LITERATURA E EDUCAÇÃO ANTIRRACISTA: COMO CONSTRUIR DIVERSIDADE E PERTENCIMENTO
What this video covers
Organized by Companhia na Educação in partnership with UEFS and GEPLET, this panel explores practical pedagogical approaches to anti-racist education through literature. Three educators present innovative classroom initiatives that move beyond superficial celebrations to foster diversity, empathy, and belonging. The session highlights how literature serves as an active tool for critical thinking, inclusion, and conflict resolution across different educational levels.
Key takeaways
- The event was organized by Companhia na Educação, UEFS, and GEPLET to highlight teacher agency and literature as a tool for critical world-reading.
- Paula Anias introduced the Afroteca Project in Castro Alves, Bahia, an itinerant library promoting Afro-Brazilian and Indigenous authors year-round in compliance with Federal Law 10.639/03.
- Simone Marabaia detailed 'Canta, Conta e Dança para Mim,' an early childhood project using Afro-Indigenous literature, ancestral engagement with the Xakriabá people, and neurodivergent-inclusive practices.
- Mary Helen Hervano shared her work using Blandina Franco's book 'Ernesto' in Maricá, Rio de Janeiro, addressing schoolyard exclusion, hidden bullying, and racism through dialogic pedagogy and restorative circles.
- Classroom activities across projects incorporated multiliteracies, ancestral workshops, community craft-making, affective plush toys, and self-esteem exercises.
- Panelists identified structural challenges during the Q&A, including acquiring municipal funding for books, remote teaching barriers, and the pervasive normalization of racism as 'harmless jokes.'
Topics covered
- Event Framework and Theoretical Foundations
- Hosted as part of Jornada de Práticas 2026, the panel 'Literatura e Educação Antirracista' was grounded in Paulo Freire's critical pedagogy, socio-emotional learning, and federal mandates (Laws 10.639/03 and 11.645/08) for ethnic-racial education.
- The Afroteca Project (Paula Anias)
- An itinerant library created in Bahia featuring 17 regional writers and 28 titles designed to transform passive students into active readers through storytelling, local cinema screenings, and ancestral artisanal workshops across urban, rural, and quilombola schools.
- Canta, Conta e Dança para Mim (Simone Marabaia)
- An early childhood education project rooted in Afro-Indigenous Affective Enchantment Literature that engaged students with Xakriabá culture, accessible board games, environmental stewardship, and direct civic actions such as petitioning for Indigenous land rights.
- Literature, Listening, and Belonging via 'Ernesto' (Mary Helen Hervano)
- A targeted intervention in Maricá using the book 'Ernesto' to confront prejudice and exclusion, tailoring activities such as restorative circles, plush-assisted storytelling, and alternative ending composition across 1st, 4th, and 5th-grade cohorts.
- Pedagogical Challenges and Round-Table Insights
- Educators discussed structural obstacles including municipal budget shortages for book acquisition, integrating neurodivergent students, and dismantling the normalization of discriminatory nicknames and racial bullying in schools.
“A a o cultural, o pessoal, o fisiológico, todos eles são um só, né?”
FULL TRANSCRIPT
Boa tarde a todas as pessoas que nos
acompanham em mais uma programação aqui
da Companhia na Educação, essa jornada
de práticas. Eu sou Rafaela Deiab,
coordenadora, né, dessa área da
Companhia das Letras, dedicada à
educação e aos educadores que
acompanhanda na educação. E eu vou eh
fazer a minha autodescrição. Eu sou uma
mulher grisalha, cabelos ondulados na
altura dos ombros. Tô usando óculos, eh,
uma blusa preta e um casaco estampado. E
tô usando batom vermelho. E ao fundo de
mim tem um armário marrom.
Bom, vou aqui paraa minha fala, vou ler
para ser breve e logo passar a palavra
paraa professora Úrsula, né, que divide,
né, a assinatura desse evento, né, junto
com o grupo de estudos da UFS, o Geplet,
né, a assinatura dessa edição da jornada
de práticas. Uma alegria muito grande,
né, ter a Úrsula aqui conosco, assim
como ter tido a curadoria, assinatura do
da UFS, da UEFS, né, e da do GPlet neste
evento.
Eh, uma alegria muito grande dar início
à jornada de práticas 2026, nesse ano,
né, em que a editora Companhia das
Letras e nesse outubro, né, que a
editora Companha das Letras comemora 40
anos de existência. E nesse mês de
outubro, que é tão importante também,
porque é o mês em que a gente comemora,
né, a data, eh, em comemoração ao dia
dos professores e também ao dia das
crianças. Eh,
queria agradecer, né, eh, a participação
de todos que estão aqui conosco, né,
essa jornada, ela nasce de uma convicção
muito importante para nós, de que há
muito, mas muito mesmo conhecimento
sendo produzido diariamente, né, dentro
das escolas, nas escolhas eh dos
professores, nas experiências de
leitura, nas formas de aproximar os
estudantes dos livros e nas maneiras de
conectar a literatura, as questões do
nosso tempo. Por isso, né, nessa jornada
de práticas em que a gente coloca os
educadores e as suas práticas no palco e
no centro eh desse evento, é algo que
nos emociona, né, e alegra bastante, né,
que acompanhando a educação possa ser e
essa plataforma, né, em que os
educadores de todo o Brasil consigam
trocar eh as suas boas práticas de
formação com os seus estudantes.
