no início.
>> Só que hoje o negócio é pulverizado e aí
tem o garotinho no blog, tem o Fala Glob
aqui no no YouTube e tem mais diversas
mídias, né? E por isso que aos poucos
dentro da ordem de prioridade eles vão
cobrando a conta de cada mídia dessa que
tá espalhando as coisas que porque perde
o controle. Perfeito. Porque são muitos,
né? Então a mídia eles conseguem
controlar. Tá bom? Aí cara, o capitão,
por favor, fazer uma pergunta,
>> tá? Lembrando que você que responde, tá?
Não,
>> eu faço a pergunta
colocando os atores que estavam
presentes naquele vídeo,
>> tá bom?
ou citados ou visualmente.
Soró, que aparecia
chefe do complexo de Bel, Doca, que é o
criminoso do Comando Vermelho em
liberdade.
>> Sim,
>> com maior poder hoje,
o capitão,
né?
Mas há outros nomes citados. Sim.
>> O nome citado o tempo inteiro é do
prefeito de Bel Forruxo
>> e o secretário Cristiano, né?
>> É o como diz o capit,
>> isso é um expressão que isso é um merda,
não manda nada,
>> né? Quem manda sou eu, né? Então, eu
quero saber,
poderia
acontecer alguma coisa em Belfo Roxo que
não estivesse sobre a orientação
do Canela?
Não. Então, não faz sentido. Porém, ó,
vou sempre ter que puxar a tua orelha,
tá bom?
>> Pode puxar à vontade,
>> pô. Mas quando eu te pergunto sobre a
época do teu governo e assim, o meu foco
não é metralhar você, o meu foco é só
ser mais honesto possível com os fatos,
tá bom?
>> Que que você vai, [ __ ] quando você era
governador,
>> e volto a dizer, a estrutura funciona, o
governador, ou se tiver loteado,
deputado que indica, aí tem um
secretário, tem um comandante de
polícia, tem as estruturas, né? P1, P2,
P3, P4, P5, tem o CPA e tem toda a
estrutura que vai descendo para baixo,
beleza?
que todo mundo é colocado ali
pontualmente para cumprir um objetivo e
tartaruga não sobe em árvore. Colocam
ela ali e é isso ponto. Então, se você
entende que o que o Canela como prefeito
nada disso estaria acontecendo, eu tenho
que inferir que no teu tempo e no tempo
de todos os governadores, o governador
tem a malícia e sabe que o seu
comandante de polícia e o cara do CPA e
o cara do BOP e o cara do choque e o
cara de todos os batalhões, quem são? E
sabe isso? Não, não, não sei como que
isso não é possível. por favor, só para
eu concluir. E sabe a sacanagem que rola
lá na ponta? Se rola dinheiro lá na
ponta, se eu sou o dono do jogo, eu que
nomeio, como é que essa [ __ ] vai ter
dinheiro lá embaixo ou não vai chegar
para mim? Me fala sobre isso. Fala de
você também, por favor.
>> Eu queria, eu queria lembrar que o
comandante da Polícia Militar,
no maior período do meu governo, foi o
coronel Wilton,
homem seríssimo, conhecido como onça
pintada. [ __ ] todos são
>> Não, ele não. Eles serviu na Amazônia,
>> [ __ ] Então agora sim, pô. Esse
>> bebeu água. Bebeu água.
>> É esse é esse não tem na polícia quem
levante a voz para falar dele,
>> tá?
>> O primeiro eu demiti, que foi o coronel
da Cruz. Hã,
>> logo no primeiro eh início do governo,
foi ele, eu senti que não tava legal,
tava um zoom zo um zoz zoom muito
grande. Quando eu vi aquele aquela
tragédia que ele proporcionou no ônibus
174, né, eu chamei ele para uma conversa
e fiz uma série de perguntas a ele. Como
todas as perguntas ele respondia, é,
aconteceu, né? Eu então disse: "Então tá
acontecido, o senhor tá demitido, né?"
Então assim, eh, é mais fácil o prefeito
da cidade que tá próximo
saber do que o governador. O governador
sabe de muita coisa,
>> hum,
>> mas não sabe de tudo,
>> [ __ ] Não sabe que que que em Belfroso
tem um batalhão. Vou usar o Belfroscho
como exemplo, tá? Mas isso se replica
para todo o estado,
>> beleza? Isso se replica em São Paulo,
porque lá em São Paulo a polícia civil
pega dinheiro também, o batalhão pega
dinheiro, a secretaria de segurança pega
dinheiro. Minha pergunta é o seguinte,
aqui dentro quem manda sou eu, na
verdade é o Mano Walter, mas o nome do
canal é meu. Então vamos dizer aqui,
aqui dentro quem manda sou eu. O Mano
Walter tá fazendo um esquema ali junto
com o editor, tá pegando dinheiro. Eu
que botei o mano Walter. Aí eu gosto de
dinheiro, eu tenho que fazer campanha,
eu tenho a máquina pública, eu tenho o
orçamento, mano. Volto ficar rico e não
chega nada para mim. É assim que
funciona? Não, por favor.
>> Eu só quero saber o seguinte,
>> hã,
>> qual é a evolução patrimonial que eu
tive desde o início da minha vida
pública?
>> Olha, e assim, eu eu não não sei, não
posso te responder isso. De fato, existe
o sinal externo de riqueza, né? As
pessoas o dinheiro não se esconde,
entendeu? Vamos lá. Eu sou servidor
público, servidor público federal.
Beleza? Só que eu também tenho aqui a
minha renda que vem do canal, beleza? Eu
morava em Sãoala na quebrada. Eu
ganhava, eu ganhava um salário de R$
7.000. Com R$ 7.000 tu faz o quê?
Praticamente nada. Só que aí eu passei
num outro concurso muito melhor. A minha
vida melhorou, aí eu fui morar num
lugarzinho melhor.
>> Sim.
>> Aí a minha margem do consignado
aumentou. Aí que que eu fiz?
>> Mas não dá para comprar posto de
gasolina.
>> Deixa eu chegar lá. em Mangaratiba.
>> Me dá só, me dá
>> só 30 segundos, hein? Só 30 segundos. Eu
concluo. Aí eu peguei um consignado, pô,
e com mais dinheiro nós fomos, pô, né?
Fazendo o os investimentos num canal.
Perfeito.
Hoje eu sou eu tenho um canal, né? Sou
dono do canal, sou sócio num canal que
faz parte de dos maiores canais do
Brasil. Eu tenho patrocinador. Beleza?
Inclusive eu tenho, [ __ ] um grande
patrocinador que, volto a dizer, mano,
Walter, me aprovou em vários concursos,
né?
>> Inclusive me aprovou num mega concurso
que eh você vai acessar aqui, cara, e
você vai ter o melhor material. para
você passar aí num concurso e hora que
eu sou bem limitado, minha língua presa,
eu tenho quinta série fraca, eu vim lá
de São Gonçalo da Pobreza e eu passei em
mega concurso, vários.
>> Gluber, só um recado pra rapaziada que
acessar o QR code ou o link aqui do que
tá fixo na descrição, eu vou jogar aqui
na tela. A galera vai poder descobrir o
concurso da região dela. Você tá vendo
ali, ó?
>> Sensacional, cara. E aí, ó, a gente tá
aqui no Rio de Janeiro, a gente vai
clicando aí, ó. Ó lá. Fiz besteira lá.
>> Não, mano. Val, aí não seria você. Vai,
mano Valter. Continua tu consegue. Olha,
vários concursos na região, nos
municípios. Maravilhoso, cara. O
estratégia, meu irmão, volta aqui
comigo. Então, você vai acessar esse QR
code aqui e você vai descobrir, cara, o
concurso que tem. Mas por que que eu tô
falando isso, garotinha? Me permita.
E quando você vai ganhando dinheiro,
você vai tendo mais conforto, você tem
mais acesso. Hoje, inclusive, quem me
ataca, quem me ataca, eu não sou contra
ninguém ter dinheiro, honestamente.
>> Agora, um deputado
que assume e declara
no seu registro de candidatura que ele
tem
R$ 285.000,
R$ 1.000.
Vou dar o nome, deputado Paul Belo,
>> tá?
>> E daqui a pouco eu recebo um vídeo de um
drone filmando
uma fazenda, uma propriedade
onde tá sendo construída três casas,
baias para cavalo, avaliada em R$ 3
milhões deais.
>> Sim.
>> Olha, se ele ganhar R$ 27.000 R$ 1000
todo mês e não gastar nada,
nem somando os 4 anos dá para ele
comprar. Como é que você explica isso?
>> Eu eu explico. E aí, olha só, que que
acontece? O dinheiro não tem como
esconder. E assim, eu eu tô usando o meu
caso até para me dar oportunidade, que
eu preciso conversar com a minha
audiência. Talvez você não tenha não não
esteja entendendo muito, mas quando você
é um servidor público, você consegue
melhorar de vida, mas é vida pouquinha.
Quando você tem uma estrutura
empresarial, quando você tem, [ __ ] sei
lá, uma família que pode te dar um
suporte, você não consegue esconder esse
dinheiro. Tanto é que quem olha pro meu
estúdio hoje vê um mega estúdio. É
bonito, garotinho. Fala aí.
>> Muito bom.
>> Muito bom, né? Um estúdio muito bom.
Melhoramos a câmera, tudo isso. E quem
me ataca? vai querer atacar o quê? O
CNPJ do canal dizendo que eu faturo. Só
que é o seguinte, o meu faturamento tá
aqui, ó. Estratégia concurso tem quantas
pessoas? Tem 9300 pessoas. É natural que
eu apresente um um sinal exterior de
riqueza? É natural, pô. É, mas você
>> é isso, o raciocínio é esse. Eu tô
legalmente trabalhando com tudo nota com
todo o imposto pagando no empleada que
eu acreditei, que eu dediquei meu tempo.
Ontem eu gravei até 3 da manhã. Aí,
[ __ ] eu tô nem aí pros ataques porque
é muito simples para mim. Beleza,
paramos aqui. Qualquer servidor público
do melhor concurso que for, que o meu
concurso é um excelente concurso, o
camarada é o mero servidor público. Com
40.000, 1000 com 27.000, ele tem uma
posição privilegiada na sociedade. E eu
até peço perdão para todo brasileiro que
eu disse 7.000 não dá para nada na
realidade do Brasil. E eu sei o que que
não é nada, porque eu vim do nada,
entendeu? Eu vim do nada. Eu cheguei em
7.000 E depois eu aumentei minha
situação estudando. Por isso que eu
acredito que é possível cada um mudar
sua realidade. As pessoas ficam
esperando um milagre, uma mega cena,
alguma coisa da vida do governo e você
pode mudar sua realidade.
>> Mas você está justificando
>> hã a sua riqueza.
>> E perfeito. O que que acontece com os
políticos? Ó, desembargador.
Desembargador pode ganhar 100.000 por
mês, mas 100.000 por mês não dá para ter
uma cobertura em Panema. Não, não dá
para ter, não dá para ter um mega
apartamento de frente pro aterro com
praia, com isso, no Lebl em Panema, não
dá. Aí minha pergunta para você, você
citou o Pbel? O Pbel é mais um no meio
de monte, né?
>> Não citei o dele porque eu fiz essa
semana,
>> tá? O que eu quero dizer, cara, é que
não tem como esconder o dinheiro e você
disse que você é um homem simples, que
você não tem riqueza. Eu não posso
garantir isso. Talvez eh os seus
adversários possam, né?
>> Olha, eu quero dizer a você o seguinte.
Hum.
>> Eu enfrentei o sistema. O sistema
revirou a minha vida, botou em cima de
mim Receita Federal, Polícia Federal,
botou em cima de mim a polícia do
estado.
E o que que acharam?
Então, cara, aí o que que acharam? Vamos
falar disso, então. Aí são quatro
operações diferentes, né? [ __ ] eu não
posso, eu tenho que ficar ligado, senão
não perco o raciocínio, cara. Mas o que
acharam, o que achar seu, eu acho que é
muito natural em toda a política, né? A
operação do cheque lá é um benefício
social que eles amarraram isso a voto.
Beleza? Eu acredito que tu fez isso.
Acredito.
>> Não fiz não.
>> Não, honestamente acredito. Sabe por que
eu acredito? Por quê? Ó, o que você faz,
cara? Eu não tinha necessidade de fazer
isso. Eu sou o criador do cheque
cidadão. O cheque cidadão, ele é
precursor do Bolsa Família. Eu
compreendo.
>> Antes de existir Bolsa Família, eu já
tinha criado cheque cidadão. Isso aí foi
um promotor
>> da cidade.
>> Compreendo, compreendo tudo isso.
>> Ligado ao promotor aqui do Rio que
entrou em cana, porque eu denunciei
>> para se vingar de mim.
>> Compreendo. Ó, eu compreendo e eu vou te
honrar aonde eu entendo que eu tenho que
te honrar.
você fazendo os benefícios sociais, você
é talvez, né, um cara com a sua base,
né, social, PT, PDT, e depois você
começou a comprar a briga com essa
estrutura política, né? E aí você
>> Eu comprei a briga porque o PT se
corrompeu.
Eu em 1998,
a chapa foi Garotinho Benedita Lula
Brizola. Sei disso.
>> Eu coordenei a campanha, então eu
conheci o PT por dentro.
>> E toda cúpula petista ficou rica,
>> aderiu ao patrimonialismo.
Patrimonialismo, gente, não é ter
patrimônio, não é usar dinheiro público
para fazer patrimônio. Você tava falando
aí com o dinheiro público que você ganha
não dá, mas você corre atrás do dinheiro
privado. Você tem o seu negócio, isso é
lícito. Você tem como justificar?
>> Isso sim. né? Agora o cara quando usa o
dinheiro do velhinho, o dinheiro do
petrolão, outro dia um amigo meu
encontrou comigo, pô, não tô te
entendendo. Você tá atacando o P, não tô
atacando ninguém, eu só quero te fazer
uma pergunta. Você acha que o Palócio
não roubou?
Não, se você acha que o Paló devolveu
quase R$ 100 milhões de reais, [ __ ]
>> que ele não roubou, você devia pedir ao
papa para nome santo,
>> porque é um cara que devolve um dinheiro
que não roubou. Sim.
>> Hã,
>> perfeito. Mas o que eu quero te dizer é
o seguinte, porque que eu acredito todas
as denúncias, eu acredito que você fez
de fato, só que eu acredito que é uma
dinâmica dessa política, porque o que
você fez, e eu tava tentando
desenvolver, o seu erro foi disputar a
eleição em 2022 contra o Lula. Por quê?
>> 2002. 2002, perdão. Isso, 2002, porque
você não tava na posição de ganhar
aquele destaque e tomar a máquina para
você, porque tinha que ser o Lula. Só
que aí você tinha aqui no no Rio
restaurante popular,
o cheque social que você botou no
governo, cheque cidadão,
>> cheque cidadão e
>> farmácia popular.
>> Farmácia popular. Aí o Lula chega no
poder e ele implanta diversas medidas,
né, que nós chamamos de certa forma de
populista.
E ele desenvolve tudo isso que você
certamente faria no governo federal
também. Agora você
>> faria de forma transitória,
>> tudo bem, perfeito.
>> E com fiscalização,
porque hoje o dinheiro é entregue na mão
da pessoa. Na minha época não.
>> Ele não podia comprar bebida,
>> ele não podia comprar um monte de coisa
que se compra hoje com o dinheiro do
bolsa para
>> quando você dá o cheque cheque cidadão,
quando você dá o cheque cidadão, você
tem um cadastro da pessoa, pô. você tem
quem recebe, onde mora, qual o CPF, tudo
isso. E os políticos que tm a máquina
pública, que que ele vai fazer? Ele vai
ter um cadastro. Ele vai contar que
aquelas pessoas vão ter gratidão, [ __ ]
e vão devolver em voto. Isso é política
pública. É.
>> Agora, a denúncia sobre você não fala de
fato assim, eh, que você, [ __ ] pegou,
não pagou as pessoas, tinham pessoas
fantasmas e tu botou o dinheiro no
bolso. Fala o quê? que você fez aquilo
ali como forma de ganhar voto. E eu
acredito que você fez como forma de
ganhar voto. Se você nosso candidato
perdeu,
>> é porque não foi o suficiente. Da mesma
forma, olha aqui, da mesma forma o Lula,
quantos beneficiários tem do Bolsa
Família?
>> 30 milhões.
>> 30 milhões. Eu já ouvi mais, né? Não,
50.
>> 30 milhões. Tá na conta do PT que esses
números é potencial voto. É óbvio que tá
na conta do PT. Então, todo benefício
social, a outra denúncia que tu foi
preso, 3 milhões usando na campanha,
[ __ ] eu eu tenho como, eu vou falar,
eu vou achar que essa [ __ ] é
perseguição, não vou, garotinho, [ __ ]
não cola, né? O que que eu acho? Você
foi preso sim por perseguição, porque
você operou a máquina igual todo mundo,
só que a perseguição cantou para você,
mas não cantou pros outros. Mas você
pode ter operado a máquina igual todo
mundo.
>> A denúncia não é essa, não.
>> Não é não. Não é 3 milhões na campanha.
Não, a denúncia é que eu teria recebido
>> dinheiro que não foi contabilizado na
>> campanha
>> na campanha. Foi usado na campanha,
>> mas não foi contabilizado na campanha.
>> Isso acontece de milhão no Brasil, em
todos os municípios, todos os estados.
>> Mas não foi verdade. Por quê? Porque
havia uma doação feita pelo partido,
doação do diretório nacional para o
diretório estadual. Perfeito.
>> Aí o diretório estadual contabilizou,
não poderia contabilizar a segunda vez.
>> Aí você mexendo nos caras, os caras
falam assim: "Calma aí, puxa a gaveta
aqui, abre a caixa de ferramenta". Ih,
garotinho L boy, tem 3 milhões aqui que
não tá registrado. Aí os caras, ó, toma.
É assim que é o jogo, certo? Mas assim,
quando você fala que foi perseguido
porque você denunciou, dá a entender que
e assim, cara, honestamente, pelos fatos
que eu vi, eu até acredito que, [ __ ]
realmente foi uma retaliação, foi uma
[ __ ] uma covardia. Da mesma forma,
irmão, quem acredita no Bolsonaro pensa
isso, quem acredita no Lula pensa isso.
O que que vai contar a favor do
Bolsonaro e até mesmo seu favor? Que não
tem escancarado igual tem os esquemas do
Lula, [ __ ] Igual tem os esquemas do
PT, igual tem TH Joias, igual tem
Barcelar, igual tem, [ __ ] supostamente
Cláudio Castro, porque ali você tem
conexão, você tem print, você tem áudio,
você tem umas coisas que dá uma robustez
maior. Agora, [ __ ] também a gente não
pode se vestir de madre, [ __ ] Tem que
táar, né? Casa da
>> [ __ ]
>> da do cheque cidadão é pior,
>> porque como não tinha nenhuma
testemunha,
o juiz partiu do princípio da teoria do
domínio do fato.
Eu não fiz, mas eu sabia que aquilo
estava sendo feito.
>> E ô, ô, garotinho,
>> vergonha. Mas olha só, uma coisa que eu
tenho como obrigação com a minha
audiência é pegar esses ganchos assim e
e provocar de forma respeitosa, cordial,
né, com sorriso no rosto. Mas eu tenho
que fazer isso. Claro.
>> Que que você acabou de falar do Canela,
prefeito de BF, que ele tem um domínio
do fato que ele é prefeito. Por que que
você não no governo do estado?
>> Não, não tô dizendo que não. Eu tô
dizendo que o que eu sabia,
>> então tá certo. Então não foi
perseguição. Aí acabou de falar,
>> ó. O que eu sabia, eu tomei providência.
Quando eu era governador,
>> se eu soubesse de alguma coisa
irregular, eu tomava providência.
>> E só fazer uma correção, a questão do
cheque foi em Campos, né? Não foi na
época do governo, era governo da sua
esposa,
>> 2009.
>> Nada, nada de acusação que tem contra
mim é no governo do estado. Tudo é na
prefeitura de Campos.
>> Sim, sim.
>> Não tem nenhuma acusação de desvio de
dinheiro do estado não.
>> Sua esposa foi presa também por conta
disso.
>> Uma semana. Por que que você foi preso
se ela que era prefeita? Porque você era
o secretário de casa civil lá.
>> Não, eu era secretário de governo.
>> Sim.
>> Não era nem secretário dessa área de
ação social.
>> E por que você foi preso?
>> Política.
>> Tudo bem. Tá.
>> Foi. Não tinha outra justificativa
porque ela foi presa depois de mim.
>> Eles achavam que me prendendo iam me
parar. Não parei. Então disseram: "Ó, só
tem um jeito. Prende a mulher dele que
ele não vai aguentar".
É isso.
>> Tá tudo bem, mas eh botão,
>> como viram que eu não parei, aí me
bateram dentro do presídio. Tá aí a
prova. Disseram que era mentira. A Globo
disse que era mentira. Tá lá o exame das
câmeras, tudo certinho, tudo provado.
>> Não, tudo bem. Assim, para mim é muito
importante que a gente tenha uma
conversa mais honesta possível,
>> certo? Então assim, fiz a a ponderação
aqui sobre a questão do cheque. Dei
minha opinião para você, mesmo que isso,
[ __ ] seja desconfortável, mas assim,
acredito sim que você, sua esposa e
vários prefeitos do Brasil, todo mundo
faz uma política pública e pega o
cadastro do cara e faz a conta do voto.
Agora, você botou arma em alguém, tu
mandou votar, você criou um fantasma e
pegou o dinheiro e botou no bolso. Não
tem isso na denúncia, não tem isso no
processo. Eu também não vou inferir. e e
ser e fazer uma relação aqui contigo.
>> Não, mas eu queria falar sobre canela.
>> Isso. Volta lá no Canela, porque você
questionou, ó, você questionou que você
não tinha um domínio do fato e e essa
foi a tese jurídica. E agora como
denunciante ou como, sei lá, como
investigador, repórter, você tá dizendo
que o Canela tem.
>> Olha só.
>> E eu não tô definendo Canela. Eu até
acredito que ele tem também, igual eu
acredito que você tinha.
>> Vamos lá.
>> Tá.
O
Canela, ao invés de se defender
da notícia que eu trouxe, ele começa a
me atacar.
Não fui eu o autor da denúncia contra
ele.
>> Atacar no privado ou ou ou
midiaticamente?
>> Não, não, midiaticamente.
>> Ah, porque o garotinho tá amando do
Vaguinho que não sei o quê. Um monte de
bobagem.
>> Ele, ele é o opositor do Vaguinho,
Canela. Tá.
>> É aí. Eu disse: "Ah, é, né, Canela? Tá
certo. O cara vai entregar uma carta
para você te ofendendo."
>> Uhum.
>> Aí você bate no carteiro.
Entendo.
>> Eu, na verdade, fui porta-voz de uma
pessoa
da área, eh, vamos dizer assim,
do setor de justiça, né? que indignada
com aquele acontecimento, fez aquele
material chegar à minhas mãos e eu dei
publicidade para que apurasse. Mas o
Canela não quis. Então eu disse: "É isso
que você quer, Canela?" Então agora é
comigo.
Eu tô protocolando esta semana.
Aí sim, Anthony Garotinho em pessoa
uma denúncia por enriquecimento ilícito
do Canela.
O Canela tem vários laranjas
e esses laranjas possuem mais de 70
postos de gasolina.
70.
Lá tem o nome do posto, o nome do
laranja
e tem CNPJ, tudo certinho, endereço,
tudo montadinho. Então o seu Canela vai
ter que explicar ao Ministério Público
como é que ele conseguiu comprar,
né, esses 70 postos através de um outro
cidadão lá da sua terra chamado Hugo
Canelão.
São Gonçalo.
>> São Gonçalo foi candidato a vereador. É
cabo eleitoral de de canela.
>> Conhece o Hugo Canelão, mano?
>> Não,
>> pois é. O Hugo Canelão, o irmão dele,
>> administra dois pátios com reboque, um
na Baixada Fluminense e outro em
Niterói.
>> Tá,
>> mas o verdadeiro dono é o seu Canela.
as lojas de conveniência de alguns
postos do Canela. Você sabe quem é o
dono?
O Dr. Mim.
>> O delegado
>> é
>> fala de novo.
>> O dono das lojas de conveniência de
alguns postos é o doutor Amim.
>> Tá
>> legal.
>> Mas no nome dele?
>> No nome dele,
>> tá?
nome dele, né? Eu não sei se delegado
pode ter, se não pode ter, mas eu sei
que foi o cara que ele indicou primeiro
pra polícia e depois pro Detran.
>> Bom, o delegado pode ter, ele só não
pode ser o administrador das lojas.
Provavelmente ele não é igual qualquer
outro servidor público.
>> Mas a pergunta é, se ele botou no nome
dele, ele deve ter como comprovar, né?
Ou não, porque se eu usava um laranja ou
não, não sei.
>> E não tô aqui, não sou advogado dele, só
tô seguindo a tua lógica. Eu só tô te
dizendo o seguinte, a briga não era
comigo.
>> Hum.
>> Mas ele provocou um cara que
conhece
investigação. Eu sou um cara que eu
sento na na mesa ali para um monte de
papel na frente e vou pegando pista.
>> Uhum.
>> E eu vou dizer uma coisa para você.
O que eu vou apresentar
além disso que eu te falei, que eu não
quero adiantar o resto aqui não, porque
ele pode tentar aí, ainda tem tempo, né?
Porque eu tô terminando a o arcabolso
jurídico e probatório.
O que eu vou apresentar,
ele vai sair corrido de Belfroxo.
>> Não só ele, pelo visto, né? Porque vai
respingar em muita gente.
>> Vai. Na polícia civil, por exemplo, a
maioria dos laranjas dele são delegados
de polícia,
investigadores.
Como é que faz? Eu tô dizendo aqui para
você, primeira mão,
>> bomba.
>> Primeira mão.
>> Hã,
>> tá. Eu tinha dito que eu ia fazer, mas
não disse qual era, vamos dizer assim, o
material,
>> né? Então, o primeiro material é esse.
Agora não, só tem esse não.
>> Fala mais.
>> Não, calma.
>> Fala mais.
>> Calma.
>> Fala, garotinho.
Eu não sei se eu quero ouvir também, né?
Porque aí, cara, [ __ ] vai que respinga
para mim. Tu tá esparrando aí pros
outros caras, ó. Mas vamos lá,
garotinho.
>> Meu irmão, olha só,
>> você tá falando que
>> o governador Cláudio Castro entrou na
justiça contra mim.
>> Argumentando o quê? argumentando uma
matéria que eu fiz e pus a foto dele.
E o título era: "O Rio tem uma nova
rainha das quentinhas."
>> Tá? Minha advogada foi lá, primeira
audiência é conciliação.
Eu disse: "Não, diz ao senhor juiz que
eu quero provar juízo. Exceção da
verdade
>> que seria, explica pra nossa audiência.
>> Exceção da verdade.
>> Você quer provar no juízo.
>> Você quer provar aquilo que você disse?
>> Tá.
>> Desistiu
Canela. Quando eu falei que ele tinha
ligação com a milícia de Belfro, ele me
processou
>> lá atrás.
Eu publiquei a carta dele desistindo
também.
Agora, mais recentemente o Eduardo Pais,
eu fui num podcast,
>> tá?
>> Aí o rapaz
>> quer outro café?
>> Não, quero mais uma água.
>> Água. OK. O rapaz me perguntou, escuta,
daquela denúncia toda que você fez,
praticamente o único político que não
caiu foi o Eduardo Pais.
Por quê?
Eu falou: "Olha, porque o Eduardo Pais
tem um irmão que é banqueiro e o esquema
dele funcionava por dentro
>> do BTG". É, mas ocorre que investigando
os papéis do Panamá Papers, que foi um
escândalo internacional,
eu recebi
a relação dos políticos brasileiros que
abriram conta nos bancos do Panamá
e lá estava o seu Valmar Pais
com duas contas com 4 milhões de dólares
cada um.
Bom, aí isso foi lá atrás, foi agora
não. Aí o Eduardo Pais naquela época não
falou nada, ficou quieto. Agora, quando
eu repeti, ele entrou na justiça contra
mim,
dizendo que não, que tudo foi apurado à
época da denúncia e ficou comprovado que
o pai dele declarou as contas do imposto
de renda. Declarou depois da minha
denúncia.
Depois que eu denunciei,
o pai dele declarou. Agora eu pergunto,
o cara tem um irmão que é sócio diretor
do BTG e vai botar conta no Panamá para
quê?
Prestigiar seu filho dele, né? Ou seu
Valmar.
Então,
>> mas pode ser a a conta de qual banco?
Mega do BTG lá no Panamá. Não,
>> não. Aberta pela MSAC Fonseca, a maior
lavanderia de dinheiro do mundo. Esse
escândalo que pegou políticos do planeta
todo chamado Panamá Papers. Eram os
papéis do Panamá. Panamá é um paraíso
fiscal que funciona assim. Você tem
4 5 milhões de dólares.
>> Ô glória. Receba.
>> Aí você vai receb
>> contrata
>> a Moss Fonseca. Ela
vai levar você a um banco.
>> Sim.
>> Chega lá no banco, eles abrem a sua
conta, pegam um panamenho. Tem que ser
um panamenho. No caso dele era um
jardineiro.
>> Hum.
>> Esse jardineiro passa todos os poderes
uma procuração para você que é o dono do
dinheiro. Isso é registrado em cartório,
no Panamá, mas a conta fica no nome do
cara,
>> tá? Se você procurar, você não vai achar
a conta.
>> Sim.
>> A menos que você tenha a procuração.
>> Sim.
>> O escândalo do Panama Paper foi que as
procurações foram divulgadas e ficaram
sabendo os verdadeiros donos do
dinheiro.
>> Sim,
>> né? Então é assim que funciona no
>> E como é que o dinheiro chega lá?
>> Ué,
>> vamos lá, fala mais.
>> É por dentro do sistema.
Não, ninguém vai levar num avião ou numa
mala 4 milhões para esse dinheiro chegar
lá. É dinheiro de transferência de banco
para banco.
>> Tá, mas aí não fica o registro aqui,
Banco Central e etc.
>> Deveria
>> ficar, mas não fica. ou como no caso do
Ban Estado,
>> hum,
>> que foi a famosa, o primeiro grande
escândalo financeiro do país, os
registros eram feitos e imediatamente
apagados.
>> Hum.
>> Né? Foi o primeiro grande escândalo, mas
só que envolvia a Xuxa,
envolvia eh vários artistas, políticos,
a família Marinho, né? grandes nomes do
futebol, abafaram tudo. Então, o sistema
financeiro não é inocente.
Por exemplo, nós estamos agora vivendo o
escândalo do Banco Master.
>> Perfeito. Fale mais.
>> Deixa eu te falar.
O Banco Master emitiu 40 bilhões de
títulos podres. Quem vendeu
XP?
>> Os bancos. Sim,
>> 26 bilhões.
BTG quase 7 bilhões e o Nubank 2
bilhões. Agora os donos desses bancos
querem jogar tudo na conta do Vorcaro.
Você foi lá no na XP ou foi lá no BTG e
perguntou: "Tem um investimento bom aí?"
O cara dis: "Ó, tem um título aqui do
Master. Você tá num banco,
o banco no mínimo tem que te dar
garantia do que ele tá vendendo.
Aí agora eles querem livrar a cara de
todo mundo e empurrar só no Vcáo. Pera
aí, o Vorcar é 71 há muito tempo. Todo
mundo já sabe.
Quando você vendeu, você devia ter um
mínimo de responsabilidade e saber que
aquele título não era confiável. Tá, mas
olha aqui, eu eu não não por defesa,
para deixar o nosso papo mais honesto
possível, todos os títulos tem o a
classificação de risco.
>> Sim.
>> E aí no exemplo que você tá me trazendo
a XP, mano Valter, Mano Walter ganha
dinheiro, pô. Mano Valter vai comprar um
títulozinho ali de renda fixa, um CDB.
Sim.
>> Aí, Manra lá na XP, em qualquer outra
corretora dessa, mas já que você situa a
XP e ele olha lá, pô, banco BMG tá
pagando tanto, banco BTG tá pagando
tanto, Banco Master, Banco Master tá
pagando. Tô dando exemplo. Mas olha só,
o banco vendeu o título do master,
>> não?
Então ele é responsável solidário. A
briga que tá dando toda é que os bancos
que venderam querem que só o emissor
pague. Eu vou te contar um um dos casos
em voga,
>> o caso da dona Priscila. Você sabe quem
é dona Priscila?
>> Talvez você nunca tenha ouvido falar.
Fala
>> você nunca ouviu falar nela.
>> Fala o sobrenome.
>> Não, nem sei quem é dona Priscila. Eu
vou te contar a história da dona
Priscila.
>> Casada. É casada?
>> Não sei também. Hã,
>> eu sei que a dona Priscila eh apareceu e
o Banco Master emitiu, no nome de dona
Priscila, 1.ão700
milhões deais.
>> Ô, Priscila.
>> Então, dona Priscila devia ser uma
mulher muito rica. Então, a Polícia
Federal foi procurar a dona Priscila.
>> Hum.
>> E encontrou a dona Priscila como
atendente da padaria da vovó.
>> Oh, meu Deus.
>> Ganhando R$486.
Isso é distribuição de renda, [ __ ] É
porque igualdade, né?
>> Aí os títulos
>> que o Banco Master entregou ao BRB,
>> tá?
>> Eram títulos da Priscila. A Priscila
nunca tinha visto o título da vida dela.
>> E tá atendendo lá no DF, lá numa padaria
lá no DF.
>> A padaria da vovó
>> em Brasília.
>> Em Brasília. A dona Priscila.
>> Vamos atrás de Priscila, pô. Ô Priscila,
vamos bater um papo aí. Explica esse
negócio. Vamos lá.
>> Não, rapaz.
Vamos lá.
>> Aí eu te pergunto,
o banco, o Banco Master fez a maior
safadeza, mas esses títulos foram
vendidos pelos outros.
>> Então, cara,
>> e a responsabilidade tem que ser dos
dois. Eu vou te fazer uma pergunta. Olha
só, você é um repórter inteligente, mas
nem precisa ser tanto inteligente para
>> entender o raciocínio que eu vou
desenvolver ag.
>> É nessa que eu entro. Eu não sou no
inteligente. Eu entro no que nem é tão
inteligente, dá para entender. Fala.
Olha só,
o André Esteves,
>> sim,
>> antes do BRB tentar comprar o master,
ele quis comprar, ele fez a famosa do
Diligence
e chegou à conclusão que era uma furada.
Ofereceu pro Vcar R$ 1 e assumir as
dívidas.
Não vou, não quero assim, eu não quero.
Bem, aí quando estoura o escândalo,
avisaram para ele, ó, nós vendemos 7 B
desse título aí, nós vamos ter que pagar
3 B devolver a comissão.
Sem contar que alguém que comprou com a
gente pode querer responsabilizar a
gente. Aí ele vai e começa.
Eu sei que tem lá o contrato da mulher
do Alexandre de Moraes. Eu vi quando fiz
a diligência.
>> Hum.
>> Aí a pressionar aí daqui a pouco ele
solta. Ó, o Ricardo Lewandovski tinha um
contrato também de 250.000 por mês, 2
anos. Vê quanto dá.
O Guido Mântega tava ali no conselho,
ganhava 1 milhão por mês.
>> Ô louco,
>> o André Esteves está
jogando
todo mundo contra o VCAB para levar a
cara dele, só que chegou no limite do
limite, porque aí o governo agora
começou a dizer: "Vem cá, esse cara quer
sabotar o governo?"
Porque ele sabia disso. Ele não teria
falado nada disso se ao invés de uma
liquidação fosse feita uma intervenção,
porque na intervenção o governo tem que
botar dinheiro.
Tá? Mas você me disse no nosso papo
agora a pouco que a cabeça do sistema
são os bancos. Aí você citou as famílias
de Itaú, Bradesco.
>> Elas são contra o Vorcáo.
>> Perfeito. Então
>> elas querem excluir o VCAR. É isso que
eu quero explicar.
>> Só que o sistema tá brigando com o
sistema.
>> E exato.
>> Porque o Vcário malandramente pegou a
outra parte do sistema e botou para
advogar para ele.
>> Entendo.
>> E ele corrompeu a outra parte que são os
políticos que ele financiava a campanha.
Então, como é que tá hoje? A parte de
cima com a mídia que obedece a parte de
cima. Pau não vcaram. Os políticos e a
Suprema Corte defendendo o Vcá. crise.
>> Uhum.
>> Porque é sistema na parte de cima
>> se autodefendendo, né? Porque o Vocário
>> não se autodefendendo
>> não, porque o Vocário comprou eles, né?
Então, [ __ ] como que vai ficar 5
milhões do Lewandowski, 1 milhão mensal
do Manteiga,
>> 120 120 quanto da mulher do Mora?
>> Exatamente. Então, por autoproteção,
como eles estão eles agora,
>> esse é o problema.
>> Só que o sistema, a cabeça do sistema
pressionou o Bassen. Que que o Bassen
fez? botou para expulsar o o master, né,
o vocário do do sistema.
>> Esse é o problema. Desde a proclamação
da República,
>> a não sou monarquista, não, mas mas eu
tô tendo aqui uma visão
>> ao longo da história.
>> Perfeito.
>> As instituições que foram criadas para
defender o povo, elas foram corrompidas
e hoje elas têm que se defender do povo.
>> Sim.
É o Supremo que tem que se defender do
povo. É o STJ que tá acusado de vender
sentença. Naquela confusão lá de vários
ministros do STJ acusados de vender
sentença. É o o Congresso que foi criado
para fazer leis para o povo. Deputados e
senadores se defendendo do povo. Num
país onde as instituições criadas para
defender o povo tem que se defender do
povo. Meu amigo, olha, chegamos
quase no fundo do poço.
Hum. Quase. Minha pergunta é o seguinte,
né? Só o Banco Master que pagava esses
atores aí do governo? Não.
>> Por quê? Por quê? Por Olha só,
>> Lula foi o candidato do da família
Moreira Sales.
>> Então,
>> Lula foi o candidato da Madame Setuba.
Fazia campanha para ele lá na na Faria
Lima.
>> E aonde tá esse dinheiro todo?
>> Onde tá?