Eh, então aqui e menos do que apresentar
respostas prontas, né, a gente cria um
espaço para que experiências circulem,
sejam discutidas e possam inspirar novas
práticas em diferentes contextos. O tema
dessa edição é educação literária
conectando escola e sociedade traduz
justamente esse propósito, né? pensar a
literatura como uma experiência que
amplia repertórios, provoca perguntas e
nos ajuda a ler e compreender o mundo.
Afinal, Paulo Freire já nos ensinou, né,
que a leitura de mundo precede a leitura
da palavra. É uma alegria realizar essa
jornada em parceria com a Universidade
Estadual de Feira de Santana, a UEFS, eh
com o grupo de estudos e pesquisa em
multiletramentos, educação e
tecnologias, o Geplet. a gente acredita
muito, né, na potência desse diálogo
entre o conhecimento produzido entre a
universidade e aquele que é construído
cotidianamente nas escolas, né, saberes
diferentes que quando se encontram
enriquecem a experiência e a prática de
todos em educação literária. Queria
fazer um agradecimento especial à equipe
da Companhia na Educação, especialmente
na figura do Alex, que organizou tudo
para que esse evento acontecesse.
e a equipe dos pesquisadores do GEPT,
que nos ajudou na curadoria, né, desses
trabalhos
e a todos vocês educadores, né, que
tiveram a coragem, né, e de compartilhar
as suas experiências em sala de aula
conosco. Eh, esperamos que sejam dias de
muita troca, escuta e inspiração. Sejam
todos muito bem-vindos e bem-vindas e
bem-vindes a essa jornada de práticas.
Eu deixo vocês agora com a professora
Úrsula.
>> Boa tarde. Boa tarde, Rafaela. Boa
tarde, Janaína. Boa tarde a todos que
estão aqui acompanhando já o chat. Já vi
que o Brasil está presente. Que
maravilha, né? Eu sou uma mulher que
estou com tem os cabelos pretos, os
cabelos lisos, uso o óculos azul, estou
com uma blusa rosa com para poder
pensarmos um pouco no outubro rosa,
quando nós mulheres estamos no nos
cuidando, né? E sejam todas e todas
bem-vindos e bem-vindas à jornada de
prática 2026. É uma alegria, como disse
Rafaela, uma alegria imensa abrir este
espaço de encontro promovido pela
Companhia das Letras, que está este ano
em parceria com o grupo de estudos e
pesquisas em multiletramentos, educação
e tecnologias GEPT, que é da
Universidade Estadual de Feira de
Santana, situada no estado da Bahia. E
nesta edição nós estamos reunindo eh
educadores que estão vivendo o chão da
escola, pesquisadores, professores,
pesquisadores e mediadores para
compartilhar experiências, refletir
sobre os desafios contemporâneos da
educação e, mais do que isso, celebrar a
potência da educação literária. que cada
diálogo seja uma oportunidade de ampliar
horizontes, fortalecer práticas e possa
nos inspirar a novas formas de ensinar e
de aprender. Então, que essa jornada
seja um convite à escuta, a troca, a
construção coletiva de caminhos para uma
educação mais crítica, mais criativa e
inclusiva, que é isso que nós desejamos.
Agradecemos a todos que estão
participando, todas que estão
participando, que se inscreveram, que
estarão no chat também dialogando com os
nossos apresentadores.
E para finalizar a minha fala, né,
desejo que seja um espaço mesmo
colaborativo, que essa jornada seja uma
boniteza.
Convido agora o nosso professor Darlean
Ramos, que é integrante do Geplet, faz
parte aqui da UEFS, da Universidade
Estadual de Feira de Santana, para
continuar mediando esse encontro que já
começou um encontro de muitas interações
e com certeza de de muitas eh relações
entre os estados, entre a prática
pedagógica e mais ainda, né, mostrando
como a educação pode emancipar os
sujeitos. Darlean, agora é com você.
>> Olá, gente. Boa tarde, boa noite desde
já. Obrigado, professora Úrsula, já por
me inserir nesse contexto de diálogo, de
debate, mas também de construção
coletiva. Eu acho que é isso que nós
estamos aqui hoje para fazer esse
movimento. Acredito que é o espaço de um
espaço formativo, então isso vai
contribuir com o processo informação de
todas e de todos que aqui estão nos
assistindo.
Eh, sejam muito bem-vindos à Jornada de
Práticas 2016. Eh, nós vamos eh ter a
temática com o tema Educação Literária,
conectando escola e sociedade.
Eh, é um prazer estar com vocês aqui
nesta tarde, participamos de mais um
evento da Companhia na Educação. Vou
fazer uma breve descrição do mediador
que é Darlean. Eu sou negro, homem
negro, cabelo curto, cortado social,
baixinho, tenho olhos pretos. Estou
usando a camisa golaapolo vermelha.
Atrás de mim tem um fundo branco.
Eh, estamos aqui na jornada de práticas
da Companheira da Educação e vamos
iniciar a mesa eh intitulada
Educação Literária, conectando Escola e
Sociedade. Mas antes de chamar as
palestrantes, vou dar alguns avisos que
a gente acredita importante para as
pessoas, para o público, para o mundo
que está nos assistindo.
Eh, terá certificado para as pessoas que
se inscrever, que se inscreveram, quem
ainda não se inscreveu, ainda há tempo
de se inscrever. Então não perca esse
evento. É um evento que está recheado de
coisas, de novidades, de aprendizagens
que cada um pode levar para o seu
contexto a partir daquilo que acredita e
daquilo que a educação nos promove e nos
move. Terá também sorteios de livros,
então fique atento ao chat.
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