>> Me fala. Tu vem aqui para isso. Porque
porque Olha só, vamos lá. Me permita. 30
segundos e eu e eu falo, né? Eu eu sou
limitado, mas eu eu me esforço, ó.
O banco master tava dentro do sistema,
só que era uma cabeça pequena dentro do
várias cabeças gigantes, né? Como é que
é o que tem o monstro que tem várias
cabeças?
>> P
>> Hidra.
>> Oi?
>> Hidra.
>> Hidra,
>> né? E aí era uma cabecinha pequena lá e
os grandões do a cabeça do sistema maior
acabou tomando prejuízo, porque quem
quem quem banca o fundo do garantidor de
crédito é o próprio sistema. Beleza.
>> Na verdade, os maiores contribuintes do
fundo garantidor são o Banco do Brasil e
a Caixa Econômica. O Itaú Bradesco e
Unibanco, Itaú Bradesco Santandé
participam também minoritariamente.
>> Mais de 60% é Banco do Brasil e Caixa
Econômica.
>> Tá bom. Tá bom. Beleza. Mas aí eles
acabaram, né, tendo esse problema. Para
eles era melhor liquidar e botar esse
dinheiro na na liquidação lá do foi
liquidação, é isso? O termo correto do
do banco mat. Só que aonde tava o cheque
mate do cara que ele tinha a estrutura
política na mão, né?
E o BTG, pelo que você tá me entendendo,
>> política e jurídica
>> e jurídica, o BTG, pelo que você tá me
dizendo, que que ele fez, [ __ ] para eu
não tomar esse prejuízo aqui,
>> vou entregar todo mundo.
>> Eu vou entregar todo mundo. Aí eu
preciso contextualizar a história do
BTG, porque o camarada lá foi preso
também, porque em algum momento o
sistema se voltou contra ele, né? Ele
ficou preso dois dias lá em Bangu oito.
Ele disse assim: "Se eu não sair amanhã
>> eu vou entregar todo mundo no dia
seguinte são eliminar".
>> Beleza.
>> Vai lá em Bangu que o pessoal te conta.
>> Não, não pretendo ir lá não.
>> Não. Vai lá visitar. Você já foi
policial penal, [ __ ]
>> E que papo é esse que eu já fui?
>> Não foi não.
>> Por que fui? Que que você tá que que
você tá sabendo aí? Já
>> ainda não sei.
>> Tu fez um levantamento aí, uma
investigação também da
>> Não, que isso?
Tá. E então, então, garotinho, que que
acontece?
>> Levantamento eu fiz sobre o seu chefe
atual.
>> E que vou falar aqui agora não,
>> [ __ ] Vamos fala, fala
>> fala, [ __ ] Não, porque eu conheço Luiz
Fernando.
>> Ei,
>> eu conheço bem a peça.
>> É bom que ele sai do meu pé, [ __ ]
porque você vai pro pé deles, pô.
>> Não, eu conheço bem toda a história do
guardião e da dígitro.
>> Hã,
>> eu sei muito bem como é que funcionou.
Então, então no próximo episódio, né,
meu irmão, ó, vou trazer o Garotinho,
hein? Vou trazer o Garotinho. Garotinho,
>> pergunta ao senador Espirião a mim,
>> porque a Dígitro é lá de Santa Catarina.
>> Melhor eu não perguntar não, cara.
>> Não, é lá de Santa Catarina. Eu fiz uma
CPI
>> hã
>> sobre os royalts do guardião e eu
descobri quem é que recebia. Mas deixa
para lá
>> então. Tá. Então, ó, eu sou só,
>> nosso assunto aqui não é esse.
>> Eu sou só o entrevistador que faço
pergunta e o convidado responde, né?
>> Isso. Você não me perguntou sobre isso,
então.
>> E pela boa técnica jornalística, né,
cara, eu quero, né, [ __ ] deixar o
convidado à vontade e trazer informação
pro povo, né?
>> Você quer botar fogo no Luciano,
>> rapaz? Depende do fogo que vier de lá
para cá, né, cara? [ __ ] afinal o fogo
é sempre trocado ou não
>> é? Deixa ele comigo. Ele parou de me
perseguir quando eu
>> É mesmo, cara. Me perseguiu muito,
>> pô. Mano, mano Falta tá anota num
bloquinho aí, caso eu xç brincadeiras à
parte, ó. Estamos brincando. Fica
tranquilo, hein? Fica tranquilo. Beleza.
Aí
>> quem sabe dele é Paulo Lacerda.
>> Meu Deus do céu, você tá falando muito
nome, mano. Volta quando o Glá coa
cabeça. É o qu, mano? Rapaz, sem eu
fazer nada, o canhão veio pro Glauber.
Imagina com garagotinha agora. Olha só,
eu não tô apontando o carrão nenhum.
Não,
>> não, não, não é você não. Fica
tranquilo. Fica tranquilo, fica
tranquilo, fica tranquilo. Eh, garotinho
aí. É só que
>> o André Estaves hã por favor. Ô,
>> ô, Gláber, eu leio dois livros por
semana.
>> Hã,
>> leio quatro jornais por dia
na internet, né? Não gosto de papel,
não.
>> Uhum.
>> Então, eu sou um cara que eu consigo ler
e interpretar,
>> tá? Quando a leitura me convence, eu
digo: "Passa, quando não me convence, eu
vou atrás do que tá nas entrelinhas,
>> tá?
>> Eu conheço bem ali,
>> mas tudo fonte aberta ou você depois
você
>> não, olha só, não existe tudo fonte
aberta
>> não. Você tá me dizendo dos jornais e
tal.
>> Ah, sim, fonte aberta, mas depois quando
não me convence
>> aí você tem que, né? Eu fui secretário
de segurança.
Eu tenho meus contatos em todo lugar.
>> Bom, eu falei que você é poderoso, você
falou que não. Aí tá vendo?
>> Eu eu eu gosto, cara, do meu trabalho
que no final eu coloco os pingos nos is,
cada coisa no seu tempo, entendeu?
>> Olha só, você falou poderoso no sentido
de poder. O poder que eu tenho hoje é o
poder da informação. Eu eu não tô aqui
querendo desmerecer ninguém. Eu acho que
nós temos eh muito muitos bons repórters
investigativos no Brasil, mas pouca
gente tem a quantidade de fontes que eu
tenho, porque eu nunca entrego uma fonte
minha, jamais.
Aquela história do Blackbear, do Sérgio
Cabral, onde ele filmou,
>> né, tudo aquilo que ele fez e depois
veio parar na minha mão, já saiu o
livro, ninguém sabe a verdade e aquilo
vai comigo pro caixão.
Como é que aquilo foi parar na mão do
garotinho se o telefone era do cara? Ele
que tava filmando, né? Como é que aquilo
veio parar na minha mão? Olha só, isso é
um problema que é meu. Fonte para o
jornalista é sagrado. E a Constituição
diz o quê?
O sigilo de fontes é garantido, vedado o
anonimato. Então, eu não sou obrigado a
divulgar.
>> Ah, pega esse livrinho que tá aí atrás
aí, puxa aí, por favor, por gentileza.
Não, o de cima. Esse livrinho aí. Acessa
ele aí.
>> Constituição da República.
>> Acess ele aí, cara. Aí, ó. Ó.
Mas só que aqui tem uma um asterístico
aqui, ó, bem pequenininho até que o STF
mude.
Essa parte tu não tá contando, né?
Porque falavam também que tinha
liberdade de expressão, contando,
>> entendeu? Falavam também, cara, que o
que o sigilo que o sigilo, [ __ ] é
funcional, que um monte de coisa é é
[ __ ] protegido pela lei. Fala um monte
de coisa, mas aí sempre tem uma letra
miúda aqui embaixo, né, cara? Então toma
cuidado, hein? Porque de repente vai
chegar o momento que jornalista já não
vai ter mais essa proteção.
>> Eu não sei, eu não sei. Eu eu não
acredito que esse poder
de algumas pessoas seja eterno.
>> É, nunca é, né? Nunca é, né? Afinal,
afinal é é existe a guerra.
>> Até César,
>> isso
>> teve que dizer um dia: "Brutos, não é
isso? Até tu, Brutus".
>> É isso,
>> né? É isso. Mas vamos.
>> Poder não é eterno.
>> Exato. Exato. Sabemos
>> eterno só papai do céu.
>> Sabemos disso. Glória a Deus. Por isso.
Vamos lá, ó. Eh, então, houve uma briga
dentro do sistema.
>> Sistema tá em pânico.
>> Tá.
>> O sistema está em pânico. Toda vez que o
sistema entra em pânico, eles acionam um
botão. Qual é o botão? Esse botão é
aquele que
vai
encaminhar a solução da crise para
ou explode
um impeachment, como aconteceu com
Dilma,
ou explode um golpe que a Dilma tentou,
ligou pro coronel Vilas Boas e queria a
decretação do estado de sítio. Não deu,
ela caiu.
Então eu não sei o que vai acontecer,
porque eu não tenho bola de cristal, mas
algo vai acontecer. Eu sou capaz de
dizer para você aqui que eu não dou como
certa candidatura de Lula.
Não dou como certa,
porque se o sistema
>> entender
que
a candidatura dele se tornou embaraçosa
para os seus interesses, ele vai ser
colocado de lado e o sistema vai arrumar
outro candidato.
>> Vamos lá. Qual o sistema? A cabeça lá
que disse,
>> cabeça, a cabeça,
>> as famílias, o poder financeiro,
>> cabça, a cabeça, a cabeça é o o sistema
financeiro, as famílias poderosas, o
poder judiciário, a mídia e o poder dos
deputados e senadores que controlam o
veículo pelo qual você pode ser
candidato. São os partidos. Perfeito. Os
donos dos partidos são os deputados e
senadores.
Um dos caras mais brilhantes
tinha fama de maluco, mas era um gênio,
que eu conheci, foi o Dr. Eneias
Carneiro. Gênio.
>> Concordo.
>> Pois bem, um dia seu Enés falou comigo,
olha, garotinho, você teve dois, você
teve 18,9%
dos votos do Brasil. Mas vou te dar um
conselho. Se você não for dono de um
partido, você nunca mais vai ser
candidato. Nunca mais eu ser candidato a
presidente.
>> E olha,
>> mesmo tendo tido aquela votação toda.
Por quê? Porque os caciques não deixam.
>> E olha que tu mudou de partido, hein,
cara.
>> Não, olha só, eu sou um livre pensador.
Eu não acredito esse partido todo não
acredito em nada.
>> Sim.
>> No Brasil quem diz que é direita não
sabe nem o que que é direita. Nunca leu,
nunca estudou para saber o que que é.
Quem diz que é de esquerda, ou tá
mentindo ou não sabe o que é esquerda,
nunca visitou a Albânia, nunca foi a
Cuba, nunca foi a Nicará. Que eu, por
exemplo,
>> tu foi,
>> eu era amigo de Fidel, eu tenho um monte
de foto com Fidel Castro.
>> Que merda.
>> Então, não, que merda não. Que bom,
porque eu aprendi na prática vendo que o
sistema deles não funciona.
>> Pior é o cara que acredita sem ver. Um
dia eu recebi lá na minha casa uma turma
que tava fazendo um TCC.
>> Mas você acreditava que dava certo em
algum momento?
>> Momento da juventude.
>> Sim.
>> O cara acredita em tudo.
>> [ __ ] merda.
>> Quando cai na realidade aí a prática é
outra.
O o os garotos foram lá em casa fazer um
TCC,
>> tá?
>> Né? Aí conversa vai, conversa vem. O
assunto não era nada sobre o o que
acabou virando, né? em determinado
momento, um rapaz, né, que tinha assim
uns uns módulos diferentes, né, tava com
a camisa de Thiago Evara, né, eu olhei
para ele, falei: "Cara, deixa eu te
fazer uma pergunta aqui. Você sabe quem
foi?"
Que isso? Não. Tagara foi um um herói
revolucionário. Eu falei: "É, tá, deixa
eu falar uma coisa para você.
Você deu sorte de não nascer em Cuba
naquela época, né?" Mas por quê? Eu
falei porque
foi nomeado por Fidel Castro como o
chefe dos campos de recuperação.
pessoas que naquela época eh tinham
condutas
consideradas por ele antinaturais,
ou seja, né, o que se hoje se chama de
LGBT que ia mais, eram levados para um
campo de concentração
e tinham que trabalhar para se
recuperar. Se um ano não fosse
recuperado, era paredão.
Ele
é você tá usando a camisa do cara. Eu
não sabia.
É, você não sabia porque lá não tô
>> Aí ele falou para você: "Ah, ainda bem
que eu tenho um ano, né?"
>> Hein?
>> Não, eu tô só te dizendo como o cara é
de esquerda, não sabe nem que é.
Hã,
>> eu compreendo. E e isso faz um mal pra
gente, né? Porque
>> ol quando quando caiu
>> o muro de Berlim,
>> né? Eu não vi ninguém
querendo ir pro lado de lá.
Só tinha gente querendo vir pro lado de
cá. Não tinha ninguém.
Não tinha pelo menos 50. Não tinha
ninguém.
>> Então, mas nessa época você ainda era
amigo da rapaziada, né? Já tava mudando.
Já tava mudando.
>> 91.
>> Não, eu sei, mas eu tava me
questionando,
>> tá? 94 foi a minha mudança que eu me
converti, mas eu já tava com a minha
cabeça, porque um dia
>> eu eu fui num debate e o debate
descambou para um lado, né, que o o cara
cismou que eh comunismo e nazismo era a
mesma coisa. Como eu era um estudioso,
eu sabia que não era, né? Mas eu eu era
um estudioso do ponto de vista da
dialética marxista.
Aí
eu falei para ele, não, pera aí, nazismo
é uma coisa que matou judeus, matou
ciganos, matou negros.
Aí o cara me perguntou assim: "Quantos?"
Aí eu falei: "Olha, pelas contas se faz
em torno de 10 milhões". Aí ele falou
assim: "E o comunismo matou quantos?"
Eu falei: "Sabe que eu não tinha pensado
nisso? Matou 100 milhões.
>> Pois é.
>> Stalin, Maetung, o Quimé Vermelho.
>> É a mesma pergunta que eu lhe faria.
>> Então, a cabeça da gente vai abrindo,
né? Então, eu peço aos jovens só que
estudem mais.
>> Resumindo, não é a mesma coisa, é pior.
>> Sim.
>> Ambos são horríveis, mas é muito pior.
>> Entendeu? Aí,
olha, as pessoas hoje confundem formação
com informação. Infelizmente nós temos
uma geração que tem muita informação,
mas não tem formação.
>> Não são formados. Não é formado
academicamente, não é formado em
princípios.
lê, se consolida, vê o que funciona, o
que deu certo, o que não deu certo.
Ficam ambos dentro de bolhas.
Aí tudo que uma bolha fala, a outra é
contra. Tudo que a outra bolha fala, o
outro é contra. Isso vai levar a gente
aonde?
É como eu disse hoje gravando um
programa, eu falei, tem gente que acha
que todo sujeito de direita é honesto e
todo sujeito de esquerda é ladrão. Não
tem gente honesta. Olha, quem assinou o
impeachment da Dilma foi
professor e doutor Hélio Bicudo,
fundador do PT, um homem de esquerda.
que deu muita força na época pro
impeach,
>> mas ele era um homem honrado.
Ideologia é uma coisa, caráter é outra.
E você tem gente na direita pilantra,
como você tem gente honesta.
Então, não podemos confundir caráter com
ideologia. Ideologia é uma coisa,
caráter é outra. Ah, não, porque é do
meu lado, eu não vou falar, mas que
negócio é esse?
Porque o cara segue a mesma ideologia
mesmo. O cara pode roubar,
>> tá?
>> Matar. Você começou esse esse argumento
agora e essa fala falando sobre o
partido, né? Que alguém disse para você
que você é ah Eneas, né? Dr. Enés, que
apesar de você ter tido muitos votos,
você precisava ter um partido ou você
nunca mais seria candidato. Os partidos
políticos hoje, a maior parte eh acho
que só dá para dividir de duas formas.
Você tem todos de esquerda e todos do
centrão. É uma parte esquerda, outra
parte é centrão. Não tem partido de
direita.
Perfeito.
>> Tem. Você tem aí o o partido novo,
>> tá? que tem algumas características.
>> Tudo bem, agora tá surgindo missão
também e aí são os partidos mais
recentes. Beleza, mas o que que eu que
tô tô desenvolvendo esse raciocínio
contigo? Porque da tua turma lá de trás,
você se converteu, você mudou, você
refletiu,
eh eles são que dominam, né, esse
livrinho aqui, né, foi feito por eles e
eles que dominam toda a estrutura que tá
montada hoje, né? Então, eu sei que eles
não são os principais, eles não são a
cabeça, né? Eles são peças dentro desse
tabuleiro, mas eh
eles continuam com as mesmas crenças,
com os mesmos projetos ou todos eles
estão ali só por negócio mesmo encher o
encher encher o bolso de dinheiro.
Porque assim, da tua turma lá de trás,
nós temos PT, ó, PC do B, PT,
>> PDT, PSB, tem muita gente
>> agora tem pessoal,
>> tem muita gente
>> e tem um centrão que não dá para deixar
de falar deles.
>> Tem muita gente que tem a crença,
>> hum,
>> nisso. E tem muita gente que aproveita
essa crença para se dar bem e construir
patrimônio, mas não é todo mundo. O Lula
tá em qual espécie?
>> Ah, o Lula ficou rico, cara. O que que o
Lula tinha? Tá.
>> Eu quando eu conheci Lula, Lula tinha um
carrinho velho e uma casa de São
Bernardo do Campo.
Lula é um homem rico hoje.
Rico
>> não. Rico é pouco, [ __ ] Rico sou eu,
[ __ ] Você é rico?
>> Eu?
>> Ah, não.
>> Eu tenho a casa que eu herdei dos meus
pais.
[ __ ] garotinho. Little boy. Little
boy.
Little boy.
>> Little boy.
>> Se não fosse isso, eu não teria coragem
de enfrentar o sistema. Eu me preservei.
Foi uma escolha. Pago um preço caro por
isso.
>> Ó, ó, aqui eu não não quero falar de
você porque tem, [ __ ] atores maiores
pra gente falar, tá? Mas assim, [ __ ]
vamos trazer um negócio aqui pra
realidade, né? [ __ ] olha só, você duas
vezes governador, uma contigo, uma com a
Rosinha, sua filha Clarissa, seu filho
Vladimir,
>> todos são, [ __ ] políticos de boa
carreira, com bons salários.
>> Minha filha foi, saiu, tá na iniciativa
privada, né? Não,
>> né? Tá. E teu filho é o atual prefeito.
>> Isso. Agora eu te faço uma pergunta.
>> Eu e eu não tô aqui, cara.
>> Quando quando eu ocupei esses cargos,
>> eu acho honesto. O salário tá lá na
regra. Se não meter a mão no dinheiro
público, se não enriquecer na sacanagem,
mas o salário é R.000. [ __ ] com
>> 30.000 tem que criar nove filhos.
>> Não, pra Mas tu fez filho demais,
Garotinho. [ __ ] garotinho. Caraca,
mano. Nove filhos, Garotinho.
>> Eu tenho quatro biológicos com a rosinha
e cinco que nós adotamos.
>> Maravilha. Parabéns por isso.
>> Então, como é que eu pago o colégio para
esse pessoal todo?
>> Um cara que tem nove filho e falar que
não é rico, tu tá de sacanagem comigo,
né? Rapaz, eu gastei o meu dinheiro todo
nisso.
>> Então, riqueza nome
>> Ah, sim. Uma outra visão de riqueza.
>> É, [ __ ]
>> E para mim isso é a riqueza verdadeira.
>> Eu, para mim também. Mas olha aqui,
[ __ ] Como é que você sustenta uma
casa, alimenta e educa nove crianças?
Vamos, não tá bom. Desculpa minha
brincadeira, até porque o foco é o
conteúdo, né?
Eh, Lula ficou rico, não, Lula ficou
multimilionário, mega milionário. Não só
ele ou não.
>> Olha, eu vou dizer uma coisa para você.
O cara mais rico do PT, Zé Silva.
>> Tudo bem, não tenho dúvida disso. Não
vou, não faz sentido para mim. Tá bom.
Mas agora nós estamos falando em quantos
milhões?
>> Ah, bilhões.
>> Então isso aí não é rico, cara.
[ __ ] os caras t bilhões.
>> Eu tô dizendo que são.
>> E o Lula estimado? Ah, não sei. O Lula
não,
>> tu não quer falar, né?
>> Não, não sei. Eu não sei porque, vamos
dizer assim, eh, o Lula ele sempre foi
uma espécie de bandeira,
>> tá?
>> Os grupos que estavam em torno dele
usavam ele como uma referência,
tá? Então ele meio que assim uma
alaranjada em volta.
>> Hum.
E a laranjada é que toca o negócio.
>> Mas é que bebe o suco, né?
[ __ ] viana.
A grana tava com Palosse, com Zé Dirceu,
com Silvinho Pereira, com Delúbio
Soares, essa galera aí.
>> E a honestidade que é minha obrigação de
manter no papo, né? Não dá pra gente
deixar só o Lula, isso não é defesa
dele. Agora, toda classe política
>> não tem ninguém pobre. Aí você vai falar
que que você
acredita que você quiser. Será obrigado
a acreditar. Pô,
>> por que que você tá sem relógio?
>> Porque eu não uso, não gosto.
>> Cadê o Rolex?
>> Que Rolex? Nunca tive Rolex. Aline, você
trabalha comigo?
>> Deixou em casa
>> desde a rádio Tupi. Você começou a
trabalhar comigo em 93.
>> Aline,
>> você já me viu de usar Rolex? Al,
>> Aline, tu fabrica suco de laranja? Não.
De acerola. Acerola. Mano, volta
>> acerola.
Tá bom, mas vamos lá. Vamos, vamos lá.
>> Eu, se alguém apresentar de qualquer
época,
>> tá,
>> uma foto minha usando qualquer coisa de
ouro, relógio, esses negócio de
pendurar,
nunca gostei.
>> Sim, tu tem apagar de homem simples. Eu
tenho que concordar isso. Eu só não
posso, eu só não posso te, te assinar o
cheque em branco para isso, né? Mas
assim, tu tem uma aparência de homem
simples e alguns vendem uma aparência de
homem simples sem ser homem simples, por
exemplo, o Lula, certo? Então o Lula,
pô, ele ele tem,
>> você não conhece o Lula como eu conheço
viajar no avião com ele. Fala, fala
garotinho, bota a vinheta na diso.
>> Fala garotinho.
>> Nada disso. Aquilo ali é tudo cena.
>> Fala mais, fala mais. Quero ouvir.
>> É tudo cena. Fala errado às vezes de
propósito.
>> Para, sabe, para fazer tipo.
>> Sim.
>> É nada disso.
>> Como é que é?
>> É nós somos aquelas coisas, sabe?
>> Mas como é que é quando ninguém tá
vendo? O que você faz quando ninguém te
vê fazendo aquela música? Conta.
>> Ah, gosta muito.
>> Ah, isso aí todo mundo sabe, [ __ ] Não
[ __ ] Cav. Tem nove dedos. Só falta
falar isso. Tem nove dedo.
>> [ __ ]
>> você perguntou o que que ele faz,
>> [ __ ] Bebe cachaça e tem 9D. Todo mundo
sabe, [ __ ] Você falou, você não
conhece o como eu conheço as coisas que
falam.
>> Ah,
>> as coisas que ele fala.
>> Afinou, hein, garotinho?
>> Não afinei não.
>> Então, então fala.
>> Ele fala tipo, ah, pô, pô, foi assim
mesmo. Vamos tocar pra frente que a
gente um dia eu perguntei para ele, ô
Lula, deixa falar um negócio. Tu tá
aproveitando um negócio aí,
>> não tem a menor condição de fazer, pô.
Ele disse, eu sei, mas o povo esquece.
É, eu não tenho dúvida. Ele já falou
isso em televisão, em rádio.
>> Não, mas assim, uma coisa você falar na
televisão, uma promessa, né? Outra coisa
é você tá falando com um cara que tá ali
na sua campanha: "Ô Lula, esse negócio
que você tá falando aí é impossível
fazer".
>> Por exemplo, ele falou assim: "O
político é alma honesta. Eu sou mais
honesto". Ele falou:
>> "Ele falou que era mais honesto que
Jesus Cristo."
>> O político mesmo roubando todo ano ele
volta lá e pede o voto. Não foi? Então
ele fala cada babezeira aí, mas vamos lá
que que tem coisa mais importante do que
isso.
>> Raz, eu tô preocupada com a meia hora.
>> Ih, afinou. Afinou.
>> Que horas são aí?
>> Afinou.
>> 11:30.
>> Ih, fala garotinho. Ó, ó, fala,
>> ó. Amanhã vai sair um monte de corte
dizendo que na hora do Lula tu pediu
para ir embora, hein?
>> Cuidado. Tô te dando a oportunidade de
você se redimir, cara.
>> [ __ ] tu não veio aqui para para ser
constrangido nada disso. Eu tô te
salvando, cara. Amanhã vão achar que tu
foi embora para não falar do Lula, cara.
>> É, não, só falando da hora. Pode
continuar falando o que você quiser do
Lula.
>> Maravilha. Maravilha. Ganhamos mais 20
minutinhos só pra gente concluir o
raciocínio. Meia hora. Tem super chat,
mano? Vale. Tem, tem bastante.
>> [ __ ] meu irmão. Aí tu tá com aí tem
pizza ainda. Aí tu vai economizar um
dinheiro. Tu é um homem simples, vai
comer uma pizza aqui.
>> Olha só, se eu comer à noite eu não
durmo.
>> Pô, eu também, cara. Parece. É. É. Tá,
mas vamos lá.
Os caras ganham muito dinheiro. A gente
estava na questão ideológica. Vende uma
ideologia e ganha dinheiro. Isso
acontece. Não é regra na classe
política, não.
>> E aí?
>> É regra
>> porque assim,
>> mas tem muita Vou vou te dar um exemplo.
Quer ver um cara de esquerda sério?
>> Ah, não quero.
>> Chico Alencar.
>> [ __ ] merda. Todo mundo fala esse nome. É
sério mesmo?
>> É sério? É sério, cara. Correto.
>> Humilde, simples. Não mete uma mão no
dinheiro.
>> Então, parabéns, Chico Alencar. Vou, vou
comprar.
>> Mas agora procura outro, vai começar aí,
>> [ __ ] Então só tem um.
>> Não, não. Pode até ter mais. Eu tô
falando um que eu conheço.
>> Pô, mas tu conhece todo mundo,
garotinho?
>> Não, que eu tenho,
>> garotinho, me permita,
>> tu foi do PC do B, que ela PCB, né? Não,
>> PT, tu começa onde?
>> Eu começo na clandestinidade.
>> Que [ __ ] é essa?
Antes da legalização dos partidos
políticos, a gente fazia política na
clandestinidade.
>> Na época que tu era chegado do Fidel
Castro,
>> é, eu era de um grupo, merda.
>> Eu era de um grupo tão radical.
>> Quem quer ir embora agora sou eu. Vou
embora.
>> Eu era de um grupo tão radical, mas tão
radical,
>> que para nós Luís Carlos Prest era
considerado de direita.
>> Hum. Tá. Porque ele queria seguir a
orientação da Rússia que tava em
processo de abertura com Gobachov.
>> Hã,
>> né? Então eu era do coletivo Gregório
Bezerra.
>> Sim.
>> Lembra que jogaram uma Você não era,
>> mas me conta, eu vou,
>> jogaram uma machadinha
>> no Sarnei quando o Sarnei teve aqui na
>> Foi tu que jogou
>> no passe, não foi o pessoal do meu
grupo,
>> [ __ ] Foi um amigo meu,
garotinho, Little Boy. Daí que veio o
garotinho, né? Aí o Little Boy.
>> Não.
>> Hã? Mas tu foi anichadado, né? Tu foi
anichado. A turma toda foi anichadada.
>> Não, eu não fui, não fui caçado, não.
>> Tá, mas isso
>> eu fui preso eh quando
>> isso foi antes de 79.
>> Isso eu fui preso em 70 em quando
estourou a bomba do Rio Centro. Pô,
então tão contando errado as prisão
deles. Não foi quatro, não foi cinco,
hein? Acabei de descobrir mais uma.
>> Olha só o
>> [ __ ] mais uma. Tu pede música duas
vezes.
>> Olha só, eu
>> e um grupo de militantes, nós estávamos
fazendo panfletagem quando estourou a
bomba do Rio Centro.
>> Hum.
>> Né? Aí veio ordem que não podia haver
manifestação nenhuma no país, tava tudo
proibido. Aí eu tô lá, chegar encosta um
camburão do DGE, departamento geral de
investigações especializadas.
>> Bom, o nome é bom.
>> É.
>> E naquela época funcionava, né?
>> Aí
os dois colegas meu fugiram porque o meu
é rosinha
>> e rosinha. Aí botaram a gente dentro do
carro, falar: "Na gaiola não vou não.
Gaiola não vou não."
>> E podia escolher ainda.
>> É, não, eu peitei, né? Aí foi levado
para lá.
>> Aonde?
>> Pra delegacia.
>> Mas foi levado aonde? Na gaiola. Onde
foi?
>> Não, eu fui sentado atrás.
>> Ih, rapaz, ainda falam que essa [ __ ]
era regime militar. Então, ditadura,
[ __ ] O cara escolhia onde ia ainda,
>> rapaz. Em 2026 o cara não escolhe na
polícia não. Olha só, era DGE,
>> tá?
>> Não era doicord.
>> Ah.
Departamento geral de Investigações
especializado. Olha o azar que eu dei.
>> Isso tava dentro da SNI ou não?
>> Não, isso tava dentro da política
estadual.
>> Tá bom.
>> Era polícia civil. Aí sou levado pra
delegacia de polícia civil. Rosinha
colocado numa sala,
>> hã,
>> e eu colocado na outra. E os caras
apertando.
Não, você tem que falar para ela. Esse
cara é comunista.
Ela era muito novinha, né?
A gente tava namorando
e aí o cara apertando, não, aqui se
livra disso logo, fala que é ele, [ __ ]
E nós aí começou a chegar advogado OAB,
aquela turma toda, né, lá na no
delegacia, rapaz, chegou a notícia na
casa da avó dela.
A vó dela tinha 80 anos e tinha uma
bronca minha terrível.
>> Por que será, né? Não, ela não gostava
porque eu era um cara,
>> lógico, [ __ ] até eu não tô gostando,
pô. Falei,
>> calma. Aí a avó dela partiu pra
delegacia, meu irmão, a velha
entrou batendo na mesa. Eu avisei a
minha neta para não namorar esse
comunista. O delegado agora ficou em
você.
>> Qual o nome da avó? Qual o nome da avó?
>> Floripes.
>> Como? Floripis, Floripis,
Floripis, meu irmão, em memória que
Deus, [ __ ] tá com essa coroa num bom
lugar.
>> Aí o o delegado ficou ruim para você,
cara.
>> Hã?
>> A a coroa te entregou aí
>> e aí
>> eu falei: "Olha, essa mulher não gosta
de mim. Essa essa mulher gosta de mim
porque eu sou radialista, ela queria
arrumar um namorado rico. Pô, eu sou um
cara meio, né, assim, trabalho em rádio,
né? É, e
>> ela não
>> sou um cara assim meio meio, né, meio,
né? Tô aqui tacando machadinho, amigo do
filé, sacanagem. Não foi você. Eu sei
>> não. Eu fui essa época eu só tinha ido
da culpa uma vez
>> depois que eu fui mais. Bom, tá,
continue. Aí que que Rosinha fez?
Rosinha falou nada.
>> Não, Rosinha ficou.
>> Aí tu decidiu que tu casaria com ela,
né? Aí Rosinha mostrou que Rosinha é
firme, né? E parabéns, parabéns pelo
pelo pelo casamento aí. Tanto tempo,
tantos filhos, né?
>> Mas Rosinha,
>> nós fizemos agora 44 anos. [ __ ] meu
irmão.
>> Mais dois de namoro 46,
>> hein? Depois dessa, [ __ ] tu não teve
dúvida em em fazer a campanha pra
Rosinha governadora, né,
>> hein?
>> É, não, vamos deixar isso para lá.
>> É, vamos, vamos, vamos deixar.
>> O passado
>> pode ser revisitado,
>> tá?
>> Mas não pode ser vivido novamente.
>> Perfeito. Parabéns. Parabéns.
>> A gente tem que olhar pro futuro.
>> Parabéns por isso. E eu prego isso
porque é melhor o cara convertido do que
o cara continuando causando o mal, né?
Então assim,
>> é melhor um convertido do que um
pervertido.
>> É, exatamente. Ah, o cara era bandido,
meu irmão. O cara, esse o cara mudou de
vida. Que bom. A gente tem que querer
que os caras mudem de vida, que é um a
menos.
>> Você tava falando um assunto aí quando
você pegou a Constituição
>> e falou:
>> "Eles dominaram a Constituição". Não, a
direita, ela só entendeu
o que ela tinha que fazer agora há pouco
tempo. Por quê?
O movimento de esquerda internacional,
liderado pela internacional comunista,
eles tinham uma estratégia clara,
dominar
a cultura,
dominar
os as universidades.
>> Perfeito. ou seja, os artistas, as
universidades
>> e os, vamos dizer assim, formadores de
opinião.
E só quando a direita entendeu que ela
tinha que travar uma guerra cultural
>> Uhum.
>> é que ela despertou. Porque se você
continua lendo os mesmos livros,
sendo formado pelo mesmo pensamento,
>> Sim. você vai chegar a mesma conclusão.
Então, muitos jovens como eu, nós
acreditamos naquilo que nós líamos,
naquilo que os nossos professores
falavam, naquilo que os líderes que nós
conhecemos pregavam.
>> Sim. Então
hoje com a internet é muito mais difícil
você tentar
manter o cara preso algo que ele pode
descobrir lendo ali.
>> Sim. Inclusive o Bolsonaro carrega esse
mérito, né? E os movimentos que surgiram
depois de 2013, 14, né? O o próprio MBL
que agora os caras brilhantemente tem um
partido, coisa que você não teve. É. Eh,
Bolsonaro não tem e eles têm. Então
assim, eh, veio um despertar
para uma linha que os caras trabalham a
academia, que os caras trabalham a
formação e isso vai produzir fruto em
algum momento.
>> Não adianta
você ter uma boa ideia que o cidadão não
consiga compreender. E dependendo do
nível dele de entendimento da realidade
que vem através da cultura,
não adianta. Você pode falar que o cara
não vai entender.
>> É isso. Eu eu entendo. Mas a minha
pergunta era se eles realmente acreditam
na ideologia, eles realmente acreditam
no resultado.
>> Tem gente que acredita,
>> mas são poucos, né?
>> Tem gente,
>> eu te perguntei dos deputados políticos
que não apresentam eh riqueza, né? que
não tem aparência externa ali de
riqueza. O termo correto, como é que é?
Sinal
>> sinais exteriores de
>> sinal exterior de riqueza.
>> Eh, eu já falei isso aqui no canal
sozinho no meu no dia dos que eu reajo
os vídeos do react. Cara, eu sou
servidor público e eu sei até onde um
servidor público pode ir. Sabemos que
tem servidor público que ganha mais, né?
O camarada ganha 20.000, 1000 é um bom
salário. É um bom salário. O cara ganha
25, 30, mas tem um teto. Ainda que o
cara ganhe 40.000, não dá para eles
apresentarem o que eles apresentam.
Tem um vídeo seu que você fala do
relógio do do Cláudio Castro, do Barcel.
>> Tem, tem do Barcelá e tem do Cláudio.
Tem dos dois.
>> Você fala de alguma coisa de em torno de
400.000.
>> Isso
>> aqui, ó. O meu relógio para mim é o mais
caro que eu já vi na vida, cara. Isso
aqui deve custar uns R$ 8.000, R$ 7.000.
Já é um absurdo. Na minha cabeça nem
fecha no meu celular quando eu comprei
7.000. Esse iPhone é iPhone 13 ainda,
né? Mas assim,
tá condizente com que eu posso pagar,
né? Um servidor público pode ter um
relógio desse. Assim, um cara que tem um
canal no YouTube pode. Agora eu quero
dizer os os servidores públicos, os
funcionários, os políticos são como que
eles têm chácar de fazenda, como que
eles têm, pô, eh, mansões
>> e ninguém faz nada disso. Rapidão, por
favor.
>> TCU, juiz, Tribunal Superior, todos
esses caras, como que eles têm? E
segunda pergunta, como que eles têm
escritório de advocacia na família
faturando milhões em causas que
patrocinando causas que eles mesmos vão
julgar? Como cara? Que que [ __ ] é essa
de país que ninguém faz nada? Fale
>> bom. Primeiro eu queria te dizer o
seguinte,
>> hã,
>> eu já ganhei muito dinheiro na
iniciativa privada, não foi pouco não.
Aline, quando conheceu na rádio Tupi, eu
tinha 30% do faturamento dos diários
associados,
>> tá?
>> Tava ali R$ 250, R$ 300.000 por mês,
pagava aluguel numa casa de oito suítes
no Cosmo Velho.
>> Bom, mas
>> estamos falando de que ano?
>> Estamos falando 93.
>> 93.
>> 93.
Quando eu saí, depois fui paraa FM dia
para fundar a FM dia, né? E depois
entrei pra política. Quando eu entrei
pra política, larguei tudo porque eu
dizia: "É incompatível
a minha vida pública com a minha vida
privada". Porque quem quem é quem é o
meu cliente supermercado que eu vou ter
que fiscalizar?
>> Hum.
>> Era meu anunciante na rádio.
>> Mas por que você vai ter que ficializar
o supermercado? são um dos grandes
contribuintes do estado,
>> tá?
>> Aí eu vou anunciar e o cara
>> vai acreditar que eu não tô levando
nada, porque como diz um uma frase muito
sábia que vem lá do direito romano, a
mulher de César não basta ser honesta,
>> é, tem que parecer,
>> tem que parecer,
>> mas isso não funciona no Brasil, não,
né?
>> É, não funciona porque as pessoas
perderam a vergonha. Sim.
>> Isso que você falou aí de escritório de
advocacia de filho, mulher ou marido,
do cara que vai julgar a causa, isso não
existe lugar nenhum do mundo.
>> Mas é que existe de montão.
>> E aí justificam o dinheiro através
disso.
>> Isso não existe. Isso é uma vergonha.
>> Não é nem laranja, né?
>> Não
>> é é descarado. Não bota nem [ __ ] né?
Isso não existe. Outra coisa que não
existe
>> e que é outro escândalo,
se o cidadão
for minimamente grato, o cara botou ele
num cargo lá
e ele vai
ser grato a esse cara. Você pega um
tribunal hoje ali,
uma corte superior partidária.
Ela é partidária,
>> sim.
>> Olha, e eu independente do mérito, não
quero entrar no mérito. Vamos só, eu
tava vendo ali, ó, direito penal,
>> direito penal. Vamos só no Código de
Processo Penal
>> e na Constituição Brasileira para dizer
a você as ilegalidades que foram
cometidas no julgamento de Bolsonaro.
>> Deixa eu só fazer as honras aqui, ó.
Professor Rogério Greco aí, ó.
>> Grande professor.
>> Professor Rogério Greco. Um abraço,
Rogério Greco. Aí, tá vendo, ó? O teu
livro tá aqui, cara. Usei, ó. Não usei
tanto não. Aí, ó. Ó, usei aí, ó, ó, ó,
ó. Tá vendo como é que passa em
concurso? Usei, pô. Mas eu usei mais
estratégia. Pode continuar.
>> Então, o direito penal, a prova para
condenar tem que ser cabal.
>> Hum.
>> Não tem que haver dúvida, porque o
princípio
do direito penal é em duúbio pró réu. Na
dúvida, pr réu,
>> tá?
>> Pelo amor de Deus.
Processo todo é marcado por dúvida.
É. marcado por indícios.
>> Sim,
>> uma delação não se muda.
A delação foi mudada várias vezes.
Não existe essa figura que foi criada no
Brasil. A, o cara é juiz,
ele é vítima e ele é ao mesmo tempo
acusador
>> e investigador.
>> E investigador.
>> A estrutura que investiga tá com ele.
>> Isso não existe.
Isso em qualquer corte internacional,
o cara vai dizer que ser um absurdo.
Outra coisa, o inquérito das fake news
foi aberto sem
o Ministério Público. O que que diz a
nossa lei?
O autor da ação penal
exclusivamente é o Ministério Público.
Não pode abrir processo sem o Ministério
Público oferecer denúncia. O inquérito
das fake news foi aberto sem Ministério
Público.
>> Em 2019 todo mundo ficou calado e aí o
resultado agora, o resto é história,
>> né? Certo?
>> Aí você diz: "Ah, mas houve uma
tentativa de golpe, tá?
O golpe se consumou.
Eu eu tenho só um questionamento comigo.
Eu vou fazer aqui para você.
>> Fácil, por favor. Eu espero que essa
pessoa, ela não se sinta ofendida,
porque até no dia que eu estive lá na na
CPI do crime organizado, ele tava na
mesa, ele confirmou quando eu disse que
o sistema penitenciário do Rio é
o câncer hoje do crime organizado, é
dali que parte tudo, né? E eu disse que
o comando vermelho tinha entrado no
quartel negociado.
O o exército brasileiro tinha entrado no
quartel e negociado com o comando
vermelho a entrega das armas de Barueri.
E o general Amilton Mourão disse: "É
verdade, o senhor está certo.
Ocorreu isso mesmo, mas foi para evitar
uma operação da Rocinha que deixaria uma
letalidade muito alta." Dis: "Olha, eu
tenho vergonha. do exército do meu país,
entrar numa penitenciária e negociar com
a facção criminal. Mas isso que eu quero
dizer, não. Que eu quero dizer o
seguinte.
Quem estava no governo
e passou o governo para Lula?
Hamilton Mourão.
>> Hamilton Morão.
>> Quem estava?
>> General Mourão.
>> É General Mourão.
>> Tá.
Quem era o vice durante todo esse
período que
está sendo considerado preparatório do
golpe? Quem era?
Aí se denunciou Braga Neto, se denunciou
o
>> Heleno.
>> Heleno
>> Ramos.
>> Ramos
Morano não foi nem citado.
>> Sim.
Por quê?
Por
>> estranho, né?
>> Não é?
>> Hum.
>> Se era um golpe militar
o vice-presidente da República
que ficou no país enquanto Bolsonaro
saiu
e tu espera que ele não fique ofendido
ainda?
>> Não, não
>> é? É,
>> não, porque é apenas uma uma indagação,
>> uma indagação justa e condizente com os
fatos, certo? O general Mourão era
vice-presidente da República e tudo que
você tá falando é fato, né? Eh, a
narrativa, e eu chamo de narrativa
porque, né, é a forma como foi contada
pra gente, é que o núcleo
do Bolsonaro seria os outros generais e
não o vice, né? E o vice de repente, né?
Agora é de fato, né? Da mesma forma que
em 2016
você tinha um temer de vice da Dilma,
né? E as coisas pegaram pra Dilma, não
pegou pro Temer, não foi pra chapa, né?
E aí o Temer assume, né? Então essa é
diferente
>> não, eu sei que é diferente.
>> É um impachman. O vice tem que assumir
>> sim. No caso aí acaba o governo,
quem passa o governo é ele, porque
Bolsonaro tá fora.
>> Perfeito. É muito diferente. Sim,
concordo. Concordo. Eu tô tentando te
mostrar.
>> Em momento algum é citado
>> Aham.
>> Em toda a trama golpista,
na narrativa da trama golpista. Por que
será?
>> Sim. E inclusive, né, todo mundo que
votou em 2020
18, 2018, sentiu uma força do Bolsonaro
anti sistema, porque ele tinha um vice
general,
[ __ ] não vai acontecer com o Bolsonaro
que aconteceu com a Dilma, porque se o
sistema político impitmar ele, fica um
general.
E aí parecia que era uma jogada de
mestre, né? E aí você tá abrindo e
chamando atenção uma indagação que
talvez eh ele tenha se safado por alguma
situação que não sabemos.
>> Sabemos
>> sabemos. Então fale.
>> Sabemos, mas não podemos falar ainda.
>> Meu Deus do céu, tô preocupado demais.
>> Ó, vai dar bem à noite.
>> Pois é, cara.
>> Os os ponteiros se encontram.
>> Compromisso é compromisso, né? O
garotinho Lil Boy, nosso Little Boy, né,
rapaz? Você é um cara simpático. Isso é
perigoso. Eu eu já comecei o canal, eu
comecei o canal dizendo que ele, [ __ ]
tem anos, muito mais anos de comunicação
que eu
>> e que eu tinha que tomar cuidado. E aí
no final você, apesar de tudo,
>> pensei que você ia me fazer uma pergunta
>> que você não fez.
>> Pois é. Tá vendo na tua habilidade.
Então faça agora. Mostre que eu fui
incapaz no meu
>> Não, incapaz não. Eu acho que você
protegeu o Rodrigo Pimentel.
>> Pimentel? É, é possível. Mas assim,
>> porque eu escrevi hoje um artigo sobre
ele
>> chamado Rodrigo Pimentel, capitão de
papel.
>> Tu fez isso de por tu vi aqui?
>> Não.
>> E tu queria que eu perguntasse?
>> Não, escrevi porque eu já tava
preparando esse artigo há muito tempo e
hoje eu acabei de ouvir duas pessoas que
eu precisava confirmar histórias. Eu vi
o capitão Mário Sérgio.
>> Hã,
>> não, o coronel Mário Sérgio. E ouvi um
outro coronel que me revel.
>> Tu não pode revelar a fonte. Tu acabou
de falar, cara.
>> Não era sobre o livro.
>> Ele não me pediu segredo sobre isso não.
>> Cadê o livro do Pimentel? Cadê o livro
mano Valto? Tem um livro dele aí, cara.
Deve tá atrás de tu aí.
>> O livro do Eu até anotei.
>> Mas por que que eu não perguntei do
Pimentel? Porque que você não perguntou?
>> É porque não é não é meu interesse. Eu
acho que não tem interesse social.
contra um outro convidado ou convidado
contra
>> o livro
>> hã
>> que o coronel Mário Sérgio escreveu
>> hã
>> chamava-se Cadê o óculos? Essa idade
minha já 65
>> [ __ ]
>> beando 66 olha aqui
incursionando no inferno,
>> hã
>> a verdade da tropa. Este livro aqui,
>> quem escreveu?
>> Coronel Mário Sérgio.
>> Tá bom.
registrou na Biblioteca Nacional em
1995,
>> tá?
>> O Pimentel procura ele
>> hum
>> e pede autorização para levar o livro
pro Padilha.
>> Uhum.
>> Mário C. Não, eu vou levar pro Padilha.
Padilha até hoje não devolveu o livro
dele.
>> Hum.
>> Esse livro aqui,
muitas imagens
do filme A Tropa de Elite saíram. desse
aqui,
o livro que o Pimentel escreveu, né? A
elite da tropa,
era um livro contra o BOPE.
Era um livro que queria fazer os
caveiras como pessoas do mal.
Só que se deu mal. Por quê?
Porque a população tava tão sedenta de
justiça que ao ver o cara fazendo o que
tava fazendo, aplaudiu. Mas depois a
gente conversa. Vamos fazer um programa
só sobre isso aí.
>> [ __ ] não falou fazer isso não, rapaz.
Fazer um sobre Pimentel, cara. Pimentel,
Pimentel é um cara que contribui, cara,
com a gente. Ele, ele, ele, ele é um
baita comunicador.
>> Ah, sim.
É,
>> se você pegar
>> ou não,
>> olha só, se você pegar o pimentel
comunicador,
>> sim,
>> o pimentel
escritor,
ator, é um sucesso.
>> Sim.
>> Se você pegar o pimentel policial, é um
fracasso.
>> Mas por que que você tem essa essa do
pimentel?
>> Eu não, eu não.
>> Mas porque assim, por que que tu tá
fiscalizando se o cara foi pol bom
policial ou ruim policial?
>> Não, eu não tô fiscalizando nada. Eu tô
só te dizendo o seguinte,
>> o Pimentel, quando eu construí a sede do
BOP,
>> Sim.
>> Eu pedi ao coronel Venâncio Moura,
>> hã,
>> para promover um concurso. Pimentel foi
pro jornal e disse que o coronel Mouro
ia botar mais 400 bandidos no BOP.
>> Isso foi que ano?
>> No ano que eu entreguei a sede do BOP.
>> Eu não lembro quando foi. 2000.
>> Foi 2000 e dois ou um.
>> Foi um a 2002. O coronel Venâncio Moura
processou ele por deshonrar o BOPE. Ele
foi condenado e pagou R$ 50.000.
A caveira dele foi explodida no pátio do
BOP pelos colegas dele.
>> Mas por que que ele falou isso?
>> Pergunta a ele. Ué, tem que explicar
ele.
>> Sim.
>> Eu tô só te dando a informação,
>> tá?
Então o Pimentel, comunicador,
palestrante, que tá ganhando muito
dinheiro, dando palestra e é o direito
dele.
>> Eu acho também
>> publiquei hoje um contrato dele com o
governo do Amapá, onde para dar uma
palestra de 1 hora e meia, ele ganhou R$
105.000.
Eu espero que os policiais um dia possam
alcançar um um um salário desse, né,
cara?
É, tá aí uma coisa que eu não tenho
tanto interesse. Eu acho que a gente tem
tanta guerra para comprar, né?
>> Não,
>> mas assim, o que que eu eu gosto do
Pimentel e eu, [ __ ] questão de honra
para mim, né? Equilibrar esse papo com
uma defesa do Pimentel, né? Porque
assim, vamos lá, porque se eu for
fiscalizar, cara, os polícia de verdade
ou isso ou aquilo, eu tô muito mais
interessado nos vagabundos, nos que
estão mexendo na sacanagem, no que estão
alimentando esse esgoto que mata muita
gente diariamente.
>> Mas você não acha também que você vender
uma coisa que você não é?
>> É, mas eu nunca, ele nunca me vendeu
isso aqui, né, cara? Nós nunca fizemos
um podcast sobre as operações do
Pimentel.
>> Você sabe quantas operações ele fez
durante os 5 anos? de 95 a 2000 que ele
teve do BOP.
>> Pois é, eu n eu nunca conversei com ele
sobre ele contando operações.
>> F 24 operações,
>> hum,
>> sendo que 19 operações administrativas.
Me diz um bandido que o Pimentel
prendeu.
Fica aí meia hora pensando.
>> Não, eu eu não tenho como responder
porque eu não conheço. Mas vamos lá.
Não, eu tô eu tô falando porque antes de
escreverã
>> eu fui ouvir
vários comandantes da época dele,
coronéis, instrutor. Você sabia que ele
só ficou no BOPE aqui no Rio porque ele
era filho do general Pimentel?
>> Deixa eu te falar uma coisa.
>> Uhum.
>> Você é a favor disso?
>> Vamos lá. Vamos lá.
>> Filhocia. Não, não, isso eu não sei. Se
você me trouxer esses elementos, eu vou
falar: "Não, pô, tá errado, entendeu?"
Mas assim, é, essa guerra é pessoal,
>> não, de jeito nenhum.
>> Quantos caras do BOP, quantos caras, por
exemplo, a polícia tem uma P5, né, que é
coronel Cláudia, beleza? A polícia tem o
Menezes. A gente tá aqui questionando
quantas operações contra os bandidos o
Menezes prendeu. Mas não, só para
concluir, mas ele é um um representante
da tropa e na função dele de oficial,
por muitas vezes eles cumprem missão
administrativa. Mas deixa eu continuar.
Você não quer que eu fale?
>> Olha só, vamos falar a verdade.
>> Ó, Pimentel não me pediu [ __ ] nenhuma.
E
e se ele me ligar para agradecer, eu
digo: "Ó, não fiz por você, não fiz por
mim, pela honra do negócio."
>> Olha só, o Pimentel foi reformado como?
>> [ __ ] eu sei, cara.
>> Eu sei.
Ele foi reformado como surdo
e saiu dali foi ser comentarista da
Globo. Ele não era surdo.
>> Não, calma aí. Se você falasse mudo, eu
até concordava, né?
[ __ ] o cara, o cara falava, [ __ ] ele
não ouvia. Vem cá, como é que [ __ ] o
cara é mudo. Se tu falar assim, [ __ ] o
cara aposentou como mudo aí se ele tá
não, [ __ ] Ele responderã
>> uma pergunta, ele tem que ouvir, né?
>> Não, não faça isso. É maldade sua, cara.
>> Você quer o atestado? Não, não quero
não. Mas posso, ó, olha aqui, cara, em
respeito ao ao Pimentel, a nossa
audiência aqui, cara, eu acho que todo
mundo que gosta e respeito o Pimentel,
quem leva ele para fazer palestra, não é
para ele contar a ocorrência dele, é
pela capacidade dele de analisar a
segurança pública, é pelo é pelo a
autoridade dele perante o público.
Quando ele vem aqui, ó, você hoje esteve
ao vivo para 10.000 pessoas. Isso quer
dizer que as pessoas querem te ouvir,
né? Tem eu também aqui, mas assim, o
destaque é você, né? Programa é seu,
[ __ ]
>> É, não, mas é nosso, a gente faz junto,
né? Ontem eu tava aqui fazendo sozinho,
hoje é com convidado, amanhã convidado,
quinta com convidado. Então, assim, a
autoridade que ele tem e que eu tenho e
que você tem, é porque as pessoas
depositam na gente uma confiança. E aí,
deixa eu falar,
>> não a partir de uma imagem falsa,
>> deixa eu falar, garotinho. Ó, aqui é
fala Glob também, cara. Pô, deixa eu
falar. E aí, cara, assim,
eh, é isso, cara. Para mim é isso. Eu,
eu nunca, ó,
>> eu sei que outros podcast possa fazer
isso. Quando o Pimentel veio aqui, eu
nunca fiz uma pergunta dele sobre você
também, entendeu? Na intenção dele falar
mal de você. Eu tô preocupado com o
problema e com a solução do problema.
Então, eu acho que o pimentel soma com a
gente, assim como eu te trouxe aqui para
somar. Agora, [ __ ] guerra pessoal,
sabe o que vocês vão fazer? Vocês vão
brigar entre vocês. Um vai processar o
outro. guerra, não tem guerra pessoal
nenhuma contra ele,
>> pô. Mas para que que vai destacar o a
carreira do cara 20 anos atrás?
>> Porque, olha só, é importante que as
pessoas não se iludam com falsos
personagens.
>> Hum.
>> Falsos políticos.
>> Beleza. Ó, lembra que tu queria ir
embora, hein? Na hora do Lula, tu pedi
queria ir embora. Qual foi o outro que
que ele falou que queria ir embora de
novo? Que a gente tava falando?
>> Para com isso que eu não falei que
queria ir embora para
>> não. O o segundo ponto eu ia zoar ele.
Esqueci. Tua produtora combinou comigo
duas horas já tô a três.
>> Não, não. Ó, vamos vou vou defender
minha produtora. Parece que deve ter
sido aquela moça ali de nome Eline. Não,
senão a produtora vai trabalhar em outro
canal a partir de amanhã. Ela falou
assim: "Glob, a produção do garotinho
pediu para ser 2 horas. OK?" Eu falei:
"OK, deixa que eu resolvo com o
Garotinho." Aí a gente faz três, [ __ ]
porque
>> tu tem, tu é garotinho, eu também sou
garotinho, né, cara? Tu é fala
>> pegou 4 horas de estrada hoje.
>> Ah, não veio de não veio de helicóptero
não.
>> Que helicóptero, rapaz?
>> [ __ ]
>> quem tem helicóptero é o
é o Barcel.
>> Então, e Barcelar é teu rival em campos,
né? Que eu sei
>> Barcelar
conheço pessoalmente. Eu fui prefeito.
>> Vamos promover esse encontro. Imagina
você o bacela um do lado do outro,
irmão.
>> Olha só,
>> minha minha briga veio lá atrás com o
pai do Barcel.
>> Sim, parcelar pai. eh que ele era
vereador, era prefeito, ele quis me pôr
uma CPI em cima,
>> [ __ ]
>> e dizer o seguinte, ó, é 10 conos para
cada um aí para não assinar. Eu falei,
bota essa porcaria aí,
vou dar dinheiro.
>> Hum.
>> Aí ele,
>> isso acontece na política.
>> O quê?
Você tá perguntando que você sabe qual é
a resposta.
>> É para tu falar, hein? É, foi isso
mesmo. Então, então a escola Barcelona é
boa.
>> É para pro para isso que para pro mal é,
né? Tô dizendo.
>> Terríveis. Eu disse ao Cláudio Castro,
olha,
>> cada passo que você der pro lado do
Barcelar, eu vou dar um em sentido
contrário.
>> Sim,
>> eu avisei a ele.
>> Mas vem cá, pelo que eu lembro, o
Cláudio Castro, ele é o o Temer do Rio
de Janeiro, né? Ele era vice, é um
vereador inexpressivo, um vereador com
pouco voto, né? Qual é o nome do partido
20 lá? Partido Cristão.
>> É partido social cristão,
>> que é do do pastor lá Pereira, né?
>> Everaldo.
>> Everaldo, perdão. Tá. É o que soltou um
punzinho no Jornal Nacional, né?
>> Dizem que aquilo é
Diz aí, garotinho.
>> Dizem que aquilo é voltagem.
>> É voltagem. [ __ ] ele faz uma carinha
de quem peidou, porque eu peido também
onde não é para peidar às vezes, né,
cara? Faz parte. Você não faz isso não.
Inclusive, teve umas horas que eu achei
que você peidou também. O cara de quem?
Pedro, mostra a mão aí. Ah, tá com a
bola amarela, velho. Vter, ele mostrou o
mano Walter. Ei, é porque ele foi criado
em campos, né, mano? Ele, [ __ ] um cara
de São Gonçalo, né, cara? Ficou, ficou
um pouco ruim para ele, né? Hein? E aí
ele soltou um pozinho, né?
>> Aí o William Bon,
>> candidato,
cara. O Brasil, né, cara?
>> Aquela cena foi realmente o suco do
Brasil, lamentavelmente, né, cara? Então
tá, pastor Everaldo, né, o do Punzinho
no Jornal Nacional, presidente desse
partido. O 20 foi incorporado por outro
partido já, né?
>> Pelo
>> pelo Podemos. Verdade. E aí o pastor
Everaldo, né, tinha lá o um um filhote
seu, né, que Cláudio Castro, um aliado,
né, não sei, um pouquinho voto, né? Aí
esse cara
vem numa chapa pura com Vidson
e eles ganham a eleição. Um dia
>> eu vou ter oportunidade de te contar
>> a verdadeira história da cassação do
Viton.
>> [ __ ] esse cara, ele já cavou uns três
programas aqui comigo, porque ele tem
história inteira para falar do Lula,
história de para falar mais não sei quê.
Tem, tem, vai ter o Ô, Guber, vai ter o
quadro Fala Garotinho. Então, pô, é, pô,
ele tá, ele tá querendo, tá querendo,
tá, tá cavando. Cada dia eu conto uma
história.
>> Tu tá trabalhando hoje onde hoje?
>> Eu?
>> É, qual emissora? Qual tu rádio? Qual
nada?
>> Tô, eu tô com o meu podcast. Pode
garotinho.
>> Pode garotinho. Por que que você não
botou fala Garotinho? Porque é da Tupi o
nome.
>> Não, o nome é meu.
>> Hã?
>> Mas eu achei que não era o nome para
podcast. [ __ ] tá de sacanagem comigo.
>> É porque minha vinheta,
>> [ __ ]
[ __ ] tu tá de sacanagem comigo, irmão.
Olha o nome aqui dessa parada aqui.
>> Não,
>> [ __ ] tu tá, tu tá me desprestigiando,
cara. [ __ ]
>> É porque você veio com fala Global. Eu
já tinha o Fala Garotinho na rádio,
então ia ia confundir as pessoas.
>> Aí tu achou que pode garantir ela é
melhor.
>> É porque eu sempre entro com assunto e
digo: "Pode isso, garotinha?" É, eu
digo, não pode. Isso aqui não pode.
>> É, Arnaldo, então, né?
>> Pode isso, Arnaldo.
>> É, entendi. Entendi. É, eu acho que fala
o garotinho caía bem, cara. Dá tempo
ainda de mudar, hein, cara. Não, não tem
nada a ver com isso. Eu tô te dando por
experiência, né, cara? As pessoas me vem
na rua, fala como?
Fala, Glávia. Fala,
>> o pessoal fala comigo, fala garotinho.
>> Aí, tu é maior mané, [ __ ] Tu bota po
garotinho,
>> [ __ ] Aí
>> não vai chamar de pó de garotinho,
>> [ __ ] Não, tu é mais experiente que eu,
mais comunicador que eu. Eu não tô, eu,
eu, eu, eu eu sei e a a hierarquia da
comunicação, né? Tu é ex-governador, tu
sabe da parada toda, tu tem poder, mas
tudo deu uma hora aí no nome no YouTube,
hein?
>> Resumindo, aqui no YouTube eu sei mais
que você, então, né?
>> Sabe,
>> vim antes, né? Cheguei
>> você veio antes. Aí,
>> é,
>> você é de uma geração, você deve ter o
quê? 40 e poucos anos.
É,
>> é, cara, aparenta, né? Eu tenho, eu
tenho um sinal externo de velice, não
tenho sinal externo de riqueza. Eu
tenho, cadê câmera em mim, mano? Volta
aqui, ó. Sinal externo de velice.
>> É a barba.
>> É, mas eu eu sou um pouco mais novo que
isso. Eu sou de 86 e não aparece não,
>> mas eu tenho 39. Quase beou.
>> É,
>> né? Então eu tô com 65. Agora em abril
faço meia.
>> Ó, se
>> bem mais de estrada. Aqui nesse canal a
gente tem uma votação digita um, digita
dois. Se você quer garotinho novamente
pro fala garotinho. E e assim o
garotinho foi confrontado aqui, eu
deixei ele desconfortável talvez algumas
vezes. Não, não desconfortável porque
você é experiente, você tem casca, né?
Mas eu fiz provocações, né? E eu gosto
disso porque deixa o papo mais honesto,
o um papo, né, mais compromissado com a
verdade, né? Porque aquele negócio ali,
né, que a rapaziada faz, né, cara, pô,
usa audiência de repente para agradar um
convidado ou para o povo
>> maquiar o negócio. É,
>> povo vai embora. Chapa branca não
funciona.
>> Aí não funciona. Aí não tem 10.000 ao
vivo, não tem 3 milhões, né? Então
assim, eh, no não soberba. Eu acho que é
é mérito nosso de ter e desenvolvido um
trabalho assim. Agora, sabendo que
>> diga
>> você já foi policial penal.
>> [ __ ] merda. Até você.
>> Eu quero te dizer,
>> até você
>> ao concluir a minha participação
>> que nós temos hoje
>> à frente da secretaria
>> a pior secretária de todos os tempos do
sistema penitenciário.
>> Deve ser por isso que ela não veio aqui.
Então assessoria, assessoria procurou,
né? E e pergunte
>> a minha amiga, ela não aguenta 15
minutos com você.
>> É, eu sei disso, eu sei disso, mas eu
fui um cavaleiro igual eu sou, igual eu
sou, por exemplo, eu fui com Cláudio
Castro, fala: "Glóber, quer levar o
Cláudio Castro?" Eu falei, eu não sei se
ele vai querer, mas se ele quiser, é só
ele vir.
>> Ele veio
>> não.
Aí a assessoria da SEAP falou, eu falei:
"Olha só, você conhece o, me conhece o
meu canal, conhecemos e tal, de repente
só queria só o número, nem queria vir
aqui usar a audiência, talvez, né? todo
respeito à rapaziada da comunicação. E
aí eu falei: "Olha só, o meu estilo e
sistema penal eu conheço, né? Eu conheço
algumas coisas, mas assim, sistema
penitenciário,
eu vou estar bem confortável, eu vou
estar bem confortável na conversa".
Então assim,
>> meu irmão,
>> para evitar,
>> deixa eu te falar uma agora.
>> Hã? Aí ela ninguém me procurou mais,
cara.
>> Agora,
>> Cláudio Castro, tu também não me
procurou, cara.
>> Agora, agora eles pegaram a maior
mentira do mundo.
>> Qual?
Teve uma licitação,
né? Ia acontecer a licitação, ó. Depois
vai falar que ele foi embora tarde. É
ele que quer ficar. Tá vendo, né? Aqui é
assim, o convidado fica e ele continua
falando. Fala, garotinho, fala.
>> Uma licitação para fornecimento de
quentinha
no valor de quase R 2 bilhões de reais,
>> tá? a maior licitação já feita pela SEAP
em toda a sua história.
>> Que foi que foi que você falou sobre a
suspens a a dama da quintinha? A rainha,
tá?
>> Aí
um amigo meu me deu uma ideia.
>> Um amigo
>> é garotinho, como você já sabe que vai
ganhar,
>> tá?
>> Vamos botar um anúncio
cifrado
>> Uhum.
um jornal aí de circulação e registrar
em cartório.
Eu fiz, vazou, eles cancelaram a
licitação
>> e veio com outro nome depois
>> no dia. Não cancelou, até hoje não sabe
quanto vai ser
>> e não tem mais quentinha,
>> não vai ter que ter, né? Aí estão
fazendo emergencial aí e tal.
>> Mas que que você quer dizer? Que tinha
uma sacanagem ali na licitação?
>> Eu já sabia o resultado, cara.
>> Hã,
>> eu publiquei o resultado através de uma
mensagem cifrada.
>> Hum. Nome dela como é que é?
>> Eu não sei, cara. Confesso.
>> Maria Rosa.
>> Maria Rosa.
>> Então tá.
>> Eu disse Maria
também
conhecida como Rosa.
>> Ahã.
>> Já comprou o almoço.
>> Hã.
>> A empresa que
fez a refeição,
>> Hum.
>> pagou.
Aí eu botei lá os valores.
Agora pode dar zebra.
>> Pode que tá azeda
>> não. Pode dar zebra.
>> Ah, tá.
>> E botei tudo lá. Aí suspenderam a
licitação na hora.
>> Isso saiu no jornal.
>> Não, tô te dando aqui em primeira mão.
>> Ô rapaz, muito
>> porque eles alegam a alegação deles para
anular para para anular não, para não
ter licitação.
>> Hum. é que eh descobriram vazamento de
dados do edital.
>> Sim. É,
>> descobriram que eu tinha registrado o
resultado.
>> Não, mas vazou, chegou para tu, pô.
>> Não, não. Eles estão alegando,
>> hã,
>> que vazou dados do edital.
>> Sim.
>> E que isso poderia influenciar nas
ofertas? Nada. Já tava tudo combinado.
>> Como é que eles fazem? Só tem eh três
empresas disputando, três do mesmo dono.
Como é que é? Por que que já tinha
marcado?
>> Porque o dono dessa empresa trabalha
dentro do Palácio Guanabara.
>> Ohô meu Deus do céu. Tem isso, cara. Tem
muito.
>> Gláubia, boa noite.
>> E Maria Rosa botou ele pra casa, né? É
Maria Rosa o nome. Rapaz, olha só, deixa
eu te falar uma parada.
>> Você gosta de cavalo? Pô, não, não, não.
>> Maria Rosa adora andar de cavalo. É
mesmo
>> lá na zona oeste.
>> É, é Amazonas o nome, né, que fala a
moça que anda de cavalo.
>> Ah, sim. Mas não é do conjunto Amazonas,
não. E paciência.
>> Hã,
>> conjunto Amazona é em Campo Grande.
>> Quem gosta muito de cavalo é a culpa do
jogo do bicho, né? Não tem a sério.
>> Ela gosta de andar cavalo também.
>> É. Tá, mas olha aqui, cara. Eh,
você isso é é denúncia. Isso é não as
coisas que você falou aqui, né?
>> Não, não é denúncia, é tudo verdade. Eu
não faço denúncia, eu faço reportagem.
>> E aí quando eles processarem você, que
que você faz?
>> Processar de quê?
>> Não, não sei. É só uma pergunta.
>> Processar o quê? Processar? Vou falar,
me leve juízo que eu vou provar.
>> Mas tem um risco aí, tá?
>> Qual?
>> Eles vão processar eu.
>> Ah, bom. Aí você me convoca como sua
testemunha,
>> [ __ ] Não, como parte, né? [ __ ]
>> É parte,
>> [ __ ] Testemunha tu quer me quebrar,
né, irmão? Aí eu, [ __ ] vamos botar
tudo aqui no no glób, [ __ ] Lá ele, lá
ele, né? Aí, ó, o prejuízo, rapaziada.
Olha só, deixa eu falar para vocês aqui.
Nós temos ainda 9.000 pessoas e 7.446
like. E eu ia fazer uma votação que
acabou que eu não concluí. Aqui tem o
digite um, digita dois.
>> O que que é isso?
>> É meu jeito. É, é o jeito. Você, eu, eu,
ó, eu tenho vontade de ser radialista.
Eu só tenho um problema, né? Não tem
como um um um fanho da língua presa na
rádio, né? Aí quase cuspiu a água,
hein?
>> Se eu te contar a piedra do fanho aqui,
o seu programa não termina hoje.
>> Ih, rapaz,
>> conhece a piada do fan,
>> [ __ ] Não, eu vivo isso, né? Não, a
piada eu não conheço.
>> Não, mas não é do fã, é do gago.
>> Hã? O Cláudio Castro.
>> Não, não é que isso,
>> mas não é gago.
>> Disse que tinha um anúncio do jornal.
Hã,
>> dis o seguinte: "Precisa-se de vendedor,
>> hã,
>> experiente,
eh, com bom salário e boa comissão."
>> É,
>> apresentação a partir de amanhã no
departamento pessoal.
>> Sim.
>> No dia seguinte, chega o sujeito lá, seu
nome é é é eh
>> é meu me me me meu nome é é é é é é
Glauber,
>> pô. Para mim falar Cláudio, quase saiu
um Cláudio aí, cara.
>> Cara,
>> meu amigo, senhor, desculpa, acho que o
senhor não entendeu. O cara para
trabalhar aqui precisa ter boa adicção,
tem que ser vendedor. E e e eu e eu eu
eu tô eu tô por dentro.
>> Agora eu entendi porque que o programa
não acaba, né? Até acabar de gaguejar,
né?
>> Aí o cara falou: "Pô, leva mal não,
>> tá?
>> Se eu contratar o senhor, eu perco meu
emprego, né?" Mas que que
assim,
vamos
fazer um um té té um um teste. Ô cara,
meu irmão, você sabe aqui é para vender
o quê?
Não, não, não, não tem problema.
Qualquer
>> [ __ ] eu tô quase ficando gago, mano,
de verdade. Eu só tenho língua presa,
cara. Qualquer coisa é é comigo mesmo.
>> Hã,
>> eu quero falar que é para vender bíblia,
cara. Ó, vou fazer o seguinte, eu vou te
dar três Bíblias, você tem uma semana
para vender. Se você conseguir vender
essas três, eu vou pensar no seu caso
aqui. Me me me me dá aí. Meu Deus do
céu.
>> O cara deu
>> nervoso. Acaba quando isso?
>> No dia seguinte o cara voltou. Tá no dia
seguinte de uma semana. Tá
todo
tudo vem di tá aí, cara. Não é possível.
Vendeu as tris
nem
dois dias,
>> [ __ ]
>> Aí o cara, pô, como é que esse cara
vendeu Bíblia, [ __ ] O cara falou, ó, é
o seguinte, você é o talento, mas eu
também não posso colocar meu emprego em
risco. Eu vou te dar agora sete bíblias
e vou te dar três dias para você ver
dele. Po, pode,
po, pode me dar, mas vou, você vai a
assinar minha minha
carteira.
>> Hum. Ele, bom, se você vender sete
bíblia em três dias,
eu aceno
dois dias depois o cara chegou lá, tá tá
tá tá aqui a a relação de to todo todo
mundo que que comprou, tá tudo vendido.
Cara, não é possível, vou fazer até um
teste. Pegou lá um um cadastro lá que
ele tinha vendido, ligou pra mulher.
Senhora, comprou a vida? Comprei,
mas olha, não me fala mais em Bíblia.
Comprei a Bíblia. O Figou o telefone
cara, falou: "Porra, o cara vendeu mesmo
a Bíblia".
Ele falou assim: "Olha,
pegou o telefone, ligou pro dono da
empresa. Olha, chefe, negócio é o
seguinte. Tem um cara aqui que é um
fenômeno.
O cara é gago,
vendeu duas bíblias
em
dois dias. Depois eu dei mais sete
bíblias.
para ele vender em três dias, ele vendeu
as sete em dois dias. Ele tá querendo
ser contratado,
ó. tá tendo uma palestra lá no
auditório,
você os vendedores estão todos lá, você
leva ele lá e diz para ele contar o
modelo de venda dele, porque vai ser um
sucesso.
Aí ele fala: "Olha, uma criand
>> vamos lá no auditório que tem tem lá uns
250 vendedores e o chefe tá dizendo o
seguinte: "Você vai ser o chefe da
equipe de venda, mas você tem que contar
o seu método. que que meu meu meu meu
meu método método é é é é é é é é é é é
é muito pessoal,
mas mas eu vou aí chefe chega disse:
"Amigos, olha só, nós temos aqui um
convidado para essa palestra de hoje.
Ele veio explicar
o método dele de venda de bíblia já
testado pelo departamento de recursos
humanos. E o o cara é um sucesso. Então
queria que você recebesse com a salva de
palma o Joaquim de Oliveira. Ah, Joaquim
de Oliveira. Ele
eu
bato na porta de qualquer pessoa.
Aí vem aquela aquela e senhorinha, o o
o o dono da casa. Aí eu eu falo assim,
ó. É e e e essa aqui é a palavra de de
Deus. O senhor quer comprar ou quer que
eu leia tudo pro senhor?
Eu qu eu tava quase fazendo isso
contigo. Vai acaba, acaba logo. Que que
k até k
>> aí o cara o cara,
>> deixa eu te falar uma parada,
>> cara. Pensando que ia ter que ouvir o
cara.
Eu compro, vai embora,
>> vai embora.
>> Ô garotinho, olha só cara, você sabe que
nós estamos em 2026, né?
>> É. E comediante paga a multa, vai preso,
responde processo, né? Amanhã nós
estamos sendo processado pelo Ministério
Público. Porque por que o Z zomb de
gago?
>> Que isso? P
>> E tá nesse nível?
>> Não tá não. Meu filho é gago. O que é
prefeito,
>> [ __ ] Hein?
>> Mas é um gago moderado.
>> Tem potencial para governador, hein?
>> O garoto
>> é o
>> Tem.
>> É negro que você vai apostar?
>> Não. Muito novo ainda.
>> É. Embora eu tenha sido governador com
38 anos, né?
>> Não. Sim, mas olha só, rapaziada, que
que quem é? Eu tô gaguejando já, mano.
Cara, que merda, cara. Quem é gago aí,
cara? Não se ofenda, né? Eu falo, eu
falo aqui da minha língua, né? Na
verdade, eu não sou gago, né? Toda
mulher que conhece um gago se apaixona.
>> Ô louco, mano. Amanhã tá todo mundo aí
na na na boate.
Oi, tudo bem? Pode quer dançar comigo,
olha só, rapaziada. Deixa eu concluir
essa missão aqui.
>> É que você não entendeu a perna,
>> então não, cara. Me perdoe. É
>> que na hora H.
>> Ah,
rapaz, entendi.
>> O gago dá a paradinha do pênalti,
>> mano. Volta. E o garotinho é safadinho,
mano.
>> Garotinho. É rapaz. Rapaz.
Tá certo. Parabéns. Tá. Parabéns por
isso. A patroa merece isso, rapaz.
Rapaz,
>> não, todo, toda, toda dama, toda mulher
merece isso, rapaz. Quem, quem, quem,
quem não faz tá tá tá tá errado, né?
Olha aqui, mano. Volto, se você é gago,
por favor, não se ofenda. Ministério
Público, [ __ ] vamos procurar um outro
problema maior que esse aí e assim,
vamos deixar a vida menos chata, né?
>> É, antigamente podia contar piada de
tudo
>> hoje. Não pode, [ __ ] Já dizia já. Lei
do palácio uma vez,
>> hum,
>> quando Bolsonaro era presidente.
>> Ah, é. Aí chegamos lá, começamos a bater
papo.
>> Como que ele te recebeu? Tudo bem,
>> cara? Não. Aí falou assim, garotinho,
conta piada. Depois de 40 minutos, o
Flávio virou e falou assim: "Pô, para,
papai, [ __ ] vocês vieram aqui, o cara
veio do Rio, o senhor é presidente,
tanta coisa para fazer, vocês não para
de contar piada que ele gostava e eu
gostava". E aí ali e eu a gente podia
contar piada de qualquer coisa, né? Não
tava no ar.
>> Sim.
>> Mudou muito bem com o pai.
>> Ah, é. Tu tu curte o Jair?
>> O pai.
>> O Jair.
>> O pai.
Inclusive, uma das perguntas que me
cobraram foi sobre o Flávio, né? Que que
você achava da campanha dele para
presidente?
>> Pode pular?
>> Pode, pode. Beleza. Olha aqui. Vamos lá
porque tá tarde realmente. E tem uma
coisa que eu não abro mão, cara, é
prestigiar a audiência. Deixa as pessoas
mandam uma mensagem ali e aí se você
puder honrar isso, né? Você como um bom
representante do povo tá sempre honrando
a população, né? que eu sei. Então
assim, não vamos deixar a mensagem da
audiência sem resposta, né? Mas antes,
deixa eu fazer o que eu tô tentando,
porque você ficou garejando aí um
tempão. A piada longa para [ __ ]
Senhores, se você tá no chat aí, você
gostou, você digita um. Se você quer,
fala garotinha novamente, parte dois. A
agenda não sei se deve tá muito difícil,
né? E eu não sei se daqui a pouco tu vai
ser preso de novo, né? Gostou da piada?
Gostou da piada, né, cara? E e tu falou
para eu visitar lá, eu falei que eu não
tô a fim de ir, né, lá em Bangu, né, que
provavelmente é onde vocês ficam, né,
Bangu 8, né?
>> Eu fiquei em Benfica lá que eu apanhei.
>> Benfica, né?
É,
>> eu fiquei em Bangu oito também, mas em
Benfica que o cara entrou lá e me bateu.
>> Mas por que tu não deixou ele te bater,
cara? Cara uma porrada com ele.
>> Como? O cara com revólver na mão você
queria que aborreçe, pô.
>> Você com revólver na mão é um bicho
feroz, né? Não é isso
>> é, rapaz. Por isso que tem uns cara com
revólver aqui, né, cara? Vocês não vão
bater em mim não, né, rapaz? Aí o careca
ali é meio sério, mano. Vocês não vão
bater em mim não, né, cara? Porque tem
uns cara com revólver aqui que às vezes
fala que quer bater em mim, né, mano?
Olha só, senhores, e digite um aí, cara,
se você quer parte dois. E eu espero ter
contribuído paraa sociedade. E os
inimigos, cara, vão todos na direção do
garotinho, porque ele tem casca para se
responder juridicamente, tem segurança,
ele tem um monte de segredo, né, para
revelar das pessoas, né, a melhor arma é
essa, né? Então assim, cara, os meus
inimigos que eu nem sabia que eu tinha,
cara, mas eu tô sabendo que eu tenho
agora não tem como, né? Eh,
>> isso prova que você é bom. Inclusive,
Lauder, é um super chat que chegou aqui,
foi do Você quer terminar?
>> Fique à vontade.
>> O Illuminatos falou o seguinte:
"Garotinho, a família que manda no
Brasil, que está nos arquivos de
Epstein, acusa o Glauber. Será que o
deep state brasileiro sentiu a
comunicação do Fala Glob Podcast? Você
sabe algo sobre a elite brasileira,
brasileiro?
Pode par,
>> vamos deixar pro próximo.
>> Eh, mas você acha que eu incomodo, cara?
Tem essa parte da pergunta.
incomoda
>> um programa igual nós fizemos hoje aqui
de te dando a a oportunidade de falar
abertamente.
>> Olha só,
>> todo mundo que sai da caixinha incomoda
o seu programa sai da caixinha, então
incomoda.
>> É, é
>> que aquele programa dentro da caixinha
já sabe o que vai perguntar, já sabe o
que vai responder. Então é quase que
propaganda eleitoral.
>> Pois é. É.
E eu não uso a minha audiência e meu
programa para ter nenhum tipo de
benefício, né? Isso.
>> E aí,
>> o benefício que você tem é o seu
patrocinador.
>> Eu tenho benefício do que eu tenho de
melhor, né, que é audiência.
>> Mas é porque tem
>> a depender do formato, né, você leva
convidados estratégicos que te dão
benefícios estratégicos.
>> Então assim, a gente não faz isso,
>> jabá, né?
>> A gente não faz isso aqui, né?
>> No rádio a gente chama isso de jabá.
>> É, servidor público gosta muito de
cargo, né? de um de uma condiçãozinha
boa,
>> mas não tem carro para te dar
>> não. Eu sei, tô falando em outros
lugares, né? Mas se tiver também eu não
aceito não.
Eh, mano Valter, eu tava falando dele
vir aqui e e sobre ter risco, né? Então,
a rapaziada ditou um, cara, todo mundo
quer você de volta aqui. Tá bom. Vai lá,
mano. Volta, fala aí. Continua agora
mano Walter. Agora fala, mano Walter.
O Antônio, ele falou o seguinte
>> no React, Glauber, do vídeo do
Garotinho, você tava bravo porque o
Garotinho expôs todos os dados do PM,
não expôs nenhum dado do prefeito.
>> Verdade, irmão. Verdade. Agora, GL.
Verdade, Gotinho. Garotinho.
>> Falei aqui do pai do prefeito. Boy,
>> boy. Falei da conta do Panamá do
prefeito.
>> Perfeito. Não, não, mas deixa eu só te
contar só para você entender essa
crítica aí. Você não deve ter visto o
vídeo. No vídeo do capitão lá da PM de
Belfo Roxo,
você pegou as informações que estavam
num processo e lá tinha a ficha
funcional do cara, tava o endereço, o
CPF,
o nome da mãe, nome do pai,
>> mas é porque aquilo tá dentro do
processo.
>> Tá dentro do processo. Aí, cara, com a
honra que eu me cobro de ter e que eu
tenho e e sempre tento horrar na minha
comunicação,
>> eu tinha que ter borrado ali.
>> Perfeito,
>> errei. Obrigado. Fala assim, rei. Fui
moleque.
>> Não, moleque não foi não. Ele
>> foi
>> é o meme aí da internet do Neymar, né? O
Neymar saiu fazendo filho com um monte
de gente aí questionaram ele, [ __ ] aí
aí tu traiu errei. Fui moleque, acabou a
conversa, né? Aí a gente brinca com
isso, né? Errei.
>> Não, eu peguei o processo, eu não podia
mexer, mas realmente eu tinha que ter
coberto ali, porque
>> aí eu falei assim: "Porra, aí não, L
boy, aí não, L boy, [ __ ] o P, porque o
PM é sempre esculachado". E assim da
César que é de César. Quando é para
bater a gente bate. Quando é para honrar
e defender a gente honra, né? [ __ ] eu
sei que aquele PM ali não merece a minha
defesa em [ __ ] nenhuma. Vagabundo, tá?
[ __ ] aqui a história dele já diz por
si. Beleza. Mas [ __ ] tava exposto
todos os dados dele. E quando vai falar
do canela, não tem nada no processo
expondo os dados do processo, né? Mesma
coisa o fala Globo aqui. É muito simples
pro estado meter um processo num PM em
mim, [ __ ] num policial civil, pega a
ficha funcional do cara e ó, e vaza e
expõe o cara, né? Agora quando é de
repente um policial federal, teve aí o
senhor do senhor das armas, tu lembra
desse caso?
>> Lembro,
>> meu irmão, não falaram nem o nome do PF,
>> não falaram nem quem é o cara. Aí tem
deputado envolvido no Monte Esquema, mas
ninguém sabe aonde ele mora, o nome da
mãe, o nome da mulher, o telefone e tal,
mas o servidor público, o sistema faz
isso. Então assim, não por causa
própria, pô, para ser justo, se eu vou
expor um, eu vou expor os dois ou então
não expõe ninguém, né?
>> Que bom.
>> Não tá certo.
>> Obrigado, garotinho. Aí, graças ao nosso
camarada do super chat aí. Vai lá,
irmão.
>> Outro super chat que chegou aqui foi da
Célia Souza. Ela quer saber, garotinho,
o que que você sabe sobre a morte da
Marielle? quem é o mandante? Eh, e ela
quer detalhes, né? Mas
>> olha, olha, eu
tenho uma divergência
profunda em relação
ao mandante, né?
Eu já expus isso inclusive num programa,
né?
Agora
eu vou falar aqui algo que eu sei que
vai me gerar uma confusão grande, né? Na
minha opinião, a causa
da morte da Mariele é que naquele
momento estava em tramitação na Câmara,
já em processo final, uma CPI
sobre as linhas de ônibus da cidade do
Rio de Janeiro,
cujo presidente dessa CPI era o
Tarcísio,
vereador
>> Pessoal,
>> do Pissol. Marielei fazia parte.
E o pessoal do ônibus não tava gostando.
Uhum.
>> Pronto, você já entendeu
a minha opinião.
>> E aí? E não foi pra frente com a morte
da Marel evitava?
>> Não, olha só.
>> Ou foi fogo, amigo.
>> Mandaram dar um recado a ela.
>> Hã.
>> E o recado foi dado e as pessoas acham
que o cara que deu o recado foi que
mandou matar.
>> Entendi.
Mas o recado pelo ir brasão. É isso?
Sim.
>> Tá. E aí
>> Brasão sempre foi ligado a Petranspor,
>> tá? E aí as evidências que tem e botam
na caiu na conta do Brzão. E o brzão tá
segurando porque ele fazendo bom papel,
ele tá segurando porque ele tem que
segurar.
>> Não, se ele não segurar, ele morre.
>> Então, porque às vezes a gente usa uns
termos assim, chulo, né? Mas é isso, né?
É isso.
>> A [ __ ] faz papel de [ __ ] e o macho
faz papel de macha, né? E na política,
por mais que o cara às vezes ele é um
machão, mas ele é [ __ ] de alguém às
vezes, né? Sempre, né? Fala, garotinho.
>> É isso.
>> Tá bom. Então, e por que que e o Tarciso
que seria o presidente?
>> Não,
>> ele aceitou o recado,
>> ele ou ela não, ele encaminhou, né?
>> Mas assim, houve uma comoção tão grande
depois da morte dela que o negócio caiu
meio que no, né, cara? Eu tenho, eu, eu
não quero que esse cara volte aqui não,
mano. É, é um, é um problemão, cara.
Porque
>> é muito assunto, né?
>> Não, é muito, é muito vespiro, cara. É
muita merda. Agora o cara do transporte
aí, [ __ ] como é que faz? Ainda bem que
é tu que tá falando, irmão.
>> Não sou eu que tô falando.
>> E eu nem te perguntei. Tu falou porque
quis.
>> Não, quem perguntou foi ele, ó.
>> [ __ ] então foi ele, ó. O cara do Foi a
Célia. A Célia Souza.
>> Célia, irmão, acha a Célia Souza. Célia
vai embora. Séria, pelo amor de Deus,
séria. Séria, ainda bem que não
divulgaram teus teus dados, né? Séria?
Vai.
>> Ah, mas eles acham,
>> acha, né?
>> O imperador acha.
>> Agora, falando em transporte, tu mexeu
com os transportes quando você espalhou
o mand pela cidade, né? Porque você
>> eu espalhei, não, eu só
>> isso, isso tu autorizou, né?
>> Ele não gosto de mim, não.
>> Isso é uma coisa que eu queria te
questionar, né? Porque a milícia depois
enriqueceu com isso, né?
>> Mas aí foi depois.
>> É.
Depois eu vinha lá de Alcântara lá.
Alcântra Alcânara. Não é não. As vans.
Tem até hoje essa merda, né?
>> Mas agora tá tudo aparelhado.
>> Hoje em dia é tudo
>> tambémudo na mão da Mel.
>> O sistema incorpora, né?
>> O organismo, o organismo absorve, né?
Não é isso?
>> É.
>> Tem a mutação da célula.
>> Eu não vou falar mais que se você me
provocar, vou começar a falar outros
assuntos e aí eu
>> Mas Tá bom. Tu deixou Rolex em casa,
agora tu não conseguiu ver a hora, hein?
Vai, mano. Volta. Vamos lá. Vamos honrar
a nossa audiência. A nossa audiência
honrou a gente, ó. Já vai bater 8.000
likes, irmão. 8.000 likes. Muito
obrigado por essa audiência maravilhosa,
entendeu? E eu tento honrar vocês aqui e
fico muito feliz. Espero que esse
conteúdo contribua pra nossa sociedade,
contribua para algumas coisas. As
retaliações. Espero que o garotinho
consiga absorver todas, que não
respingue nenhum mimi, né?
E ó, e aquelas paradas, aquelas paradas
que você falou que sabe,
>> qualquer coisa você volta aqui e fala,
tá bom?
>> Fala tranquilo,
>> entendeu? Para ver se pelo menos o
sistema, [ __ ] me deixa um pouquinho
quieto, né? Senão o garotinho volta e
fala, né?
Vai, vai, vai, irmão.
>> Se teu chefe ouvir.
>> Ih, rapaz, meu irmão, já tão querendo,
já tão querendo. [ __ ]
>> rapaz, você quer ver ele ficar pálido?
>> Não, melhor não. Não tá no momento.
>> Diz que você entrevistou o garotinho.
>> E aí, não tá vendo? Você não tá vendo,
tá errado. Mas se bem que eu não
>> Essa hora ele tá dormindo.
>> Não, mas é, né? Ele toma, ele toma e de
azepan, né? Eu eu coloco um pouco em
dúvida, né, cara? Porque assim, eu fiz
minha parte, né, cara, e faço até hoje,
né? Mas, [ __ ] eles mesmos não fazem,
né, cara? Aí assim, né? Vai, mano. Valta
o super chat aí.
>> Bom, Gláber, deixa eu ler os super chats
aqui, agradecer a rapaziada que tava
mandando aqui. Eu obviamente vou dar
mais atenção aqui às perguntas, né? Uma
outra pergunta que chegou aqui foi do
Rafael Aleatório e ele faz o seguinte
questionamento, garotinho, pergunta como
ele e a família faziam campanha dentro
de comunidades como Vila Aliança, onde
eu morava, né? Ele complementa ele, o
coronel Jairinho, pergunta a quem ele
pedia autorização.
>> Olha só, primeiro que eu nunca fiz
campanha com o Jarinho. É alguma coisa
errada aí, né? Jarinho sempre foi ligado
a esses grupos políticos aí que fizeram
oposição a mim, né? Então agora já
aconteceu o problema comigo dentro de
comunidade, só que eu encaro. Fui fazer
uma carreata uma certa vez e aí a
carreata armada na entrada da maré vem o
sujeito de moto disse assim: "Tem
autorização para entrar não".
Aí eu falei: "Como é que é? Mas quem que
deu autorização aí? Não, não pode. Que
tem que falar com o chefe aí. Como é que
é? Falar com quem? Não, o chefe aí
falou: "Negócio é o seguinte, vocês vão
atirar em mim?"
Vão. Eu só quero saber isso, porque na
hora de comer ali no restaurante
popular, na vilina Brasil, a comunidade
toda vai lá comer no restaurante que eu
fiz. Ael agora você não quer me deixar
entrar? Aí o cara veio
de Rolex, cheio de ouro. Aí mano,
negócio é o seguinte,
tu vai entrar porque minha mãe é tua fã,
te ouve na rádio,
tu já sorteou uma Bíblia para ela. Agora
é o seguinte,
vai devagar, tá? Não filma nada. Eu
falei: "Meu irmão, olha só, eu vim fazer
campanha, não sou polícia.
Tá pronto, acabou.
>> Agora isso aí é uma realidade, né? Uma
das coisas que eu bato aqui no canal
>> é uma das coisas que eu bato aqui no
canal, que que festa da democracia é
essa? que [ __ ] o território é dominado.
Os caras os caras metem boca de urna e
dentro da favela, na região de milícia,
de tudo isso. E você tem onde um pode
fazer campanha, outro não pode, onde tem
a liderança, tem as ONG, tem isso, tem
aquilo. Então, como é que fica que como
é que a democracia se o território se o
território tá dominado?
>> 30% dos votos do Rio de Janeiro são
controláveis. Isso
>> controláveis. Não quer dizer que sejam
controlados, mas são possíveis de ser
controlados porque tão em áreas de
milícia ou tráfico.
>> Isso dá o quê? Uns 3 milhões, né?
>> Não, são
>> votos vários. 6 milhões de
habitantes, 4 milhões de eleitor
>> falando cidade, então.
>> Cidade.
>> Ah, tá. Eu abri pro pro estado.
>> Não, só cidade. 15 milhão de votos,
>> tá?
>> De 4 milhões
é muita coisa, né? Isso quer dizer que o
assim o atual prefeito Eduardo Pais, ele
ele é eleito com parte desse desses
votos. Eu te pergunto,
o filho da Lucinha trabalha onde?
>> Vou saber agora que você vai contar.
>> Secretário do Eduardo Pais.
>> Hã?
Quem é o vereador que é dono da
empresa de internet do Comando Vermelho?
>> CVNET.
>> Não,
>> e nome fantasia é CVNET.
>> CVNET. Tudo bem.
>> Hã,
>> o cara tá inaugurando obra com o Eduardo
Pais aí para baixo e para cima.
>> É mesmo. E e ninguém vê isso não.
Ninguém sabe não.
>> Finge que não vê, né?
>> Amizade é boa.
>> O quê?
>> A mesa? Pinga dinheiro para todo mundo.
Como é que é? Não sei. Eu tô só dizendo
o seguinte, na campanha
>> tu só sabe o santo. Tu não sabe como os
os milagres que o santo faz, né?
>> Olha só, se é milagre, você não tem como
saber.
>> É uma força de expressão.
>> Não, não tem como saber, porque a
operação lá não é uma operação
>> simples,
>> né? Então,
olha só, tem um vereador aí na cidade do
Rio,
>> hã,
>> né? Além desse que eu citei aí do
comando vermelho, amigo de THias, tem
foto abraçado e tal. Vem cá, um tá
preso, o outro tá solto. Por quê? Porque
um é do prefeito, outro é do governador.
Como é que é isso?
>> É
difícil ter esperança, né, cara? É
assim, esse sistema todo aí que nós
falamos, tanto federal, quanto
municipal, quanto estadual, envolvendo
as facções, o poder paralelo, [ __ ] a
estrutura do estado, ela já é dentro da
estrutura, já tem todos os esquemas ali
funcionando, né, entre os poderes,
entre, enfim, eh, como é que muda? Só
virando a mesa, só mudando tudo, só
explodindo no sistema. Como é que é,
cara? Só existe corrupção porque é a
clicidade.
>> Ah,
>> se não tiver clicidade não tem
corrupção.
>> Tá, mas
>> se cada poder cumprir o seu papel
vai funcionar. Só que
>> estão todos envolvidos
>> dentro do sistema.
>> Então, mas aí a pergunta é
>> só virando a mesa, você já falou,
>> é só outra constituição, botando uma
guerra, prendendo todo mundo.
>> Não, não, não. Uma guerra assim que eu
digo de casa, né? de de
>> não existe
>> mudança sem dor,
>> sim,
>> sem ilusão.
Você achar que você vai romper com isso
aí na conversa, não existe, isso
é força.
Existe até jeito de romper a longo prazo
estudos que foram feitos, né, que
provaram que o esporte de rendimento
ela ele produz a longo prazo, no
organismo de uma criança de 6 anos,
todas as substâncias que a droga produz
e ativa os seus neurotransmissores, a
adrenalina, a serotonina, todas as
substâncias. Mas precisa de 10 anos.
Ninguém quer ter paciência,
>> tá?
>> Se começar hoje, pegar toda a garotada e
botar ensino de educação física, o
esporte rendimento obrigatório, daqui a
10 anos você vai ter 40%, 50% de usuário
a menos, porque ele vai ficar viciado na
substância que o esporte produz no
organismo dele,
>> tá?
>> Mas vai esperar 10 anos.
>> Mas isso aí você tá falando pro usuário
de de droga. É dependente químico,
>> tá? Mas aí a estrutura podre,
>> não? Aí olha só, quanto menos eh tiver
gente para comprar,
é a lei da oferta e da procura.
>> Você tá dizendo que é a questão do
dinheiro que financia tudo. É isso.
>> É, mas hoje esse dinheiro é ínfimo,
>> porque hoje você tem Tá, mas calma aí.
Hoje você tem os contratos públicos,
você tem a o domínio territorial com com
dinheiro de internet, tudo isso. Então
assim, fora isso, você tem a droga que é
exportada, né, que o Brasil joga isso.
Então o que que eu quero dizer? Tá.
>> Aonde tá o maior dinheiro do PCC, por
exemplo, pegando o PCC como exemplo, não
tá no usuário de droga, tá na tá nos
contratos públicos, tá dentro da da
administração e tá dentro da exportação.
>> 90%
>> hã
>> das drogas,
>> hum,
>> que entram no Brasil,
elas vêm da onde?
>> Elas vêm do Peru.
>> Três país. Uhum. Bolívia.
>> Bolívia e Colômbia. 90%. Colômbia.
>> Ok. Isso.
>> Desses 90% que eh passam pelo Brasil,
ficam aqui 30%.
O resto vai para Ásia,
Europa e África. Ah, mas não vai paraos
Estados Unidos não, porque os cartéis
mexicanos não deixam,
>> né? vão para essas regiões. Só para você
ter uma ideia, o PCC tem uma célula com
1000 homens em Portugal.
O PCC domina o Porto de Santos.
O PCC tem 100 farmácias.
O PCC controla 25%
do combustível distribuído no Brasil.
O PCC é uma multinacional do tráfico. O
comando vermelho é varejo,
não é a estrutura que o PCC tem. Vamos
ser sincero, o Marcola
>> Hum
>> ia ter cabeça
para gerir 1500 farmácias, empresa de
ônibus, 40% das bets, tudo isso? É claro
que não.
>> Não,
>> ele é a cara
desse
monstro,
né, que é na verdade administrado por
empresários.
É isso que é
>> empresários, não, né?
>> Bandidos, né?
bandidos que eh pegam dinheiro eh sujo e
tentam limpar esse dinheiro através de
negócios aparentemente ilícitos.
>> Se você pegar a economia formal, quantos
por cento da economia formal
vem da sacanagem?
>> Eu não tenho esse número, mas deve ser
alto.
>> É relevante, hein? Dá uma quebrada no
país. Não dá. dá uma quebrada no país. E
e que dia que você vem contar quem é a
cabeça do PCC?
Porque senão o Marc tem alguma cabeça
grande aí, né?
>> Tem algumas cabeças.
>> Algumas,
>> duas estão foragidas,
>> tá? Beto Lou e Mohamed.
>> Ah, não.
>> Beto Louco
>> não. Não. Sim, eu sei, eu sei, eu sei da
operação, eu sei do que apareceu, mas
assim,
eles, eles têm muito poder. Só para você
ter noção na delação que o Beto Louco tá
fazendo, ele diz que só em Brasília, no
último ano, ele deu 400 milhões de
propina.
>> Teve o piloto andou falando isso aí. Se
>> não, o piloto não, acho que ele não
chegou a falar isso, não.
>> Falou e deu o nome.
>> Não, não. Ele deu o nome dos caras que
receberam. falando esse valor, né? Eu vi
o vídeo do piloto, né?
>> Mas ele falou do nome dos deputados, dos
dos políticos lá de Brasília, do Rueda,
que é o presidente do União Brasil.
Mas a coisa é muito além disso.
O cara de um setor, porque, por exemplo,
eh, pelo estudo que eu tenho a respeito
do PCC, o PCC é dividido em áreas. O
Beto Louco e o Mohamed controlam a área
de combustível,
que foi alvo da operação carbono oculto.
As Bet é outro personagem.
Você imagina quanto movimentam
as 40% das betes que estão ligadas ao
PCC?
Você vê, anda em qualquer cidade do
Brasil, não há comércio que abra mais do
que farmácia. O PCC tem 15 farmácias.
Isso já é outra área.
Mas olha só o que eu tô dizendo para
você que é uma multinacional do crime.
>> Escuta, assim como tem o monopólio no
sistema financeiro, as farmácias são
poucas redes que dominam o Brasil todo.
Você pega o Centro-Oeste, tem farmácias
específicas. Eu conheço porque eu vivo
em Brasília.
>> Você pega o Rio de Janeiro e tem
farmácias bem conhecida.
>> Você tem franquias?
>> Isso.
>> Eles compram franquia. Ah, não tá dentro
da estrutura da rede,
>> não. Ele ele ele compra a franquia.
Então, tem uma rede que tá vendendo, tá
abrindo farmácia, aí tá vendendo a
franquia. O cara chega lá, compra a
franquia,
>> tá?
>> Aí, compra 200 de uma, 100 de outra. No
total dá em torno de 90. Já hoje já deve
ter 1500,
porque assim, se for aumentando,
>> vem cá, tem como ficar falando dessas
coisas e não cair do avião e não ter
[ __ ]
>> Olha, cara, já te falei, eu não tenho
medo de morrer.
>> A Lind tá dizendo tem medo de morrer,
vamos embora que eu tenho.
>> Ela falou, vamos embora que eu tenho,
né? Mas você vai morrer de sono ou você
vai com medo de morrer de verdade? E
como é que você anda com esse rapaz
aqui,
hein? É que o marido dela é motoqueiro,
então
não entendi.
>> Gosta de pá
>> de aventura,
>> de aventura. Leva lá na garota.
>> Aí a adrenalina já já tá, né? Tá bom,
cara. Tu realmente tem muita coisa para
falar e eu acho que eu tenho que
contribuir te ouvindo, né? Agora a gente
tem família, né, cara, e a gente faz os
cálculos, né? Você é um cara,
como eu disse,
>> eu eu faço o seguinte raciocínio.
>> Hã,
>> quantos anos eu tenho a mais de vida?
Tenho 65, praticamente 66 eu faço em
abril.
>> Eu vou ver até os 80.
>> Uhum.
>> Se eu for ver até os 80, eu tenho mais
14,
né? Então, eu já vivi mais do que eu
tenho tempo para viver. Então eu tenho
que pegar esse tempo que me sobra para
tentar ajudar o país que eu vivo,
>> tá?
>> Então
seja o que Deus quiser.
>> Pô, mas eu tenho mais tempo de que eu
vivi e eu tenho para viver, cara.
>> Você tem mais tempo para viver.
>> E eu tenho filho pequeno, né, cara?
Talvez eu tinha que fazer essa conta e
voltar só daqui a 20 anos, né, hein?
Pelo amor de Deus, mano. Volta, mano.
Volta em você, mano. Volta. morreu
então. [ __ ] que pariu, mano. Que que eu
vim fazer aqui hoje, cara? [ __ ] merda.
Quem foi que convidou esse cara, mano?
Vai, mano. Volta, vamos acabar. Já
encerrou o super chat? Ah, não. Encerrei
o super chat aqui. A rapaziada não tá tá
enviando mais, mas tem alguns aqui.
Agradecer pessoal, não vai dar para ler
todos. Isso,
>> garotinho. Tem compromisso. Eram 2
horas, já extrapolou um pouquinho mais
disso.
>> E a Célia 4 horas quase.
>> É, a Célia Souza perguntou o seguinte:
"Garotinho, que você acha de a Célia
quer morrer. Célia, morra você sozinha,
Célia. Não me leve contigo."
>> Ela quer saber quem você escolheria, né?
Ela. O que que você acha da candidatura
do Flávio Bolsonaro para a presidência?
E quem você escolheria como candidato da
direita? Tarcísio.
>> Tá bom. Você antes não queria falar. Tu
tu tu pulou a pergunta do Flávio, né? Eu
acho que o Flávio para mim vai dar
vitória ao PT.
>> Sim.
>> Entendeu?
>> Mas a pesquisa não tá mostrando isso.
Ele tá indo. É,
>> é o que que tá acontecendo? Eu eu acho
que o Tis é mais competitivo.
>> É, o Brasil todo acha, né, assim, o
Brasil todo, né, a comunicação. Acho que
vou votar no
>> o próprio o próprio bloco de partido
aqui, acho
>> eu vou votar no PT,
>> então eu preferiria votar no Tarcío, mas
se o Flávio for candidato, eu vou votar
nele.
>> Ó, o bolsonarismo diz que Tarcísio é é
sistema. Você também é sistema? Não, não
acho não. Não acho não. O bolsonarismo
é um uma parte do conservadorismo.
>> Sim.
>> E uma parte da direita. Mas não é a
direita e não é o conservadorismo todo.
>> Concordo. Concordo. Eh, vai lá, mano.
Volta.
>> Glauber, agradecer aqui todo mundo que
mandou mandou mensagem, né? Eh, o Felipe
Gomes, Gabriel Mirante, André Batista,
Sérgio,
Sérgio Grusman, eu acho, Bruno Massai, o
Gabriel Nascimento, eomar, Iomaro
Júnior, eh, quem mais teve aqui? A Teila
também membro do canal, João Paulo Vivas
se tornou membro do canal, Leandro
Maurício Pin
e caramba. Pinarelo,
ele teve aqui com a gente ontem. É piada
aí.
>> É, é, meu irmão, tá gaguejando aqui.
>> E aí, a Roberta também teve aqui com a
gente. Feitosa. Eh,
quem mais? Gusta Roland.
>> Que isso?
>> É um É Gusta Roland.
>> Que isso, guerreiro? Que isso?
>> Holand. Rolland. Não, tu não falou isso
não. Eu eu entendi tu falando, meu
irmão. Gustaol
>> Gusta muito, mano. Volte muito, mano.
Vale.
>> E é o camarada que falou aqui, enfim,
mandou dois super chats aqui com
mensagens.
Wayner Luiz, Igor Oliveira, quem mais?
Eduardo Gois também teve aqui com a
gente, o Thales, o e quem mais? João
Ricardo, Rocha e Silva sempre tá aqui
com a gente.
>> Sim. e ele perguntou se você apoiaria a
candidatura candidatura do outer como
potencial pré-candidato a presidência.
Ele falou que tá se preparando. Ele
próprio.
>> É Rocha e Silva é um camarada aí que
sempre tá aqui com a gente.
>> Con ele
>> é pois é. Eu vou apoiar ele. Ele quer
que você conheça ele, pô.
>> Exatamente. Então ele falou que tá no
exterior se preparando e se você
apoiaria um outsider.
>> Não, dependendo, né? O Eneas era
considerado o outsider, era um homem
super preparado. Depende.
>> Mas tu não apoiou ele. Ô
>> Rocha, eu
>> não, porque na época eu votei no
Brizola.
>> Pois é,
você era era muito garotinho ainda, né?
>> Não é porque assim,
pode falar o que quiser, mas o Briola
erro tu cometeu sozinho, né? Esse erro
tu não cometeu sozinho. Ninguém deu,
ninguém deu atenção pro Ener, né? É, eu
dei, eu conversava muito com ele, ele
era muito capaz, muito preparado,
lúcido, visão
assim de estadista, né, e uma cultura
extraordinária. Mas,
>> cara, o povo escolheu Barrabá, né, e
deixou Jesus Cristo, né? Então é natural
do povo, né? Não comparando Enéis a
Cristo, né? Mas é assim mesmo. Eh, hoje
é mais fácil falar, né? Porque Mas na
época ninguém
>> na época não tinha. É, mano, volta e
continue.
>> Foram esses super chats? Essa foi a
rapaziada que mandou mensagem aqui e as
perguntas foram lidas aí, o garotinho
respondeu e quem sabe aí na próxima
participação.
>> Mano Walter, com o respeito que nós
temos nessa audiência e eu prezo por
isso, tem super chat que tu não leu.
>> Sim. E nós não vamos cometer isso. Eu te
agradeço a proteção, né, que você é um
cara leal, com compromissado aqui
comigo, mas tem super chat aí para mim e
que a audiência tá no chat esperando até
o final.
>> Isso.
>> Então, por favor, leia.
>> Bom, super chats que foram citados aqui
é Glauber, fala da BIM.
>> Mais o quê?
>> Só isso.
>> Só isso.
>> A maioria, 90% perguntando,
>> tá? Rapaziada, eu acompanhei no chat a
repercussão de vocês, não consegui ver
tudo, mas eu vi bastante coisa, né? E e
eu sei que vocês querem que eu fale
sobre isso e eu vou falar, beleza? Só
não dá para ser agora com um garotinho
aqui, 1 da manhã e hoje o dia ela é
dedicado pro podcast, pro convidado
Anthony e Garotinho. Beleza, teremos
tempo, né?
Eu não vou andar de avião, então talvez
meu avião não vai cair, né? E eu não vou
andar de avião particular, né? E tudo
que aconteceu aqui foi o garotinho que
fez. Eu acredito que Papai do Céu vai me
manter vivo e eu vou ter oportunidade de
falar, né? E aí eu vou falar, cara, a
gente vai trocar ideias sobre isso aí.
Mas se você quiser saber o que dá para
tu saber hoje, você tem que ir na
internet, fonte aberta, né? Eh, Globo,
poder 360.
E aí as pessoas falaram lá, né? No
momento que eu posso te dizer é que é só
me assistir, né? É só assistir o meu
canal, assistir a minha postura aqui
comunicando, assistir o que eu defendo,
o que eu ataco. Você vai perceber o que
que eu tô fazendo aqui, né? Eu tô
fazendo aqui um trabalho, né? Uma da
manhã, um trabalho privado, um trabalho
de comunicação, um trabalho que eu
aprendi, né? E se você olhar o meu vídeo
em 2021, você vai ver que eu era lá um
garotinho, né? Um um garotinho da
comunicação. E como que eu desenvolvi
isso? Trabalhando, pô. Trabalhando
muito, né? Trabalhando muito. Gravando
até 4 da manhã, 5: da manhã. Quantas
vezes eu eu gravei até 4 da manhã e fui
trabalhar, né? Fiz o meu certinho e por
isso que eu tenho essa habilidade,
entendeu? Então eu tô aqui representando
unicamente o Glauber, né? Unicamente o
canal Fala Glauber, o Mano Vter e todas
as pessoas que trabalham aqui, sobretudo
vocês. Beleza? Mas, ó, fica tranquilo
que eu gosto de falar e eu não tenho não
tenho medo de nada também não. Eu tenho
bastante vida pela frente, mas eu não
tenho medo não. Então, eh eu faço o meu,
eu posso garantir a minha honra, a minha
moral, o meu princípio, o meu sigilo,
que eu sou obrigado por lei. Agora, se
não fizer o mesmo, a culpa não é minha,
né? Então, eh, hoje todo mundo acordou
com o noticiário envolvendo meu nome e
eu é uma coisa que eu é um orgulho
pessoal, né? É uma conquista pessoal e
que eu mantinha, né, a minha descrição,
né, o meu dever.
Mas é isso. Se você quiser passar num
ótimo concurso, você é capaz. Eu vim de
São Gonçalo, né, quinta série fraca.
Pago o português errado, mas estudei e
passei. Estudei com estratégia. A melhor
dica que eu posso te dar é estude com
quem mais aprova, passe num bom
concurso, tá bom? É isso.
Eh, na minha veia aqui, ó, na minha veia
aqui corre um sangue de Polícia Penal
Federal, que eu tenho muito para
contribuir com a sociedade. contribuo
muito, eh, é minha obrigação e eu tento
devolver diariamente aqui para para
minhas carreiras, dos concursos que eu
já fui aprovado pra população, pros meus
colegas e sobretudo buscando, né, um um
país melhor, né, e vagabundo é
vagabundo, homem é homem, vagabundo age
como vagabundo e homem age como homem.
Então, eu sou homem e eu ajo como homem
e no momento que o vagabundo atacar, a
gente vai para dentro. Beleza? Então é
isso. Eu vou falar, mas no dia certo.
Hoje é fala garotinho. Certo.
>> Certíssimo. Obrigado a você,
>> garotinho. Vai com Deus. Vai com Deus.
Obrigado pela tua participação. Obrigado
pelo pela tua dedicação aqui ao canal.
Apesar de você ficar pedindo para ir
embora um tempão, você ficou, né?
Desculpa se eu não fui um bom hospedeiro
e permiti que você fosse embora,
>> mas o dever, né? Você é um comunicador,
você sabe que eu tô fazendo aquilo que
você faz também, né? E
>> você tem que segurar, né?
>> É, eu eu tenho que esse
>> eu tenho que puxar a língua, né, do
cara, ainda mais um cara que fala
bastante, né?
>> E aí você falou, né? E aí quem ganhou? O
Brasil. Quem ganhou foi foi foi a
audiência. E é isso, mano Valter. Tem
mais alguma coisa para falar? Era essa
as mensagens que estava chegando aqui no
no super chat e as perguntas foram lidas
pro Garotinho. Quem quiser mandar o
super chat depois, deixa pra próxima
participação. Garotinho parte dois. E a
gente vai tentar prestigiar todo mundo
aí que manda
>> Garotinho parte dois, a vingança.
>> Eita ferro. E segunda-feira tem react,
hein? Segunda-feira é o dia do react,
dia que o Fala Glober, só tem o Glob
falando e eu falo pr caramba, rapaz.
Ontem me deram um vídeo de 2 minutos
para eu reagir. Eu fiquei uma hora
falando no vídeo. Tu acha que tu fala,
rapaz? Eu falo mais que você. É porque
eu vou eu vou a a a falando assim,
entendeu? É isso aí, rapaziada. Pode
levantar, garotinho. Vai com Deus. Você
que tá em casa, meu, muito obrigado.
Deixa o teu like aqui, ó. [ __ ] a gente
podia ter batido 9.000 likes. Ainda não.
Estamos com 8.362.
Deixa o teu comentário quando acabar
essa transmissão. Tudo que vocês estão
falando no chat. que querem falar, deixa
o comentário, beleza? Obrigado pelo teu
carinho com convidado, pelo respeito com
o nosso trabalho. Espero ter
contribuído. Eu sou o Fala Glob, você tá
no Fala Glau Podcast. Tamo junto. E fala
Gláver.
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